História The Board of Life - Capítulo 2


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Categorias Supergirl, The Flash
Personagens Iris West, Kara Zor-El (Supergirl), Wally West (Kid Flash)
Tags Westallen
Visualizações 10
Palavras 1.590
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Mistério, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


<3

Capítulo 2 - Como Fogo e Madeira


Fanfic / Fanfiction The Board of Life - Capítulo 2 - Como Fogo e Madeira

Iris.

Sexta-Feira, 09 de fevereiro, 22h.

Eu não devia estar aqui. Nem sei se aqui é o meu lugar.

Definitivamente essa festa não é o meu lugar. É quase possível sentir a falta do oxigênio por causa da quantidade extrema de gente colada umas nas outras.

Eu me espremo em meio a corpos suados e tento achar qualquer rosto que me seja familiar. Ninguém. Eu apenas vim porque Kara insistiu que não queria ficar sozinha na festa, e que nunca vamos nas festas do começo do ano letivo, que os alunos do nosso colégio organizam. Bem não sei porque concordei dessa vez, não consigo me encaixar aqui, já é difícil ser eu mesma no colégio, imagine aqui, em uma festa do colégio.

Meu pai pensa que estou na casa de alguma amiga, e não sei como ele caiu nessa, desde de que ele é um policial, nem sei se isso é realmente bom ou ruim por ele não ter me proibido de vir até aqui.

O chão treme com a música alta, há fumaças coloridas por todos os lados, dificultando cada vez mais minha tentativa de achar alguém que não me ache mais uma “neguinha derrotada”. Tudo bem, eu não me sinto realmente mal sobre o que as pessoas pensam ou dizem de mim, o único problema é que lá eu sempre vou ser “ela” e nunca vou conseguir ser algo mais, porque por mais que eu tente, eles nunca vão me ver ou querer me ver como eu realmente sou. Enquanto isso não muda, eu vou continuar a ser a Iris versão 2 aprimorada e robótica.

Pego meu telefone e tento mandar uma mensagem para Kara.

― Ei Kara, cadê você?

Mando a mensagem e fico feliz por ter sido enviada com sucesso.

Me arrasto até uma das cadeiras do bar e me sento, eu tinha uma visão quase perfeita da festa, se não fosse pelas fumaças coloridas. Todos dançam com animação, com um copo de bebida nas mãos, enquanto se esfregam uns nos outros, é quase preciso camisinha.

Meu celular vibra nas minhas coxas, dizendo que tenho novas mensagens. Eram de Eddie, não estou com saco para falar com ele agora; zero mensagens de Kara. Eu poderia largar meu orgulho e perguntar a Eddie sobre o paradeiro dela, mas pode ser que ela não tenha contado a ele sobre ir a festa.

  Solto um longo suspiro de frustração, e minha cabeça começa a palpitar no meu cérebro, abaixo minha cabeça sobre a mesa do bar, com a leve ilusão de que quando eu lentar a cabeça eu esteja na minha cama.

As pessoas gritam e pulam com força no chão, e penso que é quase possível que este é o motivo do primeiro terremoto na Central City. Alguém grita meu nome de um jeito apressado e familiar e dou um leve salto, mas minha cabeça permanece baixa e penso que num passe de mágica se fingisse não ouvir, a pessoa sumiria; até ele me chamar por aquele apelido escroto, que somente ele chama para me irritar. Meu coração para, sei que estou ferrada pelo resto do ano.

― Irey! ― Ele segura meus ombros e me vira na cadeira giratória. ― O que você pensa que tá fazendo aqui?

― Não é da sua conta, e o que você tá fazendo aqui, carinha? ― Me solto de seu aperto e bato o meu indicador algumas vezes em seu peito. ― Não ouse contar a papai senão,

― Eu não sou mais criança, Irey, não vou ser X9 seu. ― Os olhos dele viram tanto que é quase possível pensar que nunca voltaram ao seu lugar novamente.

― Você estaria ferrado junto comigo. ― Ele fica em silêncio e se senta na cadeira ao meu lado. ― Porque você veio?

― Eu só queria me divertir um pouco com os meus “amigos” populares. ― Wally desenha aspas no ar.

― Ei o que houve? ­― Coloco uma mão em seu ombro.

― Bem. ― Uma pausa. ― você sabe como que é o pessoal do nosso Colégio, eles te tratam como a melhor pessoa que eles já pensaram em conhecer, para simplesmente te jogar do penhasco com uma facada nas costas, acho que tinha me esquecido que era assim que funcionava por um momento. Com nós. ­― a última frase sai como um sussurro, um segredo, mas consigo entender. Coloco meu braço sobre seus ombros tentando anima-lo com um aperto, ele dá um pequeno sorriso, mas seus olhos não dizem o mesmo que sua boca.

― Vai ficar tudo bem, e você sabe. ― Suspiro ― Sou sua irmã mais velha, se você precisar que eu de um jeito nesses garotos mimados­,

― Iris, você vê o quanto isso é ridículo né? ― Ele me interrompe se afastando, mas com um sorriso estampado na cara.

― Qual é Wally. ― Dou um soquinho de leve em seu ombro. ― Nós sabemos que eles não são de nada perto de uma negra irritada.

― É claro que não. ― Ironiza de brincadeira, as vezes eu penso que devia ensinar a ele uma lição por ser tão babaquinha. ― Mas acho que se fosse pra fazer alguma coisa do tipo eu não te meteria no meio.

― Porque?

― Ué eu não posso meter minha linda irmãzinha na bagunça do seu “irmão mais novo que só arruma confusão onde não deveria”.

― Eu não me importo com isso.

― Eu sei, mas papai se importa, e de qualquer maneira você sempre está envolvida por ser minha irmã mais velha, você leva a culpa, então acho que eu posso apanhar um pouco, não é tão ruim.

― Desculpa, mas se você fosse Kara eu estaria dizendo agora, “Elas devem ser tudo açogueiras pra ficar amaciando sua carne de vaca”. ­― Rimos.

― Sabe as vezes eu queria ser você, acho que é mais fácil para as garotas. ― Rio com a sua declaração, e então olho para sua expressão séria.

― Oh perai, você está falando sério? ― Ele assenti. ― Bem se você deseja ter crises existências, sentimentos aflorados,

― Eu já tenho tudo isso. ― Interrompe.

― Parabéns, você é uma garota! ― Exclamo.

― Cala boca! ― Ele me empurra de brincadeira

― Estou brincando, afinal ainda tem as cólicas menstruais, TPM, o mar vermelho saindo do meio das suas pernas,

― Tá bom, tá bom, já entendi, ser um ser humano é uma bosta, negro pior ainda, e se você é pobre você tá ferrado, independe do sexo.

― Exatamente, agora você já pode passar para o próximo nível! ­― Brinco e ele revira os olhos e logo rimos. Nós nos implicamos de brincadeira, mas sabemos que nos amamos e não seria possível viver sem essa merda na minha vida apesar de tudo.

― Você tá esperando alguém? Porque senão acho que seria melhor nós irmos para casa, afinal, aqui não é tão divertido quanto todos falam.

― Não, com certeza pode ficar entre os piores. ― sorrio ― CCJitters e casa são os melhores.

― Completamente, verdadeiramente, verídico.

― Verídico? Você começou a ler o dicionário antes de dormir? ― Ele cutuca meu pé. ― Bem na verdade eu estava esperando por Kara. Mas ela não responde minhas mensagens, eu estou meio preocupada com ela, principalmente agora que ela começou a namorar aquele noia e tá fazendo coisas sem raciocinar direto. ― Abaixo o volume da minha voz, porque sei que minha voz pode rachar, assim como os meus olhos, olho para os lados.

― Ei Irey.

― Não começa.

― Iris. ― Corrigi. ­― Eu sei que você tá preocupada mas precisamos ir, ou senão vamos ficar fodidos pelo resto do século se papai souber, você sabe.

― Tudo bem, vamos, papai te mataria se ouvisse você amaldiçoando ―  Forço um sorriso.

― Cala boca. ― ele ri se levantando, e quando vou seguir os seus passos, o som mais alto que a música ecoa por todos os lados da sala,

Pow! Pow! Pow!

― Vem! ― Wally grita me puxando pelo braço para acompanhar a sua corrida, o único problema é que era impossível correr, as pessoas estavam perdidas, gritando socorro, não sabiam para que lado ir, inclusive nós. As bombas ou seja lá o que for continuam a explodir, fazendo tudo a nossa volta pegar fogo, as chamas percorriam todas as partes da casa de madeira, aumentando a cada milésimo de segundo mais e mais deixando as pessoas ainda mais desesperadas, os bêbados então, provavelmente nem imaginavam o que estava acontecendo, provavelmente desnorteados, todos estavam.

Algumas pessoas gemiam por terem se ferido, não dá pra saber de onde vem com toda a gritaria e corpos grandes suados.

Nós fomos levados pelas pessoas esperando que isso levasse a saída, e pela glória de Deus foi o que aconteceu. Quando estamos ao ar livre paramos um tempo para respirar, o que não dá muito certo pois somos levados pela multidão. De repente todos param e olham para o horizonte; Tudo a frente era vermelho, alaranjado, as casas pegavam fogo, as lojas, a linha que separava a Fross City de Central City; onde fica o colégio. Tinha fuligem por todo o gramado, as pessoas dos outros estabelecimentos saiam por todos os lados soltando fumaça preta pelos poros.

 As pessoas ainda imploravam por ajuda, junto de gemidos e choros, a cena era realmente assustadora.

De longe era possível ouvir os grandes carros dos soldados da guarda real e os whoop-whoop das sirenes de bombeiros e,

Policiais;

Realmente ferrada.


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3


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