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História The boy of my dreams - Yeonbin - Capítulo 2


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Capítulo 2 - My daily routine


Alguma vez se perguntaram "Qual o propósito da minha existência?" ou "Porque vim a este mundo e qual é a minha importância nele?". Bem, se nunca se perguntaram isso a vocês mesmos, nunca se perguntem nem tentei descobrir o verdadeiro motivo. E porque digo isto? Pelo simples motivo de que eu não tenho importância nenhuma nesta coisa que se chama de vida. É verdade. Eu sempre me questionei e até hoje sempre obtive a mesma resposta. Nenhuma. Nenhuma é a resposta para essa maldita questão.
Eu me odeio. Me odeio tanto que nem sou capaz de me ver ao espelho, de olhar para o meu próprio corpo, olhar para as minhas próprias mãos. Parece dramático não é? Obrigado a quem pensou isso porque realmente é algo que estou habituado a ouvir... E, sinceramente, nem ligo. Porquê me importar comigo mesmo e com os outros? Isso não faz de mim uma pessoa melhor.
– Choi Soobin?
– S... Sim?
– O jovem pode repetir o que eu expliquei?
Que merda! Este professor é um chato. Tudo bem, eu deveria estar atento à aula mas, por favor, podia não interromper os meus pensamentos únicos que mais ninguém vai entender?
– Lamento eu...
– ...não ouviu de novo! Não é mesmo bebê escadote?
Odeio esta voz. Qualquer que seja a palavra ou som que venha daquela boca me dá um ódio enorme. Porque é que aquele idiota nunca me deixa em paz!?
– Bebê escadote? A gente já está no secundário Kai. Ele evoluiu de nível!
E essa voz... Ai como eu odeio essa voz! Pior do que a voz anterior é mesmo essa. Porquê? Porque é que eu estou aqui!? Ficava tão bem em um outro lugar...
– Verdade Beom. Ele é o criançote!
– Hahaha essa é boa!
– Silêncio!
Professor chato, mas agora foi minha salvação.
– Não brinquem com o vosso colega. Isso é algo errado e que nunca se deve fazer! - ouviram seus idiotas!? Não é para brincarem comigo - E tu, meu jovem Soobin, vê se fica mais atento nas aulas porque tem de subir notas!
– Sim professor...
Bem no momento que ia prestar atenção na aula dele bate o sinal para o intervalo. Esse som maravilhoso e lindo para muitos é, para mim, a campainha do Diabo a tocar para chamar os seus amigos demônios. Como eu odeio o recreio!
Felizmente, este sinal significa que não tenho mais aulas, por isso, eu posso ir para casa. Eu não diria que a casa é o melhor sítio para ficar, mas pelo menos lá ninguém me incomoda.
Pego nos meus materiais e arrumo tudo na minha pasta. Saio da sala em passo apressado. Estava na esperança de não me cruzar com eles... Mas me enganei. Lá estavam aqueles três idiotas no final do corredor à espera de alguém... E esse alguém era eu.
– Até que enfim tu chega idiota!
– O que é que tu quer Taehyun?
– Quero me divertir, sabe?
– Mas eu não quero. Tenho mais que fazer!
– E o que tu tem para fazer? Hum? Tu não tem amigos, teus pais não querem saber de ti, tu não estuda, não convive com ninguém... O que é que tu tem para fazer de tão importante para não querer divertir connosco? Tu é um inútil mesmo.
Fiquei calado com aquilo. Odeio quando aqueles idiotas têm razão...
– Beomgyu, tem calma, ele não é tão inútil assim.
– Como assim Taeh?
– Meu querido Hueningkai, já esqueceu que ele é quem nos anima todos os dias? Ele é a nossa principal razão para a gente vir na escola.
Eu não aguentei mais e comecei a chorar. Eu sou um inútil, não sirvo para nada... Ninguém gosta de mim por isso... Porquê continuar aqui?
– Tá chorando criancinha?
Taehyun se aproximou de mim. Ele é muito pequeno comparado comigo... Mas a segurança e a inspiração dele são maiores que eu.
– Oh... Afinal tu estava errado Beomgyu, o bebê não evoluiu de nível.
– Verdade!
Em um impulso imprevisto eu acabo por começar a correr, empurrando eles, fazendo até mesmo o Beomgyu cair no chão.
– COMO TE ATREVES!?
Continuei correndo e ouvi passos apressados atrás de mim. Aqueles três vinham atrás de mim com toda a fúria que tinham. Corri o mais rápido que pode até chegar na paragem do ônibus, onde ele estava parado à espera que os passageiros entrassem. Assim que cheguei e entrei, as portas se fecharam, fazendo aqueles três ficarem do lado de fora olhando para mim com uma expressão muito irritada. Suspirei muito aliviado e me sentei num lugar livre, ao lado da janela. Por essa janela conseguia ver eles me olhando ainda com a mesma expressão.
– VAI TER VOLTA FILHO DA PUTA!
O Beomgyu gritou muito irritado do lado de fora. O ônibus partiu e seguiu caminho para levar as pessoas às suas respetivas paragens.
Ao fim de um tempo de viagem, finalmente cheguei na minha casa. Antes de a abrir, respirou fundo... Eu já sei o que vem aí.
Abro a porta e entro. Assim que fecho a porta, ouço as vozes dos meus pais vindo da sala. Tirei os meus sapatos e fui até à sala. E mais uma vez vejo eles estavam dançando e cantando com as suas caras vermelhas e com um copo de cerveja nas suas mãos. É assim tão difícil perceber que eles estão bêbedos, não é mesmo?
– Soobin-ah! Vá para o seu curto... Quatro...
– Quarto... - corrigi - Quarto mãe...
– Isso... Vá para lá que eu e o seu pai estamos muito ocupados.
– Sei...
É que não fiz questão de ficar ali. Apenas saí e subi as escadas para ir no meu quarto... O meu único canto de sossego onde ninguém me incomoda.
Entrei e me joguei na cama. Agora vocês entenderam porque aqueles três meninos falaram que meus pais não queriam saber de mim? Eles os dois passam o dia a beber e a beber e a beber... Só queria que eles parassem de beber por um dia e me perguntassem "Está tudo bem?".
Como eu queria ter uns pais que se preocupassem comigo, que dessem valor à minha existência, excepto para me pedir para ir comprar mais cervejas no mercado... É bom demais sonhar com algo assim. Nenhum dos sonhos que tive quando era criança se tornaram realidade. Na verdade, eu já nem sei o que é realmente sonhar.
Me levanto da cama e vou até a uma gaveta que tem num cômodo do meu quarto. Dentro dele tiro uma lâmina. Posso dizer de que todas as coisas que mais amo neste mundo é me cortar. Mentira, não é... Mas também não sei o que eu mais amo neste mundo.
Puxo para cima a manga esquerda do meu moletom e vejo as cicatrizes que o meu braço já tem da quantidade de vezes que já me cortei. E, mais uma vez, comecei a cortar o meu braço. Sei que é errado fazer isso, mas me faz sentir melhor. A dor que sinto nos meus braços cada vez que sinto a lâmina a cortar a pele e a carne do meu braço não é a mesma dor que sinto dentro de mim. Confesso que me sinto bem em fazer isso.
Para dizer a verdade, eu já tentei cometer dois suicídios. A primeira tentativa foi com uma faca. Tentei espetar ela na minha barriga quando tinha uns 16 anos para tirar a minha vida de vez. Mas não serviu de nada porque a faca não me danificou muito. A segunda tentativa foi ano passado, quando tinha meus 18 anos, onde tentei ter uma overdose. Mas também não serviu de nada porque a dose não foi o suficiente. E agora, com meus 19 anos, continuo aqui a tentar pensar numa forma de tirar minha vida.
Eu acho que posso dizer que minha vida é uma peça de teatro...









~•Continua•~



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