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História The Boy Next Door - Capítulo 27


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Notas do Autor


Oiiiiii 😘
Como sempre, me desculpem por qualquer erro e obrigada por todo o apoio

E vamos de família.....

Capítulo 27 - Capítulo 27


Fanfic / Fanfiction The Boy Next Door - Capítulo 27 - Capítulo 27

Olivia

Apoio minhas costas no banco macio de couro, aproveitando o ar morno que sai do aquecedor do carro. Andy estava certo: Ohio é realmente muito frio. Observo pelo vidro levemente embaçado da janela a paisagem urbana de Cincinatti: os prédios altos de janelas gradeadas, os movimentados viadutos, as ruas largas cobertas de neve. A cidade não chega a ser tão grande quanto Nova York mas é definitivamente bem maior e mais moderna do que Buffalo. 

O táxi avança, descendo o viaduto e virando à esquerda. O cenário parece mudar da água para o vinho: as ruas são mais estreitas e os prédios, substituídos por casinhas simples mas aconchegantes, com jardins e cercas baixas. O carro para diante de uma casa amarela com janelas pequenas e uma varanda de madeira na entrada. 

- Chegamos. - Andy anuncia, enquanto paga o taxista. 

Desço do carro e ajudo Aidan a tirar nossas bagagens do porta-malas. Andy nos guia pelo pequeno jardim, coberto por uma camada espessa de neve, até a entrada da casa. A fachada está toda decorada com luzes de Natal coloridas e há um pequeno pinheiro enfeitado na varanda, com várias bolinhas e estrelas brilhantes penduradas. Andy toca a campainha e uma mulher de cabelos aloirados e óculos nos recebe. 

- Meu bebê! Que saudades! - ela diz, abrindo um enorme sorriso e dando um abraço apertado em Andy. Ele é tão alto, que precisa se curvar para abraçar a mulher. 

Seguro o riso. "Bebê". 

- Também tava com saudades, mãe. Essa é a Olivia e o irmão dela, Aidan. - Andy nos apresenta. 

- Oi, prazer. - digo, acenando e dando um sorrisinho sem graça. 

- Oi, que bom que você aceitou vir! É muito bom finalmente te conhecer, Olivia. Seja bem- vinda, você também, Aidan. E fica à vontade, viu? - ela diz, dando-me um abraço caloroso e outro em Aidan. 

Nem sei quando foi a última vez que Judy me abraçou.

Entramos na pequena sala de paredes bege e tapete felpudo. Há uma pequena lareira bem no centro do cômodo com meias vermelhas penduradas e vários porta-retratos espalhados pela prateleira. Olho tudo em volta: as almofadas forradas com tecido florido, as miniaturas de Papai Noel na estante, as fotos de família penduradas na parede. Parece realmente uma casa, um lar. Nada parecido com o pardieiro imundo em que morávamos. 

Uma foto de dois meninos sentados à uma mesa de jantar chama a minha atenção. Um dos garotos é loiro e tem o rosto comprido, com uma expressão séria, enquanto o outro tem cabelos castanhos e um sorriso enorme. 

- Eles sempre foram muito próximos. É o Joe, primo do Andy. - Amy explica, chegando por trás de mim. 

- Pera.... esse loirinho é o Andy? 

Ela acena afirmativamente com a cabeça:

- Uma gracinha, né? 

Olho para Andy, que passa a mão pelos cabelos envergonhado e rio. 

- É sim..... 

- Olha essa outra aqui. - Amy diz, já pegando outro porta-retratos. - Ele tinha oito anos. Sempre quis ser cantor. - ela diz, mostrando-me uma foto de Andy criança com o rosto pintado de branco e estrelas pretas ao redor dos olhos, com a língua para fora. 

Rio. 

- Olha como ele era um bebezinho fofo! - ela diz, mostrando-me uma foto de um bebê de pele rosada em uma banheirinha azul.

- Mãe! - Andy reclama, sem graça. 

Esforço-me ao máximo para segurar o riso. 

- Qual o problema?! 

- É, Biersack, qual o problema?! Eu to gostando.... - digo, em um tom debochado que faz Andy acenar negativamente com a cabeça. 

- Olha essa aqui....... foi o primeiro Halloween que levamos ele pra pegar doces..... e ele se fantasiou de Batman, óbvio. - Amy explica, mostrando-me uma foto de um Andy muito criancinha com cabelos loiríssimos, vestido numa fantasia preta de Batman, carregando um baldinho laranja. 

- Eu amava pegar doces no Halloween! Eu sempre ia com meu irmão....... e eu gostava de me fantasiar de bruxa. - digo, olhando para Aidan e sentindo-me um tanto nostálgica. 

- Ah, que legal. Vocês dois sempre foram muito próximos, então, né?

- Sim..... - Aidan diz. 

- Sempre foi só..... eu e ele..... contra o resto do mundo. 

- Mas e seus pais? - Amy pergunta, franzindo o cenho marcado por linhas de expressão. 

Andy e eu nos entreolhamos. Seus olhos azuis parecem um tanto arregalados e a mandíbula está um tanto resetada, como se ele estivesse tenso. 

Odeio isso. Odeio com todas as minhas forças. 

Não quero que tenham pena de mim, muito menos que me vejam como problemática. Judy é uma filha da puta e me fez sofrer para caralho, mas isso agora é passado. Não quero que minha péssima mãe vire um segredinho sujo ou um tabu meu. 

- Meu pai morreu..... há bastante tempo, na verdade. E a minha mãe nunca..... foi muito presente...... mas o Aidan sempre foi muito responsável e certinho, sempre pude contar com ele. - digo, sorrindo para meu irmão, cujos olhos cor de mel brilham. 

- Ah, entendo....... sinto muito por não ter crescido com seus pais, querida, mas sinta-se muito bem vinda à nossa família.... - Amy diz, esfregando suavemente a manga comprida do suéter preto grosso que visto. Sorrio para ela. 

- Vamos..... mostrar os quartos pra eles, mãe.... - Andy diz, limpando a garganta. 

- Ah sim. Claro. É por aqui. - ela diz, entrando em um corredor estreito de piso de madeira. Nós três a seguimos. - Esse aqui é o quarto de hóspedes. - ela diz, abrindo a porta branca e mostrando-nos um quarto de paredes claras e uma cama de casal com lençóis brancos. No canto esquerdo há uma cômoda com gavetas e uma poltrona florida reclinável. - Aidan, eu pensei que você podia ficar aqui, se você não se importar..... 

- Claro! Muito obrigada, senhora Biersack. Parece muito confortável. E além do mais, a Olivia ronca demais, prefiro mesmo dormir longe dela. 

Apenas o lanço um olhar de reprovação, já que fico sem graça de lhe dar o dedo do meio na frente de Amy. 

- Pode me chamar de Amy, meu amor. Senhora Biersack me faz parecer velha. 

- Tudo bem, Amy, me desculpa. - meu irmão diz, entrando no cômodo e deixando a mala no chão. 

Amy nos guia até o final do corredor e abre uma porta branca na qual há um pôster de um crânio com ossos cruzados colado.

- Esse é o antigo quarto do Andy. Vocês dois podem ficar aqui. - ela diz, mostrando-nos um quarto de paredes pretas e milhares de pôsteres de bandas. - Não liga pra esses pôsteres bizarros não, viu, Olivia? É coisa de aborrecente. 

- Mãe!

- Tudo bem, Amy, eu ouço algumas dessas bandas também. - explico, rindo. 

- Ah, então tudo bem. Você também inventou de pintar o cabelo? O cabelo natural dele é tão bonito..... é um castanho quase cor de chocolate. Se bem que ele também fica bonito com cabelo preto, só ficou feio mesmo com aquelas mechas rosas..... 

- Eu n-  Mãe!

- Olha aqui........ pode falar a verdade, não ficou bom, não é? - ela pergunta, mostrando-me uma foto de Andy, com uns treze anos, usando uma camiseta preta de caveiras e cabelo picotado preto com mechas rosas. Os olhos azuis contornados por uma camada exagerada de delineador. 

- Tá bom, mãe. Muito obrigado, agora deixa a Olivia descansar um pouco. - Andy diz, tirando a foto da mão dela e colocando-a de volta no lugar. 

- Tá bem, tá bem..... vou ver o frango do almoço e chamar seu pai. - Amy diz, fechando a porta do quarto atrás de si. 

- Eu amei a sua mãe! Nem precisei pedir pra ver suas fotos vergonhosas, ela mesma já saiu mostrando! - brinco. 

- Ai, que vergonha..... 

- Ah, ela não é tão ruim assim, vai? Pelo menos ela não vomitou na mesa do diretor da sua escola..... 

- Sua mãe fez isso? - ele pergunta, com uma expressão de nojo e tristeza. 

- Hm, o que você acha? 

- E por falar nela....... gostei de ver sua..... coragem em contar pra minha mãe...... eu nunca mencionei nada sobre ela ou sua família...... achei que você que devia decidir o que dizer ou não pra eles.....

- Obrigada...... eu decidi que não quero esconder isso mais, sabe? Quer dizer...... por mais merda que tenha sido..... fez parte da minha vida e eu não quero que isso seja um segredo, sabe? 

Ele acena afirmativamente com a cabeça e se aproxima, envolvendo os braços finos ao meu redor. Ele beija o topo de minha cabeça e acaricia delicadamente meus cabelos, brincando com as pontas deles. Afundo meu rosto em seus ombros, esfregando o rosto em seu casaco aveludado macio e inalando seu delicioso perfume amadeirado. 

Uma batida alta soa na porta, fazendo com que desfaçamos o abraço.  

- Com licença.... - um homem de óculos e cabelos escuros diz, abrindo uma pequena fresta na porta. 

- Pai! Entra aí. - Andy diz, sorrindo.  

O homem se aproxima de nós, dando um abraço em Andy, seguido de tapinhas nas costas Ele é poucos centímetros mais baixo que o filho e usa uma camiseta de mangas arregaçadas que deixa seus braços tatuados à mostra. 

Tal pai, tal filho. 

- Pai, essa é a Olivia. Liv, esse é meu pai, Chris. 

- Prazer, Olivia! Uau, você é bem mais bonita pessoalmente! E o Andy disse que você é bem inteligente também...... Por que que tá namorando esse aqui? - ele diz, estendendo a mão para mim.

- Pai! - Andy reclama, revirando os olhos, enquanto rio. 

- Porque ele que sempre se oferecia pra pagar as coisas pra mim, sabe como é, né..... eu preciso comer e pagar aluguel e emprego não tá fácil.....

- Você é engraçada! Gostei de você! - Chris ri. Noto que seus olhos se assemelham muito aos de Andy. - Bom..... fica à vontade e qualquer coisa que ele fizer que te desagradar, pode falar comigo que dou um jeito, ok? 

- Ok, obrigada. - digo, sorrindo, enquanto Chris sai do quarto. 

- Ok, eu amo a sua família, na moral!

- Meu pai é bem debochado às vezes, já sabia que vocês iam se dar bem. 

- Você parece com ele......

- Você acha? 

Aceno afirmativamente com a cabeça. 

- O cabelo, as tatuagens, os olhos..... mas eu reparei que..... seu pai.... e sua mãe também! Têm um..... sotaque..... que você não tem. 

- É, eu meio que.... perdi..... eu já morei em tanto lugar que..... sei lá, absorvi um novo sotaque. O CC me zoa, dizendo que eu tenho o sotaque estereotipado americano, tipo quando um ator britânico vai interpretar um personagem americano, sabe? 

- Pior que parece mesmo.... - rio. - Mas..... Cincinati parece legal. Com certeza é bem mais moderno do que Buffalo!

-É...... pra mim isso não faz muita diferença. Eu sempre fui mais de..... ficar em casa, fingindo que tava tocando guitarra..... ou lendo quadrinhos. E fazendo merda no meu cabelo, como minha mãe lembrou. 

Rio. 

- Bom....... quem nunca, né? Eu já fiz o clássico de cortar meu próprio cabelo em casa. Não preciso nem dizer que ficou torto e horrível. Meu irmão ficou puto quando chegou em casa e viu um monte de cabelo no chão. Teve que me levar no barbeiro do bairro pra consertar. Eu fiquei com o cabelo muiiito curtinho, tipo..... quase corte Joãozinho. Meu deus que arrependimento! Eu era bochechuda E..... meio orelhuda..... cabelo curto não valorizava..... 

- E dentuça, segundo seu irmão. 

- Pois é, "ratinha" era mesmo um apelido muito apropriado. Eu lembro até que tinha uma garota da minha escola que era muito nojenta, que implicava com todo o mundo! Uma vez ela cismou de implicar comigo por conta dos meus dentinhos avantajados..... eu simplesmente puxei ela pelo cabelo e comecei a meter a porrada nela, no meio do pátio..... - rio, tapando a boca. 

- Meu deus! Agressiva desde sempre! - Andy ri. 

- Ué, só procura o diálogo quem não se garante no soco! E eu fiquei de detenção por um bom tempo, mas....... valeu a pena, porque depois disso, a garota ficou pianinho. 

- Olivia Whittaker justiceira! 

- Fazer o que, né? Foi logo depois que meu pai morreu e a min- e a Judy começou a beber, então...... talvez eu quisesse...... chamar a atenção, sei lá. - olho para minhas unhas roídas. - Mas agora eu não bato mais em ninguém. 

- Só em mim! 

- Porque você merece, né,  Biersack?!

- Justo. - Andy responde, sorrindo. 

Envolvo meus braços em seu pescoço e beijo suavemente seus lábios macios, um tanto gelados. 

- Tenho uma coisa pra você.

- Hm, o que? - pergunto, curiosa. 

Ele abre a mala preta de rodinhas que trouxe e vasculha por entre as roupas amassadas. 

- Eu ia esperar até amanhã pra te dar, mas..... to curioso pra saber sua reação. - ele diz, me entregando uma pasta de plástico, com um sorriso travesso nos lábios rosados. - Feliz Natal!

Abro a pasta e vejo que dentro há uma folha com um desenho estilístico de mim, numa versão meio história em quadrinhos ou mangá. Meus olhos azuis grandes ainda maiores no desenho, contornados por lápis preto esfumado, como sempre os uso. 

- É lindo! Eu amei! Seus desenhos tão cada vez melhores, aliás..... 

- Gostou mesmo? 

- Muito. - digo, colocando-me na ponta dos pés para beijá-lo. - Muito obrigada. Bom...... já que você já me deu meu presente...... vou dar o seu também. 

- Não precisa. Na verdade, nem precisava me dar presente. 

- Claro que precisa, garoto! É teu aniversário e Natal. - respondo, procurando pelo embrulho em minha mochila preta. 

Entrego-lhe o pacote, mordendo levemente o lábio inferior, enquanto Andy me olha, com um sorriso bobo, rasgando o papel verde que envolve o pacote. 

- Caralho! Liv...... isso deve ter saído muito caro!- ele exclama, segurando uma edição rara de uma HQ do Batman na qual ele é transformado em vampiro, como na tatuagem em seu pescoço.  

- Ah, imagina! Você me deixou assistir vários shows seus de graça...... meio que to te devendo. 

- Muito obrigado! Eu adorei.... - ele diz, me abraçando. - Agora, cadê o outro? Você mesma disse..... é Natal e também meu aniversário, logo, mereço dois presentes. 

- O outro presente eu te dou todos os dias: eu. Minha ilustre e incrível presença, meu brilhante intelecto, meu senso de humor apurado..... 

- Ok, justo. - ele ri, se aproximando de mim mais e mais, colando nossos corpos.

Suas mãos grandes envolvem minha cintura. Sinto sua respiração morna em meu rosto. Ele esfrega seus lábios macios nos meus, abrindo-os com sua língua, que logo vai ao encontro da minha.

- Eu te amo.... - sussurro entre um beijo e outro.





Notas Finais


💕💕💕💕
Quem mais perdendo tudo com esse casal?


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