História The Boy - Jinson - Capítulo 11


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Notas do Autor


Hey!

Boa leitura

Capítulo 11 - Livre.


Fanfic / Fanfiction The Boy - Jinson - Capítulo 11 - Livre.

 

Uma musiquinha estridente de seu celular era emitida, fazendo Jackson despertar assustado. A dor de duas costas era se explicada quando abriu seus olhos; havia caído no sono ali mesmo, na sala. 
 

Passar a madrugada toda jogando conversa fora e ainda acompanhado de um bom e velho vinho, talvez não fosse uma decisão sábia, devido a dor de cabeça que Jackson sentiu ao despertar.
 

Sem delongas, Jackson atendeu a ligação, e um pouco desnorteado pela ressaca ele murmurou:
 

— Pois não?
 

Neste meio tempo, os meninos que continuavam a dormir, pouco a pouco se despertavam devido a claridade e o falatório de Jackson.
 

— Como é? — Jackson pareceu incrédulo, tanto que avançou seu corpo pra frente, agora mais desperto.
 

Os meninos notaram a significativa comoção, não conseguiram evitar de começar a prestar mais atenção no loiro, preocupados.
 

— Em quanto tempo? — Indagou o loiro, checando seu relógio de pulso. — Estarei aí em 20 minutos. — Desligou a ligação, seu rosto ainda perplexo.
 

— O que aconteceu? — Mark fora o primeiro a questionar.
 

Jackson levantou-se agitado, correndo para seu quarto afim de se trocar.
 

— O menino! Ele foi solto! — Gritou abafado por estar em outro cômodo.
 

— Pera, o que? Mas e o julgamento? — Questionou confuso BamBam.
 

— Será que eles notaram que estavam prendendo uma vítima? — Yugyeom supôs.
 

— Não dá pra explicar agora, só sei que eu preciso estar lá para receber o garoto! — Disse Jackson, este que exalava animação. Tentava arrumar sua gravata, mas a adrenalina impossibilitava de executar com êxito.
 

Mark suspirou, achando graça.
 

— Deixa que eu arrumo pra você. — Ele falou, e assim se pôs em direção ao loiro, que não relutou. —  Pronto, agora vai salvar esse menino! — Brincou o castanho após arrumar a gravata.
 

— Desculpa mesmo deixarem vocês aqui, mas eu não vou demorar, prometo. Caso forem sair, tranquem a porta e deixe em baixo do vaso cinza, obrigado! — Agitado, o loiro disse sem ao menos respirar, e apressado o mesmo se dirigiu a porta de sua casa.
 

— Só eu que estou curioso para conhecer o menino? — Comentou Youngjae após Jackson sair.

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"Terão três desafios quando saírem em condicional, e quando retornarem para a sociedade"
 

O vídeo que rodava na tevê despertava certa curiosidade para o garoto. Este que fora colocado em uma sala para ter uma espécie de "Preparamento" antes de ser liberado.
 

"O que eu faço? Onde irei morar? E finalmente, quem serei?"
 

“A boa notícia é que você pode ser quase qualquer pessoa que quiser, se você se adaptar ao seu novo ambiente”
 

“Você vai encarar perguntas sobre seu tempo na prisão. E quando conhecer um provável chefe, um provável locador, ou até mesmo um amigo…”
 

“Não tenha medo de refazer sua narrativa. A pessoa que você foi quando entrou, não é a mesma pessoa que está saindo hoje”
 

“Você vai contar sua própria história, ser seu próprio herói, escolher a vida que quer viver”
 

“Eu sou Park Jungwoo, e quem é você?

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O som seco e alto da porta principal da penitenciária sendo aberta, fizera o garoto se assustar. A porta estava aberta e bastava um passo para que estivesse de fato, fora da penitenciária. Para que estivesse livre. E isso lhe assustava, pois como saber se era real, como acreditar? 
 

Depois de fitar algum tempo o chão, um passo lento ele se permitiu dar. E com aquele simples movimento uma sensação diferente envolveu seu peito, estava liberto.
 

— Como eu disse, é um homem livre agora. 
 

Escutou uma suave e familiar voz. E ao olhar para cima, encontrou a origem, era o advogado gentil que lhe ajudou.
 

— Que tal começarmos do início? — Sorriu. — Sou Jackson Wang, e você? — Levantou sua mão, o cumprimentando.
 

 O garoto olhou para o chão, se forçando a lembrar de algo, de algum nome, qualquer coisa. Como queria responder, como queria parecer um pouquinho mais normal. Mas era impossível, apenas o que conseguia era a dor de cabeça e o mero vazio.  
 

Sua mente era oca.
 

Ao notar o semblante desamparado do menino, Jackson se tocou. Como pode não ter percebido algo que estava estampado na sua face? Que algo não estava certo?
 

— Desculpe…  — Sussurrou culpado —  Venha, te levarei à algum lugar que irá te ajudar. — Disse, e assim estendeu sua mão, como um convite.
 

O menino o olhou confuso, e até mesmo um pouco de curiosidade reluziu em seu olhar. 
 

O que o garoto poderia perder afinal, ele não tinha nada. Sem hesitar o mesmo agarrou sua mão. Um toque desesperado que ao mesmo tempo trazia uma delicadeza sutil. Jackson sorriu, e o puxou pela mão sem nenhuma pressa, o guiando para seu carro. 

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— Amnésia retrógrada pura. — Afirmou a neurologista de cabelos cacheados.— Nenhum sinal de dano à memória de curto prazo. — Decretou olhando para o seu monitor, onde mostrava o garoto sendo examinado por assistentes em uma sala especializada.
 

— Ou até mesmo dano estrutural ao cérebro… é apenas um fenômeno puramente emocional. — Acrescentou a mesma, olhando para Jackson. Este que encarava atento a tela do monitor.
 

— Agora lerei uma lista de cinco palavras, e pedirei para que você as repita para mim, em qualquer ordem, ok? — Instruiu a assistente. 
 

— Amizade, família, vermelho, bosque, nome. — Citou pausadamente a mesma.
 

— Vermelho, bosque, amizade… família… nome. — Repetiu o garoto, com certa hesitação.
 

— Qual é o tratamento, Dr. Sunhee? — O loiro questionou, após observar o garoto. 
 

— Não é mágica, as vezes é um processo gradual. — Ela sentara em sua cadeira. — Em outros casos, mandamos para casa como estão, e é como ligar um interruptor. — Estralou seus dedos, em um gesto figurativo.
 

— É melhor leva-lo para casa. — SunHee afirmou — Reestabelecer o contexto e as memórias. Mas não o force, isso leva tempo. 
 

— Ah, não, não eu sou apenas seu advogado. Eu o trouxe para que vocês possam tomar conta dele. — Jackson tentou esclarecer, coçando sua nuca.
 

— Mas não fazemos internação. — Disse SunHee. 
 

— Escute, eu não posso mantê-lo em minha casa… lá não é um bom lugar para ele. — Explicou agitado.
 

A cacheada por sua vez suspirou.
 

— A única coisa que posso fazer é mantê-lo aqui apenas temporariamente. Arranje um lugar para ele em até um mês.
 

— Muito obrigado, doutora. — Agradeceu Jackson, aliviado.
 

Seria muito mais fácil deixa-lo viver em sua casa, Jackson não teria nenhum problema com isso. O problema era que essa casa, era com certeza, o lugar de maior trauma para este garoto. Não poderia força-lo à enfrentar alguma coisa dessas.
 

Não se perdoaria se machucasse o menino.


Notas Finais


È isso! finalmente o garoto está solto, já estava mais do que na hora, não é?

Quais suas opiniões? Até mais!

Bye bye


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