História The Blue-Eyed Boy - Capítulo 9


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Bucky, Clint Barton (Gavião Arqueiro), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Natasha Romanoff, Personagens Originais, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers
Tags Natasha Romanoff, Romanogers, Stasha, Steve Rogers, Stevenat
Visualizações 101
Palavras 1.643
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, consegui um espacinho pra postar hoje! Como está sendo a semana de vocês? A minha tá sendo meio azarenta e estressante mas... tudo bem kkkkkjjjj. Enfim, espero que gostem! Bjs e uma boa sexta pra vocês ^^.

Capítulo 9 - Unexpected Meeting


Fanfic / Fanfiction The Blue-Eyed Boy - Capítulo 9 - Unexpected Meeting

Aquele insulto contra minha aparência foi bastante motivador. Assim que o senhor Dono-de-si de cabelos loiros se trancou no palácio, corri até o meu carrinho de compras (porque, sim, agora ele era meu e ninguém ia levá-lo embora) e comecei a revirar as caixas atrás de uma roupa decente. Depois do que pareceram horas, consegui encontrar minha jeans favorita de lavagem clara, uma sobrevivente do Katrina, de tão velha e rasgada que estava. Ué, estava na moda, não estava? Peguei uma camisa com babado azul-marinho, minhas sapatilhas preferidas da Santa Lolla no tom da blusa e a maleta de maquiagem. Encontrei também uma calcinha que até minha avó se recusaria a usar por estar fora de moda e ser grande demais e, para minha surpresa, os vidros de shampoo e condicionador. Quem empacota os vidros de shampoo do banheiro quando está se mudando em situação de emergência? Se você respondeu minha mãe, acertou na mosca. Se eu procurasse bem também, encontraria talheres, utensílios domésticos e meu travesseiro, o Senhor Fofinho. Até o pó do meu antigo quarto devia estar empacotado em uma das caixas.

Corri pelo corredor como quem foge de um serial killer e pulei dentro do chuveiro. Eu tinha exatos dez minutos para fazer um serviço benfeito que calasse a boca daquele idiota.

Para quem não tomava banho havia alguns dias, consegui sair limpa do chuveiro em exatos dois minutos e meio, um recorde. Vesti a roupa e fiz uma maquiagem básica e clara, que me deixava com um aspecto saudável, e fui conferir o resultado no espelho enquanto desembaraçava os cabelos com os dedos. Droga, esqueci de procurar pelo pente.

Até que fiquei feliz com o resultado. Quando meu cabelo secasse, eu ia parecer um poodle, mas o resto estava apresentável. Cheguei à sala antes de Steve e sentei no sofá como se estivesse ali há horas, pronta para inventar alguma piadinha sobre sua demora. Estava tão entretida nas minhas opções, que só reparei que ele me observava, quando falou comigo.

S: Precisa de um pente emprestado?

Inferno.

N: Não, estou bem assim.

Empinei meu narizinho e me dirigi para a porta sem esperá-lo, parando no caminho apenas para recuperar minha bolsa do meu carrinho de compras super útil.

S: Se você diz… – Rebateu, dando risada de algum lugar atrás de mim. Considerei profundamente a opção de lhe dar uma bolsada.

Descemos para o subsolo em silêncio.

N: Vamos com o seu carro ou com o meu? – Perguntei.

S: Vamos com o meu. – Respondeu, enquanto se distanciava de mim em direção a uma vaga perto da qual eu tinha parado. Onde uma Land Rover azul escuro o esperava.

N: Por quê? – Estaquei no lugar

S: Natasha, com base no carrinho de supermercado que eu vi lá em cima, se você cuida do seu carro como cuida das suas coisas, eu sinceramente prefiro não descobrir qual tipo de animal já fez ninho e constituiu família aí dentro.

Touché! Ele não esperou pela resposta e eu sinceramente não consegui pensar em nada para responder, pois meu carro realmente estava uma zona de guerra. Apenas o segui e o observei enquanto ele apertava o alarme e abria a porta do passageiro para mim. Era bom ele não estar esperando um agradecimento ou coisa do tipo.

Steve fechou a porta e deu a volta no carro, se posicionando atrás do volante e engatando a ré. Existia alguma coisa de muito sexy em ver um homem realmente bonito dirigindo, ou eu é que era meio tarada?

S: Quer ir a algum lugar específico? – Perguntou sem se virar na minha direção. Hum, apenas uma das mãos no volante, dirigindo um pouquinho mais inclinado para a direita, sua outra mão fuçando no botão do rádio, sexy, sexy, sexy. – Natasha?

N: Oi?

S: Eu perguntei se você quer ir a algum lugar específico, o que você quer comer?

N: Qualquer coisa. Nunca vim muito a essa parte da cidade quando morava aqui, então não sei. Escolhe você.

Pelo sorriso de canto de boca ficou óbvio que ele sacou com o que eu estava distraída. Morri de vergonha e afundei mais no banco de couro do carro.

S: Tem um restaurante a duas quadras daqui, a comida é boa.

N: Pode ser.                 

Embora tivesse ficado envergonhada de ter sido pega no flagra, não resisti a dar mais uma espiadinha. Fiquei encantada quando percebi que, quando ele sorria, duas covinhas apareciam em suas bochechas. Seu rosto sério e cabelos loiros cor de mel realmente lhe caíam bem. Na verdade, se ele fosse vesgo ou tivesse uma verruga na ponta do nariz, ainda assim, seria lindo de morrer!

O restaurante era no mínimo aconchegante. Bem localizado, lotado e com um cheiro divino. Steve entrou apoiando as mãos nas minhas costas para que eu desviasse das demais pessoas até acharmos uma mesa. De repente ele apertou meu ombro esquerdo como se estivesse puxando as rédeas de um cavalo e eu entendi que deveria virar para a esquerda, mas não fui rápida o suficiente. Uma loira imensa e magra, entrou no meu campo de visão e trombou comigo.

– Steve, que bom ver você. Como foi o congresso? – Perguntou ela, piscando os cílios longos na direção do meu domador, que por sinal ainda estava com a mão no meu ombro.

S: Não foi, Sharon, foi cancelado. – Respondeu com má vontade evidente.

Sharon: Ah, que pena. Quem é sua amiga? – Questionou com um grande interesse, fixando os olhos castanhos nos meus. – Acho que você não me é estranha, já nos conhecemos?

Assim que nossos olhos realmente se cruzaram, eu soube que de fato a conhecia, mas por nada no mundo eu admitiria. Eu só tinha energia naquele momento para tentar me esconder. Steve deve ter percebido meu desconforto, porque apertou meu ombro de leve. O que será que aconteceria se eu gritasse “fogo!” e me escondesse embaixo de uma mesa?

S: Creio que não, Sharon, ela é a irmã do Pietro e do Clint. Veio passar uns dias conosco. – Respondeu Rogers com voz séria.

Sharon: Ah, claro. – Ela se lembrava, claro que ela se lembrava. Ninguém esquece de jogar alguém dentro de um rio. Seu olhar, que já não era amistoso, tornou-se frio, gelado. – Esqueceu que eu conheço os meninos desde a infância, Steve? – Perguntou, fingindo inocência. – Como vai, Natasha?

Eu ainda não gostava dessa garota. Eu nunca mais tinha pensado nela e não a tinha visto mais em nenhuma das outras férias que passei em São Petersburg. Inclusive, me lembro nitidamente de um dos meus irmãos terem comentado que ela havia se mudado. Mas se eu tivesse pensado, nem que fosse só por um minuto, não teria adivinhado que o tempo seria tão generoso com ela. Por outro lado, com certeza, teria acertado de primeira se dissesse que ela continuava sendo a mesma vaca de sempre.

N: Muito bem, Sharon e você? – Empinei o peito, que Deus me ajudasse.

Sharon: Também.

Era notório que ela não estava feliz em ser cortês comigo e só vi um motivo para ela não me atirar outra vez em algum lugar: Steve. Não importava o que essa garota sentisse por ele, mas não queria que Steve tivesse a ideia errada sobre ela. Sorte a minha, porque reparei em uma enorme poça d’água perto da entrada do restaurante e eu não desejava acabar a noite sentada dentro dela.

Sharon: Vai ficar por muito tempo? – Prosseguiu, mas não tive oportunidade de responder.

S: Sharon, foi ótimo vê-la, mas realmente precisamos achar uma mesa. – Steve respondeu antes de mim. Sua mão ainda estava no meu ombro.

Sharon: Claro, passo lá depois para ver você. – Onde seria esse “lá”? Não tive chance de perguntar ao Rogers, que novamente me conduzia no meio da multidão rumo a uma mesa vazia no canto do restaurante.

S: Você está bem? – Perguntou ao nos sentarmos.

Claro, por que eu não estaria?, pensei. Só porque eu acabei de dar de cara com meu demônio pessoal em carne e osso? Por que eu não tinha gostado nadinha do jeitinho como ela tinha dito “lá”? Porque foi muito íntimo e eu já estava rezando para não ter que dar de cara com ela novamente? Ou porque várias lembranças indesejadas começaram a pipocar na minha mente?

N: Estou ótima.

S: Você está meio verde. – Disse, estreitando os olhos na minha direção.

N: Deve ser a luz. – Retruquei. Anos convivendo com dois irmãos enxeridos vinham bem a calhar.

Deixei Steve pedir a comida e me perdi em pensamentos. Ele não ligou, já que estava grudado ao celular. Tinha como ficar pior?

Sabe, essa pergunta não deveria ter sido feita e eu sabia bem disso, pois eu andava atraindo azar. E dos grandes. Em menos de uma semana eu perdi meu noivo, minhas duas melhores amigas, minha casa, e encontrei a pessoa que mais me humilhou na vida. Na minha grande inocência realmente não tinha como ficar pior, mas como sempre demonstrava, o destino tinha algum problema pessoal comigo e me provou como podia ser esperto e sacana quando queria.

S: Tem alguma coisa errada com seu rosto. – Disse Steve, largando o garfo e me olhando com a mesma expressão que eu usaria para descrever um cientista vendo um Avatar pela primeira vez.

N: Ah, muito obrigada. – Respondi irritada, também abandonando minha salada colorida. – Primeiro você diz que meu cabelo está horrível, depois que algum animal peçonhento mora no meu carro e, agora, que meu rosto também tem algo de errado? – Explodi. Eu já estava no meu limite havia mais ou menos vinte minutos. – Ninguém nunca te ensinou bons modos, cara?

S: Ah, Natasha, tem mesmo alguma coisa muito errada com seu rosto. – Insistiu, desculpando-se. – Olha – pediu, apontando o celular dele, que mostrava a imagem da câmera frontal na tela. Não entendi muito bem por que ele estava me mostrando um bebê elefante, até ver que o tal elefantinho era ruivo.

Merda.


Notas Finais


Aqui se foi Natasha Romanoff... Um lindo elefantinho ruivo ^^

O que acharam? c:


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