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História The Catacombs (JJK) - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Chapter 7


Fanfic / Fanfiction The Catacombs (JJK) - Capítulo 8 - Chapter 7

Paris

10:30 A.M

Eu havia ficado um bom tempo no hospital, Lisa já havia feito a cirurgia no tórax e estava tudo sobre controle. Ela já tinha saído de risco. 

Eu estava sentada no sofá do quarto em que ela estava, pensava e repensava, eu precisava saber o que tinha acontecido. Taehyung estava no trabalho e eu estava sem carro, pois desde aquele dia eu perdi minhas chaves no túnel e o carro ficou na floresta. 

Estava fazendo um frio danado, eu precisava ir pra casa tomar um banho quente e pensar em um plano. Hoje teria de ir trabalhar à tarde, cuidando dos livros já que Lisa estava em coma. Uma outra funcionária cuidaria do café. 

Saio do quarto e sigo até a recepção avisando a moça que iria sair, e qualquer coisa que acontecesse era pra ela entrar em contato. Decido ir de a pé mesmo, não ficava muito longe, o foda é que estava frio. 

Sigo em passos rápidos pela calçada, não dava pra ver muita coisa por conta da neblina baixa, por mais que fosse claro. Poucas pessoas transitavam pelo local. Coloco meus fones e continuo andando. 

Eu já estava bem cansada de pensar no que ocorreu comigo, eu queria esquecer tudo, mas eu não conseguia...ainda dói e a curiosidade ficava emanada em meu peito. Aquela voz não sai da minha cabeça, aqueles seres ficaram gravados em minha mente...a dor que eu senti...era surreal. Sem perceber uma lágrima escorre em meus olhos. 

Eu estava tão concentrada que nem percebi que segui o caminho da floresta. Avisto o túnel em poucos metros. Paro em frente a ele e uma onda de pavor corre em minhas veias. Começo a me relembras de todas as cenas, como se fossem takes. Eu já estava ficando sem ar. Decido sair dali e sigo para longe do túnel. 

Lembro de meu carro e paro bruscamente no meio da floresta. Dou meia volta e sigo em direção à uma outra área da floresta que ficava afastada da vista das pessoas que fossem ali. Avisto meu carro e vou até ele, estava inteiro ainda, pelo menos isso. Quando me viro pra ir embora, escuto um barulho atrás das árvores. Decido dar uma pequena olhada. Caminho entre elas e paro estaticamente no mesmo instante. 

Atrás de tudo essas árvores havia uma casa pouco distante, uma casa isolada e bem acabada. Parecia de filme de terror. Deixo a curiosidade invadir meu peito e rumo até a casa. Paro em frente dela e observo. Estava abandonada a anos. Subo os degraus e fico em frente a porta logo encostando meus dedos na maçaneta da mesma, forço um pouco ela que é aberta, um sinal de rangido se fez presente e a poeira do local subiu pra cima. 

Os móveis estavam intactos, todos cobertos por uma lona transparente. Passo meu dedo sobre uma estante que estava coberta de poeira. Anjinhos de porcelana estavam sob ela. 

Sigo até a escada e subo a mesma, os quadros antigos estavam pendurados sobre a parede, olho um por um, e encaro um quadro que me chamou atenção. Uma casal junto de um garotinho. Eles eram coreanos. Aquele rostinho me parecia familiar...Dou uma última encarnada e continuo a subir as escadas. 

Passo por um corredor vasto e escuro. Haviam três quartos e um banheiro. Adentro o primeiro quarto, ele era azul, um azul bem desgastado e sujo, suponho que seja daquele garotinho da foto. Nada de mais por aqui. 

Passo em frente a um outro quarto, que não tinha nada e por fim no último quarto do corredor, esse estava bem mais escuro e com a porta entreaberta. Empurro um pouco a porta de madeira com o pé e adentro o local. Era um quarto mais adulto. Sigo até as cortinas e logo abro-as para dar uma iluminada no local. A cama estava coberta por uma lona igual a todos os outros móveis. Pude notar um tom vermelho por baixo da lona. Levanto ela e observo a enorme mancha de sangue sobre o lençol de seda branco. Obviamente não era recente, e eu creio que algo aconteceu nessa casa. 

Decido sair dali, pois um pressentimento estranho invadiu meu peito. Escuto um baque forte na porta da entrada. Dou um pulo por conta do susto e me retiro do quarto rapidamente. Desco as escadas e vou direto para a porta que se encontrava fechada dificultando minha vista no lugar pouco iluminado. Tento abri-la, o que foi falha, pois estava emperrada. Passo as mãos sobre meus cabelos e vou até a cozinha, que estava aos pedaços por sinal. Avisto uma outra porta que dava nos fundos. Vou até ela e tento abrir, no mesmo instante que eu abri ela foi fechada bruscamente. Me viro rapidamente para trás e vejo uma pessoa parada na entrada da cozinha. 

- Você não deveria estar bisbilhotando uma residência que não lhe pertencente...- O homem desconhecido diz, ele estava no escuro, não conseguia ver seu rosto. E sua voz...era tão...familiar, como se eu já tivesse escutado ela em algum lugar...

- Quem é você? - Pergunto encostada na porta, eu estava tremendo. 

- Não lembra de mim? Megan...- Era ele...eu precisava sair daqui. Tento abrir a porta novamente mas não conseguia, eu estava sem volta. Olho rapidamente o local e avisto uma faca um pouco distante de mim, corro até ela mas sou impedida, ele veio até mim com uma rapidez surreal segurando meus pulsos com uma força ardente. 

Encaro seu rosto na pouca claridade da janela e me assusto. Seus olhos eram negros como a noite, em suas olheiras era nítido as veias vermelhas arroxeadas, pareciam que iam saltar a qualquer instante. Me encolho e fecho os olhos. Eu estava assustada, e seu rosto era tão familiar, eu já vi ele. 

- Eu não vou te machucar...não por enquanto. - Sinto sua respiração bem próxima de meu rosto que logo se evaporou. Abro os olhos lentamente e não vejo-o mais ali. Eu estava ficando paranóica, não é possível! Corro até a porta e abro a mesma rapidamente. Saio dali e sigo até a floresta.

Isso era loucura, muita loucura, não é possível ele ter uma capacidade tão grande de sumir de repente, o que ele é?! 

Saio da floresta e vou em passos firmes e rápidos até meu apartamento, eu cheguei tão rápido que nem notei. Adentro a recepção e vou até o elevador que logo é aberto. Me escoro na barra de alumínio e tento me conter. Minhas pernas estavam bambas, minhas mãos estavam trêmulas e meu coração iria rasgar do peito a qualquer instante. 

Saio do elevador e vou até meu andar. Abro a porta e vou até a cozinha para tomar um copo de água, eu não estava nem um pouco bem! 



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