História The Boss - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Laura Prepon, Orange Is the New Black, Taylor Schilling, Zac Efron
Personagens Laura Prepon, Taylor Schilling, Zac Efron
Tags Alexvause, Lauraprepon, Laylor, Orangeisthenewblack, Piperchapman, Taylorschilling, Vauseman
Visualizações 686
Palavras 5.446
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Garotas, sou completamente apaixonada pela atriz Julianne Moore e estava louca para inseri-la numa fanfic. Dentre tantas mulheres mais maduras, achei que ela seria a mais qualificada. #mejulguem 😎 (Julie Anne Smith é seu nome verdadeiro)

Capítulo 19 - Rédia Curta.


Fanfic / Fanfiction The Boss - Capítulo 19 - Rédia Curta.

Taylor esperou até que entrasse no carro antes que permitisse as lágrimas caírem. Ela não tinha tido a intenção de gritar com a sua irmã, muito menos estapeá-la. Tudo tinha simplesmente fervido e fervido e finalmente transbordado. Era como a missão na vida de Halston fazer a sua irmã mais velha sentir como se ela fosse nada. Ela tinha estado tentando perder peso e isso estava funcionando. Ela tinha todo um guarda-roupa novo para prová-lo! De maneira nenhuma estava com ciúmes de Halston casando com Zac. Ou talvez ela estivesse. Não de Zac, mas o fato que sua irmã mais nova ia se casar antes dela.

— O casamento não irá durar, de qualquer maneira — ela sussurou para si mesma e em seguida sentiu-se um lixo por tentar condená-lo antes que eles sequer tivessem dito “Sim”.

Entretanto, por mais que os comentários de Halston doessem, ela tinha de admitir que a sensação de alívio levantando do seu peito não poderia ser ignorada. Estava cansada de ser extenuada além do limite pelas crises de sua irmã, o trabalho e os comentários passivo-agressivos sobre seu peso. Ela sequer queria pensar sobre a ira que teria de enfrentar da sua mãe, mas de repente Taylor finalmente sentiu como se ela pudesse respirar pela primeira vez desde que Halston e Zac anunciaram seu noivado.

Ela enxugou as lágrimas com a costa da mão e ligou o carro. De repente, ela tinha o dia livre e se ficasse sentada chorando no seu carro, era provável que ela esbarraria com sua mãe ou Zac. Não queria lidar com nenhum deles agora.

A caminho de casa ouviu o telefone tocar e verificou o identificador de chamadas. Já era a sua mãe. Ela rapidamente pressionou ignorar. Sem dúvida Halston já tinha lhe contado tudo por agora e Schilling não ia ouvir sua mãe vociferar sobre como era tal decepção ou como ela deveria ter simplesmente conseguido um aborto naquela primeira vez, mas o pai de Taylor tinha convencido sua mãe a manter o bebê. Ela não era um erro e ninguém ia lhe dizer o contrário hoje.

Taylor jogou o telefone no banco de trás do carro e fez uma fez uma meia volta rápida para longe de casa. A cachoeira caindo dos seus olhos não iria parar. Ela não poderia ir para casa. Laura estaria lá e ela não queria esbarrar com ela estando tão chateada. Ela iria julgá-la como a sua própria família maldita julgava.

Abrindo a janela do carro, Schilling deixou o vento secar suas lágrimas. Ela tinha planejado ajudar Halston o dia todo e não tinha nenhum trabalho para fazer para sua chefe no momento. Tinha tempo livre e não iria usá-lo chorando por causa de alguém — muito menos por si mesma.

Ela foi para um minúsculo café escondido que tinha decorações pitorescas e exposições de bonitos produtos assados. Pediu uma omelete de legumes e um café antes de sentar em uma mesa marrom claro na parte de trás do restaurante. Era a única cliente no lugar, o que estava bem por ela. Queria um pouco de paz e tranquilidade enquanto refletia sobre as coisas.

A primeira coisa que avisou para seu cérebro era que ele não estava autorizado a pensar sobre Halston, sentir-se mal e em seguida telefonar e desculpar-se. Ela tinha de desenvolver uma determinação em algum momento. Não iria implorar pela sua posição como dama de honra e sorriu para si mesma, agora não teria de usar Halston como sua dama de honra quando ela se cassasse.

Também pensou sobre Zac e como tinha agido de maneira tão estranha. Ele realmente pareceu irritado quando percebeu que ela estava lá, mas Halston não tinha consciência. Mesmo se ele realmente se lembrasse do seu ataque embriagado, ele não se importaria. Inferno, provavelmente ele diria que a culpa era de Taylor e que ela foi atrás dele. Então, por que tanta raiva? Ele estava preocupado que ela iria contar para Halston?

Não, ele não estaria porque quando Halston já tinha ficado do seu lado ao invés do dele?

Schilling tinha a sensação que sua chefe tinha dito ou feito algo. Ela balançou a cabeça. Estava apenas sendo paranoica. Laura era do tipo super protetora, mas de maneira nenhuma ela realmente iria tão longe quanto ameaçá-lo, ou qualquer coisa, para deixá-la em paz.

Taylor sorriu quando pensou sobre sua chefe sexy e rica. Era legal pensar que ela estava cuidando dela. A expressão no seu rosto na outra noite passada surgiu na sua lembrança e como seu toque tinha aquecido um fogo nela que ainda implorava para ser liberado. Ela nunca tinha sido do tipo fogosa, bem, ela sorriu ironicamente, não realmente.

Pare!

Laura Prepon era uma chefe ótima, mas tinha deixado bastante claro que somente se importava sobre ela profissionalmente. Ela balançou a cabeça.

Ela lhe disse que não estava interessada!

Não importava. Não era como se algo pudesse acontecer entre elas de qualquer maneira. Não iria funcionar. Taylor não se sentia certa para alguém tão quente. Halston tinha deixado isto descaradamente óbvio.

Ela tomou seu tempo terminando sua omelete e obrigou-se a apreciar a paz e tranquilidade no pequeno café. Não precisava do seu telefone, laptop ou qualquer outra coisa durante aqueles trinta minutos. No momento em que terminou, ela já tinha começado a se sentir melhor. Não muito, mas um pouco.

Ela dirigiu por aí por uma hora e então sem mais nenhum lugar para ir, imaginou que iria para casa e deitaria enroscada na cama com um livro e talvez uma malhação também. Quando parou na entrada da garagem, centenas de carros estavam bloqueando-a. Ela tinha esquecido que Laura tinha dito que ia oferecer um brunch com parceiros de negócios. Ela não tinha percebido que era na sua casa. Gemeu discretamente. Tudo que ela queria fazer era esconder-se no momento, mas parecia que era muito mais fácil dizer do que fazer. Felizmente ninguém ia notá-la esgueirando-se para a sua suíte.

Taylor dispensou o manobrista que tentou abrir a porta para ela.

— Sou eu, apenas — ela disse antes de perceber que os manobristas que sua chefe contratou da empresa de manobrista não faziam ideia quem ela era. — Sou a assistente pessoal da Sra. Prepon. Eu moro aqui. Vou apenas me esgueirar e ir para o meu apartamento.

— Eu poderia ver alguma identificação, por favor? — o manobrista másculo pediu, uma prancheta surgindo da pequena plataforma onde ele estava. 

Ela entregou-lhe sua carteira e ele olhou para o seu nome, franzindo o cenho.

— Sinto muito, Sra. Schilling, mas não posso deixar ninguém passar que não esteja na lista. — É claro que Laura não teria pensado em informar aos manobristas sobre ela. Além disso, ela deveria ficar fora o dia inteiro.

— Olhe, se você apenas perguntar a Sra. Prepon, ela irá lhe dizer e me permitir entrar. — Taylor olhou para trás no banco, mas não conseguiu ver seu telefone. Ela estendeu a mão para a maçaneta, mas o manobrista permaneceu perto, evitando que ela abrisse a porta.

— Minhas desculpas, senhora, mas estou sob ordens rigorosas para não deixar ninguém entrar que não esteja na lista. Se você pudesse apenas virar seu carro...

— Ouça, garoto, esta é a minha casa. Pergunte para Murray, o cozinheiro.

— Quem?

Ela jogou as mãos no ar. 

— Pergunte para, eu não sei, o jardineiro! Quem você quiser. Apenas me deixe passar pelos portões e afaste-se da minha maldita porta!

— Taylor? — surgiu uma voz muito familiar.

Ela suspirou. É claro que ela iria ter calma na frente da sua chefe. Porque ela já não a achava que era louca.

Taylor e o manobrista olharam para Laura, que estava parada com um casal de meia-idade em trajes de grife caros, no entanto casual, com drinks na mão. Todos eles olhavam para o espetáculo com curiosidade.

O manobrista correu para abrir o portão e Laura saiu caminhando em direção ao carro.

— S-sinto muito, Sra. P-Prepon — ele gaguejou, corando da mesma cor que seu paletó. — Ela se recusa a ir embora, mas foi-me dito para não...

— Sei o que foi dito para você — Laura o interrompeu. — Fui eu quem imitiu as instruções afinal.

O rosto do manobrista ficou ainda mais vermelho e ele lançou um olhar obsceno para Taylor, como se fosse sua culpa que ele estivesse sendo repreendido.

— Taylor Schilling é minha assistente pessoal. Por favor, permita que ela entre.

— É claro — o manobrista disse de maneira rígida, fazendo um gesto para ela arrancar com o carro.

— Taylor, por que não se junta a nós para o brunch? — Laura disse, como se isto fosse a coisa mais natural do mundo. — Nós adoraríamos tê-la.

O homem e a mulher, que tinham estado aparentemente dando um passeio pelo gramado da frente com sua chefe acenaram com a cabeça, sorrindo de maneira gentil.

Schilling sorriu para eles fracamente. Ela não tinha escolha.

— Eu adoraria — disse finalmente. — Estarei lá logo, depois que me trocar.

Prepon sorriu.

— Excelente. Mal posso esperar que você se junte a nós.

Schilling colocou seu óculos e dirigiu lentamente para a casa, evitando as filas de carros estacionados e as pessoas caminhando ao redor da propriedade. Ninguém prestou muita atenção nela quando ela estacionou perto da casa e correu ao redor da parte de trás para o seu apartamento. Qualquer um que a notou provavelmente achou que ela era uma ajudante contratada.

Ela manteve a cabeça baixa até que entrou na sua casa. Correu até o seu quarto e para o closet, despindo-se enquanto corria. Por que eu não deixei que ela comprasse para mim roupas casuais elegantes?

Taylor examinou suas roupas novas por algo adequado para usar. A última coisa que ela precisava era sua calça caindo no meio do brunch e em seguida tropeçar sobre algo. Foi ruim o suficiente quando isso aconteceu na frente de Laura e a última coisa que ela queria era que o mesmo acontecesse na frente de pessoas que não a tinham visto nua e não tinham nenhum desejo de ver.

Ela decidiu por uma calça meia canela e uma camisa vermelho escuro. Ainda parecia como se estivesse pronta para o escritório, mas pelo menos parecia confortável e não rígida nas roupas. Examinou o resto das suas roupas de maneira crítica. Deveria ter comprado um vestido ou dois.

Correu até o banheiro para acrescentar uma maquiagem leve nos olhos com um batom marcante e soltar seu cabelo do coque.

— Isto terá de servir — ela disse para o seu reflexo no espelho. Calçando suas sandálias Mary Jane de saltos italianos, em seguida saiu com cautela e guardou a chave no bolso. Ela caminhou até a frente da casa e casualmente fez o seu caminho para dentro da casa de Laura.

Havia cerca de uma centena, talvez mais, convidados conversando e misturando-se na sala de estar e transbordando para o quintal. Eles caminhavam para o lado de fora em pequenos grupos, comendo mini massas assadas e bebendo cidra de maçã e mimosas. Havia um gotejar de pessoas voltando para a sala de estar pelo extenso buffet de comida.

Taylor serviu-se de uma pequena taça de mimosa, muito nervosa para realmente querer comida. 

Talvez se eu estivesse em muitas situações estressantes como esta, eu seria um manequim 36 na hora do casamento. Eu poderia usar qualquer vestido que eu quisesse se isso acontecesse.

Ela sorriu e em seguida deu um pulo quando uma mão tocou a parte inferior das suas costas. Virou, pensando que seria Laura, mas em vez disto, ela encontrou uma mulher bonita que ela nunca tinha visto antes.

A ruiva de sardas sorriu enquanto seus olhos verdes acinzentados a percorriam para baixo e depois para cima. Foi um olhar rude, mas mais um apreciando a companhia.

— Não tive a intenção de assustá-la.

— Está tudo bem — Taylor deu uma risadinha. Ela era realmente muito bonita.

— Não acredito que não fomos apresentadas — a ruiva disse. — Sou Julie. Fundadora e a Diretora Executiva da Sunrise Applications.

— Oh, já ouvi sobre você — Taylor estalou o dedo enquanto falava. — Julie Anne Smith. Sou Taylor Schilling, a assistente da Sra. Prepon.

Julie estendeu a mão.

— É um prazer conhecê-la, Taylor. — sorriu novamente. — Tenho ouvido coisas maravilhosas sobre você.

Schilling foi apertar sua mão e a ruiva a apertou gentilmente antes de levá-la até os lábios para beijar. Borboletas vibraram no estômago dela, que não foi completamente desagradável.

Neste momento, sua chefe entrou com outros dois convidados. O que chamou a atenção de Taylor justo quando Julie beijava sua mão. Ela achou que a viu franzir o cenho e seu rosto ficar sombrio, mas Prepon o sufocou rapidamente ou isto nunca aconteceu e virou para falar com a mulher ao seu lado.

Taylor tomou um gole da sua mimosa e sorriu para a ruiva, voltando sua atenção para ela enquanto continuava a conversa.

— Então, conte-me, como uma mulher tão simpática como você acabou trabalhando para a mal-humorada Laura Prepon?

Taylor mordeu o lábio para evitar dar uma risadinha. Era definitivamente uma cantada, mas isso era algo tão raro que quando ela as recebia, não podia deixar de se sentir incrivelmente lisonjeada. Aliás, desde quando mulheres flertam com ela com frequência? Isto vinha se tornando agradável até demais.

— Para ser sincera, um currículo excelente e a necessidade de um emprego. Como você acabou criando a Applications?

O rosto de Julie iluminou-se. Uma pergunta perfeita para uma mulher como ela.

— Bem, a muitos anos atrás, eu e uma colega da faculdade queríamos entrar no negócio juntas. Ela era a nerd inteligente, eu a aventureira. Ela sabia muito sobre tecnologia, incluindo o desenvolvimento de aplicativos bastante complicados para celular. Eu me formei em negócios com especialização em marketing. Fez sentido para nós começarmos uma empresa de aplicativos para celular. Trabalho duro nos bastidores, clique fácil para os clientes.

Schilling amava ouvir as histórias das pessoas sobre como elas chegaram onde elas estavam hoje. Era fascinante.

— Começo muito humilde, para uma empresa com um patrimônio líquido de cinco milhões de dólares hoje. — Taylor sorriu e ignorou o olhar óbvio de Laura atrás do ombro de Julie. Sua chefe queria que ela interagisse e se misturasse. Ela estava fazendo isto.

— Ainda mais humilde do que você pensa. — a ruiva riu, as rugas se formando no canto dos olhos davam um charme a mais a ela. — Nós não tínhamos nada e uma enorme dívida da faculdade. Não poderíamos sequer nos dar ao luxo de comprar mantimentos quando começamos. Estávamos sobrevivendo de macarrão lámen e pacotes de ajuda dos nossos pais.

Pelo menos você recebeu pacotes de ajuda.

Jane afastou o pensamento amargo. Ela tinha terminado com a negatividade na sua vida. Qual era o ponto de seguir em frente quando você não poderia deixar o passado? Ela poderia ser uma história como a de Julie um dia. Nunca se sabe.

— Eu adoraria ouvir mais. — Ela observava Laura com o canto do olho enquanto a mesma conversava com a esposa de outro investidor. Seu marido tinha ido buscar um pouco mais de comida e Taylor o reconheceu da reunião que ela tinha assumido por sua chefe. Ele a viu e acenou para que ela se aproximasse. — Sinto muito, Julie. Você se importa se eu pegar algo para comer?

— É claro! Não tive a intenção de falar excessivamente. — Ela sorriu, desculpando-se. — Você está aqui para trabalhar, não para ouvir minhas miseras histórias de riqueza.

— Gosto da sua história. — Ela sorriu genuinamente. — Mas você está certa, eu deveria me misturar com as outras pessoas aqui. A Sra. Prepon provavelmente apreciaria isto.

Julie riu.

— Tenho certeza que Laura aprecia você. Se ela não aprecia, certifique-se em me avisar. Posso encontrar um trabalho na minha empresa assim. — Ela estalou os dedos e piscou para ela.

Taylor riu com a ruiva. Era agradável apreciar a atenção de uma mulher que não era complicada ou sua chefe, para variar.

— Agradeço pela gentileza, mas tenho um ótimo acordo com a Sra. Prepon. — Ela observou Laura pedir outra bebida no bar. — Irei encontrá-la novamente em breve, gostaria de ouvir o resto da sua história.

— Irei cobrá-la disto. — Julie sorriu calorosamente e levantou sua taça enquanto se afastava para unir-se a outro grupo de empresários conversando.

Taylor caminhou até o buffet e colocou algumas coisas no seu prato. Ela não estava com fome depois da omelete algumas horas atrás, mas era a maneira mais fácil de manter uma conversa com o cavalheiro da reunião de sexta-feira. Prepon estava parada de maneira estranha perto da esposa do homem e ela não queria que o investidor tivesse a ideia errada com sua chefe. Não que ela mesma soubesse, apenas presumiu que Laura não era o tipo de empresária que se metesse naquela parte do negócio. Entretanto, ela realmente sabia?

— Olá, Sr. Watkins? — Taylor odiou que fizesse o nome dele soar como uma pergunta. Ela apenas não estava cem por cento segura que tinha o sobrenome do homem certo.

— Olá, Srta. Schilling! — Ele deslizou o prato para a mão esquerda e estendeu a direita.

Schilling a apertou e sorriu.

— É bom vê-lo aqui.

— É bom vê-la aqui também. Excelente trabalho na sexta-feira, aliás. Acho que você poderia vender um submarino a um pastor de camelos.

Ela riu de maneira educada.

— Obrigada. Eu estava um pouco exausta na reunião, mas fico feliz que ela transcorreu sem problemas.

Ele encheu seu prato um pouco mais, a barriga saliente indicava que era seu hobby favorito.

— Você fez um ótimo trabalho. A Sra. Prepon é um mulher inteligente por tê-la contratado. — Ele olhou para cima e franziu o cenho quando notou a mão de Laura descansando acima do cotovelo da sua esposa enquanto ela inclinava-se mais perto para sussurrar no seu ouvido.

— Aquela é a sua esposa? Adoraria conhecê-la. — Taylor colocou seu prato para baixo e passou o braço pelo braço do Sr. Watkins. Ela carregava sua mimosa na outra mão e pigarreou quando se aproximou de sua chefe. — Sra. Prepon! Sr. Watkins estava acabando de falar sobre a reunião no outro dia. — Ela observou Prepon afastar-se abruptamente para trás e olhar para ela e em seguida para o homem de braços dado com ela. — Você tem alguma pergunta, Sr. Watkins?

Nenhuma que tenha a ver com Laura aparentemente dando em cima da sua esposa e sua esposa apreciando a atenção.

— Não. Você fez um ótimo trabalho, Srta. Schilling. Ainda não estou cem por cento seguro sobre investir. — Sr. Watkins olhou para Laura e em seguida disparou seu olhar para sua esposa.

A vida da bilionária era livremente escancarada nas revistas e noticiários. Todos sabiam de suas preferencias sexuais, o que deixava os empresários enciumados.

— Você deve ser a Sra. Watkins! — Taylor estendeu a mão e sorriu para a mulher de cabelo escuro, miúda e no entanto de seios fartos ao lado do seu chefe. — Sou Taylor, a assistente da Sra. Prepon.

— Olá. — Os olhos da mulher percorreram a figura de Schilling para baixo e em seguida de volta para cima. Ela sorriu de maneira convencida, obviamente segura que a assistente não era o tipo de Laura. — Sou Tara Watkins.

Isto irritou Taylor, mas ela manteve a sua boca fechada. Estava aqui para fazer um trabalho. Era isso.

Laura deu a volta ao redor dela e apoiou o braço no do Sr. Watkins.

— Vamos das licença as moças e deixe-me ver se posso responder quaisquer preocupações que você poderia ter sobre o empreendimento. — Ela não disse uma palavra para Taylor enquanto se afastava.

Schilling conversou educadamente com Tara antes de desculpar-se para conversar com Julie Anne, que estava parada sozinha olhando pelos grandes vitrais com vista para a piscina e floresta na parte de trás.

— Srta. Schilling! Que gentil da sua parte juntar-se a mim novamente. — Ela sorriu para Taylor. —É uma vista maravilhosa, não acha?

Schilling sorriu.

— É, sim.

— Como estava a Sra. Watkins?

Taylor continuou a olhar pela janela e admirar a paisagem.

— Ela está bem.

— Acredito que ela ainda tenha suas garras de fora.

— Como? — Taylor virou a cabeça e em seguida sorriu. — Oh, sim. Ela parece agradável.

Julie riu.

— Ela tem estado atrás da sua chefe por vários anos. Não parece saber muito bem como dar o bote, se você sabe o que eu quero dizer. — Ela acenou com a mão. — Não importa. Laura sempre tem sido gentil e consegue conter seus avanços. O Sr. Watkins, por outro lado, não tem tido tanta sorte em manter seu animal de estimação longe da propriedade de outras pessoas.

Schilling pressionou os lábios, sem ter muita certeza como responder aos seus comentários. Ela tinha presumido que era Laura dando em cima de Tara, mas parecia aparente agora que era Tara que era criadora de problemas. Meio que fazia sentido. Entretanto, não era seu trabalho fofocar com os investidores.

— Peço desculpas — Julie disse, virando-se para ela. — Não tive a intenção de ofendê-la. É uma piada comum sobre Tara. Presumi que você soubesse ou tinha sido avisada. — Ela encolheu os ombros. — Não sou o tipo de mulher que gosta de fofocar ou comentar. Posso lhe garantir isto. Achei que você sabia porque você lidou com o Sr. Watkins de maneira perfeita.

— Você estava me observando?

Julie sorriu novamente.

— Acredito que praticamente todos nesta sala está. Você é difícil de não se notar.

Taylor corou, completamente deslumbrada pelo elogio. 

— O-Obrigada. — Ela olhou para as suas mãos, envergonhada e sem acreditar que os outros a estavam observando. Tornou a erguer os olhos lentamente e olhou para redor da sala, notando sua chefe no bar novamente.

— Dê-me outro — Laura rosnou com a voz baixa para o bartender.

Schilling enrijeceu quando ouviu sua voz, mas ela tentou ignorá-la.

— Sinto muito, o que você disse? — Ela virou para a ruiva e aproximou-se um pouco mais.

— Estava me perguntando se você gostaria de juntar-se a mim para jantar algum dia. — Julie a observava, confusa. — Compreendo se você não quiser. Você deve estar incrivelmente ocupada com trabalho.

— Ocupada, mas não tão ocupada — Taylor sorriu gentilmente. — Eu ficaria feliz.

O rosto de Julie iluminou-se.

— Excelente! Posso terminar minhas miseras histórias e você pode me contar a sua. Eu adoraria ouvi-la. — Ela enfiou a mão na minúscula bolsa, que estava pendurada no ombro. Taylor a observava, apreciando o decote pela parte superior da camisa de gola V. — Aqui está o meu cartão. Meu número pessoal está no verso. Por que você não me manda uma mensagem quando estiver disponível?

Taylor pegou o cartão e apreciou o calor dos seus dedos se tocando, mas ficou desapontada ao não sentir o tremor que ela sentiu quando Laura e ela se tocaram. Obrigou a comparação sair da sua mente.

Não é profissional, Taylor!

Houve um estrondo abafado perto do bar e Taylor estremeceu com o som. Olhou ao redor para encontrar sua chefe tentando rir de uma bandeja de bebidas derramada por todo o chão.

— Sinto muito, Julie, você me daria licença novamente?

— Claro. — a ruiva agarrou sua mão e apertou. — Certifique-se de me avisar sobre aquele jantar. Estarei aguardando.

— Eu irei. — Ela retribuiu o aperto suave rapidamente e sem seguida soltou. — Por agora, acredito que o trabalho me chame no momento.

— Boa sorte — Julie disse, sorrindo para ela.

— Irei precisar. — Taylor passou pelos outros para ajudar sua chefe. A maior parte não tinha notado o estrondo ou tinha voltado a conversar, já entediados. — Tudo bem?

Laura olhou para ela com os olhos vermelhos e um sorriso um pouco amplo demais.

— Apenas uma porra de bandeja que derrubou champanhe. Tenho os fornecedores vindo para limpá-la. — encolheu os ombros. — Merdas acontecem. — Ela olhou para Julie, que parecia estar indo embora. — Você está se divertindo?

Prepon estava levemente alterada, poderia ser muito pior. Não era tão ruim. Ela estava coerente o suficiente para sair com a sua dignidade intacta e ninguém notar.

— Sra. Prepon, Murray me pediu para encontrá-la — Taylor disse, tentando manter sua voz cordial. — Algo sobre a cozinha. — engoliu em seco. — Por favor, parecia importante.

Ela ergueu as sobrancelhas para sua chefe e de alguma maneira a situação processou na cabeça ligeiramente intoxicada de Laura.

Prepon acenou com a cabeça e a seguiu para a cozinha, encontrando Murray limpando os aparadores.

— Ela precisa de água. — Taylor a fez sentar na cadeira mais próxima. — Por favor, urgente.

— Qual o problema, Murray? — As palavras de Laura arrastaram-se ligeiramente.

O chefe entregou-lhe uma garrafa de água e olhou para ela com desconfiança.

— Nada, senhora.

— Não — Taylor disse, entrando na frente de Prepon. — Você precisa ficar sóbria e parar de beber bebida alcoólica antes que faça algo idiota. São apenas duas da tarde, pelo amor de Deus.

Laura a ignorou.

— Sou descendente de Irlandeses — rosnou. — Não preciso de porra alguma, muito menos da sua ajuda.

— Sugiro que você a ouça, senhora — Murray interviu. — Posso sentir o cheiro forte em você. Se sua assistente pessoal sugere que você vá devagar. Então sugiro que você a ouça.

— Sério? — Laura olhou para ambos com as sobrancelhas erguidas.

— Não é para isto que você a contratou?

— Não para avaliar minha bebida alcoólica e me repreender como se ela fosse a minha mãe, Murray.

Schilling empurrou a garrafa de água nas mãos dela.

— Não sou sua mãe. Mas gosto do meu trabalho e se você faz uma cena, na sua própria casa, isto vai ficar mal para mim.

Laura olhou para ela.

— É tudo sobre você, não é?

Ela tinha acabado de usar a frase como uma desculpa.

— Não, é meu trabalho garantir que a bilionária Laura Helene Prepon mantenha os investidores acreditando que ela é sólida como uma rocha. E que nada poderá abalar sua imagem como tal.

Prepon suspirou.

— Ótimo. Não irei beber mais. — Ela levantou e deu goladas na garrafa de água. — Pronto. Feliz?

— Por enquanto.

— Se você não se importa, tenho convidados aguardando para falar comigo. — Laura marchou para fora da cozinha e voltou para a festa.

Schilling a observou ir. 

— Estou preocupada sobre ela. Ela não parece a mesma ultimamente. — Ela não percebeu que tinha dito as palavras em voz alta até que Murray acenou com a cabeça.

— Eu não a culpo. — Ele disse, voltando a limpar a bancada. — Você não é a única preocupada sobre ela.

O que ela deveria fazer?


***

Taylor virava o cartão de Julie Anne Smith várias vezes na sua mão. O brunch tinha acabado há muito tempo. Ela não tinha retornado depois de falar com Laura na cozinha. Em vez disto, tinha ido para o seu próprio quarto e deixou que ela lidasse com seus convidados. Sua chefe não a tinha chamado de volta, então ela imaginou que estava tudo bem.

Ela olhava para o cartão caro girando entre as pontas dos seus dois dedos. Já tinha programado o número no seu celular pessoal, mas ainda não tinha lhe enviado uma mensagem. Ela não sabia o que dizer. Julie parecia uma mulher interessante, era engraçada, linda e madura. Ela sabia que a ruiva iria tornar o jantar em um encontro incrível, mas todas as vezes que ela pensava sobre lhe enviar uma mensagem, o rosto de Laura aparecia na sua cabeça.

Ela não está interessada em você. Você é apenas a sua assistente pessoal. Não finja que há algo lá que não há. Ela não a contratou para namorá-la. Faça seu trabalho, entre e saia. É simples assim.

Mas de alguma maneira não era. Talvez sair em um encontro com outra mulher a ajudaria esquecê-la.

Uma batida na porta a distraiu de tomar uma decisão.

— Taylor? Sou eu, Laura.

Schilling suspirou.

— Pode entrar, Sra. Prepon. — Ela ouviu a porta abrir e passos enquanto sua chefe dava a volta para sentar na frente dela no outro sofá.

Laura olhou para ela com uma expressão envergonhada.

— Sinto muito... — hesitou por um segundo. — Por hoje.

Então, qual era a maneira correta de lidar com isso? Mimá-la? Perdoá-la? Ou dizer-lhe para não ser uma idiota e ainda manter seu emprego?

— Você pode beber na sua própria festa, Sra. Prepon. — Taylor disse com cuidado, preferindo manter seu emprego. — É perfeitamente aceitável e tenho certeza que seus convidados concordariam.

— Quer parar de dirigir-se a mim de maneira tão formal? — Laura disse bruscamente. — Estou tentando me desculpar por agir como uma idiota! Sei que você pode conversar com quem você bem entender, mas isso me deixa louca.

Schilling piscou surpresa.

— Como? — Ela acabou de admitir estar com ciúmes?

Laura olhou para ela, sua respiração pesada.

— Olhe! Sei que eu lhe disse para vir e misturar-se. Mas isso não quis dizer que você tem de trocar telefones com a primeira pessoa que lhe entrega o seu cartão de visita. — Ela apontou para o cartão na sua mão.

— Isto — Taylor levantou o cartão e enfiou no seu bo — Não é da sua maldita conta. Achei que você veio até aqui para se desculpar por beber. — Ela levantou, a raiva assumindo o controle da sua boca. — E se eu decidir sair com a Julie Anne, isto não é da sua conta.

— É, se isso a impede de investir ou ela tentar contratá-la e tirar você e meu negócio. — Laura a ignorou, balançando a cabeça. — Sequer sei por que você iria querer transar com aquela idiota de fundo fiduciário, de qualquer maneira.

— Para falar a verdade, ela não tem um fundo fiduciário — Taylor respondeu, calma. — Ela sequer poderia pagar pela comida quando começou a Sunrise Applications. Sobrevivia de macarrão lámen e de pacotes de ajuda dos seus pais.

— Oh, pacotes de ajuda — Laura disse de maneira sarcástica e revirou os olhos. — Fundos fiduciários vêm em diferentes maneiras. É fodidamente melhor do que ser mandada embora e ignorada por toda a sua vida.

Taylor congelou, ela percebeu que Laura devia ter continuado bebendo quando a festa terminou. Ela estava bêbada.

— É isso que aconteceu com você? — ela perguntou baixinho, sua irritação desaparecendo imediatamente.

Prepon engoliu em seco. 

— Não importa. Eu vim aqui para me desculpar e ao invés disto estou gritando com você. — Ela enfiou as mãos no cabelo e respirou fundo. — Sei que não tenho nenhum direito de estar com ciúmes, mas às vezes você me deixa maluca, Taylor.

Schilling balançou a cabeça.

— Não deixo, Laura. Foi sua escolha beber hoje, apenas sugeri, como sua assistente, que você fosse devagar. Isso é tudo que aconteceu hoje. Eu trabalho para você, você é minha chefe. Puro e simples. Não farei nada que comprometa isso, eu prometo. — Ela levantou. — Acho que você deveria ir embora.

Laura levantou também, mas ao invés de ir para a porta, ela agarrou Schilling e puxou-a na sua direção. A respiração dela ficou presa e um arrepio percorreu sua coluna. Se foi de medo ou tesão, Taylor não fazia ideia. Diferente de quando Zac a tinha agarrado, ela agora sentia-se completamente no controle. Laura iria soltá-la no segundo que ela se afastasse, tinha certeza disto.

Só, que ela não queria se afastar. Ainda não. Imagens de Tara flertando com ela, a ideia dela bebendo porque estava com ciúmes que outra mulher estava flertando com ela, quão incrivelmente sexy ela parecia com uma camisa branca de abotoar e calça social preta... tudo isto passou pela sua cabeça e ela meio que gostou disto.

Os lábios de Prepon encontraram os dela, duros e suaves ao mesmo tempo. O clima continha o mesmo desejo que tinha estado lá duas noites atrás. Ela queria isso e no entanto...

Schilling engoliu em seco e deixou que ela a beijasse novamente. Merecia algo incrível, certo? Ela apenas não estava bastante segura o que aquele incrível era. Lentamente, ela afastou-se e olhou para o seu pescoço, descendo mais abaixo. Laura tinha desabotoado alguns botões da camisa e seu decote profundo a provocou. Ela imaginou correr seus lábios e língua naquele vale mais uma vez.

— Acho que você deveria ir — ela sussurrou, dividida entre querer que Prepon ficasse e pedir-lhe para ir embora.

Laura assentiu e recuou. 

— Vejo você na segunda-feira, Srta. Schilling. — Ela soou tão resignada que o coração de Taylor quase partiu. Quase.

— Boa noite, Sra. Prepon. — Ela caminhou na frente e segurou a porta aberta, esperando até que Laura fosse embora antes de suspirar e cair contra a porta fechada.

Prepon nunca voltaria até o seu apartamento novamente para beijá-la. Ela percebia isso agora. Aquela oportunidade nunca se apresentaria novamente.

Taylor não tinha certeza quanto tempo permaneceu apoiada na porta, sentada no chão, até que ouviu um mergulho na piscina no lado de fora. Já havia escurecido. Ela caminhou até a janela ciente de quem estava lá, nadando voltas e mais voltas. A água fazia sua pele nua brilhar na luz que iluminava a piscina como um cristal. A visão de Laura lembrou-lhe do poder que ela sempre emanava, até mesmo na cama e isso fez seu sangue correr quente.

Ela tinha desistido disso. 

Pelo quê?


Notas Finais


Eu morro com os comentários de vocês, hahahahaha. ❤


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