História The Boss - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin!top, Jungkookbottom!, Lemon, Park Jimin, Shortfic, Vhope, Yaoi
Visualizações 115
Palavras 3.672
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Festa, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


~Bora fingir q não demorei 2 horas tentando formatar o texto pq o Google tava uma porra, revoltei e fechei as aba tudo, abrindo outro navegador e recomeçando do zero rs
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

MANO MANO MANO MANO
EU TO NO PIQUE EU TO NO PIQUE
SDGSAHDGSHDGHSFH
QUEM DIRIA HEIN ATT ATÉ QUE RÁPIDO NEM PARESE EO ÓMAIGÁDI

Era pra isso aqui sair até às 22h, mas olha a hora q eu to soltando isso aqui, viado, seloco, alquein me dá vergonha na cara urgente
~Em partes a culpa é minha pq fiquei enrolando vendo FMV, discupa
JSGHDSGHDGSD FMV NÉ, PÔ rçrçrç
Discupa eu ._. Sérion ._.
O IMPORTANTE
É q não demorou décadas pra att manodocéu shega emosionei ai *pegando um lencinho*

Ah, cara... sobre ese capetolo? rsrsr eli ta xerosão eli ein rsrsr -qq
Nada a declarar além de... NOS VEMOS NAS NOTAS FINAIS! SHDGSHGDFHD ^3^

*GALERA! Muuuuuitíssimo obrigada a quem comentou no primeiro capítulo, sério! Principalmente a quem favoritou a fanfic! AAAAAA! 💝💖💝
Cada um de vcs já tem um espacinho garantido no meu corasão~ rsr ❣️ :3


- Sem mais enrolações, boa leitura! ^w^

Capítulo 2 - Sequestrador de Criancinhas Indefesas


Um, dois, três...

Saltos batendo contra o chão a cada passo apressado...

Eu acho que...

Sim, são várias pessoas andando para lá e para cá. Consigo ouvir perfeitamente os diversos passos, são muitos para duas pernas só. Por todo canto.

Onde estou?

Merda. Não consigo abrir os olhos.

 

 

 

 

 

***

 

 

 

Acho que estou numa cadeira de rodas.

Tirando o fato de estar sentado, as possíveis rodas rangem um pouco.

Confirmei minha hipótese quando quem quer que esteja me levando para aonde quer que seja começou a subir uma espécie de... ladeira? Eu pude notar melhor os braços da cadeira, o encosto dela e os suportes de pé – ou pedal, como preferir chamar.

Uuurgh! Caralho, que porra é essa!?

U-Urgh! D-Dói...

Dói muito!

Porra, alguém faz isso parar!

Por que não consigo me mexer?!

Argh! Está doendo...

Doendo muito!

        

 

 

 

 

***

 

 

        

 

Me sinto... enjoado.

Ao menos... a dor... passou...

Que engraçado...

Meu... Meu corpo... Ele... tá todo molengo.

Tão levinho.

E fraco... Mal sinto ele.

Ah... Essa... Essa sensação... Ela é maravilhosa...

Acho que... Que vou... Tirar um... um... cochi...

 

 

 

 

 

 

***

        

 

 

Ainda grogue, finalmente abri os olhos.

Para poucos segundos depois voltar a fecha-los.

A luz extremamente clara me cegou de um jeito...

Senti como se a lâmpada estivesse apontada exatamente pros meus olhos, foi a primeira e única coisa que vi. Dessa vez estou completamente acordado, e não só uma parte minha. Porém, acho melhor continuar aqui, quietinho, de olhos fechados... Por algum motivo, permaneço mole... Cansado.

Deve ser coisa de universitário em semana de prova.

“Doutor Dongsun, favor comparecer a ala B; quarto 357”

Oh...

Um hospital.

Agora tudo... Quer dizer, ‘tudo’ em partes, faz sentido.

Eu já disse que não posso!

Franzi o cenho.

Não estou sozinho?

Abri os olhos devagar, virei o rosto para o lado que veio o resmungo firme e...

Droga!

Volta, volta, volta!

Retornei a posição anterior, fingindo mais do que nunca estar dormindo.

— Já falei o porquê...

Hoseok.

Ele estava de costas pra mim, mais afastado, no celular. Discutindo, acho.

Está louco?!?

É, discutindo.

Pela pausa feita e a tosse forçada em seguida, deduzi que me acordar por falar alto demais não era um de seus planos. Ou pode ser que a disfarçada tenha sido porque aquela conversa deveria ser mantida em sigilo... Hum... Hoseok, Hoseok... por acaso você está aprontando algo para estar falando baixinho assim?

― Eu estou em horário de trabalho! Qual é a sua?! Sabe perfeitamente que não posso sair do nada e continua com essas ideias malucas! Não aprendeu a lição não? Você só pode estar querendo me ferrar mesmo, não é possível! ... ‘Não tem nada demais’ ?! Não tem nada demais!? Deixa que eu clareio sua mente aqui, rapidinho: de modo algum, a não ser que por força maior, deve-se abandonar o trabalho no meio do expediente, seu insensato! ... Mais respeito?! Eu trabalho pro seu irmão, não pra você! Vai fazê-lo me demitir por “faltar com respeito”? Faça-me o favor... Não. Nã-não, não! Eu não estou duvidando, não precisa apelar, calma... ‘Só uma saidinha’? Por que você não contrata um segurança pra você, então?! ... Alô? ... Alô? ... Por que sempre tem que ser eu? Há vários outros seguranças! Eu não sou o único! ... Não vai responder? ... ‘Não foi tão ruim’ ... – Uma risada incrédula, desacreditada – ‘Não foi tão ruim’ porque não foi você quem levou a maior bronca e quase perdeu o emprego, né!? Tá, que você levou um belo puxão de orelha, mas e daí? Ele é seu irmão, não vai fazer nada com você, vai descontar tudo em mim porque sou eu o profissional da história, está me entendendo!? ... É de Park Jimin que estamos falando! ... OI?! Como ousa dizer que estou com medinho, HEIN?! SEU... SEU...! – Respirou fundo. Bufou – Olha... É o meu emprego que está em jogo e eu não vou arrisca-lo mais uma vez. Passar bem. – Desligou.

Mais um bufo.

Me atrevi a abrir um olho e olhar de canto: como de costume, vestido com um de seus inúmeros blazers preto. – Roupa formal estava entre os tópicos dos ‘indispensáveis’ num dos formulários de exigências do chefe. Acredito que sejam as mesmas exigências para todos os funcionários, com exceção dos seguranças. Estes, creio que role mais rigorosidade com certas exigências, como, por exemplo, a vestimenta. Algo me diz que roupa formal em tons escuros seja uma das ditas cuja. No meu caso, a única exigência relacionada a roupa se refere a estar de blazer, sem necessariamente ter que usar uma camisa social por baixo.

Voltando a Hoseok: ele parecia aéreo.

Cabeça baixa... Palmas sobre a mesa arredondada, designada as visitas dos pacientes...

Negou com a cabeça; talvez negando algum pensamento, não sei.

Ao dar a entender que iria se virar, fechei o olho.

Coincidência ou não, a porta abriu no mesmo instante.

— Hey – Disse Hoseok – Trouxe?

Um murmúrio rápido em afirmativa.

Reconheci pelo barulho que uma bolsa foi jogada para Hoseok, que a abandonou em algum lugar.

— Não acordou ainda?

Conheço essa voz...

Namjoon.

Um murmúrio em negativa.

Bang! Errado. Estou muito bem acordado, obrigado.

No entanto, se isso significar que tenho um encontro marcado com o meu chefinho... Bom... Aí eu estou muito bem desfalecido.

— O efeito não era pra já ter passado? Foi o que a enfermeira disse, não foi?

— Era, né. – Silêncio. Senti olhares dirigidos a mim. Não core, não core! – Esse daí deve estar mais morto do que vivo.

— Morto ele vai estar quando o chefe esganar ele.

Duas risadinhas breves, debochadas e sopradas.

Ser alvo de chacota se torna ainda mais triste quando você está de telespectador de camarote.

Tsc, tsc... Tudo bem. Mereço por tê-los chamado de ‘Dupla P.P.P’ (Pinguins Particulares do Park).

Oras, não me julguem! Foi a primeira coisa que pensei quando os vi pela primeira vez, vestidos com aqueles ternos preto e camisa social branca... Estavam até com uma gravata borboleta para complementar!

Famoso cosplay de Alfred Pennyworth. – Mordomo do Bruce Wayne/Homem Morcego/Batmanzinho.

Aliás... Será que na verdade eles também são mordomos do Park? Esse louco... É-ér... Digo... Park deve ser fascinado por formalidade.

Irei preparar meu vocabulário caso um dia precise falar diretamente com ele.

“Oh, senhor. Por obséquio, poderia conceder-me a honra do perdão?”

Que merda. Pareço uma submissa.

“Desculpa aí, vacilei” sempre será muito melhor.

Droga... – Resmungou Hoseok, cortando totalmente os meus devaneios.

— Que foi?

Ele não para de me ligar...

— O que ele tem com você, hein? – Namjoon riu – Vive no seu pé sempre que surge oportunidade...

— O único problema desse garoto é ser teimoso igual o irmão. – Um arfar denunciando exaustão se desfez no ar – Terei uma conversinha em particular com ele...

— Sabe que se o chatear, ele pode se vingar fazendo com que perca o emprego, né?

— Sei... Darei meu jeito. Agora precisamos focar em acordar o garotão aí porque, se depender dele, vai acabar entrando em coma.

Namjoon deixou um riso travesso, nasal, escapar.

— Deixa comigo.

Não demorou para que eu ouvisse a porta batendo, e o caminhar de Namjoon se tornar distante pelo corredor.

Algo me diz que agora seria uma ótima hora para colocar meus dotes de ator em ação e fingir estar despertando, igual naqueles comerciais de margarina.

 

 

 

 

 

***

 

 

 

— O que vai fazer com isso? – Questionou Hoseok, risonho.

— Simples.

Gelei ao ouvi-lo se aproximar da cama em que eu estava.

Okay, devo me auto agradecer por ter prendido a respiração por impulso.

Por quê?

Digamos que puxar o ar no mesmo segundo em que uma bela quantia de água é jogada na sua cara não soe como... algo inteligente de se fazer.

Eufórico pelo puta susto, sentei na cama num solavanco.

— Viu? – O infeliz riu – Tática infalível. – Tomou o restinho de água que havia sobrado no copo descartável.

Tossindo, coloquei a mão no peito.

— Se afogou foi? – Seu tom debochado me faz querer voar em você, Hoseok. – De qualquer modo, não importa. O ajude com as coisas e dê as ordens a ele por mim, Nam. Tenho que ir... – Fez menção de sair, mas logo foi interceptado de imediato por Namjoon que segurou seu braço.

Que? Como assim? – Exclamou espantado – Eu tenho que buscar o chefe dentro de alguns minutos, tá louco? Se eu ficar mais tempo aqui não vou chegar a tempo!

— Por favor, Nam! Quebra o galho pra mim, vai? Só dessa vez!

— Não? – Respondeu como se fosse óbvio.

— Pô, Nam, só dessa vez! Tenho que resolver você sabe o que com você sabe quem – Murmurejou – Senão, não tenho paz hoje!

Jung Hoseok... – Ditou.

— Fico te devendo essa! – Implorou.

Você percebe que a coisa tá feia quando o cara chega a juntar as palmas numa suplica.

E pelo jeito deu certo.

Namjoon ficou meio bambo de começo... Sem saber se considerava a ideia de safar o colega ou não... Mas não é que ele cedeu?

Irei fazer o mesmo quando minha mãe inventar de querer ver meu desempenho acadêmico.

Não! Não está ruim, ruim...

É só tampar a parte que envolve cálculos que tá tudo certo.

— Valeu, cara. Sérião! – Abraçou (lê-se: agarrou) o mais alto, recebendo alguns tapinhas nas costas como se dissessem por si só um “tá, tá, vaza daqui antes que eu mude de ideia”. Hoseok largou Namjoon, sorrindo de orelha a orelha – Te devo essa. Um certo alguém consegue ultrapassar os limites da insistência, se é que me entende. – Revirou os olhos, apalpando o bolso da calça onde havia um volume que acredito ser do celular por conta do formato retangular.

— Se eu levar esporro, quebre a cara dele por mim.

— Pode deixar – Rindo, se dirigiu depressa para fora do quarto.

 

 

 

 

 

***

 

        

 

 

— Entendeu?

Assenti tímido, terminando de vestir a blusa que haviam trago para mim naquela tal bolsa – mochila – que eu ouvi anteriormente ser jogada para Hoseok. Ela estava agora aberta, na poltrona. A roupa da noite passada se encontrava nela, dado que a muda de roupa limpa estou usando neste momento.

— Vejamos... – Colocou as mãos na cintura, pressionando os lábios e semicerrando os olhos, fixando-os num ponto qualquer do piso – Acho que é isso. Fica esperto, Jungkook. O chefe não costuma ignorar deslizes como esse. Principalmente vindo de um funcionário novato. Não é porque ele te escolheu para assinar as papeladas que eram para serem assinadas por ele, que ele vai te dar tratamento especial. Ele te “subiu” de cargo porque é preguiçoso e viu vantagem em fazê-lo. – Engoli um riso ao captar Namjoon chamar o nosso chefe de preguiçoso – Vou indo nessa. Se eu correr, dá de chegar em cima da hora... – Resmungou a última frase, rumando para a porta. Rente a ela, pareceu se recordar de algo, voltando-se para mim – Ah – Apontou o indicador – Sobre eu ter chamado o chefe de preguiçoso: nunca disse, nunca ouviu. Huh?

Soltei um riso divertido e concordei com a cabeça.

Tendo um sorrisinho brincalhão em seus lábios, gesticulou que estava de olho em mim.

 

 

 

 

 

***

 

 

 

Estou entre agradecer por terem ido até a república buscar roupas limpas; trocar a fechadura do meu dormitório ou trocar de colega de quarto.

Provavelmente farei os três. Agradecerei trocando a fechadura do dormitório após jogar o Danny pela janela.

Vejam se pode uma coisa dessas! Quem, em plena e santa consciência, tem a CORAGEM de deixar dois caras DESCONHECIDOS entrarem na sua casa as TRÊS e QUARENTA da MADRUGADA?!?!?!

“Ah, Kook-Ah, mas eles disseram que te conheciam e blá, blá, blá”

EU VOU COMETER UM CRIME DE ÓDIO!

Danny, se um dia formos mortos por culpa da sua falta de competência, eu juro que...

Não vou fazer nada porque estarei morto. Mas enquanto estiver vivo, tratarei de rachar a sua cabeça de tanto batê-la contra a parede, seu animal!

Quantos anos esse juízo de minhoca tem?!?!? QUATRO?

O pior foi a mensagem dele!

“Se sente melhor, Kook-Ah? Uns homens vieram aqui, disseram que você passou mal [...]”

Eu desisto da minha vida.

Não, chega, na boa, deu pra mim.

Onde está a porta para me retirar?

A única que estou vendo é a da república cuja não irei entrar nem fodendo.

Abri a porta e entrei.

— Oi! Koo... – Interrompi a fala do energúmeno com um tapa em sua bochecha.

— ‘CÊ TÁ LOUCO, SEU NEANDERTHAL?

Ai – Resmungou, levando a mão para o local agredido – Você anda muito agressivo, eu hein.

— NÃO, SÉRIO, ONDE QUE A SUA CABEÇA ESTAVA QUANDO VOCÊ DEIXOU AQUELES CARAS ENTRAREM AQUI???

— Eram estupradores?

— E SE FOSSEM?

— Aí seria triste, né...

DAAANNY! – Gritei arrastado, enraivecido, andando indignado de um lado para o outro com as mechas do meu cabelo entrelaçadas em meus dedos – QUANTOS ANOS VOCÊ TEM, HEIN?!

— 19 e você?

— NÃO ME IRRITA, SEU BOSTA! – Tirei a mochila das costas, lançando-a contra Danny.

EI, EI, EI! EU VOU TE PROCESSAR POR AGRESSÃO DOMICILIAR, OK?

— Mortos não denunciam.

— Ih, menino, vai com calma, pra que radicalizar? – Gracejou nervoso, sentando mansinho no sofá – Né não? Vamos resolver isso dialogando, tão mais suave...

— Danny... – Fechei os olhos – Some da minha frente vai.

Se me dissessem que aquela criança de 3 anos presa no corpo de um jovem de 19 realmente saiu correndo para o quarto, sem piadinhas a mais, nem de longe eu acreditaria. Contudo, amém que isso é verídico.

Todos temos uma missão na vida.

E certeza que a minha é aturar este ser endiabrado.

 

 

 

 

 

 

***

 

 

 

— Já comeu?

— Uhrum – Respondi sem olha-lo, mantendo o foco no notebook em meu colo.

— Graças aos seres divinos hoje é sábado, né? – Riu curto, terminando de se arrumar – Sem aula... Acordar tarde... Maravilha, não acha?

Ignorei, continuando meus afazeres.

— Vamos, Jungkook! Vai continuar mesmo bravo comigo?

Editar... Ah... Como eu amo editar!

Estou editando uma foto que eu mesmo tirei no escritório da boate, localizado no segundo andar, área VIP. É onde eu fico exercendo meus deveres; comandando a patrulha dos vigilantes; analisando cada cantinho, se está tudo certo, através das trocentas câmeras espalhadas por todo o local... É bem puxado.

Faz um tempinho que a tirei... Não havia gostado de primeira, porém mantive salva. Olhando agora... Hum... Me parece bem conceitual.

Uma almofada veio de encontro com o meu rosto.

— Eu já pedi desculpas, tá?! Dá um desconto, cara. Eu tava mortão, tinha acabado de acordar, sabia nem o que tava acontecendo direito...

— Você é o tipo de pessoa que morreria sem nem saber como, onde e o porquê. – Comentei indiferente.

Um grunhido irritado.

— E você é o tipo de pessoa que teria um mini ataque cardíaco porque seus sapatos estão milimetricamente guardados errado!

— Claro que não – Neguei divertido.

— A gente finge que você não quase morreu um dia desses porque o grafite do seu lápis estava solto – Replicou no mesmo tom divertido que o meu.

— Aquilo foi emputecimento de um ser emputecido com a papelaria Xing Ling.

— Lembro que você foi lá quebrar pau com o moço da papelaria – Riu – O pior foi que você conseguiu trocar o lápis, mano!

— Ué, claro. Eu paguei naquela porra. Tenho meus direitos como cidadão enganado.

Definitivamente não pude com a risada hilária do Danny. Não aguentei me conter, acabando por rir junto do meu próprio feito.

Realmente, não é algo que se vê por aí todos os dias.

Ai, carai... – Enxugou uma lágrima prestes a transbordar no canto do olho com a manga do casaco que vestia – Que horas são, Kook, fazendo favor?

— Cinco e vinte e dois – Respondi risonho.

— Melhor eu ir logo – Pegou a bolsa que continha seu uniforme de garçom do restaurante que trabalha, pondo a alça em seu ombro – Volto no horário de sempre, parceiro, ‘tamo junto e falow. – Acenou, sendo correspondido. No meio da trajetória até a porta, parou – Ow... – Se virou para mim – Não era pra você ir trabalhar também?

— Repouso... – Ergui o braço enfaixado.

Danny levantou as sobrancelhas, abrindo a boca para deixar escapar um “aah”, demonstrando ter compreendido a situação.

Se despedindo pela segunda vez, saiu.

 

 

 

 

 

***

 

 

 

 

Acredito que devo me explicar.

Hoje foi um dia confuso, certo?

Um dia cheio, diria...

Namjoon me contou o que aconteceu depois do meu apagão... Resumidamente, eu desmaiei – nervosismo... Pânico... Sabem como é... –, a consequência disso foi cair para o lado do braço anteriormente lesionado pela queda da cama, meu peso foi todo para cima dele. Tive sorte de não ter... sei lá... o quebrado. Isso explica a dor imensurável que senti naquele instante de “meio acordado e meio dormindo”.

A ideia de me levar para o hospital partiu de Hoseok, Namjoon disse que por ele não levaria, porque “não tinha precisão”.

A partir de hoje, Hoseok é o meu favorito, ouviu? Pinguim de 1,81m.

O enjoo foi efeito colateral dos medicamentos. Fiquei dopado o resto da noite de ontem, para que não sentisse dor. Acordei hoje, pela manhã.

Eles estavam à minha espera na porta da boate a mando do Park, isso eu acertei. Somente “escapei” da bronca por causa do incidente, mas... como Namjoon mesmo disse, o chefe não passa a mão na cabeça dos seus funcionários. Ele ainda quer falar comigo. E vai falar comigo. Diretamente e pessoalmente.

Vocês conseguem ouvir os meus surtos?

Meus surtos de desespero e pavor, devo ressaltar.

Ah, além do mais, descobri que meu chefinho é fanático por uns suspenses marotos.

Adivinhem quem vai receber uma visitinha surpresa?

É. Isso mesmo.

Eu não faço A MÍNIMA ideia DE QUANDO ele vai vir FALAR comigo.

Nem Namjoon, nem Hoseok. Ninguém sabe quando. Isso vai depender do humor do Park.

Genial.

Adorei saber disso.

Sobre as ordens... Elas se resumem em:

 

* Evitar vacilar novamente;
* Entregar as três pastas (que foram postas dentro da mochila junto com a roupa que trouxeram) organizadas e preenchidas até segunda;
 * Ler o arquivo do Pendrive (também colocado dentro da mochila) e mandar uma resenha objetiva dele para um e-mail escrito num pedaço de folha de caderno;

* Ligar para o número no verso do mesmo papelzinho à meia-noite em ponto.

 

— Entediado enquanto espera? – Perguntou Danny, que chegara há pouco, retirando o casaco e o largando no braço do sofá.

— Sim...

— É, estou vendo – Riu breve, acenando com a cabeça para mim, se referindo a minha postura.

Eu estava de ponta-cabeça no sofá. Tipo... Em vez das costas no encosto, eu estava com os pés nele e tal.

Acho que meu sangue está subindo para cabeça.

Me ajeitei.

Mirei o relógio na parede.

— Que ansiedade é essa, Jungkook? – Questionou engraçado, estranhando. Adentrou a cozinha.

— Curiosidade.

— E se for o número de um maníaco? Ou de um sequestrador de criancinhas indefesas? – Retornou a sala com um copo de água na mão. Bebericou deste – No caso, você é a criancinha e o seu chefe o sequestrador.

Ha ha ha. – Rolei os olhos, exibindo tédio, entretanto, acabei soprando um pequeno riso de verdade.

— Fez o que pediram?

— Fiz pela metade, amanhã finalizo. – Escorreguei desleixado no assento macio – Como foi no trabalho?

— Normal – Deu de ombros.

— Por que voltou mais cedo?

— Porque estava com saudades – Apertou os lábios num sorriso, piscando várias vezes seguidas.

— Idiota – Ri de sua feição.

— Mas é – Riu, bebendo o resto da água. Engolindo-a, soltou o ar satisfeito – Pouca clientela.

— Entendi... – Mirei o relógio outra vez.

— Você vai mesmo acabar engolindo o relógio um dia, guarde as minhas palavras.

— Não enche – Retruquei rindo anasalado, ocasionando uma risadinha por parte dele.

Os segundos seguintes foram silenciosos. Permaneceram assim no máximo por um minuto e meio, Danny colocou um fim ao me chamar:

— Kook?

— Hum?

— Como você imagina que é o Park Jimin?

Imaginem uma janela de erro aparecendo no monitor do seu PC. Incontáveis vezes, uma atrás da outra.

Imaginaram?

Pois bem, foi mais ou menos isso que aconteceu comigo, só que na mente.

Fiz menção de responde-lo.

Nada saiu.

Foi uma pergunta tão... do nada.

Fui pego desprevenido.

A verdade é que... Danny fez minha ficha cair.

Embora eu não trabalhe há muito tempo lá, eu nunca havia parado para pensar em como meu chefe poderia ser esteticamente falando.

Eu não faço ideia se Park Jimin é algum velho podre, louco, com fetiches bizarros que leva uma vida fútil para preencher algum vazio interior com uma falsa felicidade temporária ou... um puta cara gostoso que ganha a vida fazendo o mesmo que a primeira opção, a diferença é que ele é gostoso.

Chuto na primeira alternativa.

Seria muito viajado a segunda.

Digo... Soa meio... difícil de acontecer, entendem? Muito... ‘Conto de Princesas Para Garotinhas Dormirem’.

Mas... por alguma razão, não consigo levar como verdade a primeira alternativa... Não sei explicar, apenas... não dá para acreditar que Park Jimin é daquele jeito descrito. Nem se eu o visse e comprovasse acreditaria 100% nisso. “Jimin” e “Ancião Nojento” não combinam na mesma frase.

Se eu tivesse que dar uma idade a ele, diria que... devia ter até uns 40 anos, no máximo. Nada mais, porque esse limite já é um baita exagero ao meu ver.

Em relação a aparência... De fato não consigo imaginar nada que faça jus a tudo que já escutei sobre ele. Desde sedutor e sexy à sério e impassível. Que faz intermédio entre ‘homem de poucas palavras’ e ‘bem humorado’.

Saco!

Criar um perfil para ele tendo tais informações base é o mesmo que criar um perfil para alguém não tendo base alguma. É assim que eu vejo!

Droga... Por que fui me aprofundar nisso?

Porra, Park Jimin!

Por que você não mostra o seu rosto pra mim?

Por mais que eu esteja com um certo medo de me encontrar com você, agora eu meio que... desejo (?) te ver.

É...

Eu... acho que desejo muito isso...

 

 

 

Eu quero muito te ver, chefe... E acho que não vou conseguir dormir pensando nisso.


Notas Finais


COOOOOORRE QUE JEONGGUK STA SEDEEEEENTOO
SHDVHSVDHSVDHSVDFF
Isso pq ele ainda nem viu, imagina quando ver ~éoq

Danny o + doido, pirado e tonto da cachola HSGDHSGDF
Por isso amo sá pest
Só lamento pelo Kook q tem q aturar essa poar, deve querer matar toda noite
KKKKKKKKKKKKK?????
Danny é um nenezinho de 19 aninhos ownt~

Sobre o Hope: ~irei apenas deixar no ar e vazar~
Pô, hein, pelo jeito esse tal irmão do Park só dá problema pro nosso Hopinho, masoqéiso
SGDHGSDGFH Poshavidaposha, ermão do Parqe, coé
xxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Velho, tá mó tarde KKKKKKKKKK ou cedo, depende do seu ponto de vista qqq
MAS ENTÃO MEUS PEPÊS~~
Espero q tenham gostado dessa belezura aqui, q tenham uma madrugada agradável e, bom, os comentários são todo de vcs! Fiquem a vontade :3

~Tia Seulgi vai fingir ser útil acora rç Até a próxima att! ^^


- ઝ¡ઽઽ૯ઽ -.


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