História The Case - Malec - Capítulo 12


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Isabelle Lightwood, Magnus Bane, Personagens Originais
Tags Assassinato, Malec, Shadowhunters, Tmi
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Palavras 2.562
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


reta final finalmente

Capítulo 12 - You have to be strong


 Nervoso era pouco para explicar como Alec estava. Ele simplesmente estava a beira de um colapso.

Ele pensou até em inventar que estava doente ou qualquer coisa parecida, mas sabia que Magnus não cairia nessa.

Então ali estava ele, sentado na sala da casa de seu praticamente namorado, prestes a jantar com a ex mulher e mãe do filho dele.

Magnus ainda estava no quarto se aprontando, enquanto Alec batia o pé no chão freneticamente, em um gesto nervoso.

Ele olhou para a mesa de bebidas de Magnus no canto da sala. Poderia beber apenas um gole, apenas para se acalmar, não faria mal nenhum.

Mas ele havia prometido a Evie e Isabelle que não beberia mais, nunca mais queria que Magnus o visse bêbado como na noite em que ele o encontrou chorando na rua por ter lido a carta de Jessica. Entretanto, quando notou, já estava em frente a mesa com uma garrafa de whisky na mão.

— Alexander.

Alec soltou a garrafa tão subitamente que teve que olhar uma segunda vez para ter certeza que não a havia quebrado.

Magnus estava parado no meio da escada, com um olhar sério direcionado ao moreno.

Estava lindo. Por Deus, como aquele homem era maravilhoso!

Vestia uma calça preta e justa, acompanhada de um blazer violeta, que ficava lindo contra seu tom de pele.

Mas a expressão dele não era uma das melhores.

— Você ia beber? — ele questionou terminando de descer a escada.

Alec se sentiu o maior idiota de todos os tempos.

— Eu... Não... É que... — ele foi tropeçando nas palavras e Magnus ergueu uma sobrancelha. — Acho que sim.

Magnus se aproximou mais de Alec, pegou-o pela mão e o puxou até o sofá, fazendo-o se sentar.

Alec já havia contado a Magnus sobre a reabilitação e tudo mais. Era um assunto delicado, mas ele merecia saber.

— Eu não estava pensando direito. Estou nervoso, quando notei já estava com a garrafa na mão — Alec murmurou envergonhado.

— Está tudo bem — Magnus respondeu se sentando também. — Eu sei que é difícil pra você, amor, e sei que você está tentando parar, e sei também que você está nervoso por conhecer Camille.

Alec ficou em silêncio, se afundando no sofá.

— Eu vou tirar aquelas bebidas dali — Magnus suspirou pesadamente, colocando a mão no ombro de Alec. — Quando tiver vontade de beber, tente se distrair com outra coisa. Me ligue, me chame, faça qualquer outra coisa. Eu não gosto nem de imaginar o tempo em que você passou na reabilitação, Alexander, e não quero que você volte para lá.

Alec assentiu e deitou a cabeça no ombro de Magnus, pegando na mão dele. Também não gostava de pensar no tempo que passou na reabilitação.

Era tudo muito solitário, muito branco, muito vago, muito sem vida.

Não havia nada o que fazer lá, a comida era ruim, e ficar praticamente trancado em um quarto por meses não era um bom jeito de viver.

Ele fez alguns colegas por lá, presenciou surtos de abstinência, até passou por um. Nunca quis tanto beber pelo menos uma cerveja que fosse quanto naquele dia.

Só conseguiu se acalmar quando as gêmeas chegaram lá.

— Eu tenho medo de não conseguir parar — Alec admitiu baixinho. — Mesmo com a reabilitação e tudo mais, eu não consigo.

— Meu amor, quando nós estávamos no halloween, eu cheguei até você no balcão, e você me disse que estava bebendo refrigerante. Imagino que não havia ninguém por perto para te impedir de pedir uma bebida, mas você decidiu que não iria pedir — Magnus levantou a mão e acariciou o rosto de Alec. — É claro que você vai conseguir, Alec, agora eu estou aqui para te ajudar. A primeira coisa que vou fazer amanhã é dar um fim nessas bebidas, tudo bem?

Alec abriu um sorriso mesmo que Magnus não pudesse ver e se aconchegou mais contra ele. Era surreal a forma como ele conseguia lhe dar forças.

— Obrigado.

Magnus levantou o rosto de Alec e abriu um sorriso também, beijando-o em seguida com um carinho quase palpável.

Eles estavam tão entregues ao beijo que só ouviram a campainha na segunda vez em que ela tocou.

— Preparado? — Magnus sussurrou se levantando.

— Tenho minhas dúvidas — Alec respondeu.

Os dois riram e foram em direção a porta. Magnus a abriu e sorriu ao ver Camille do outro lado, com um sorriso mínimo nos lábios.

Ela estava com os cabelos presos, usando uma blusa vermelha, comprida e soltinha com algumas estampas brancas, e segurava uma vasilha redonda nas mãos, junto com a bolsa.

— Oi — Camille abriu mais o sorriso.

— Olá — Magnus sorriu e deu um beijo na bochecha dela, acariciou sua barriga e tirou a vasilha de suas mãos. — Hum, doce.

Camille deu uma risadinha e adentrou a casa assim que Magnus se afastou da porta.

Alec colocou as mãos trêmulas para trás, imaginando o que Camille estava pensando, afinal aquela era a casa dela até algum tempo.

Ela continuou com um sorriso e seu olhar caiu sobre Alec, fazendo-o tremer por completo.

— Oi, Alec — ela disse ainda sorrindo, mas com as sobrancelhas arqueadas. — Você é mais bonito do que eu imaginava.

Alec abriu um sorrisinho, sentindo suas bochechas esquentarem.

— Hã... obrigado — disse ele — Você também é muito linda.

Camille abriu outro sorrisinho e Alec conseguiu pelo menos parar de tremer. Magnus sorriu para a cena e saiu da sala, dizendo que levaria o doce para a cozinha. Alec queria ir com ele.

— Então... — Camille suspirou colocando sua bolsa no sofá. — Indo direto ao ponto: não magoe o Magnus.

A frase era séria, mas Camille continuava com uma expressão suave. Alec conseguiu esboçar um sorriso.

— Eu nunca faria isso.

— Eu vejo o quanto Magnus gosta de você, Alec, vejo o quanto ele está feliz e eu sei que fui um obstáculo para ele alcançar essa felicidade. — Camille se apoiou no encosto do sofá, pousando as mãos sobre a barriga. — Eu torço muito por vocês, acredite, Magnus é importante para mim e me alegra vê-lo feliz. E eu espero que você entenda que toda nossa relação é principalmente baseada na nossa filha.

Alec relaxou um pouco e se apoiou no sofá, ao lado da mulher.

— Você não tem com o que se preocupar, eu entendo tudo isso e você pode ter certeza que darei o meu melhor para fazê-lo feliz. E fico feliz por você ser tão maravilhosa e compreensível. Pode ter certeza que eu nunca vou permitir que ele não deixe a filha de vocês como prioridade, mesmo tendo certeza que ele nunca faria isso.

— Eu sei disso. Mas de qualquer forma, eu quero te conhecer melhor, Alec — Camille disse calmamente. — Não que eu queira me meter no relacionamento de vocês, de forma alguma. Mas eu tenho certeza que você vai fazer parte da vida da minha filha, e eu quero poder confiar em você.

Alec sentiu seu coração disparar. Havia imaginado tanto como seria quando a filha de Magnus nascesse, desde que ele lhe falara que queria que fizesse parte da vida da garotinha. Mas agora, ouvindo isso da boca de Camille, parecia tão mais concreto.

— Eu fico muito feliz em ouvir isso — Alec disse com calmamente. — Você poderá confiar em mim, Camille, você vai ver.

Camille deu um sorrisinho satisfeito e assentiu lentamente. Nesse instante, Magnus apareceu na sala novamente.

— Vamos jantar? — ele perguntou com um sorriso pequeno e satisfeito. Conseguia ver que o clima estava bem leve entre Alec e Camille.

— Claro — Camille sorriu e se afastou do sofá, caminhando lentamente em direção a cozinha.

Magnus se aproximou de Alec, que não estava conseguindo conter um sorriso.

— Tudo bem, amor?

— Tudo maravilhoso — Alec sorriu mais e os dois seguiram para a cozinha também.

Os três sentaram à mesa — Magnus e Alec levaram quase uma hora para terminar de pô-la pois sempre se distraiam com beijos e etc — e se serviram calmamente.

Comeram em silêncio por no máximo dois minutos, até que Camille se pronunciou.

— Então, Alec, o que você faz?

— Eu sou fotógrafo — Alec disse após uma garfada. — Bem, quase.

— Hum, fotógrafo? — Camille repetiu mais empolgada. — Posso ver alguma de suas fotos?

Alec hesitou por um instante mas assentiu. Tirou seu celular do bolso e começou a procurar a foto que tirara na varanda do apartamento pouco tempo atrás. Após ela havia fotos de suas irmãs, que ele guardava com o maior carinho do mundo.

Isso o lembrava que ainda não havia tirado a tão esperada foto de Magnus, e se sentiu mal por isso. Ainda não havia nem um momento eternizado com ele. Talvez eles eternizariam tudo por conta própria.

Alec se sentiu um adolescente pensando esse tipo de coisa, então afastou o pensamento enquanto entregava o celular para Camille ver as fotos.

Ela arqueou as sobrancelhas, passando as fotos.

— Alec... você é muito talentoso — ela comentou com sinceridade. — E suas irmãs são muito lindas.

Alec sorriu pequeno e se ajeitou na cadeira um pouco sem jeito.

Nunca sabia como reagir com elogios.

— Obrigado — disse ele, feliz.

Magnus se inclinou para o lado de Camille para conseguir ver as fotos também. Sabia que Alec era fotógrafo, e sabia o quanto ele era desesperadamente talentoso, vira poucas fotos que ele tirara, mas o talento era facilmente visível.

— Meu namorado é muito talentoso mesmo — Magnus comentou debruçado sobre a mesa, praticamente sem perceber.

A garganta de Alec fechou. Eles nunca haviam colocado um rótulo na relação deles, Magnus nunca havia dito que ele era seu namorado.

Inevitavelmente, olhou para Camille, para ver a reação dela.

O sorriso dela era tão grande que Alec suspirou aliviado e sorriu também.

Magnus, que ainda parecia congelado ao notar o que havia dito, simplesmente sorriu também e encarou Alec com um olhar terno e cheio de felicidade.

— Isso me fez ter uma ideia — disse Camille. Ela entregou o celular de volta para Alec e apoiou os pulsos na mesa, encarando o moreno e depois Magnus. — Um pouco depois do nascimento da minha filha, eu estava pensando em fazer uma seção de fotos dela. Você gostaria de ser o fotógrafo?

Alec ficou boquiaberto. Ele olhou para Magnus, que sorria abertamente, concordando com a cabeça. Seus olhos marejaram involuntariamente e ele assentiu fracamente.

— Eu... Meu Deus, eu adoraria.

Camille deu um gritinho animado e sorriu abertamente.

— Bem, então está combinado.

Alec concordou com a cabeça, com um sorriso que não cabia nos lábios. Seu sorriso só aumentou quando Magnus segurou sua mão sobre a mesa, com um sorriso tão grande quanto o seu.

Finalmente eles terminaram de comer e partiram para a sobremesa. Camille havia levado um manjar de coco tão bom que a expressão 'manjar dos deuses' nunca havia feito tanto sentido.

Os três engataram em conversas aleatórias, que foram de receita de doces até uma breve discussão de nomes, que Alec obviamente não participou, mas não ficou nem um pouco incomodado em observar Magnus e Camille rindo de nomes bizarros ou cogitando alguns nomes bonitos.

Por fim, Camille anunciou que precisava ir embora.

Alec realmente ficou desapontado. A presença de Camille era contagiante, e o modo como ela aceitava que Magnus estava com ele agora era insana. Alec havia gostado dela de verdade.

Eles se despediram demoradamente e assim que Camille foi embora, Magnus e Alec foram para a cozinha arrumar tudo.

Magnus estava tão feliz que estava até cantarolando enquanto lavava os pratos. Alec não conseguiu resistir ao ímpeto de soltar o pano que estava usando para secar a louça e puxar Magnus para si. Assim que o fez, começou a beijá-lo na bochecha, no maxilar, no nariz e na boca. Não necessariamente nessa ordem.

Uma gargalhada escapou dos lábios de Magnus e ele abraçou o pescoço de Alec com o braços esticados, deixando suas mãos molhadas longe.

— Vou ficar mal acostumado — Magnus comentou.

— Com os beijos ou com ter alguém para secar a louça? — Alec brincou com os olhos brilhando de felicidade.

Magnus riu e Alec acompanhou.

— Acho que com os dois — ele respondeu e beijou Alec mais uma vez antes de voltar a atenção para a louça.

Com a louça lavada e secada, e a mesa arrumada, os dois finalmente subiram para o quarto.

Alec não dormia muito na casa de Magnus por conta da faculdade, e também por sempre ver Camille em tudo ali. Mas dessa vez era diferente. Ele sabia que aquele quarto era de Camille, sabia que ela vivera ali, mas agora isso não o incomodava mais.

Pela primeira vez, se sentiu inteiramente confortável ao deitar naquela cama. Não tinha nenhuma preocupação mas, se tivesse, teriam sido esquecidas no instante em que Magnus o abraçou.

Eles ficaram se olhando por alguns instantes na luz etérea do abajur.

— Então... — Alec começou, abaixando o olhar. — Namorado, hum?

Magnus riu.

— Bem, sim. A não ser que você não queira — ele respondeu com um sorrisinho sacana.

Alec deu uma risadinha e se inclinou para frente, alcançando os lábios de Magnus. Beijou-o intensamente, de forma que ele até soltou um gemidinho.

Alec se afastou sorrindo.

— Ainda tem dúvidas?

— Não mesmo — Magnus riu e estava prestes a beijar Alec novamente quando foi interrompido pelo toque de seu celular.

Revirando os olhos, Magnus soltou Alec e rolou na cama, se esticando para alcançar o celular no criado mudo.

Ficou tenso ao ver o nome de Cecily na tela mas atendeu.

Alec ficou apenas observando e se assustou quando Magnus sentou subitamente na cama.

— Cecily isso deve ser um engano! (...) Não pode ser, é impossível! (...) Sim, eu digo para ele. (...) Tudo bem, obrigado por avisar.

Alec também já estava todo tenso, e ficou ainda mais quando Magnus o lançou um olhar triste, quase com pena.

— O que aconteceu? — Alec perguntou com medo da resposta.

Magnus respirou fundo e se virou para Alec, tomando as mãos dele em um gesto que dizia "você tem que ser forte" o que simplesmente deixou Alec em pânico.

— Tem um garoto, James Capisi, ele... ele viu Jessica na noite do assassinato, provavelmente um pouco antes de ela ser morta — Magnus disse com cautela, e mordeu os lábios quando Alec apertou suas mãos. — Eu não te contei nada porque não havia nada concreto ainda mas... James não viu somente Jessica, ele viu e ouviu uma mulher toda de preto a chamando. Se essa história fosse verdade, acreditava-se que a tal mulher seria a assassina... Com um pouco de pressão, Cecily conseguiu fazer o garoto falar mais, tanto que conseguiram fazer um retrato falado.

Alec sentiu sua garganta ficando seca e seu coração batendo mais rápido. Ele apertou as mãos de Magnus e esperou que ele continuasse.

— A questão, meu amor, é que... a mulher... — as palavras rasgavam na garganta de Magnus e ele respirou fundo mais uma vez. — A mulher que James viu é a Isabelle.

E, de repente, o ar parou de chegar nos pulmões de Alec.


Notas Finais


oh na na na
xx


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