História The Board of Life - Capítulo 3


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Categorias Supergirl, The Flash
Personagens Iris West, Kara Zor-El (Supergirl), Wally West (Kid Flash)
Tags Westallen
Visualizações 7
Palavras 4.374
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Mistério, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui está o capítulo dois!! espero que gostem!

Capítulo 3 - O Desculpa serve para nós


Fanfic / Fanfiction The Board of Life - Capítulo 3 - O Desculpa serve para nós

Iris.

Terça-feira, 24 de fevereiro.

... e as monarquias de Eobard Thawne e Henry Allen, reis da Fross City e Central City, neste seguimento. O ataque ocorreu na última segunda-feira. Ainda estamos à procura de novas informações sobre o conflito, até o momento foram encontrados três feridos em estado grave, e estão sendo tratados no ‘Hospital Estadual ‘Merlyn Rills’. Ainda não foi dito ou descoberto o motivo dessas ondas de incêndios que estão ocorrendo nas duas cidades, mas,

O barulho de uma sirene soa me distraindo da minha dissertação. Provavelmente está caminho das casas próximas daqui, devem ter achado algo mais; um arrepio percorre meu corpo. Afasto minhas mão e olhos do laptop e observo a enorme biblioteca.

Seus olhos são direcionados a um relógio de ponteiros na parede a frente; fixo meus olhos no relógio redondo, lutando para enxergar o que ele dizia. Deveria ter trazido os meus óculos de descanso,

―O que?! 14 horas!? De novo não, Deus! ― solto, levantando e passando as mãos pelos os cabelos seguido por um suspiro de derrota.

― SHH. ― a bibliotecária Vanessa exala de sua mesa.

Desculpa! ― jogo na tentativa frustrada de um sussurro.

   Começo a juntar todos os meus pertences, enfiando dentro da mochila mochila.

― Me desculpa – digo com um encolhe-dor de ombros.

― Está tudo bem querida! Vamos combinar que, ninguém vem aqui mesmo. ― A bibliotecária responde, fazendo da última parte um sussurro, colocando a lateral de uma das mãos no canto de sua bochecha, no que eu solto um pequeno riso.

― Obrigada senhora Rills por me deixar ficar mais tempo aqui. ― sorrio.

―Não foi nada! É bom ter a presença de mais um ser aqui além dos personagens dos livros. ― ela responde sorrindo e estreitando seus olhos sobre seus óculos retangulares desgastados.

― Realmente. ― aperto a mochila sobre meus ombros. ― Desculpe, mas eu realmente tenho que ir, estou um tanto atrasada para o trabalho! ― declaro com desapontamento.

―Então vá! O que está esperando? ―Ela diz jogando as mãos em direção a porta ainda me encarando.

―Oh é mesmo, Tchau! – me apreso pela porta.

Quando saio pela porta da biblioteca, começo a correr o que não corri minha vida inteira e, agradeço a Deus por eu ter tido educação física hoje, porque senão teria colocado uma bota ao invés do tênis e já teria caído no chão escorregadio do colégio, não que isso seja impossível usando tênis quando se trata de mim, viro o corredor e continuo correndo, até que sinto o impacto contra meu corpo,

― Desculpa! ― exclamou e me levanto olhando para o chão.

­―  Tudo bem. Tudo bem? ― Ele pergunta coçando a parte traseira do seu pescoço depois de soltar os meus cotovelos.

―  Sim! Claro! Está tudo ótimo! Tchau! ― acenei, ele assentiu acenando com a mão que no caso não estava no pescoço.

Viro minhas costas e continuo minha “caminhada” e quando virava o corredor conseguia sentir seu olhar meio confuso em mim, ele era tão alto, não que seja difícil ser maior do que eu.

Encontro o número do meu armário ‘415’, destranco-o e coloco meus materiais lá dentro, deixando apenas de fora meu laptop e a bolsinha com os documentos e o celular.

Quando chego na CCJitters, olho para os lados, penso e decido entrar pelas portas dos fundos, corro para a salinha dos funcionários que era resumida em apenas um armário atrás do balcão, onde ficavam os pertences e tinha visão direta as mesas da cafeteria, ou seja, acho que não poderia ser chamada de uma sala.

Vou até o armário e visto o meu avental preto;

― É a última vez que eu estou cobrindo você no trabalho senhorita West! – Kara grita por detrás de mim, fingindo mais irritação do que o normal, enquanto eu terminava de amarrar o avental.

― Ownn, eu também te amo! ― jogo os meus braços ao redor de seus ombros.

― Vamos, não quero receber mais nenhuma advertência do nosso chefe ― ela bate nas minhas costas e se afasta. – Vamos! ― repeti, pegando uma bandeja e batendo ne minha bunda, e me entregando.

Depois da quatro longas horas, enchendo xicaras de café e esquentando croissants, elas decidem ir para a casa de Iris, desde que ela estava proibida de sair a lugares que não sejam a escola, o trabalho e a igreja, desde a noite da festa.

O pai de Iris, Joe, não tinha chegado em casa ainda, Iris imaginou que ele estaria analisando os bairros em seu carro de polícia, para ver se encontrará mais alguma coisa nos bairros por causa dos ataques.

Sua mãe, Francine, também não estava em casa então com certeza estaria no hospital.

― Vamos pedir uma pizza, estou morrendo de fome. ―  o estomago de Kara ronca ao pedir.

―  Vou pegar o telefone. ―  vou até mesinha de café na sala.

―  Você sabe, se nós tentássemos cozinhar, não sei quem nos mataria primeiro o fogo ou seu pai.

―  Com certeza papai se encarregaria dessa questão. ―  pisco.

―  Nem sei como fomos contratadas pela cafeteria.

―  Eu me pergunto o mesmo todos os dias.

― Mas você continua chegando atrasada nos seus turnos, mocinha. ―  ela cerra seus olhos e cerro os meus para ela também e jogo uma almofada.

―  Vai pegar o folheto, pontual! ―  lanço outro, mas ela desvia. ―  Eu não me atraso sempre, eu apenas me perdi no horário, escrevendo aquela reportagem para tentar entra no,

O som da estridente da panela caindo me interrompe.

―  Kara! Era apenas um folheto! ―  eu rio.

―  Você não sabe o quão difícil é achar. Tão difícil quanto entrar no jornal do colégio, mas eu sei que você consegue.

―  Obrigada, isso é importante. ―  sorrimos.

―Eu sei. Achei! ― exclama.

― Amém, Aleluia!

― Cala a boca.

Nós pedimos a pizza e ficamos esperando os quarenta minutos passarem.

― Então... O que vamos fazer? ― pergunto levantando a sobrancelha e me sentando.

― Você que sabe, a casa é sua. ― respondeu, colocando um copo de água na mesinha de café se sentando no tapete.

―  Justo, mas não se esqueça que você se meteu nessa cerrada senhorita Danvers. – pondero, estreitando os olhos. ―  Eu sei que você não gosta de falar muito sobre isso, mas, você que eu fico preocupada, então você já conseguiu resolveu as coisas com o Mon,

– Você sabe que isso é complicado! E é por isso que eu não gosto de falar sobre isso. – exasperou, enquanto eu cruzava meus braços sobre a barriga, esperando ela continuar – Eu quero algo sério, mas ele tá um rolo com a ‘Imra’, talvez seja a meia idade chegando cedo demais, ―  ela diz o nome dela com um tom de sarcasmo, intolerância e desgosto visíveis para qualquer um. ― Cara eu já tô cansada disso!

― Você tá cansada, mas continua fazendo ali. ― sussurro com os lábios sobre o copo d’água.

―  O que você disse?

– Você entendeu, eu já falei sobre isso contigo várias e várias vezes, mas você continua jogando o jogo dele, fazendo o que ele quer. Kara ele só te chama quando ele precisa de você, quando ele não tem mais ninguém pra recorrer, você sabe que é verdade, mas você continua sem querer enxergar e sendo o peãozinho dele, porque você quer! Ele nunca te deu estabilidade nesse relacionamento, que nem sei se posso dizer que seja um. – trovejo, me levantando, e mexendo os braços para um lado e a para o outro enquanto dizia.

―  Isso não é verdade, eu pensei que você começaria a tentar entender tudo isso,

―  Não tem o que entender Kara.

―, mas daí eu me lembro, Iris, que você nunca teve alguém que te fizesse sentir completa você não sabe como é se sentir assim, como é ser amada como eu faço! ― Vociferou se levantando do chão, tento não levar a sério o que Kara diz por último e continuo.

―  Kara, Por favor, deixa de ser cega e vê que tudo o que ele tá fazendo com você, o que você está permitindo que ele faça, mendigando migalhas de atenção, isso não amor, pelo menos da parte dele, eu sei que você o ama, mas você tá sendo apenas a cadela obediente dele que segue seus comandos e desejos! ― retrucou, se aproximando um pouco de Kara que se afasta imediatamente.

― Você sabe que não é bem assim,

― Não tenho certeza de que sei,

―Me deixa falar, ―ela joga as mãos para frente em ordenança. ―Ele foi o único que esteve ao meu lado quando eu não tinha mais ninguém Okay? ― esbraveja, enquanto lágrimas grosas começaram a rolar pelo rosto, despercebido por ela ― Minha Irmã estava sempre fora de casa, atrás de trabalho para poder trazer algum dinheiro pra dentro de casa pra nos sustentar. Então o Mon-el era o único “alguém” que eu tinha para me ajudar emocionalmente e fisicamente, então você não pode ficar colocando ele como total antagonista da história! Ele estava lá para mim e agora eu vou esperar e ver o que e ele quer pra nós. E agora, por favor, eu não quero pensar nele agora e nem estragar a nossa suposta noite de garotas, então vamos deixar isso de lado, pelo menos por hoje, Okay? ― Ela faz da última parte um sussurro, aquietando um pouco a voz e enxugando suas lágrimas na manga do seu suéter.

―Okay. ―concordo e me aproximando de dela que não se afasta dessa vez, então envolvo meus braços ao redor dela, e ela retribui-o no mesmo instante, aterrando seu rosto no meu abafando suas lágrimas que ainda corriam, molhando minha camisa Grifinória. Uso uma das mão para acariciar suas costas e a outra deixo correr sobre seus cabelos. ― Vai ficar tudo bem Okay? Eu estou aqui pra você agora, e eu não quero nada menos do que o seu bem e a sua felicidade, você tem um valor imenso, e é incrível, qualquer um que estiver com você seria o mais sortudo do mundo! Você não deve aceitar nada menos do que você merece. Tudo vai ficar bem, Okay?

―Okay. ― desfaço o meu aperto, e aponta para o sofá.

―Netflix? ―pergunto, depois que nos sentamos. Ela faz que sim. Passam-se quase 20 minutos e não conseguimos decidir o que assistir.

―Quer saber, vamos assistir ‘Um Maluco No Pedaço’. ― proponho.

  ―De novo?

―Apenas enquanto esperamos a pizza chegar. ―Batem na porta antes mesmo de Kara terminar sua frase. Nós pulamos do sofá.

– Ou não! - Exclamamos em uníssono. Kara correu até porta para abri-la, e eu ia em direção a escada, para pegar minhas economias no meu quarto.

Desço as escadas e vou até a porta onde se encontrava o entregador e o cheiro maravilhoso que exalava da pizza da esfiharia Shekina, sabor Mirelle. Dou o dinheiro ao entregador e pegamos a pizza. 

Coloco a caixa de pizza em cima da mesinha de café, para ajudar Kara a pegar o resto da coca de ontem e o copo.

― Você disse “até a pizza chegar”. ―Ironiza com os dedos.

―Por favor. – Imploro de brincadeira.

― Tudo bem, mas da próxima vez eu que escolho. ­― Se faz de boa samaritana.

―Como se você não fosse escolher a mesma coisa na próxima vez, senta logo vai. ― Iris diz batendo no lugar ao seu lado. As duas se acomodam e começam a ver pela trilhonéssima o episódio 1x1.

 “Senhor meu Deus Ashley Banks é o meu nome, queremos agradecer por acabar com nossa fome, então antes que o jantar esteja mastigado, valeu pelo rango que nos foi dado!” ― Nós cantamos junto da televisão.

― Não sei o que meus pais fariam comigo se eu tivesse feito essa oração ― rimos.

―Prefiro nem pensar ― Kara diz, ―Mas um dia eu ainda vou dizer ‘A-WOMAN’ ao invés de ‘Amém’, pode apostar! – Continuamos rindo como se fosse a primeira vez que vimos.

­― Duas! – exclamo.

A porta é destrancada e a maçaneta virada, e logo a porta está aberta revelando uma mãe cansada.

― Oi Iris, desculpa a demora, os incêndios deixaram mais enfermos, então o hospital está mais movimentado do que já era! ― Francine solta cansada, colocando seu casaco no porta-casaco que fica ao lado da porta. ―Ah oi querida, como você está? Não tinha percebido você ai,

―Estou bem, estou feliz das aulas finalmente voltarem, sei que daqui a umas duas semanas vou estar me perguntando ‘porque as férias passam tão rápido?’ ― Kara declara.

― Oh você não vai não, você é nerd, se esqueceu? ­― lembro e Kara mostra sua língua.

Nós duas endireitamos as colunas após mamãe fazer primeiro o movimento, mães sempre fazem isso para que endireitemos a postura.

― Bem, pelo menos vocês já estão no último ano e logo vão se formar, e enfim não precisarei ver mais os rostinhos de vocês o tempo inteiro, Glória, Aleluia! – Ela se aproxima e dá um beijo na minha bochecha, e outro na testa de Kara.

―Ei! Você vai sentir muito a nossa falta, nós fazemos a sua vida mais divertida e agitada! O que você vai fazer sem nós? ― Me afasto de sua mão que que ponderava em meu ombro.

― Bom minha vida já é bastante agitada e eu pretendo passar muitos momentos de qualidade com o seu pai e,

― Tá bom, Tá bom, eu já entendi. Agora sabemos que você não precisar de nós pra viver.

― Você que perguntou, ―mamãe responde com uma indiferença não tão indiferente. – mas vou sentir a falta de vocês, não se preocupem vocês sempre vão ser a balada da minha vida. ― Ela continuou, envolvendo seus braços ao redor dos ombros de Iris e Kara sorrindo. ― Então... Onde está Wally? ― pergunta indo em direção a cozinha, pegando uma garrafa de água na geladeira.

― Ele disse que ia dormir na casa do Ray para ajudar ele e o Nate a fazer um trabalho cientifico para uma pesquisa. ― Kara responde, voltando a sua posição anterior no sofá.

―Ah sim, ele mencionou algo sobre isso ante ontem. Bom vou deixar vocês continuarem a assistir, e vou dormir porque amanhã tem mais hospital.― Disse enquanto subia as escadas. ―Ah e não vão dormir tarde demais amanhã vocês tem aula, e se seu pai chegar daqui a pouco não vou poder cobrir vocês sobre o toque de recolher! ― Gritou de lá de cima.

­―Okay então... Quer saber de uma coisa, eu acho que é melhor irmos dormir. ―Kara sugeri se virando para mim.

―Até uma hora atrás não era a minha casa e eu tomava as decisões? ― brinco, arqueando as sobrancelhas ―Vamos, é melhor, não queremos um policial irritado e nem zumbis no colégio amanhã. ― Nos levantamos e subimos as escadas.

Quando chegamos ao topo da escada, começamos a correr até a porta do bainheiro do corredor.

―Pedra, Papel e Tesoura! ―jogamos, e eu perco jogando tesoura e, ela pedra.

―Adeus Cascão! ― ela zomba, entrando no bainheiro e batendo a porta na minha cara.

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Estava quase pegando no sono quando cutucões atrapalham minha tentativa de adormecer; eles são persistentes, me viro de frente para os cutucões e abro os olhos.

―Você acha que eu estou vivendo a vida do jeito que ela deveria estar sendo vivida? ― Kara perguntou com a voz notavelmente rachada, e de algum modo era possível ver seus olhos lacrimejantes no breu do quarto.

― Eu acho que você deveria se resolver com você mesma primeiro e limpar sua mente, pra finalmente conseguir viver realmente, porque desde que eu te conheço. ― respondo com a voz meio grogue da tentativa de sono.

― Acho que você tem razão, obrigada por estar aqui por mim. ―declara, pegando a minha mão na sua.

― Até o meu último suspiro, boa noite Kar.

– Boa noite Iris.

Fecho meus olhos e de repente parece tão fácil adormecer.

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O despertador do celular toca perfurando meus ouvidos com sua música repetitiva e irritante. Sinto todo meu corpo pegando fogo.

Me visto rapidamente e desço as escadas, encontrando meus pais e Kara já tomando o café da manhã.

Não faço ideia de como eles conseguem acordar antes mesmo do despertador.

― Bom dia Docinho. ― mamãe exclama dando um beijo na minha testa quando me sento.

―Um dia vou entender como vocês conseguem acordar tão cedo.

― Algumas pessoas nunca entenderam talvez você seja uma delas – Kara implica sorrindo sarcasticamente.

―HA HA HA, um dia eu vou entender e nesse dia eu estarei rindo da cara de todos vocês.

― Você definitivamente não é uma pessoa da manhã querida ―papai ri da minha cara.

― Queria entender como vocês também são bem humorados ao acordar― Comento soltando um suspiro que não sabia que estava segurando.

― Melhor você parar de tentar entender as coisas senão, o café que você diz que não vive sem vai esfriar e vocês vão acabar por chegar atrasada ao terceiro dia de aula! Vamos Meninas! – mamãe estoura com o tom de brincadeira e seriedade que somente ela conseguia fazer.

.

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Chegando no colégio, Kara foi ver que aulas ela teria hoje e resolver algumas “pendências”.

Eu fui até o meu armário pegar meus materiais e decidi ir até a biblioteca, ver algum livro para ler.

Chegando lá cumprimento a bibliotecária e vou em direção a uma das estantes, e encontro o livro ‘é assim que acabar’, que está na categoria Thriller, e eu estou muito embrasada nessa categoria.

Eu vou até aonde ficam os sofás e puffs, onde sempre me sento, tudo está completamente igual a como sempre foi no ano passado e ontem, a única coisa estranha e diferente é que tinha um ser vivente ali?

Desde que eu me entendo por gente naquela escola, a biblioteca sempre estava vazia, as únicas coisas que eram utilizadas lá eram os computadores de informática.

A pessoa está super presa em sua leitura que nem ao menos tinha percebido a presença de mais um ser ali, pelo menos eu penso que.

Então ao invés de ficar lá parada encarando-o decido, vulgo, me arrasto descontentemente para me sentar em uma mesa diferente da qual eu sempre me acomodava, então afasto minha cadeira da mesa o que causa um ruído gasturiante,

―Me Desculpe, eu estava apenas, ― disse estendendo as mãos em direção a cadeira.

― Está tudo bem, é só que eu não esperava encontrar alguém aqui, ninguém vem aqui ultimamente.

― Você quer dizer sempre né? Esse lugar é um deserto total, ―exclamo e nós dois demos risada. ―Shh, não se pode fazer barulho na biblioteca. ― coloco um dedo sobre a boca.

― Você não está fazendo muito jus ao que você disse agora. ―ele sorri, coçando a parte traseira do pescoço e, aquilo me envolveu em algo que não conseguia me lembrar o que era. ―Eu tenho a leve impressão de já ter te visto antes, ― Continuo, e fixou meus olhos nos seus incrivelmente verdes.

― Eu acho que eu me lembraria de você se tivesse te visto. ―sinto meus olhos crescerem um tanto. ― Quer dizer, desculpe, eu não sei o que estou dizendo e não quero causar impressão de rude nem nada, mas,

― Está tudo bem, não se preocupe, é que não estou acostumada com esse tipo de elogio aqui.

― Talvez ninguém consiga descrever o que você realmente é, desculpe.

― Está tudo bem, ― sorrio. ― isso é muita doce na verdade obrigada. ― vejo o rubor em sua pele pálida, e sinto minhas próprias bochechas queimarem. ― Eu realmente tenho a impressão de já te ter visto em algum lugar, ― penso. ― Oh Meu Deus, me desculpe de novo! Não mais sobre o barulho da cadeira, sobre o corredor ontem. ― digo pegando minhas coisas de cima da mesa que tinha escolhido e fui em direção a ele sentando-me na cadeira ao seu lado.

― Eu disse que estava tudo bem ontem, você não precisa se desculpar o tempo todo.

― Diz o cara que no último minuto me pediu desculpas pelo menos umas três vezes. ―

― Tudo bem, talvez o “desculpa” serve pra nós.

― Definitivamente. ― balanço a cabeça em concordância. ―Sou Iris West. ― me apresento e estendo minha mão para ele, e logo ele a agarra e, fita seus olhos nos meus sem dizer nada ainda. ―E o seu é, ― Pergunto cerrando um pouco os olhos esperando sua resposta.

―Ah, eu sou Barry! Allen! Barry Allen! – Ele diz nervosamente balançando a minha mão e logo em seguida a soltando e coçando seu pescoço e corando novamente, talvez ele nunca tivesse deixado de corar, o que era bastante fofo por sinal, e de repente sem perceber me pego dando risadas. ― Do que você está rindo? ―Ele pergunta, arqueando uma de suas sobrancelhas.

― Nada ― eu digo segurando a risada.

―Claro que você está rindo de algo, tecnicamente é impossível rir do nada. Você está rindo de mim? ― Ele cruza os seus braços próximos ao abdômen.

―Claro que é, não! Não. Olhe e aprenda ―eu olho para qualquer ângulo da biblioteca, cerro meus olhos, e começo a rir de brincadeira, mas a minha idiotice faz com que eu ria de verdade.

―Shhh, Okay, Okay, é possível, shh ― Agora eu estava rindo ainda mais, depois dele concordar com a minha tese. Ele alcança um dos meus ombros com uma das mãos e dá um leve aperto. ―Mas antes você estava rindo de algo e eu tenho a leve impressão de que esse “algo”, ― Ele desenha aspas no ar, e eu estou com muita vontade de rir disso, porque meu sistema ‘HA HA HA’ estava incrivelmente atacado, mas eu consigo segurar a risada. Ele continua ― E se nós pretendemos ser amigos acho que você poderia ao menos me dizer do que você estava rindo.

―Eu não disse que pretendia ser sua amiga. ―retruco, segurando risadas que não foram soltas, e respondendo com a maior indiferença que no caso não consigo ter.

― Nossa, tudo bem então, acho que vou me retirar da minha mesa e, ―Ele se levanta e dá dois passos, então seguro seu pulso, ele se vira olha para minha cara.

- Eu estou brincando bobo, deixe de fazer drama porque ele pertence a mim primeiramente, e segundamente, sinto lhe dizer, mas essa mesa pertence a minha senhoria também. ― esnobo com brincadeira, então ele volta a se sentar.

― Se fossemos amigos, você aceitaria dividir essa mesa com esse humilde e nobre cavalheiro? ―propôs com cara de cachorro sem dono, e colocando uma de suas mãos nas costas e outra pedindo que eu colocasse a acima da sua, que eu comecei a fazer soco, bate e vira, infantil? Claro que não.

― Poderia pensar no seu caso, SE, ― respondi, parando minha mão em cima da sua, continuo ― com uma condição ―levanto as sobrancelhas.

― Qualquer coisa, Princesa Leia. ― encosta os lábios na parte traseira da minha mão.

― NERD! ― afasto minha mão da sua. ― Você e minha melhor amiga se dariam bem, mas enfim, ― pauso. ― Eu quero meu café preto, diretamente da CCJitters todo dia de manhã antes da aula começar aqui mesmo. ― digo com um súbito modo de ordem e apontei um dedo para mesa, na qual estávamos acomodados - e eu prefiro Hermione. – Cruzo meus braços fechando meus olhos por um instante, e ele começa a sair. ―Ei! Onde você está indo? ― me levanto.

― Estou indo pegar o seu café ué.

―Eu estava brincando, Nerd.

―Mas eu não estava, e eu não sou nerd.

―Ohh, tá na cara que você é Bear.

―Você nem me conhece, como você pode saber Irey.

―Não me chama de Irey, quem te cintou isso? porque você me chamou de Irey? Isso soa horrível!

― é apenas um apelido uai, e foi você que começou me chamando de Bear! ― nos sentamos em nossos lugares anteriores.

―Mas o apelido que eu criei é fofo! Ursos são fofos!

―Oh agora eu sou um Urso Nerd?

―Bem, eu diria um Nerd adorável, mas isso também soa bem, sinceramente.

― Você me acha adorável?

- Você tem olhos incríveis e brisantes, – meus olhos fitam os seus. ― Eu que deveria estar fazendo as perguntas.

― Porque?

― Eu estou no caminho de me tornar um uma jornalista investigativa. ― Encho o peito e solto o ar.

― Jornalismo parece ser muito legal, você tem cara de jornalista. ―O alto som do sinal e tocado, as vezes me esqueço do quão ensurdante esse sinal é capaz de deixar qualquer pessoas, fecho os olhos.

―O que foi Iris? ― pergunta curvando as sobrancelhas. O modo que ele diz meu nome sentia como se ele pudesse tirar todos os meus medos e angustias, como se me conhecesse por uma vida inteira, bobeira.

― Eu perdi a noção do tempo e me esqueci de pegar os meus horários de aula. ― declaro, levantando passando as mãos pela minha cabeça que foram travadas no caminho por conta do coque, e então suas mãos estão nas minhas costas, e de algum modo isso parece estranho, mas bom.

- Vamos, eu vou com você.

- Não precisa, acho que eu consigo andar com as minhas próprias pernas e,

- Eu insisto, vamos, não queremos perder mais tempo e arriscar ficar fora de aula.

- Você tem razão, vamos.

.

.

.

Vamos até o mural da escola, e achamos os diversos papeis dispersos sobre a tela verde. Procuramos nossos nomes na lista, até que preciso fechar meus olhos ao ouvir meu nome ser chamado.

―Iris! Como você tá? Kara disse que que ela não podia falar de você comigo, porque você não queria, mas Iris você, o quanto eu ainda quero, tanto. ― Ele se aproxima e eu me afasto um pouco. Barry ainda está aqui.

― Eddie, não posso falar agora, estou um tanto atrasada, até mais. ― Digo e me afasto rapidamente e felizmente, sou apenas eu, o corredor e Deus.


Notas Finais


Beijoss
espero que tenham gostado
sintam-se a vontade a expressar seus desejos e críticas construtivas 3


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