História The Bodyguard - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Avatar: A Lenda de Korra
Personagens Asami Sato, Bolin, Korra, Mako, Suyin Beifong, Tenzin
Tags Avatar, Avatar: Lenda De Korra, B1rdie, Bodyguard, Korra, Korrasami, Legend Of Korra
Visualizações 41
Palavras 1.857
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, LGBT, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, fanfic nova com casal novo. Mês passado meu reassisti uma de minhas paixões, A Lenda de Korra. Essa obra de arte magnífica me lembrou do quanto eu amei da primeira vez que assisti, e voltei a amar, me viciando seriamente dessa vez (tanto que acabei assistindo até A Lenda de Aang, que também amo). Sem mais enrolação, quem for ler, espero que goste.

Capítulo 1 - Apresentação


••.••

Amanheceu novamente em Cidade República, os primeiros raios de sol mostravam que seria mais um dia quente de verão. Alguns moradores começavam a abrir seus estabelecimentos e alguns automóveis já podiam ser vistos nas ruas. Tudo estaria perfeitamente normal, se não fosse pela preocupação atual de Cidade República, o senhor Hiroshi Sato.

Hiroshi Sato era o dono das empresas Sato. Recentemente expandindo seus negócios pela cidade e países vizinhos. O problema era que desde que começará a expansão de seus negócios, o senhor Sato vinha sofrendo ameaças de morte e atentados. Um deles, infelizmente, acabou custando a vida de sua amada esposa, Sasame Sato.

Poucas eram as semanas que Hiroshi não recebias ligações anônimas no meio da noite, ou cartas ameaçadoras sem remetente, ou escorregava perto de uma escada, ou tinha uma crise de vômito após beber água. Aquilo tudo lhe consumia fisicamente e emocionalmente.

– Estou lhe dizendo, isso não vai parar tão cedo. – Hiroshi dizia para a Chefe da Força Policial de Cidade República, Lin Beifong.

– Então me diga quem são seus inimigos, eu prenderei todos. – respondeu.

Hiroshi suspirou. Odiava ser interrogado pela “durona Beifong”. – Eu não tenho inimigos.

– Então, quem está tentando te matar é seu amigo? Se eu tivesse amigos assim, já os teria matado. – respondeu.

Hiroshi levantou. – Eu preciso ir para o hospital, ver como minha filha está. Posso ir?

Lin o encarou, desconfiada. O homem escondia alguma coisa. – Sim, pode ir. Espero que ela não tenha se machucado muito.

– Lembre do combinado. Com sua licença. – disse saindo da sala de interrogatório.

– Chefe Beifong, os jornalistas já estão sabendo. – um dos policiais a chamou, mostrando a reportagem no celular.

“– Na manhã desta quarta-feira, enquanto ia para sua empresa, o senhor Hiroshi Sato e sua filha, Asami Sato sofreram um atentado a duas quadras de sua empresa. Segundo relatos, quando o carro de Hiroshi parou  o sinal vermelho, um carro desgovernado os acertou. Felizmente os air-bags da empresa Sato são resistentes, e graças a eles, a vida de ambos foi poupada. O outro motorista não foi encontrado, e os que presenciaram o acidente disseram que não viram ninguém sair do outro carro. A Força Policial de Cidade República já está investigando o caso, a responsabilidade está nas mãos da experiente Chefe Lin Beifong. Fiquem atentos para mais informações.”

Lin suspirou. – Eu mereço. – massageou as têmporas.

– Chefe, o que a senhora vai responder quando os repórteres perguntarem sobre a demora em prender os culpados?

– Não me estressa! – respondeu irritada. – Esse maldito caso, por que tinham que me colocar como responsável?!

– A senhora é a chefe. – respondeu, recebendo um olhar irritado da mulher. – Eu vou me calar.

– Ai... Onde está aquela cabeça dura que eu mandei chamar?! Por que está demorando tanto para chegar?

O policial checou um documento. – Está retornando das férias, senhora.

– Férias?! Quem precisa de férias sou eu! – seguiu para seu escritório.

 

•• Hospital de Cidade República ••

Hiroshi chegou ao quarto da filha. Estava ofegante e pálido. Tinha saído correndo do carro. – Asami? Asami?!

– Estou aqui. – a garota respondeu.

– Minha filha... – Hiroshi correu até ela, a abraçando. Felizmente ela tinha apenas quebrado o braço direito, e sofrido pequenos arranhões. – Graças a Deus! Que bom que você está bem. – a apertava forte.

– Ai, pai. Meu braço. – reclamou.

– Me desculpe, mas é que eu estou tão feliz por você estar bem. Você não sabe o tanto.

– Eu sei. – sorriu gentilmente para acalma-lo. – E você? Está bem? Como foi o interrogatório?

– Eu estou bem. Já passei pela enfermaria. Só tive alguns cortes. E não quero falar sobre o interrogatório, aquela mulher é horrível.

– Ela faz jus à sua alcunha?

– Até demais. Me perguntou a mesma coisa três vezes, mas de maneiras diferentes. Sugerindo que eu conheço os culpados. Queria que eu os denunciasse, mas eu não sei quem são. Se soubesse, já  teria feito de bom grado.

– Qual a implicância que essa mulher tem com você? – perguntou tocando o ombro do pai.

– Talvez seja ressentimento do tempo que estudávamos juntos. – respondeu. – Ela nunca gostou de mim.

– Se é isso, então ela não é nem um pouco profissional. – disse um pouco irritada.

– Deixe ela para lá. – abraçou a filha. – Se ela quiser se aproximar de você, apenas não deixe. Não a procure, nem ligue para nada do que ela disser, certo?

– Tudo bem. – retribuiu o abraço. – Agora vamos para casa, eu tenho prova amanhã, preciso estudar.

– Sobre isso, Asami... Eu vou tirar você da universidade.

– O que?! – ela o encarou incrédula. – Você não está falando sério, está?!

– Sim.

– Mas por que?!

– Hoje foi um dos piores dias da minha vida, não porquê sofri o atentado, mas porque você se feriu. – disse sério. – Foi a mesma coisa com a sua mãe... Eu deixei ela voltar para o trabalho, e aqueles desgraçados a mataram. Não posso deixar o mesmo acontecer com você.

– Eu sei que você está com medo- foi interrompida.

– Não estou com medo, estou apavorado! Você é a única família que me resta, meu bem mais precioso. Não posso perder você também... – se ajoelhou. – Por favor, filha. Eu imploro. Saia da universidade, pelo seu bem, pelo futuro de nossa empresa.

Asami ouvia aquilo sem acreditar. – Pai, eu... Isso... – encarou o rosto do pai, lágrimas escorriam de seus olhos. – Sinto muito... – se afastou. – Eu o amo, muito mesmo. Mas não posso fazer isso. É o meu sonho! Você prometeu que ia me deixar estudar, procurar um emprego e ter uma vida normal. Você prometeu!

Hiroshi abaixou a cabeça. – Você não entende...

– Nada vai acontecer. – se ajoelhou na frente dele. – A polícia, mesmo com suas falhas, vai pegar essas pessoas terríveis, você vai ver.

– Asami- foi interrompido.

– Não me peça novamente, por favor. – levantou. – Já disse que não vou sair da universidade.

Hiroshi levantou, com o semblante sério, enxugando as lágrimas. – Eu combinei algo com a Chefe Beifong, caso você não aceitasse sair.

– O que foi?

– Pedi para que ela mandasse o melhor guarda-costas de sua academia. Para sua segurança pessoal.

– Ah! Pai! – protestou. – Você não pode me cercar de homens. Uma hora ou outra as pessoas vão desconfiar dos ternos e óculos escuros.

– Não se preocupe, dessa vez será uma mulher. De acordo com Beifong, ela é especialista em defesa pessoal, e vai poder ajudar você com o que precisar.

– Menos mal, eu odeio ficar com um monte de homens para cima e para baixo.

– Ela tem quantos anos? Quarenta?

– Eu não sei, mas ela é jovem. Vai poder frequentar a universidade com você. – olhou em seu relógio. – A essa hora ela já deve estar nos esperando em casa. Vamos.

•• Mansão Sato – 09:30 da manhã ••

Assim que chegaram em sua mansão, Hiroshi e Asami foram informados que tinham visita. Os dois seguiram para a sala de espera, encontrando uma jovem no sofá, lendo um livro.

– Seja bem-vinda. – Hiroshi pronunciou. Ela fechou o livro e levantou, ficando séria.

– Muito obrigada, é uma honra trabalhar para alguém tão importante como você, senhor Sato. – ela se curvou. – Meu nome é Korra.

Asami a observava. Ela parecia ter mais ou menos a sua idade. Desconfiou se era realmente guarda-costas. – Você é bem jovem. – disse atraindo a atenção para si.

– Obrigada. Mas não deixe que minha aparência interfira no seu julgamento sobre minhas habilidades. Estudo desde os dez anos na academia da Chefe Beifong, sempre fiquei no topo do ranking de melhores alunos.

– Não, não foi isso... – respondeu envergonhada. – Desculpe...

– Beifong me mostrou seu currículo e trabalhos anteriores, fiquei muito impressionado. Você é ótima.

– Obrigada. Prometo proteger sua filha a todo custo.

Asami revirou os olhos. A mesma conversa de sempre, no fim ela não passava de mais um guarda-costas chato. Seria a mesma coisa que estar com os outros milhares que a seguiam.

– Estou contando com seu profissionalismo, Korra. – apertou a mão dela.

– Obrigada pela confiança, não vou decepcionar o senhor. – se curvou novamente.

Asami já estava irritada. – Bem, eu vou para o meu quarto.

– Espere, leve Korra para seu quarto. – Hiroshi mandou.

– Para o meu quarto?

– A partir de hoje vocês são primas. O plano é que Korra se mudou para Cidade República por causa dos estudos. – olhou para ela. – Saindo dessa casa, você pode me chamar de tio.

– Certo! – respondeu firme.

 – Eu tenho que ir para a empresa. – saiu, antes depositando um beijo na testa da filha. – Cuide bem dela.

– Pode deixar. – se curvou.

Asami a encarava, Korra era estranha, parecia um robô. A Sato só queria fugir para Londres, deixando aquela vida para trás.

Korra levantou a cabeça, verificando a sala. – Ah, finalmente! – levantou, arrumando as costas. – Pensei que ele ia falar para sempre.

Asami estava perplexa com a mudança repentina de personalidade dela. Agora estava preocupada. – O que é isso?! Você é mesmo guarda-costas?! Eu vou chamar a polícia.

– Claro que eu sou! – respondeu. – Agora só não espere que eu seja chata e ranzinza, iguais aos que você já deve ter tido aos montes.

Asami a lançou um olhar desconfiado. – Hm...

– A Chefe Beifong não teria me mandado aqui se eu não fosse boa.

– A Chefe Beifong não é lá muito profissional. – Asami retrucou.

Korra a encarou irritada, cruzando os braços. – E desde quando você a conhece para dizer isso?

– Não preciso conhecê-la há muito tempo, ela vai demonstrando quem é pelas suas ações. Meu pai estudou com ela, sabe muito bem o tipo que ela é. – respondeu.

– E seu pai é boa pessoa?! – Korra irritou-se.

– Ah! Cuidado com o que você fala! – repreendeu. – Meu pai é um homem honesto, não é culpa dele que esses loucos estejam querendo matá-lo.

Korra a encarou, sem expressão. Depois deu um rápido sorriso, quase imperceptível, mas que Asami consegui ver. – Sim, você está certa. – se curvou. – Perdoe-me, estou cansada da viagem. Poderia me mostrar onde vou ficar?

Asami se acalmou. – Por aqui.

Korra pegou sua mala e mochila, a seguindo.

Subiram as escadas, dando em um quarto espaçoso, muito bem iluminado pela grande janela. Tinha uma cama de casal, uma poltrona, dois pufs, uma escrivaninha, uma guarda-roupa grande, uma televisão de led e uma pequena estante com livros. As paredes eram pintadas de uma cor azul bem claro, beirando o branco. E algumas outras cores. Pincéis e baldes de tinta em um canto do quarto indicavam que a moça que o pintava. O tapete que cobria todo o chão estava um pouco respingado de tinta, mas parecia novo, era um tom de rosa escuro, e o tecido era bem macio.

– Uau... – foi o que Korra disse depois de observar o lugar.

– Fique a vontade. O banheiro fica bem ali. – apontou na direção.

– Seu tapete é bem macio. – colocou sua mochila no chão. – Eu poderia dormir nele.

Asami riu sem jeito. Agora que percebeu que só tinha uma cama. Mesmo que não fosse acostumada a dividir a cama com alguém, não teria problema já que ambas eram garotas.

Korra pegou suas roupas e foi para o banheiro.

Enquanto a outra se banhava, Asami decidiu esvaziar um lado de seu guarda-roupa para a colega de quarto. – Ela vai precisar, posso até dar umas roupas de presente para ela. – sorriu. Por mais que fosse algo novo, ela não podia negar que estava um pouco animada.

••.••


Notas Finais


Esperonque tenham gostado, perdão se passou algum erro. Até o próximo capítulo 💜


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...