História The Boss - Capítulo 17


Escrita por:

Postado
Categorias Laura Prepon, Orange Is the New Black, Taylor Schilling, Zac Efron
Personagens Laura Prepon, Taylor Schilling, Zac Efron
Tags Alexvause, Lauraprepon, Laylor, Orangeisthenewblack, Piperchapman, Taylorschilling, Vauseman
Visualizações 699
Palavras 4.690
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Compensando... 😘

Capítulo 17 - Fora do Ar.


Laura não estava no escritório no dia seguinte. Quando Schilling verificou as mensagens do escritório, ela deixou uma abrupta para dizer que não estaria e para cuidar das coisas enquanto estivesse fora. Nenhuma explicação. Nenhum detalhe sobre quanto tempo. Nenhuma informação de contato.

Nada.

Taylor administrou o dia, mas não houve nenhuma notícia dela no dia seguinte ou no outro. Ela passou a maior parte do seu tempo cancelando compromissos e recebendo ligações para cobri-la. Sua chefe estava perdendo dinheiro, clientes e acordos. Não que isto provavelmente importasse com a sua empresa de bilhões de dólares, mas mesmo assim, não parecia bom. E a julgar pelos olhares preocupados de Gina, isso não era normal.

Laura não estava na sua casa também. Ela não notou seu carro, ou sua presença, na casa. Quando bateu na sua porta ninguém respondeu também. Tinha uma chave para a sua casa, mas não se atreveu a usá-la.

Ela esbarrou com Murray uma manhã enquanto saia para trabalhar e ele mencionou que Prepon tinha lhe pedido para continuar fazendo suas refeições, mas para esperar até que ela entrasse em contato com ele para quando precisaria de mais.

Sexta-feira no almoço, Taylor conversou com Gina. Ela tentou parecer indiferente.

— A Sra. Prepon entrou em contato com você?

Gina balançou a cabeça. — Ela não está atendendo seu celular também. Realmente não tenho tido notícias dela. O que está acontecendo? Ela disse algo para você?

— Apenas disse que estaria fora. — Taylor olhou para o seu sanduíche, recusando-se a mencionar qualquer coisa sobre o irmão de Laura aparecendo ou os comentários pouco profissionais que ela tinha feito. Ela era uma idiota por tentar fazer sugestões sobre ela e sua família. Não era da sua conta.

— É incrivelmente estranho. — Gina amassou seu guardanapo. — O trabalho é tudo para ela! Ela não perdeu um dia em todos os anos que tenho estado aqui. Cacete, ela veio quando estava vomitando.

— Não sei quando estará de volta. Ela não disse nada exceto para segurar os telefonemas e cancelar as reuniões. — Taylor encolheu os ombros e brincou com a sua salada. — Acho que algo está acontecendo com a sua família. — Gina inclinou-se mais perto dela. — Quero dizer, Mark esteve no escritório no outro dia e em seguida Laura desaparece? — Ela balançou a cabeça. — Não faz sentido.

O telefone de Schilling tocou com um lembrete. Ela verificou e engoliu em seco.

— Seja o que for, espero que ela esteja no escritório quando voltarmos — disse, guardando o celular na bolsa. — Ela agendou uma reunião com uma nova firma de grandes investidores dois meses atrás e é esta tarde. Irá perder mais de um milhão de dólares se ela não comparecer.

Gina empalideceu enquanto seus olhos arregalavam.

— Merda! De maneira nenhuma Laura não irá aparecer para isso — ela disse, soando como se estivesse tentando convencer a si mesma juntamente com Taylor. — Ela vive para fazer dinheiro. Nada iria impedi-la de perder um acordo como este.

Elas beliscaram sua comida mais um pouco em silêncio.

— Acho que irei voltar para o escritório. — Taylor jogou sua salada inacabada na lixeira.

— Talvez você devesse ligar para ela — Gina sugeriu. — Apenas para ter certeza.

Schilling tinha telefonado várias vezes. Somente do telefone do escritório, não do seu celular pessoal. Ela o tirou para fora da bolsa.

— Irei tentar.

Gina deixou seu garfo cair e ele tilintou no seu prato.

— Irei tentar seu pager também.

Não importou. Laura não respondeu a nenhum dos dois.

— Vou voltar para o escritório e me preparar. — Taylor levantou e vestiu seu casaco. — Por favor, veja o que consegue.

Gina assentiu.

— Continuarei tentando seu celular. Irei verificar e ver se alguém no escritório teve notícias dela, sem levantar qualquer alarme. Prometo. Não farei com que os empregados se preocupem.

Taylor assentiu.

— Okay. — Ela tirou seu cabelo do coque no alto da sua cabeça e soltou um suspiro trêmulo. Isto era uma reunião muito importante para cancelar. — É melhor eu me preparar para salvar a bunda de Laura Helene Prepon.

Uma hora e quinze minutos depois Taylor respirou fundo para acalmar-se. Gina tinha acomodado os investidores na sala de conferência e ainda não havia sinal de Laura.

Vou ter de assumir. Merda!

Ela tinha repassado a situação milhares de vezes com todas as estatísticas e fatos memorizados. Claro, tinha examinado isso para ajudar sua chefe aperfeiçoá-los na época, não para si mesma, mas isto dificilmente importava agora. Ela não poderia estragar esta reunião. Verificou sua aparência no espelho, certificando-se que não houvesse uma ruga na sua blusa ou um fio de cabelo fora do lugar antes de dirigir-se para a sala de conferência.

Dez homens em ternos de mil dólares estavam sentados ao redor da mesa, parecendo infelizes e impacientes. Todos eles eram empresários compromissados como Prepon, eles não estavam acostumados a esperar. Enquanto caminhava ao redor da comprida mesa de conferência, ela obrigou-se a parecer calma e indiferente. Definitivamente, eles não estavam em um clima de investimento e era seu trabalho mudar isso. Ela sorriu de maneira agradável para eles, reunindo toda a autoridade e refinamento que ela poderia.

— Cavalheiros. Sejam bem-vindos.


*

Três horas mais tarde, Schilling caminhava ao redor do seu apartamento tentando acalmar seus nervos trêmulos com um copo de uísque e gelo nas mãos. Não estava ajudando. Ela odiava falar em público, mas com tanto em risco, não teve escolha hoje. Agora tudo que ela queria fazer era esconder-se no seu quarto e ficar bêbada. Realmente bêbada.

Ela chutou os sapatos para fora e em seguida puxou a saia para baixo, arremessando-a com força na parede.

— Sua idiota! — gritou para o quarto vazio. Outro gole do líquido ardente e ela abriu o primeiro botão da sua blusa. Tinha conseguido superar a reunião e tomara convencido os investidores a permanecer com sua chefe. Se eles não permanecessem, não era sua culpa. Não era ela quem tinha fugido e se escondido. Ela os tinha enfrentado de cabeça erguida e arrasado, certo?

Uma batida na porta respondeu sua pergunta. Ela girou e marchou na direção dela, forçando um sorriso nos seus lábios. Murray tinha esbarrado com ela quando ela chegou em casa do trabalho, completamente exausta da reunião e do dia impossível. Provavelmente ele estava dando uma checada nela. 

— Estou bem, Murray — ela gritou, estendendo a mão para a maçaneta e esquecendo que estava somente com a sua blusa. Ela olhou para baixo em pânico e abriu apenas uma fresta da porta para aparecer somente a sua cabeça para fora. — Estou be...

As palavras morreram nos seus lábios quando ela localizou Laura no outro lado. Seu sorriso desapareceu.

— Você! — Irritada, Taylor abriu a porta e cutucou-a no peito. — Onde diabos você estava? — Ela deu um passo para frente e cutucou-a novamente, com mais força. — Eu estava preocupada com você. Gina estava preocupada com você! Você tinha uma maldita reunião importante hoje e sua bunda não estava em nenhum lugar dessa cidade. Você percebe...

— Eu sei — Laura a interrompeu, seus olhos percorrendo para baixo e em seguida lentamente para cima. Ela engoliu em seco antes de encontrar os olhos azuis furiosos. — Posso entrar?

— Você tem algumas explicações sérias para dar — Taylor resmungou, cruzando os braços sobre o peito e marchando de volta para dentro.

Prepon olhou ao redor do apartamento com um sorriso afetado.

— Alguém iria pensar que você se mudou ontem — ela brincou. — Você não tem absolutamente nenhuma decoração aqui.

— Não recebo convidados, então isto nunca foi um problema. — Taylor virou a mão e marchou até a bancada para terminar seu uísque ridiculamente caro que tinha gosto de merda. Ela serviu-se de outro copo, propositalmente não oferecendo um para Laura. — Venho aqui para dormir. Não importa como as paredes parecem quando estou roncando. — Ela balançou a cabeça e apontou um dedo para ela. — Você está mudando de assunto. Onde estava?

Laura sentou-se no seu sofá.

— Eu precisava escapar por alguns dias — ela disse simplesmente enquanto estendia o braço sobre o encosto do sofá e cruzava as pernas. — Resolver algumas coisas. Fui para os Hamptons.

O maldito Hamptons? Sério?

— Por que você não me comunicou? —Taylor caminhou até a geladeira e pegou mais dois cubos de gelo para a sua bebida. — Você poderia ter sido assassinada por tudo que eu... nós... sabíamos.

— Sinto muito — Laura disse, tentando não sorrir enquanto a observava. Schilling podia ver os cantos da sua boca contraindo e isso a enfureceu. — Foi injusto da minha parte. Eu apenas...

— Precisava escapar. Eu sei. — Taylor absorveu a aparência dela e percebeu pela primeira vez que ela não estava imaculada. Prepon cheirava a perfume que não era seu e havia uma mancha de batom muito nítida no seu pescoço pálido. Raiva tomou conta dela novamente. — Com uma mulher, aparentemente.

Laura teve a decência de parecer sem jeito.

— Isto não é da sua conta. — Ela suspirou, passando a mão no cabelo. — Eu precisava de um pouco de... companhia.

— Sim, isto é evidente. — Taylor engoliu um gole grande da sua bebida, ela queimou algo feroz enquanto corria pela sua garganta. Se recusou a tossir. — Você fede a perfume barato. Então, a não ser que você tenha o hábito de desaparecer quando bem entender, é da minha conta quando você entra no meu apartamento.

— Você não tem nenhum direito de estar chateada comigo sobre querer um pouco... um pouco de companhia — disse bruscamente.

Companhia? Pelo amor de Deus! Estamos vivendo no século XIX?

— Não me importo! Transe com alguma oportunista, Laura. Transe com dez delas, eu não me importo! — Seu rosto aqueceu. — Mas eu realmente me importo quando você some e não se dá ao trabalho de atender aos telefonemas. Não sou dona de uma empresa de um bilhão de dólares, mas você pode beijar minha bunda se acha que me deixar responsável por ela não vai ter nenhum efeito catastrófico! — Tome isto idiota! — Então me ajude, se você me demitir porque...

— Seu emprego nunca esteve em perigo — Laura a interrompeu e sorriu levemente para ela, mas isto nunca chegou perto de alcançar seus olhos. — Assumo total responsabilidade pela reunião sendo um fracasso.

Schilling encolheu os ombros.

— Você acha que isto foi tão ruim?

— Eles são sempre vendas difíceis, Taylor. Não seja muito dura consigo mesma. Sequer tenho certeza se eu poderia ter conseguido um milhão.

— Você realmente não acha que poderia ter conseguido? — Isto a fez se sentir melhor que até mesmo Laura não tinha certeza se poderia selar o acordo.

Espere... Ela acabou dizer um milhão?

Taylor tomou outro gole da sua bebida. Ela se sentiu tonta. Talvez a bebida estivesse começando a atingi-la. De repente, ela queria dar uma risadinha para o ar.

— Não. — Laura balançou a cabeça e suspirou, parecendo exausta. — Iremos simplesmente conseguir mais investidores. Está tudo bem.

— Vamos precisar de mais investidores?

— Com toda certeza. Nossos clientes deixaram claro que eles queriam, pelo menos, um milhão de dólares em investidores, não meu dinheiro, se eles se comprometem. Você não conseguiu um milhão de dólares, não é?

— Não — Taylor admitiu e abaixou a cabeça. Ela rapidamente a moveu de volta para cima e sorriu. — Consegui dois.

Por um segundo Prepon olhou para ela, confusa e em seguida seu rosto abriu em um sorriso gigantesco.

— Você conseguiu dois milhões?

Taylor assentiu, sentindo-se tonta pela bebida. Ela inclinou-se para trás contra a bancada e riu.

— Posso ser muito persuasiva.

Laura a observava com uma sobrancelha erguida, seus olhos vagando por ela avidamente.

— Isso é perceptível.

Schilling olhou para baixo e de repente endireitou-se. Tinha estado tão zangada que esqueceu que tudo que estava usando era somente uma camisa branca social e calcinha preta. Ela caminhou para trás da bancada, tentando se esconder e fazer parecer que tinha planejado isto. Pegou um copo de cristal para sua chefe e serviu-lhe uma bebida.

Laura levantou e caminhou até ela, permanecendo no outro lado da bancada enquanto pegava seu corpo e o levantava.

— Você é a melhor assistente pessoal que eu já tive.

— Sou a única assistente pessoal que você já teve. — Ela riu, levantando seu copo para um brinde.

Prepon tomou um gole e fez um barulho de apreciação na parte de trás da garganta, como um gemido que fez Taylor se arrepiar dos pés ao seu último fio de cabelo.

Maldição!

— Mesmo se eu tivesse tido uma centena de assistentes pessoais, você ainda seria a minha favorita.

Schilling sorriu, controlada.

— Você tem sorte que eu não pedi por um aumento, Sra. Prepon.

— Você merece um aumento depois desta semana — Laura sorriu de volta. — Sequer sei como posso lhe agradecer. — Seus olhos pareciam dizer que ela conhecia algumas maneiras, mas não ia mencioná-las em voz alta.

— Você deveria esperar até voltar ao trabalho antes de começar a tomar decisões — Taylor disse. — Uma boa reunião não significa que sua empresa não perdeu dinheiro quando você esteve fora. Houve muitas coisas que deram errado e tenho certeza que há algumas que somente você pode consertar. — Ela balançou a cabeça. — Honestamente, pensei que tudo ia desmoronar enquanto você estava fora. Você pensou que isso poderia funcionar de alguma maneira quando a chefe está longe?

— Não vejo por que não iria — Laura disse, seu olhar olhando para o seu decote. — Entretanto, raramente estou longe do escritório.

Schilling ergueu as sobrancelhas, surpresa.

— Você nunca tira férias? — Seu rosto aqueceu enquanto os olhos verdes a percorria, criando uma queimação na sua barriga muito melhor do que o uísque.

Laura balançou a cabeça lentamente.

— Nunca senti necessidade. Amo meu trabalho.

— Claro, mas você deve ficar cansada. — Ela engoliu em seco.

Prepon sorriu.

— Por muitas vezes.

Taylor impediu-se de lembrar-lhe que sua chefe teve de contratar uma assistente pessoal porque não poderia mais lidar com tudo isto sozinha.

— Bem, isto é impressionante. — Taylor contornou a bancada. — Um minuto, por favor. — Ela correu para o quarto e pegou a calça do seu pijama de algodão ao pé da cama. Não poderia continuar esta conversa sem uma calça.

Fale sobre ser pouco profissional!

Segundos depois, retornou.

— Sinto muito. — Schilling sabia que estava corando excessivamente, todo seu rosto, até mesmo as orelhas, pareciam que estavam queimando. Ela correu ao redor do sofá e seu pé ficou preso na barra da calça do seu pijama. Tropeçou outro passo antes de bater no chão. Seu braço ficou preso na quina da mesa de canto, imediatamente doendo.

Merda! Ela vai achar que estou caindo por ela.

— Você está bem? — Laura estendeu a mão para ajudá-la a levantar.

— Sim. Apenas tropecei. Pés idiotas. — Enquanto Prepon a puxava para cima, o pé de Taylor ficou enroscado novamente na sua calça e muito para a sua mortificação ela escorregou para baixo, agarrando as mãos ao redor da parte superior das coxas a sua frente.

Simplesmente perfeito!

Ela afastou-se dela e rapidamente puxou sua calça para cima.

— Sinto muito por isso também. — riu, nervosa. — Realmente estou desastrada hoje à noite por algum motivo.

Provavelmente porque diminui dois números e ainda não fui fazer compras. Não tem nada a ver com dois copos e meio de uísque! Não está muito acima do meu limite realmente.

— Você não precisa se desculpar, Taylor — a voz de Laura estava grossa com desejo. Mas de repente preocupação tomou conta da sua feição. — Oh, porra!

Taylor olhou para o seu antebraço e viu que ela o tinha cortado e estava sangrando. Doeu quando ela percebeu o ocorrido, mas iria morrer antes de admiti-lo para sua chefe.

— Está tudo bem — ela sorriu forçado. — Quase não dói.

— Não me convenceu nem um pouco, Srta. Schilling. — Laura levantou e estendeu a mão para ela. — Sente-se no sofá. É melhor limpá-lo antes de colocarmos um curativo sobre ele.

— Não tenho um kit de primeiros socorro. — Taylor murmurou. — Estou bem, realmente. Apenas me jogue um pano de prato.

— Esta é a vantagem de sermos vizinhas. — Laura sorriu, irônica. — Eu tenho. — Ela tirou o celular do bolso e digitou algumas coisas rapidamente antes de guardá-lo novamente. — Murray está a caminho com ele agora.

— Está tudo bem, sério. — Taylor se perguntou se suas palavras foram pronunciadas de maneira indistinta. — Você não deveria ter incomodado Murray.

— Bem, já mandei uma mensagem para ele. — Laura serviu mais uísque no seu copo meio vazio. — Você não quer que eu mande uma mensagem para ele e diga-lhe que ele se deu ao trabalho de encontrar o kit para nada, não é?

Schilling mordeu o lábio, isto doía como um filho de uma boa mãe. Ela realmente odiou incomodar Murray.

— Eu lhe disse que estava tudo bem — repetiu, séria.

— Taylor, você está com dor. Isto é óbvio. E eu me preocupo com você. — Sua fachada profissional desapareceu para mostrar a vulnerabilidade embaixo. Entretanto, no piscar de um olho, ela estava de volta no lugar. — Preciso de você realmente bem durante o trabalho.

— É claro. — Taylor desejou que pudesse controlar a sua própria expressão facial tão bem quanto Laura controlava a dela. Tinha certeza que sua atração por ela estava tão clara quanto o dia neste momento.

Idiota, ela saiu com outra mulher. Ela já superou, isso se ela tinha quaisquer sentimentos por você. Ela sequer precisava superá-la, não havia nada para superar. Quando você vai aprender?

Taylor cerrou sua mandíbula. Ela deveria saber melhor do que se apaixonar pela chefe quando as coisas estavam oficialmente terminadas entre as duas.

Prepon entregou-lhe seu copo com uísque e um pano de prato antes de sentar na frente dela.

— Não quero me intrometer em nada, mas posso lhe perguntar algo pessoal? — Taylor assentiu e tomou um gole rápido da sua bebida para tentar acalmar as súbitas borboletas golpeando a sua barriga. — É possível que você esteja um pouco mais desastrada porque perdeu peso e agora está usando um manequim grande demais?

Schilling corou. Esta era a sua pergunta pessoal? Isso era tão óbvio? Ela deveria se ofender por lhe perguntar uma coisa como esta, mas Laura não parecia estar zombando ou provocando de qualquer maneira. Ela apenas parecia preocupada. O que a fez se sentir mal sobre si mesma, sem a capacidade de ficar brava com ela.

— Apenas não tenho tido tempo para ir fazer compras. Foi uma semana um pouco movimentada. — Ela estremeceu, odiando que estivesse tentando fazer isto soar como se fosse culpa dela que ela não tivesse ido.

— Que tal amanhã eu levá-la para fazer compras junto comigo? — Laura sorriu, como se estivesse satisfeita com a própria ideia. — Durante o almoço. Você pode comprar qualquer coisa que quiser e irei pagar por tudo.

— Esta é uma oferta muito generosa, mas dificilmente apropriada para uma chefe e sua assistente pessoal. — Taylor encolheu os ombros. — Além disso, sua nova namorada não ficaria irritada com você levando outra mulher para fazer compras? 

Embora tudo que ela tem de fazer é mostrar-lhe uma foto minha e garantir para sua bunda magra manequim 38 que ela não namora por piedade. 

Apenas pensou, o que foi um alívio.

Merda! Estou bêbada.

Taylor colocou a mão sobre a boca, recusando-se a deixar mais qualquer coisa idiota sair dela.

— Estava nos Hamptons com uma amiga íntima — Laura disse. — Na verdade, você encontrou com ela rapidamente quando esbarrei com você no seu aniversário. Você se lembra de Olivia?

Oh, se me lembro! Aquela monte de ossos boçal e metida.

— Este batom no seu pescoço diz mais do que amigas. — Taylor bateu a mão sobre a boca.

Laura riu.

— Touché.

— Acredite em mim: ela iria se importar se você me levasse para fazer compras. Além disso, nós não precisamos de mais boatos sendo espalhados pelo escritório sobre quão íntimas nós somos.

Um brilho perigoso cintilou nos olhos de Laura.

— Acredite em mim, não haverá mais nenhum boato espalhado sobre o nosso relacionamento. Quanto a Olivia, sei que não irá se importar. Ela já voltou para Nova Jersey e em um encontro com outra amiga com benefícios neste momento. — Ela ergueu uma sobrancelha para Taylor e em seguida recostou-se na sua poltrona e sorriu para ela, triunfante. — É completamente apropriado levar sua assistente pessoal para fazer compras quando é relacionado ao trabalho. — Seu sorriso ampliou. — Afinal, você vai precisar de roupas adequadas para combinar com as novas responsabilidades que tem na empresa.

— Novas responsabilidades?

— Sim — Laura assentiu. — Acredito que eu a tenha subestimado e planejo corrigir isto o mais rápido possível. Não se preocupa, Srta. Schilling, você irá receber um aumento de salário também. Um muito justo. Depois do brunch de negócios que estou oferecendo em alguns dias, começaremos a planejar. Acho que sua agenda mostrava que você tem planos com a sua irmã. — Ela checou seu iPhone com dois toques. — Sim. Você está ocupada, mas ainda há um aumento de salário no seu futuro.

Taylor sorriu e recostou-se no sofá. Ela estremeceu quando seu corte pressionou contra o pano de prato. Por mais que gostasse do som de um aumento de salário, foi o elogio que ela realmente gostou.

— Parece bom, Sra. Prepon. Acredito que você possa me levar para fazer compras então — ela disse quando uma batida na porta avisou-lhes que Murray tinha trazido o kit de primeiros socorros.

Laura fez um gesto para ela permanecer sentada enquanto levantava para atender a porta.

— Não vamos tê-la caindo novamente.

Taylor assentiu e apreciou a visão enquanto ela se afastava. Prepon falou baixinho na porta com Murray e em seguida agradeceu-lhe antes de fechar a porta. Ela voltou um momento depois e ajoelhou-se na frente de Taylor.

Schilling sorriu e percebeu que estava bêbada. Haviam duas chefes maravilhosamente sensuais na frente dela. Não seria divertido levar as duas para a cama? Uma para a sua boca, uma para sua... Ela deu uma risadinha com a imagem na sua cabeça.

— Algo engraçado? — Laura perguntou enquanto estendia a mão para o pano de prato.

Schilling moveu seu braço um pouco para a direita e, dando risadinhas novamente, ela o levantou para longe, fazendo círculos bobos ao redor da mão dela.

— Pegue-me, se puder — cantarolou, se divertindo com a ação.

Laura pegou facilmente seu pulso e inclinou-se para frente, trazendo a boca para a parte sensível da sua pele onde seu coração batia. Um hálito quente provocou o antebraço de Taylor enquanto lábios se entreabriam e uma língua macia movia-se rapidamente sobre a sua veia.

A respiração de Schilling ficou presa. Foi simplesmente a cena mais sensual que ela já tinha experimentado. Se Laura olhasse para ela uma vez com aqueles olhos penetrantes, ela estava frita. Estava disposta a lidar com as repercussões na parte da manhã.

Prepon virou seu braço com cuidado, como se nada demais tivesse acontecido. E Taylor a imaginou fazendo mais com ela sobre o sofá. Seu pulso acelerou e um gemido suave e vaporoso escapou. Ela observou seu rosto delicado enquanto sua chefe engolia em seco e depois inclinava a cabeça para cuidar do seu corte.

— Não é tão profundo. Apenas comprido — Laura murmurou e abriu o kit de primeiros socorros com a mão esquerda. Ela colocou a mão dela sobre o seu joelho assim poderia tirar os itens do kit.

Schilling a observava, incapaz de falar. Tudo que ela conseguiu fazer foi acenar com a cabeça, sua boca ligeiramente aberta.

Laura abriu um pacote de gaze e deu batidinhas cuidadosas em cima do corte e em seguida limpou o sangue. Pegou outro pedaço e acrescentou Neosporin nele.

— Assim não irá infectar — avisou.

Examinando os Band-Aids, ela encontrou dois mais compridos e colocou-os com cuidado sobre a sua pele. Nem uma vez olhou no seu rosto. Schilling não se importava; isto lhe deu a coragem para olhar descaradamente para ela. 

— Obrigada. — Ela foi mover a mão, mas Laura a agarrou.

— Mais uma coisa — disse enquanto enfiava a mão no copo e tirava um cubo de gelo. Ela o passou ao longo da sua pele antes de usar a toalha para limpar a água derretida.

Taylor tremeu e estremeceu de prazer. Jurou que se ela passasse o cubo na sua carne mais uma vez teria um orgasmo sem ela sequer estender a mão para a sua calcinha, que provavelmente estava mais molhada do que o cubo de gelo sobre a sua pele.

Prepon limpou gentilmente mais uma vez e jogou o pano na direção do banheiro, ele aterrissou perfeitamente no lado de dentro da porta. Taylor observava e lentamente trouxe seu olhar de volta para ela.

Pareceu que o tempo parou, apenas por um momento. Schilling era apenas uma simples mulher e Prepon era, bem, definitivamente não era apenas uma mulher simples, mas A mulher. Não havia cargos, nenhuma insegurança, nenhuma restrição, nenhuma pressão, nada, apenas elas.

Os olhos de Laura moviam-se de um lado e para o outro enquanto ela olhava para os seus olhos. Haviam manchas minúsculas de castanho dentro dos verdes esmeralda, difícil de ver a não ser que você estivesse tão perto. Ela não se moveu.

As coxas de Taylor tremeram. Toque-me, por favor! Ela ia explodir se não a tocasse ou iria se ela tocasse. Os segundos passavam. Ela se recusava a deixar seu olhar cair e nem Laura deixou, mesmo quando ela passou a língua ao longo do seu lábio inferior e em seguida seus dentes o morderam.

Prepon engoliu em seco e automaticamente pressionou os lábios. A cabeça inclinou para frente e seus longos cílios abaixaram lentamente. Mesmo assim ela a observava através da espessura e seus lábios quase tocaram os dela.

Quase.

Schilling podia sentir o cheiro da sua colônia importada misturado com o perfume barato profundo nas suas narinas, podia quase saboreá-lo. Fechou os olhos e esperou que seus lábios exigissem e consumissem os dela.

Só que eles não fizeram isto.

O clique do kit de primeiros socorros fechando a fez piscar enquanto ela abria os olhos novamente.

— Eu deveria voltar para a minha casa — Laura disse sem olhá-la. — Estou precisando desesperadamente de um banho.

Irei me juntar a você. O momento tinha passado. Nunca para ser sentido novamente. 

Taylor levantou com um salto e afastou-se dela.

— Sim, provavelmente isso é uma boa ideia. — Ela levantou o braço. — Obrigada pelo reparo, chefe.

Laura assentiu e se levantou.

— Quando precisar. E, obrigada por, uh, me cobrir essa semana. Não acontecerá novamente. — Qual parte? O ir embora ou deixá-la quente e ofegante?

Laura caminhou até a porta e hesitou pouco antes de abri-la.

— Estamos bem? — perguntou, a incerteza na sua voz nítida. Prepon precisava dela como sua assistente pessoal, não como um caso de uma noite ou uma namorada. Ela era ótima para os negócios, não podia arriscar em perdê-la para suas necessidades intimas. E Taylor compreendia isto nitidamente agora.

— Estamos bem. — Ela forçou um sorriso. — Vejo você de manhã no escritório.

— Definitivamente. — Laura saiu, somente para enfiar a cabeça para dentro uma fração de segundo depois. — Não se esqueça que vamos fazer compras amanhã. — Ela olhou para baixo. — Sinto muito, pijamas não estarão incluídos. — Riu e fechou rapidamente a porta antes que o travesseiro que sua assistente arremessou a atingisse.

A ideia de comprar roupas para dormir com Laura Prepon era um sonho que a deixou agitada e ofegando muito tempo depois que Taylor foi para a cama.


Notas Finais


Acredito que laylor viveu nessa flertação por muito tempo. Laura bandida, como inferno de tão sexy. E Taylor a mocinha, com um toque inocência muito longe de ser santa.
Buuum! Química em combustão 😈


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...