História The Broken Rails - Capítulo 2


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Categorias The Flash
Personagens Dra. Caitlin Snow (Nevasca / Killer Frost), Iris West
Tags Westallen
Visualizações 7
Palavras 1.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Mutilação
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


:)

Capítulo 2 - O trem, a CCJitters e o Raio


Fanfic / Fanfiction The Broken Rails - Capítulo 2 - O trem, a CCJitters e o Raio

Iris.

Sexta-feira, 07 de fevereiro, 13:59.

Sinto o trem dar um solavanco, me tirando da minha primeira soneca em dias e, com um som estridente, volta a se arrastar pelos trilhos. Sinto todo o meu corpo dolorido e, ouço o estralo do meu pescoço que parece estar a quebrar, minha cabeça dói como o inferno. Vejo trabalhadores urbanos pegando pesado com seus machados, por um breve momento me vejo vendo “Branca de Neve e os Sete Anões”, aos onze anos, ao pé do sofá ao lado de meu pai e, bem acho que alguém que algum dia foi a melhor parte de mim. Balanço minha cabeça para afastar meus pensamentos, não posso demonstrar uma crise, pelo menos não agora.

O trem para em Starling City e, as portas se abrem, com pessoas de todos os tipos passando por ela para cumprirem com seja lá o que elas estejam planejando fazer, mas lindando com suas realidades e, merda, logo essas portas se abririam para mim.

Problemático;

Essa palavra descrevia minha realidade nos últimos cinco anos, bem, ela sempre foi, mas naquele dia de Junho tudo se perdeu.

Perdida; ­­­

O vagão passa pelo túnel; tudo fica escuro por meros segundos. Me sinto desprotegida; assustada. Preciso gritar. A escuridão me cerca, me consome, alguém se aproxima de mim, eu a conheço, eu tenho afeto por ela e, me toca, me sinto suja, vejo uma placa, estou na rua Califórnia, 23, eu preciso correr, mas minhas pernas estão pesadas, meus pulsos jorram sangue para todos os lados, a água me cerca, me recuso a fechar os olhos mesmo querendo isso, minha cabeça dói, acho que acabo de ter uma ressaca. O trem saí do túnel, tudo fica claro não me lembro de mais nada, preciso vomitar, mas nada sai, nem mesmo minha voz.

O trem continua a se arrastar pelos trilhos, ultrapassando, trepidante, galpões e torres de caixa d’água, pontes e casebres, e até alguns “casarões”. Com a cabeça encostada na janela do vagão, vejo essas casas e árvores de folhas amareladas do outono, passarem como num filme por meus olhos.

O trem balança de um lado para o outro, seguindo por uma curva, reduzindo a velocidade ao se aproximar de um sinal vermelho. Começo a sentir o doce e amargo cheiro da minha cidade, da minha Centra City.

Me sinto em casa, segura, mas ainda tão angustiada e vazia.

Puxo a pequena manivela da janela, preciso sentir, respirar desesperadamente. A janela de vidro faz um ruído agonizante contra a borracha da batente, fazendo as poucas pessoas do vagão me lançarem carrancas, as quais respondo com um sorriso seguido por um gole em meu café gelado, agora eu fazia a carranca.

Respiro profundamente, sinto o ar preencher meus pulmões com seus bilhões de cheiros e, me concentro no som que meus suspiros fazem, para não me atender a maré de pensamentos e acontecimentos que tento evitar no decorrer dos últimos anos, o que me tira o sono, o que me deixa paranoica, o que me moldou até a merda que sou agora.

Uma pilha de olheiras, resultado de noites mal dormidas ou nem chegadas ao deitar.

O som dos pensamentos me afogando pelas minhas escolhas erradas. Palavras ditas e, outas deixadas para trás.

Palavras;

Um dia elas foram minha fonte, meu refúgio, agora não passam de uma pilha de bagunças em minha cabeça. Elas lutam entre si para encontrarem lugar, mas não há mais lugar; está vazio. Eu não as encontro, preciso de uma solução.

O medo está me consumindo; um medo que se acumula desde o passado, me ataca num presente constante, e num futuro de borrar as calças.

Me sinto culpada. Eu fui embora; abandonei tudo, abandonei meu pai.

Sou tão estupida. Não sei o que pensar, como vou agir, como ele vai reagir ao me ver depois de todos esses anos, com todo o fardo que levo comigo, o que o fiz carregar junto comigo. Acho que não sei ser amada; acho que destruí o significado da palavra amor. Não posso pensar nisso, já estou cheia demais e ainda tão vazia. Eu preciso dormir, mas meus sonhos me atormentam, não são apenas sonhos, eu sei que não.

O apito do trem interrompe meus pensamentos, avisando que meu destino chegou. Respiro fundo para ver se a coragem enche a minha cara. Pego minha bolsa diária onde só tenho coisas realmente essenciais, já deixei tudo para trás uma vez, porque não fazer novamente? Atravesso a plataforma, poucas pessoas descem comigo, as portas se fecham, não posso mais voltar atrás. Preciso resolver minha vida. Vou até um dos bancos do local e me sento um pouco mais, acho que não criei coragem suficiente.

Resolvo pegar um café, com toda certeza isso vai me ajudar. Ando pelas ruas vendo o quanto Central City mudou:

Nada;

Definitivamente nada. Eu não penso que isso seja bom, me faz lembrar tudo que perdi. Pessoas que perdi.

Quando sai daqui, eu não avisei ninguém, achei que seria mais fácil assim, e foi. É muito mais simples fazer as coisas quando não se conta para os outros, as coisas dão certo, bom pelo menos foi por um tempo.

Paro na frente de Jitters, fecho os olhos e me lembro de quando trabalhava aqui, de quando era mais nova e passava muitas das minhas tardes aqui conversando... Meu estomago embrulha e me sinto pesada novamente, não posso me lembrar de mim mesma antes de tudo, porque tudo começou com Ele. Isso é tão estupido.

Empurro a porta de vidro e entro. Quase todas as mesas estão cheias, preenchidas por famílias felizes e sorridentes, onde provavelmente as crianças contam ao seu pai sobre como foi seu dia na creche, ontem, quando eles dormiram antes de verem seu pai chegar, apenas porque ele realmente não chegou, ele estava se encontrando com a outra vulgo sua secretária, em seu escritório, enquanto sua esposa só engordava, suas olheiras começavam a ficar permanentes, a depressão a consumia e a fazia se sentir culpada por tudo que lhe acontecia por causa do filho da puta manipulador do marido dela que levava rosas para compensar a sua falta de vergonha na cara.

Eu balanço minha cabeça com a história que crio, acho que eu realmente não tenho dormido, preciso de um café, não posso continuar assim.

Vou até a bancada e peço um café extra forte, e enquanto espero chamar o número 24, ouço a chuva começar a cair do lado de fora; me lembro que não tenho um guarda-chuva.

― Droga. ― murmuro de cabeça baixa, olhando para as minhas mãos agora geladas do que o normal, pelo ar condicionado.

― Realmente é, eles erraram a previsão. ― Uma voz feminina diz atrás de mim, eu conheço a voz, não me viro.

―23. ― A balconista grita.

― Eles sempre erram. ― Resmungo, tentando me lembrar de onde reconheço.

― Não é tão difícil errar, aqui em Central City, nunca chove. ― Sinto a mulher se aproximar de mim, ainda não me recordo, sinto minhas mãos tremerem.

―24. ― A balconista chama, estou salva, mas ainda estou tremendo. Pego meu café, pago e agradeço. A mulher ainda está me observando, não sei onde está, mas sinto seus olhos em mim. Quando vou me retirar do lugar, meu ombro é puxado para trás, não posso mais esconder minha cara. Me solto de seu aperto e me viro.

― Eu sabia! Onde você esteve todos esses anos? ­― Ela ri com uma ponta de sarcasmo em sua voz.

― Por favor Caitlin, eu preciso ir. ­― Concluo me virando para sair, mas sua voz me impede, não posso deixa-la falando sozinha.

― Ei! Iris! Como assim? Nós te procuramos por todas as partes e não te encontramos, você não sabe como todos estávamos preocupados! ― Declara se aproximando.

― Eu sei tá? Eu sei! ― Eu exclamo vendo se isso poderia faze-la se afastar e me deixar.

― Então porque você se foi sem deixar nenhuma pista de seu paradeiro?

― Caitlin, por favor, não vamos começar agora, finja que nunca me viu e não conte pra ninguém, a minha vida tá um inferno e eu preciso apagar um pouco do fogo dele, por favor. ― Eu imploro a ela, algo que eu detesto fazer, mas era a única opção.

― Mas Iris você não entende que aqui também tá um inferno depois que você se foi? ― confessou, e posso ver seus olhos queimando em lágrimas não caídas, me sinto péssima. ― Tudo mudou desde que você se foi... ― Rio em meu interior da ironia que se formava naquela frase.

Eu vejo. Olho para sua aparência. Essa não era Caitlin, pelo menos não a que eu conhecia. Ela veste um moletom, o que não é a sua cara, olho para seus olhos, tem bolças debaixo deles. ―Eu e a mulher traída não fomos as únicas a não dormir. ― Baixo meus olhos para seu pescoço e vejo a grande cicatriz que se aposenta em seu lado, acho que me perco nela, olhando fixamente para a cicatriz porque Caitlin a tampa com a sua palma.

― Eu fui embora pouco tempo depois que você se foi, mas foi por menos de 6 meses, eu tinha negócios a resolver, mas você não se importa, você já tem suas chamas pra apagar, na verdade ninguém se importa com ninguém, nem mesmo os nossos tais “amigos”. ― Ela desenha aspas no ar. ― Tchau Iris. ― Ela se despede com olhos brilhantes fixos no meu e um soluço, ela quase passa por cima de mim saindo de Jitters, dessa vez eu me vejo seguindo-a correndo através da chuva, gritando seu nome. Sinto as gostas entrarem em meus olhos, nariz, penetrando os tecidos das minhas roupas, me deixando congelar, estou quase a alcançando quando vejo o raio.


Notas Finais


Espero que tenham gsotado seus lindos <3


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