História The Brand - Capítulo 10


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Categorias A Origem dos Guardiões, Como Treinar o seu Dragão, Enrolados, Frozen - Uma Aventura Congelante, Valente
Personagens Jack Frost, Soluço
Tags Abo, Au! Wolf, Hiccup, Hijack, Httyd, Jack, Trog
Visualizações 86
Palavras 1.516
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


-----> Lembrando que ainda está no mesmos dia que no capítulo 6, 7 e 8.

-----> Para quem não lembra (ave Maria, né?), Cindy é a garota que estava falando com Hiccup no capítulo passado. Tinha a Anna e ela mandando mensagens.

Capítulo 10 - Cap 9


Já pela noite, dois rapazes gêmeos de braços entrelaçados caminhavam por uma área de encontro entre food truck*. Era um tanto irônico como eram tão parecidos e diferentes ao mesmo tempo; o do lado direito tinha um ar calmo, o outro possuía um olhar de cafeína. Ambos betas.

— Hey, irmão, quando vamos chegar até Dindy? — perguntou o mais energético. Este vestia uma blusa de gola alta branca com um macaquinho escuro.

— Irmão, não seja tão impaciente — repreendeu o outro. Este vestia roupas iguais, só que com tons invertidos. A blusa escura e o macaquinho claro. — Dindy deve estar por perto. Consigo sentir a sua marca.

— Ah...sempre me esqueço de que Dindy é sua namorada, irmão.

— Irmão, do que é que você não esquece?

— Do meu café. E dos meus chocolates também. Aliás, espero que tenha food truck de crepe. Quero um de chocolate com banana.

— É. Tem razão — concordou. Logo se lembrou de um detalhe. — Dindy disse que aquele ômega, o amigo de Heather, ia fazer a trabalhar aqui. Me pergunto se ele já xingou algum cliente, do jeito que Heather falou dele...

O outro riu travesso. Ainda sorrindo, falou: — provavelmente sim, irmão.

* * *

Hiccup, após falar com Rapunzel, recebera uma mensagem de Cindy. Antes de viajar, havia perguntando se no local onde ela trabalhava tinha uma vaga, a ômega prometera que iria checar. Mais cedo, após falar com Rapunzel, se preparava para ir embora até receber uma ligação da garota alegando que tinha um emprego. E lá estava ele, num encontro entre food truck, e tinha ficado como o “caixa”.

Haviam vários veículos com alimentos diferenciados. Comida oriental, crepes, sorvete na chapa, sucos naturais, hambúrgueres, sorveteria, churrasco, macarrão...entre outros tipos de alimento. O local onde o ruivo começara a trabalhar era gerenciado pela prima de Cindy, Maraísa, e por isso a garota também era meio responsável pelo lugar. Vendiam sanduíches naturais, cafés orgânicos e chás gelados. Algo, que de vista, parecia nada gostoso...mas era muito bom mesmo. Hiccup já provaram, a melhor parte eram os chás variados. Seu preferido era o de framboesa.

O ruivo agradecera imensamente a amiga, que apenas riu meio sem-graça e desviou o olhar. Cindy não gostava muito de ser tratada como uma salvadora, gostava de coisas simples. O que era meio irônico, já que o namorado e a família dele não eram nada simples, mas o Haddock não comentou nada a respeito disso.

Cindy por si mesma poderia ser considerada simples. Seios medianos, cintura estreita, quadris largos, pernas longas, corpo resistente, bunda grande, alta...um perfil bastante comum entre jogadoras de voleibol, apesar de sua altura ser acima da média para uma ômega. Para não falar sobre o fato dela possuir uma pele bronzeada e cabelos castanhos achocolatados. O que lhe davam um certo diferencial eram seus fios brancos no meio dos fios de chocolate, as leves sardas no rosto e...os incrivelmente laranjas olhos brilhantes. Sim, ela tinha olhos laranjas. E aquilo certamente era a coisa mais diferente em Cindy Russel.

Uma das coisas que Hiccup gostava nela era que, por mais que fosse ômega, não deixava de lado a necessidade de exercitar os músculos pela a sua paixão — o voleibol — apenas para ficar bonita para alfas. Na realidade, nunca tivera real interesse em um alfa, o pouco interesse que possuía era algo biológico que todos os ômegas e betas tinham. Tanto é que se apaixonou por um beta. Não teve nenhuma reviravolta irônica digna de série adolescente da Netflix, como os amigos de Hiccup esperavam que acontecesse com ele — tipo o ruivo se apaixonar logo por um alfa pegador, algo bem bobo mesmo.

Ai meus deuses! — exclamou ansiosa a Russel, quando voltou de una entrega de pedidos. Ela olhou para Hiccup. — Meu namorado disse que está perto!!! E se ele não gostar disso? Quero dizer, eu já não sou tão feminina...agora um trabalho tão idiota como esse? Se eu tivesse um uniforme bonito...

Ah, tinha esse detalhe. Ela se tornava extremamente insegura ao beta amado. Talvez fosse porque, mesmo que o cara fosse um beta, ele fazia sucesso. Na sociedade, betas praticamente nunca tinham alguma conquista significativa. Não tinham atrativos como ômegas ou alfas e, em relacionamentos, tanto românticos quando sexuais, eram sempre a segunda opção. Apenas algo usado para quando um ômega ou um alfa tinha o coração partido ou não conseguia o que queria. Os gêmeos Thorston e Fishleg tinham tido momentos desagradáveis por causa dessa coisa que a sociedade ABO tinha com sua classe. Então, sim, o namorado dela fazer sucesso era algo para se preocupar. Aquilo atiçou a curiosidade do Haddock que nunca o vira, mesmo conhecendo a Russel a três anos.

— Para de drama. Está parecendo aquelas ômegas patricinhas! — reclamou. — Não sei quem é o cara, mas se ele te escolheu dentre tantas opções, é porque está satisfeito com você sendo você, okay?

— Obrigada, Hicc — disse sorrindo gentilmente. — É estranho como você, um encalhado total, consegue dar conselhos românticos.

O ruivo imediatamente fechou a cara. Ele ajudava a amiga e era a isso o que ganhava.

— Não fode.

— Foi mal, não era a minha intenção.

Quando o ômega estava prestes a responder que não se importava tanto assim para a amiga, um vulto marrom se agarrou a Russel, esta que levou um baita susto.

— Dindy!!! — O vulto, que logo se tornara um rapaz, exclamou. — Há quantos tempo!

Hiccup se perguntou se aquele era o tal namorado beta de Cindy. Também se perguntou sobre como ela aguentava conviver e necessitar de alguém tão irritante como ele, era quase nível Jack Frost. O Haddock riu de leve ao perceber que mesmo sem conviver muito com o alfa, o colocara no topo da pirâmide dos irritantes. Seu riso chamou a atenção do rapaz que o olhou, o ruivo ficou meio corado porque tinha que admitir que o garoto era totalmente o tipo dele.

— Dindy, quem é esse? Cheira a ômega.

Okay, aquilo surpreendera Hiccup. O ruivo usava remédios que disfarçavam seu cheiro, então como diabos aquela criatura o reconhecera por ele? Seus pensamentos foram interrompido ao ouvir outra voz.

— Não é muito gentil da sua parte agarrar a namorada dos outros, irmão — A voz era estranhamente semelhante com a do beta nas costas de Cindy. E aquela frase respondera a dúvida do ruivo: não, aquele não era o namorado da Russel. Ao e virar na direção da voz, quase deixou o queixo cair ao encontrar uma cópia do outro beta. Ele sorriu calmo para Hiccup. — É tão estranho assim ver gêmeos?

Não era, afinal convivia com Ruffnut e Tuffnut, mas aqueles dois tinham uma aparência rara, gêmeos então? Baixos, morenos, leves sardas, olhos de cores distintas — um âmbar e o outro, mel —, feições felinas e belas, cabelos cacheados e bagunçados em um tom de castanho chocolate. Não era algo que se via todo dia. Definitivamente não era.

Hiccup se perguntou se era um imã para coisas raras. Ele mesmo, a própria mãe Valka, Heather e Leg tinha olhos verdes, algo bem raro; Cindy possuía olhos laranjas e era alta, algo estranho para uma ômega; Jack era albino e agora lhe apareciam gêmeos idênticos com heterocromia — que já era raro — com um dos olhos em um tom incomum, âmbar.

O Haddock conseguia diferenciar os gêmeos pela roupas; o energético agarrado a ômega tinha uma blusa clara e o resto escuro, o outro era o oposto. O de blusa escura, ou seja, o que acabara de chegar se pronunciou em um bastante calmo e um sorriso gentil nos lábios, o oposto do irmão.

— Não sei se Cindy falou sobre a gente. Aquele é Darlen Ambernight, meu irmão mais novo. Eu sou Knut Ambernight. Caso ela tenha falado de mim, provavelmente foi como o namorado.

O Haddock estalou os dedo, se lembrando das palavras de Cindy.

— Atah! Então você é o cara que ela no para de... — A Russel tampou-lhe a boca e lhe lançou um olhar ameaçador. Knut apenas riu, parecia entender perfeitamente o que estava acontecendo ali, já Darlen se distraiu com uma borboleta azul que passava.

Foi quando Darlen, que tirara os olhos bicolores da bendita borboleta, estalou os dedos se lembrando de algo. Se virou sorrindo e apontou para o Haddock.

— Agora me lembrei de você! Parece com a criança que eu vi no álbum de fotos de Jack! Aquele na foto no parque, junto a Jack, Elsa e Anna! Vocês são amigos de infância?

Tanto Cindy quanto Hiccup ficaram confusos. Do que Darlen estava falando? O Haddock nunca vira Jack na infância. Conhecia Anna e Elsa, mas não a tanto tempo e, mesmo assim, o que elas tinham a ver com a história? Se lembrou dos comentários das garotas sobre um irmão...o Frost também comentara sobre irmãs na apresentação de mais cedo. Aquilo tinha sentido, mas o que Hiccup teria a ver com um álbum de infância deles? Certo, tudo ficara muito confuso.


Notas Finais


* Food Truck: Food é comida, Truck é caminhão. Tirem as suas conclusões. E encontro de Food Truck é um lugar cheio deles, tipo aquele parque de Cabo Branco que tem em João Pessoa.

-----> Eu não jogo personagens originais sem um propósito. Claro que os gêmeos, Knut e Darlen, teriam algo de importante na história! Espero que gostem deles, porque pretendo usar bastante eles para desenvolver a história entre Jack e Hiccup.

-----> Algumas pessoas devem reconhecer a Cindy e o Knut. Entendedores entenderão.

-----> Fiz o Darlen chamar a Cindy de Dindy por carinho e também para ajudar a diferenciar as falas dele das de Knut às vezes.


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