História The Bodyguard (also makes a great lover) - Capítulo 2


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Categorias My Chemical Romance
Personagens Bob Bryar, Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, Whosfrankiero
Visualizações 209
Palavras 5.738
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


VOLTEI!

Passando rapidão pra agradecer pelos mais de vinte favoritos ((!!!!!)) e os comentários e surtinhos e tudo mais. O feedback disso aqui foi infinitas vezes melhor do que eu esperava e eu não poderia estar mais feliz <333 Espero não decepcionar ninguém.

That's all.
Enjoy ((esse presente de dia das crianças haha)) <333

Capítulo 2 - Jealousy is an ugly word


 

 

As entrevistas correram sem grandes problemas e Frank não teve muito trabalho nos momentos de acompanhar o mais alto quando encontravam-se em áreas mais expostas e propensas a ataques de fãs enlouquecidos saindo do esgoto ‒ ou sabe-se lá de onde essas criaturas místicas brotavam.

Way estava estranhamente quieto e menos, huh... invasivo e flertante, o que Iero agradeceu e odiou ao mesmo tempo. Não queria confessar, mas adorava ter o mais alto flertando consigo e parecendo sempre inclinado a roçar-se no mesmo com a avidez de um cachorro no cio ‒ contudo, ao mesmo tempo, tinha consciência de que isso seria péssimo para a sua postura profissional e o lema de não-apego.

A calmaria em seu trabalho se prolongou pelo restante do dia. Isso, é claro, até alcançarem a área do show e depararem-se com uma legião de fãs aguardando ao redor da área cercada e ‒ ainda bem ‒ protegida do estacionamento VIP da arena.

Gerard ainda teria mais alguns minutos para descansar dentro do ônibus, entretanto, ele estava excitado para conversar com os fãs que pareciam prestes a ter um ataque cardíaco a qualquer momento se ele sequer ousasse sair do automóvel ‒ e foi exatamente o que fez, ouvindo os gritos e “GERARD, EU TE AMO!” aumentarem de forma absurda. Frank o seguiu sem dizer uma palavra.

Assim que alcançou uma das grades, após conferir se esta era resistente o suficiente ‒ afinal, ele não queria ser engolido por uma onda de fãs enlouquecidos que poderiam arrancar pedaços não apenas de suas roupas, mas de seu corpo ‒, enfim deixou-se aproximar da fonte de toda a gritaria e agitação, sorrindo verdadeiramente ao poder observar os rostos felizes de perto. Era muito bom saber que o número de CD’s vendidos ou votos que o faziam ganhar as premiações não eram somente isso ‒ números. Haviam milhares de rostos e histórias por detrás dos mesmos.

Frank observava de uma distância segura, dando espaço para Gerard atender aos fãs como queria, porém, não ficando tão longe caso algo desse errado. Era impressionante a forma como Way parecia mais... verdadeiro ali, sorrindo e falando animadamente com um bando de adolescentes ‒ que, graças a todos os deuses, haviam cessado a gritaria e se acalmado um tanto ‒, respondendo-os com maravilhados “Yeah?” e “Isso é incrível!” a cada frase explicada pelos mesmos. As mãos habilidosas já não requeriam mais tanto esforço para escrever autógrafos nas mais diversas coisas e encartes de CD’s e Frank estava estupefato com isso ‒ toda a atitude do mais alto e a sinceridade contida ali. Aquele era o verdadeiro Gerard Way. E Iero estava encantado.

O mesmo conseguiu sair do transe em que se encontrava apenas quando Schechter chegou gritando um tanto atrás de si, falando que eles tinham de ir para o backstage imediatamente pois ainda haviam muitos detalhes a serem ajustados e Gerard, você precisa começar a escolher um cinto agora mesmo, porque eu não quero te ver sem as calças no meio do show de novo enquanto pula e rebola feito uma lebre no cio, pelo amor de Deus!

Frank precisou toca-lo e puxa-lo das mãos dos fãs, posto que a gritaria e euforia retornaram com força total, ao que ele era carregado para longe ‒ e, infelizmente, os gritos ainda não eram o suficiente para abafar os berros de Brian, que parecia estar ainda mais irritado com o fato de que Gerard não estava escutando-o e ainda mantinha aquele sorriso estupidamente lindo no rosto, como uma criancinha feliz após ganhar muitos presentes no Natal.

No show, Frank decidiu assistir ao espetáculo no backstage, mas sentiu as bochechas corarem ao notar que Gerard havia percebido sua presença ali, observando-o. E, é claro, Way não deixou de rebolar ainda mais após isso, amaldiçoando Brian por tê-lo feito usar um cinto dessa vez, posto que ele realmente queria tirar a calça e joga-la no mais baixo.

Apesar de toda a ligeira aproximação de Iero, nada mudou entre os dois. Gerard tentou lançar mais uma de suas cantadas nada tímidas no ar, contudo, o outro somente revirou os olhos e se afastou.

Portanto, Way desistiu de ser fácil, mais uma vez, e retornou com o plano de deixar Iero com ciúmes ‒ porque, sim, ele estava certo de que o mais baixo o queria como o inferno, mas não cedia. Eles ainda tinham mais três semanas seguidas de turnê, dividindo quartos de hotéis e dormindo próximos um do outro nas beliches do ônibus. Não havia nada mais perfeito.

Naquela noite, já no quarto de hotel após o show, Gerard fingiu receber mais uma ligação de Thomas, trancando-se no banheiro assim que o “atendeu”. Frank encontrava-se largado em uma das camas, provavelmente fingindo estar dormindo de novo. Ainda que ele tivesse todos os motivos para estar cansado, posto que havia sido um longo dia, Way sabia que era preciso muito mais para cansa-lo. E, céus, ele queria como o inferno passar uma madrugada inteira com o mesmo na cama, pois tinha certeza de que Iero aguentaria. Certo, Gerard, foco. Foco na suposta ligação que você deveria estar recebendo agora.

Ele estava impaciente e as últimas imagens que o acometeram definitivamente haviam piorado isso, portanto, pulou todo o falso blah, blah, blah e foi direto para o que lhe interessava: o momento em que sua mão encontrava-se firme ao redor de seu próprio falo, enquanto praguejava e ofegava baixo, logo aumentando os murmúrios para gemidos altos o suficiente para que Frank o ouvisse do outro lado da porta.

Não demorou muito para que alcançasse o ápice e quase manchasse a própria calça com a porcaria do esperma que havia esguichado um pouco mais longe do que esperava, fazendo questão de gemer ainda mais alto e manhoso com isso, apenas para ter certeza de que Iero o ouviria e teria plena consciência do que o mesmo estava fazendo ali dentro.

- Puxa, Thom... Na próxima vez espero que você esteja aqui pra ver o quão forte eu gozei... - Gerard agachou-se próximo da porta ao dizer isso, colando uma orelha na madeira fria e sem graça dali, tentando ouvir algum som que denunciasse o que Frank estava fazendo ‒ mas o quarto encontrava-se num silêncio profundo, o que o fez duvidar momentâneamente se o mesmo ainda estava lá ou se havia abandonado-o na metade de seu orgasmo incrível no qual ele definitivamente não havia pensado em Frank de forma alguma, é claro que não.

Limpando a mão na primeira toalha que encontrou no cômodo, Way logo tratou de exterminar tal questão de uma vez, sorrindo aliviado ao perceber que sim, Frank ainda encontrava-se ali, deitado na mesma cama, contudo, de barriga para baixo, quase como se quisesse esconder algo... Gerard sentia os dedos coçarem só de imaginar o que exatamente ele estava escondendo e como aquilo deveria estar a ponto de perfurar o colchão.

Ainda que sua mente estivesse berrando para que ele fosse ajudar Frank com seu pequeno problema, ele apenas decidiu imita-lo e deitar na própria cama, a fim de poder manter suas maravilhosas nádegas bem empinadas no processo enquanto faz bastante barulho, apenas para ter certeza de que o mais baixo iria checa-lo.

Só o que Way não esperava era ter seu dedo mindinho horrivelmente amassado contra a quina da cama de Frank, ao que ele estava distraído ao extremo com o corpo estirado do mesmo sobre o colchão para prestar atenção no caminho que seguia, injuriando todas as gerações do fabricante daquele móvel e sua maldita quina após ter de se apoiar ali, buscando manter a dor em controle.

Frank finalmente ergueu a cabeça do travesseiro, lançando um olhar preocupado na direção do rockstar enquanto o mesmo soltava uma quantidade relevável de palavrões no ar, fazendo-o ter de prender a risada ao perceber o que havia ocorrido.

- Você adora me ver assim, curvado pra você, não é, Frankie? - percebendo a diversão do mais baixo com a sua desgraça ‒ Iero estava rindo da dor dele, o bastardo ‒, Way decidiu se divertir um pouco também, ao que tentava se recompor e enfim deitar-se sobre a própria cama, pouco se importando com o fato de estar fedendo a suor e, provavelmente, sêmen. Daria um jeito nisso amanhã.

- Eu quero trocar de quarto, Gerard. - Frank suspirou, tentando ignorar as últimas palavras do mais alto e esconder a vergonha que encontrava-se entre as pernas naquele momento, tornando-se ainda mais indomável com a falta de comedimento do mesmo.

- O que? Por quê? - Way não conseguiu afastar a indignação da própria voz, erguendo a cabeça um tanto para fitar o mais baixo sobre a cama a dois metros da sua. Isso não iria acontecer. De jeito nenhum. Gerard não o deixaria fugir tão fácil assim.

- Porque você ronca enquanto dorme. - após ponderar um tanto, Frank enfim conseguiu uma resposta plausível. Ou quase isso. Ele simplesmente queria fugir de Gerard, mas sabia que deixar isso claro apenas complicaria seu trabalho.

- Não ronco não! - certo, agora Way estava sentindo-se ultrajado. Ele havia consertado esse pequeno problema há alguns anos com uma rápida cirurgia, logo no início de sua carreira, mas parece que não havia adiantado muito.

- E você acabou de sair do banheiro depois de bater uma com aquele garoto de programa no telefone e passou a mão cheia de germes de pênis na minha cama. - Iero sabia que isso era ridículo, mas iria jogar tudo o que tinha em sua defesa ali. Precisava ficar bem longe de Way e seus planos malignos e muito bem-sucedidos para seduzi-lo.

- Para a sua informação, o meu pênis é limpinho e cheiroso. E a sua cama tá cheia de germes de pênis de qualquer forma, porque você tem um! - Way rebateu, gostando do rumo que a conversa estava tomando. Ele definitivamente poderia passar o resto da tarde falando sobre o “universo” de Iero. E estava mais satisfeito ainda por saber que o mais baixo estava prestando atenção no que ocorria enquanto estava trancado no banheiro.

- Mas eu tenho todo o direito de passar os germes do meu pênis na minha cama, você não. Mantenha os germes do seu pênis nas suas coisas. - o mais baixo teve de segurar o “Duh” que queria lhe escapar a garganta, pois ele já estava se sentindo infantil o suficiente tendo essa conversa com o outro.

- Quem deixou germes de pênis na cama de quem? Gerard, por favor, se controle. - Brian adentrou o quarto sem sequer bater na porta, suspirando e inclinando um olhar parecido com o que uma mãe cansada lançaria ao seu filho adolescente rebelde, mantendo-se o mais afastado possível das camas, pois ele definitivamente não queria germes de pênis de ninguém além do seu próprio em suas roupas.

- Brian, por favor, troca de quarto comigo? - Frank sabia que Schechter reservava apenas dois quartos no hotel para poupar dinheiro e demais complicações, e que o crew tinha de se dividir nos mesmos, portanto, decidiu apelar para a única opção disponível para si naquele momento.

- Nem pensar, Gerard ronca feito uma britadeira. - a rapidez na resposta de Brian fez Gerard escancarar a boca, a fim de demonstrar perfeitamente o quanto estava ofendido com isso. Ele sequer havia parado pra considerar a opção!

- Viu, eu falei. - Frank o fitou com aqueles orbes amendoados estupidamente brilhantes, um misto de diversão e orgulho incrementando toda a vida que havia ali. Iero era bonito demais e Way teve de se concentrar em não encarar além do que devia e prestar atenção no que Brian já havia voltado a dizer.

- Enfim, eu só passei aqui pra avisar que houve uma pequena mudança de planos para amanhã. A Rock Sound quer fazer uma entrevista com você, então seu período de descanso está reduzido para uma hora. E você precisa estar de pé mais cedo, porque tive que remarcar a entrevista com o PopBuzz. - Brian enfim terminou de tagarelar e Gerard apenas concordou com um suspiro cansado.

- Só isso?

- E mantenha o pênis dentro da calça, por favor. Não quero ter que procurar outro segurança pra você agora. - e, com isso, o mais velho deixou o quarto, fazendo Iero suspirar resignado. Certo, seu plano não havia funcionado. Talvez ele pudesse trocar com um dos roadies ‒ a esperança é sempre a última a morrer.

Gerard, por sua vez, sorriu satisfeito. Frank nunca conseguiria trocar com ninguém do crew. Eles teriam de dividir o quarto até o final da turnê. Como não ficar radiante com essa notícia?

 

 

 

***

 

 

 

Uma semana transcorreu ligeira e o rockstar mundialmente conhecido sequer percebeu.

Desde o incidente com a quina da cama de Frank e os germes de pênis, a vida de Gerard tem consistido em causar ciúmes no mais baixo e fazer os melhores shows que seus fãs jamais presenciarão ‒ e ele tem orgulho de dizer que estava se saindo muito bem. Em ambos os casos.

Na noite passada, Iero “flagrou” Thomas engolindo a boca de Way no backstage de um show, quase como se quisesse arrancar os lábios do mais alto do rosto do mesmo ‒ e ele ainda sorriu para Frank quando o pegou observando-os ao longe, mantendo o contato visual até Schechter adentrar o cômodo reclamando sobre eles terem alugado um quarto de hotel para que Way pudesse comer ou ser comido por quem quisesse lá dentro.

Seu sangue ferveu. Era estranho sentir ciúmes de Gerard, principalmente quando sabia que o mesmo estava fazendo-o com este exato propósito, mas Frank não conseguia se controlar. Estava a ponto de socar o rosto perfeito de Thomas e cortar a origem de suas próximas gerações fora, pois ele tinha certeza de que o mesmo não continha aquele volume entre as pernas naturalmente enquanto se amassava com Way.

Frank se recusou a dormir no quarto que teria de dividir com Gerard após isso ‒ preferindo repousar no sofá do saguão, sem não antes, é claro, ter de brigar com o concierge e se esconder atrás da mala gigante que uma senhora havia esquecido lá de manhã cedo.

No dia seguinte, entretanto, quando ouviu o mais alto chamar Thomas pelo celular mais uma vez enquanto encontravam-se na limousine a caminho do show, Iero decidiu que não iria deixar a cena de ontem se repetir. Faria o possível e o impossível para ser o maior empacador de fodas na face da Terra.

Sua avó continha a terrível mania de falar ‒ e xingar ‒ demais no telefone, contudo, Frank não se arrependeu de tê-la ligado e deixado toda a conversa rolar no viva-voz enquanto encontrava-se no backstage, após um dos shows de Gerard. Thomas e ele não teriam se intimidado com isso, se não fosse pelo sermão de Brian e, logo após, de sua própria vó, que pediu para que ele passasse para os “pecadores no cio que não a deixam falar com o próprio neto”. Score.

No quarto do hotel, Frank já não estava mais falando com a avó, porém, ligou a TV em um programa evangélico qualquer, precisando segurar a risada quando Thomas disse:

- Não posso fazer isso ouvindo um padre rezando o Pai Nosso, eu lembro da minha avó.

E Gerard respondeu:

- Vamos ver se você vai continuar lembrando da sua avó enquanto eu estiver com o seu pau na minha boca. - e, certo, Frank já não queria mais rir nesse momento. Apenas tentou não imaginar a cena; Gerard ajoelhado bem à sua frente, os olhos fechados e os lábios acariciando a pele mais sensível de seu corpo. Um breve arrepio percorreu sua espinha. E então um travesseiro acertou seu rosto. - Por que você fez isso?! - Way elevou um tanto a voz e Iero enfim percebeu que estavam sozinhos no quarto. Thomas havia partido. Ele realmente merece o título de maior empacador de fodas do universo. Tinha a comprovação disso na expressão irritada do mais alto, que ainda aguardava por uma resposta.

- Isso o que? - Gerard quis socar o maxilar definido de seu segurança quando o mesmo piscou os olhos inocentemente, como se não fizesse ideia do que estava falando. - Eu não posso assistir a missa do domingo? Não é culpa minha se Thomas tem gostos estranhos e lembra da avó no meio do sexo. - Frank definitivamente não queria lembrar dos doces e maravilhosos sons que Way estava soltando na cama logo ao lado há minutos, mas não conseguiu. Estes estariam impregnados em sua mente para sempre.

- Isso é tão injusto... - Way gemeu, enterrando o rosto no travesseiro em seguida. Tinha cheiro de Thomas. Ele desejava que fosse o cheiro de Frank ‒ o bastardo que não queria transar consigo, mas também não o deixava tirar o atraso com mais ninguém. Não que ele realmente quisesse ou fosse capaz de sentir prazer com outro cara, de qualquer forma, mas isso ainda o deixava frustrado ao extremo. - Por que você não para de uma vez com essa palhaçada?

- A missa do domingo não é uma palhaçada. - Frank rebateu com uma seriedade quase palpável, no entanto, havia uma gargalhada querendo escapar de sua garganta.

- Frank, eu só não te demito porque você é o melhor segurança que já tive. E o mais gostoso também. - Gerard quase gemeu aquela frase e Iero teve de afundar os dedos contra o travesseiro no qual estava deitado para não fazê-lo no mais alto. Céus, às vezes Way soava como uma estrela pornô.

- Bom saber. - foi tudo o que o mesmo respondeu, fechando os olhos por um segundo, a fim de fazer as imagens desaparecerem. Quando abriu as pálpebras mais uma vez, o padre já havia convidado alguém da plateia para o palco. Isso até o barulho de um zíper sendo desfeito adentrar os seus aparelhos auditivos, fazendo-o fitar a cama de Gerard a tempo de segurar a calça do mesmo, que por pouco não o acertou no rosto ao ser atirada em si por um Way excitado e frustrado. - Não acredito que você vai se masturbar enquanto eu assisto a missa... - e Frank realmente não acreditava. Não, na verdade, ele não queria acreditar. Não queria, pois não teria psicológico para isso.

- Eu vou te mostrar o que essa missa significa ‒ ah... - Way gemeu quando sua mão encontrou o próprio membro dentro da boxer regada de Stormtroopers que vestia. E, dentre os grunhidos que soltava, esquecendo-se por completo da maldita missa, porém, não de Frank, este encontrava-se num silêncio sepulcral. Mas ele não conseguia abrir os olhos para verificar se o mesmo havia abandonado o quarto ‒ apenas queria imagina-lo ali, as mãos coloridas tocando-o e ansiando fazê-lo ter um orgasmo arrebatador.

Obviamente, Iero não havia movido um músculo. Não conseguiria, nem se quisesse. Tudo o que o mesmo fez foi permanecer imóvel sobre o colchão, observando Gerard guiar-se para um orgasmo bem em sua frente, as mãos movendo-se de forma urgente e causando uma fricção que parecia e de fato era deliciosa. Na verdade, havia um músculo que estava mexendo-se involuntariamente no corpo do mais baixo e sua calça já estava apertada demais para se suportar, portanto, assim que reparou na forma como os gemidos de Way ganharam um tom mais desesperado e suas investidas contra o próprio punho aumentaram de intensidade, ele se trancou no banheiro.

O chuveiro parecia a melhor opção no momento, então não delongou em se despir e entrar sob as gotas d’água quente, que embrulhavam seu corpo, aumentando ainda mais a temperatura. Sua mão direita tomou o próprio membro e ele não ousou deixar um som sequer escorregar de seus lábios ‒ já bastavam os ofegos que o mesmo não conseguia controlar.

Frank sabia que não deveria ter feito isso ‒ fugido e refugiado-se no banheiro, quando podia estar junto de Gerard, ajudando-o com aquele ligeiro problema. Mas, se fizesse isso, sabia que todo o seu profissionalismo iria por água abaixo de uma vez por todas. Ainda queria manter o mínimo de integridade que lhe cabia.

Assim que terminou, sentindo o prazer alcançá-lo em ondas e desmanchando-se contra a parede, a cabeça apoiada nos azulejos gélidos ‒ ainda sem emitir um som sequer além do ruído causado pela respiração descompassada ‒, desligou o chuveiro, secou as mãos e procurou pelo celular no bolso da calça que havia largado de qualquer forma no caminho até o boxe. Seus dedos desceram rápidos pelos milhares de contatos na lista ‒ diversas celebridades e músicos e uma pequena parcela daqueles nomes já havia recebido o título de “patrão”.

Ele precisava de uma nova estrela para trabalhar. Gerard estava acabando com todos os limites que Frank tinha. Sendo assim, mandou uma breve mensagem para a pessoa que geralmente o conseguia as listas de celebridades que pagavam muito bem e estavam precisando de novos seguranças pessoais. Nessa situação, Frank estava aceitando até mesmo salários menores do que o que ganhava de Way ‒ alguns milhares a menos não faria muita diferença em sua conta bancária, de qualquer forma.

Após precisar na mensagem o que queria e a urgência que continha, Iero enfim se vestiu mais uma vez, lançando um último olhar para o espelho e bagunçando um tanto o cabelo molhado, deixando-os uma confusão de fios castanhos apontando para todos os lados, e voltando-se para a porta. Colou a orelha ali por alguns segundos, a fim de ouvir algum som que denunciasse que Gerard ainda estava fazendo coisas impróprias, mas nada veio. Se tivesse sorte, o mais alto não estaria mais lá.

Porém, é claro, Frank nunca tinha sorte. Assim que abriu a porta, encontrou Way sentado sobre a cama, as mãos espalmadas sobre o colchão servindo-o de apoio atrás de si ‒ merda, as mãos que haviam arrancado aqueles sons tão doces daqueles lábios rosados ‒, fitando-o intensamente, como se estivesse apenas esperando-o esse tempo todo. Iero não duvidava disso.

- O que você estava fazendo lá dentro? - Gerard carregava uma malícia quase palpável em seu tom e olhar e Frank tentou não se deixar intimidar por isso, dando de ombros e caminhando até a própria mala em seguida.

- Tomando banho, oras. O que mais eu poderia estar fazendo? - ele sabia que havia milhares de outras coisas que poderia estar fazendo no banheiro e se amaldiçoou no instante em que a pergunta deixou seus lábios. Os olhos do mais alto faiscaram.

- Eu não sei... Se masturbando, talvez? - a pergunta entoou toda a ironia que Gerard queria e isso o fez sorrir triunfante, principalmente ao perceber a forma como os ombros de Frank encolheram-se um bocado, como um adolescente flagrado pelos pais.

- Nop. Só um bom banho. - Iero sequer sabia o que estava procurando na mala, apenas queria ocupar as mãos de algo, portanto, logo a abandonou ao pé da cama mais uma vez. Seus olhos encontraram os do rockstar novamente e o sorriso no rosto do mesmo exclamava “eu sei que você estava se masturbando pensando em mim, Frankie”.

- Ah sim... E você nem se preocupou em trocar de roupa? Quer dizer, essas peças estão sujas. - Gerard precisou segurar a gargalhada ao observar a forma como a boca de Frank escancarou-se um bocado, ao que a realização de que não iria conseguir enganar Way o acometeu. Iero queria sumir. - Relaxa, Frankie... Eu não tenho problema com o meu segurança pessoal se masturbando pensando em mim. Na verdade, acho até excitante. Só exijo uma coisa. - e, sim, Gerard deu uma pausa dramática, apenas para saborear a expressão ligeiramente entregue de Iero, que agora fitava o chão mordendo o lábio inferior. - Na próxima vez, me chame. Eu posso te dar uma boa... mãozinha. - a breve risada que Way soltou fez Iero ter de se concentrar para focar apenas na mesma e no quão adorável era, e não em suas palavras, que a contrariavam com toda a obscenidade que carregavam.

- Huh... Eu acho que vou dormir. - Frank rebateu por fim, jogando-se na própria cama e ignorando o fato de estar com a mesma roupa desde antes do show ‒ que, a essa altura, já não se encontrava com um cheiro muito bom.

Gerard revirou os olhos. O segurança realmente era mais difícil do que esperava, porém, não iria reclamar. Tinha certeza de que o mesmo valia todo o esforço que estava fazendo e até mais ‒ e, certo, Way estava começando a se perguntar se Iero era mesmo apenas uma foda ou se havia algo mais ali. Talvez ele estivesse apaixonado, o que era estranho. Só havia se apaixonado uma vez ‒ e por si próprio. Sentir tal atração por outro alguém era novidade.

Entretanto, ignorando toda a vontade de provar daqueles lábios finos apenas para comprovar sua teoria, Gerard decidiu tomar um banho para dormir. Havia sido um longo dia. E o mesmo tinha a sensação de que amanhã seria ainda melhor.

 

 

 

***

 

 

 

O show daquela noite havia sido esplêndido.

Na limousine, horas antes de seu grande momento, Gerard já podia sentir a antecipação em seu estômago: borboletas passeavam em seu interior, dando milhares de cambalhotas. Ainda mais do que nos dias comuns, sua capacidade de se manter sentado dentro do ônibus encontrava-se reduzida de forma drástica. Percebendo isso, Brian obrigou Frank a tomar conta do mesmo nos trinta minutos restantes até que ele fosse requerido na enorme arena que cediaria seu show, a fim de ajustar os detalhes finais.

Iero desempenhou seu trabalho perfeitamente. Não foi muito difícil, afinal, Gerard parecia persegui-lo aonde quer que fosse, mandando-o cantadas ridículas do tipo “Agora que eu já quebrei o gelo, será que podemos nos beijar?” após praticamente arrancar o copo de refrigerante com gelo que o mesmo havia pegado para si no frigobar de suas mãos e jogar o pequeno cubo congelado no chão. Frank sentiu vontade de entornar toda a Coca-cola restante em cima dele.

Não que já não estivesse acostumado com o jeito um tanto... Atirado de Way depois de mais de uma semana de convivência, porém, hoje ele se encontrava mais inquieto do que nunca. E tal fato ficou comprovado durante o show, após Frank suspirar de alívio ‒ e de decepção também, por mais que odiasse confessar ‒ por tê-lo afastado por algumas horas, ainda que poucas. Gerard se atirou na plateia cerca de cinco vezes durante todo o espetáculo e simplesmente arruinou a vida de todos os seguranças ali presentes, pois retira-lo das garras dos fãs alucinados não foi fácil.

Além disso, em duas simples horas, o mesmo gemeu e rebolou mais vezes do que Frank jamais presenciou em toda a sua vida ‒ e sem qualquer motivo aparente. Na verdade, ele sabia as razões pelas quais Way havia feito aquilo, posto que Gerard sempre lançava um olhar nada discreto para o mesmo após seus atos impuros, mas simplesmente não queria ter de pensar nisso agora. Não enquanto Gerard estivesse tão facilmente comparável a um cachorro no cio logo ao seu lado, capaz de farejar testosterona a quilômetros de distância.

- Você está cheiroso hoje, Frankie. - como se lesse os pensamentos do mesmo naquele momento, Gerard enunciou a frase totalmente aleatória enquanto se encontravam no backstage, minutos após o show. Havia gotas de suor escorrendo de seu rosto até o pescoço e seguindo um caminho que Frank preferiu ignorar a partir dali ‒ e a bendita toalha que lhe era entregue toda vez encontrava-se esquecida sobre o seu ombro esquerdo.

- O sabonete desse hotel tem mesmo um cheiro muito b... - e antes que Iero sequer conseguisse terminar a frase, Way estava colado em seu pescoço, o nariz empinado roçando-se contra aquela área sensível e fazendo-o grunhir. - Gerard, isso... Isso não... - Frank mal conseguia formular alguma sentença coerente naquele momento, posto que os grunhidos que o mais alto emitia definitivamente estavam surtindo certo efeito entre suas pernas.

- Gerard! Pelo amor de Deus, mas que merda é essa?! - Brian exclamou assim que avistou a cena, fazendo com que Way gemesse um tanto frustrado antes de se afastar ‒ finalmente ‒ de Frank, que enfim pôde tornar a soltar o ar que sequer sabia que havia prendido. - É bom vocês estarem na limousine em cinco minutos ou teremos uma invasão de fãs, porque os seguranças já estão malucos tentando conter toda a algazarra lá fora. E não partam sem mim! Vou demorar um pouco pra alcançar vocês, preciso resolver alguns pequenos detalhes primeiro. - sendo assim, Iero não hesitou em tomar o primeiro passo e guiar Gerard para fora daquele recinto. Era o seu trabalho, afinal. Tinha de tirar o mais alto dali são e salvo.

Entretanto, Way não parecia estar ouvindo Schechter, posto que as palavras do mesmo não causaram qualquer efeito nele. Gerard apenas deu de ombros e seguiu Frank, confiante de que estaria seguro enquanto o tivesse por perto.

E mesmo com o aviso de Brian, Iero se surpreendeu ao abrir uma das portas para o exterior e se deparar com seguranças correndo para todos os lados e uma multidão de fãs tentando entrar pelo portão ao lado ‒ o que o fez voltar-se para Gerard em seguida, impedindo-o de sair momentaneamente.

- Aqui, usa isso pra se esconder. Lá fora tá uma bagunça. - explicou, entregando o casaco preto que vestia para o mais alto, que sorriu inocentemente para o mesmo. Em sua mente, Gerard exclamava “Meu herói!” em completa euforia e Frank o beijava e então os dois se roçavam um contra o outro... - Pronto? Temos que ser rápidos e silenciosos. - certo, essa frase se encaixava bem até demais com o que Way estava pensando e ele precisou sugar o lábio inferior antes de menear com a cabeça em afirmação.

- Espera. Eu preciso fazer uma pergunta... - por um momento, Frank genuinamente acreditou que Gerard fosse fazer alguma pergunta interessante ou relevante, mas, assim que notou o sorriso amarelo em seu rosto, quis se bater por deixa-lo prosseguir. - Você é rápido e silencioso na cama? Porque, sabe, eu até gosto da parte do rápido, mas prefiro parceiros mais barulhen...

- Gerard. Nós precisamos sair daqui agora, tudo bem? - Frank suspirou, não acreditando que havia abandonado a Rihanna para trabalhar com um cara como Gerard, sinceramente, qual é o problema dele? Way deu de ombros e suspirou, cansado de suas investidas nunca correspondidas.

Ao que o mais alto enfim tomou uma compostura mais séria, Iero tornou a abrir a porta, com bastante cuidado para não fazer muito barulho. Gerard não estava com a melhor camuflagem naquele momento, portanto, passar ao lado de uma multidão de fãs enlouquecidos seria complicado, mas era a única porta livre para os mesmos ‒ pelo menos, era o que os outros seguranças comunicavam pelo rádio.

Way precisou controlar tudo em si no momento em que Frank o segurou firme pelo braço ‒ numa firmeza que o fez questionar se ele seria bruto ou carinhoso debaixo dos edredons, principalmente ao senti-lo tão perto, quase como se tivesse medo de que algum fã brotasse do chão e matasse Gerard bem em sua frente.

E tudo se desenrolou bem, até o instante em que uma garota ‒ que, por alguma graça de Lúcifer, não estava junto dos outros tentando invadir o portão ao lado ‒ cruzou o caminho dos dois. Frank prendeu a respiração ao perceber o olhar alarmado da menina sobre a figura encapuzada de Way e, assim que a mesma passou a gritar alto o suficiente para se ouvir em Nárnia, o mesmo sentiu seu sangue gelar. Agora eles teriam de correr pra valer.

Por sorte, nenhuma palavra foi requerida, ao que o berro da garota conseguiu romper o pequeno transe no qual Gerard se encontrava por conta de toda a aproximação com o segurança. Ambos xingaram alto e iniciaram uma corrida nada glamourosa em direção à limousine. Obviamente, Frank, por ter um condicionamento físico mais propício, disparou na frente, porém, preparando-se para voltar e empurrar alguns adolescentes se preciso.

Assim que alcançou o automóvel, abriu a porta da forma mais rápida que conseguiu maneijar e se jogou no estofado, sendo acompanhado por Gerard logo em seguida, este que havia sido muito bem motivado a acelerar o máximo que podia ao sentir o casaco de Frank sendo arrancado de seu corpo de um jeito nada delicado ‒ e, é claro, caiu em cheio no colo de Iero ao mesmo tempo em que tentava fechar a porta e não agarra-lo.

Frank, por sua vez, sequer parecia estar preocupado com isso no momento, ao que tudo o que conseguia fazer era gritar para que o motorista partisse de uma vez e segurar Gerard com ambos os braços contra o próprio corpo com força, apenas para se assegurar de que ele estava mesmo ali e não tendo seus membros arrancados por adolescentes enlouquecidos.

Contudo, assim que o motorista acelerou ‒ quase atropelando diversos fãs que teimavam em permanecer no caminho ‒ e tomou certa distância da confusão, Iero enfim percebeu o que estava fazendo e o quão perigosamente próximo ambos se encontravam. Way não sabia lidar com proximidades exarcebadas, Iero sabia o quanto ele perdia os limites ainda mais, portanto, não delongou em empurra-lo da forma mais delicada possível de seu colo, deixando-o se sentar ao seu lado, ainda que contra os protestos do mesmo.

Justo quando Gerard estava começando a aproveitar toda a falta de distância entre os corpos, Frank teve de dispensa-lo. Ele definitivamente não estava afeito a isso ‒ toda essa falta de contato e vontade não muito reprimida de poder toca-lo, tocar um homem que desejava. Para o rockstar, nunca havia sido assim. Estava acostumado a ter todos que queria aos seus pés. Mas então, Frank aconteceu. Frank e toda a sua teimosia em dar o braço a torcer.

Aproveitando o aquietamento repentino de Way, que parecia estar imerso em pensamentos, Iero aproveitou para checar o celular a fim de verificar a resposta do amigo quanto à lista de celebridades que necessitavam de um novo segurança pessoal ‒ já estava mais do que na hora de conseguir um novo emprego, não sabia quanto tempo mais iria aguentar com Gerard praticamente subindo em seu colo sempre que se viam.

No entanto, Frank teve de reler a mensagem cerca de cinco vezes, apenas para ter certeza de que seus olhos não estavam enganando-o.

Ele iria matar Gerard Way.

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Algum palpite pro que aconteceu?? HAHAHA

O lemon já é no próximo, que é a conclusão de tudo, inclusive. Aguardem um Frank temporariamente muito puto.

E eu acabei demorando mais do que pretendia pra atualizar isso daqui, mas espero não demorar tanto dessa vez.

Beijão e até o próximo, gente ;* <3


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