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História The Change; - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá gente, eu gostaria de falar que não, eu não desisti da história. Mas que talvez eu continue atualizando ela mensalmente.
Eu admito que pensei em apagar ela, e estava relendo os capítulos ainda não postados e percebi que eu fiz burrada atrás de burrada.

Eu literalmente tinha jogado toda a culpa dos traumas e problemas dos dois nas habilidades que eles possuem e não faço ideia do porquê eu achei que seria uma boa idéia, mas não é. E isso quase me fez desistir de tudo, mais uma vez.

(In)felizmente nos primeiros capítulos eu abordei essa temática de forma introdutória então tá ok, mas eu arrumei esse aqui e acho que ficou mediano.

Então, esclarecimento detalhes: se eu não me engano e bem me lembro, em “Ningen Shikkaku” o Yozo menciona o fato de que ele não sente apreço em comer, ele não entende a necessidade do ato. Porquê ele tem depressão, provavelmente, e eu joguei isso no Dazai nos capítulos passados e não esclareci, então aqui vai ser abordado o motivo pelo ponto de vista do Chuuya.

Eu tenho um headcanon de que o Chuuya tem problema com ansiedade (crises existenciais também), e isso vai ser um pouco explorado na história pelo ponto de vista do Dazai.

Se eu conseguir fazer essas duas coisas, se não a gente finge que foi delírio.

Em contra partida, e isso NÃO tem nenhuma base científica, eu pensei em fazer o corpo dos dois já estar acostumado com os sintomas das doenças. Então o Dazai, que tem depressão, está lidando com arahabaki sendo uma merda e um corpo acostumado a crises de pânico.
O Chuuya, que tem ataque de pânico, está lidando com o vazio de No Longer Human, e um corpo que não sente necessidade de comer/dormir e as dores que isso acarreta.

Eles estão literalmente no limite, e ainda não faz um dia completo da mudança de corpo. Porquê eu acho que é uma ocorrência perturbadora demais e quis detalhar muito mas eu acho que está HORRÍVEL.

Gente, pelo amor de deus, eu não quero continuar escrevendo algo ruim e sem nexo, então me avisem se está uma grande merda e eu apago a história, então a gente finge que eu nunca escrevi isso ok? Podem ser sinceros, eu não vou me magoar nem nada.

Obrigada, boa leitura.

Capítulo 4 - Briga


Fanfic / Fanfiction The Change; - Capítulo 4 - Briga

Chuuya odiava seu atual corpo de merda, e descobriu do pior jeito possível que ele não se move tão graciosamente como se movia com o seu corpo original.

O que era uma merda, levando em conta que Dazai sempre teve movimentos ridiculamente graciosos e leves.

Cozinhar - e dirigir - foi um tormento dos infernos, braços longos demais, movimentos lentos e pesados.

O corpo de Dazai era fodidamente horrível!

E qual o problema com sensações? Chuuya sente uma fodida dor de cabeça que não diminuí mesmo depois de tomar remédios e ele sequer está levantando a questão da falta de fome.

Pena para essa merda de corpo inútil, porquê Chuuya não iria desmaiar de fome, não. Ao inferno que ele se prestaria a essa merda do caralho.

Mesmo que o gosto da comida quente em sua boca fosse estranha... não era exatamente ruim e ele conseguia sentir o sabor perfeitamente, só parecia um ato sem graça e vago.

Era estranho, Chuuya deduzia que Dazai não se alimentar bem fosse consequência do fato de ele ter depressão, o que já era fodidamente preocupante por si só. Mas estar dentro de um corpo acostumado a doença psicológica era uma experiência completamente inusitada e desconfortável.

E ele sabia que tudo o que sentia - ou melhor dizendo, não sentia - era apenas uma parcela do que Dazai aguentava diariamente. Porquê o que ele sente agora eram sensações que seu corpo acumulou e se acostumou ao longo do tempo, sensações que a mente e os traumas de Dazai adquiriram e guardaram, juntando ao combo da habilidade gelada e vazia... não era uma experiência agradável.

Chuuya já era acostumado a crises existenciais e até mesmo a ter crises de ansiedade, mas ele nunca pensou se esses dois problemas estariam enraizadas em seu corpo também. Dazai estaria sentido isso? Mesmo que atenuado?

Como Dazai lidaria com isso e arahabaki sendo um grande estorvo, estando acostumado a não lidar com nada? Porquê para o próprio Chuuya, que estava acostumado a essas merdas, já era difícil...

Um arrepio percorreu por sua coluna o arrancando de suas divagações e ele soube na hora que Dazai estava o encarando fixa e intensamente.

Ah, então ele já descobriu. O que será que Dazai faria agora? Chuuya torcia para ele não dar importância, porquê ele ainda não havia pensando em uma história boa o suficiente para contar.

Parte de sua mente lhe dizia que ele não precisaria inventar nada, sequer contar a verdade. Dazai não o fez quando ambos eram parceiros, por quê Chuuya deveria fazer agora? 

E se Chuuya havia descoberto a causa da maioria das feridas alheia, não foi graças a confiança que Dazai dizia depositar nele.

Sentado em um banco alto, no balcão que dividia a sala da cozinha, Chuuya comia lentamente sua comida, enquanto observava a merda de Dazai caminhar em direção ao prato de comida separado para ele.

Assistir Dazai sendo tão desesperado por comida poderia ter sido fodidamente engraçado e até mesmo fofo, se Chuuya não soubesse que essa provavelmente era o primeiro contato de Osamu com a gritante sensação de fome.

Se Chuuya não tivesse um problema maior no momento, ele poderia se preocupar devidamente com isso, e talvez dar uma bronca em Dazai.

Não que ele se importasse com a cavala, ele não fazia, e ainda assim...

Dazai cruzou a pouca distância até ele e se sentou a sua frente, colocando o prato de comida na superfície de mármore e começando a comer em silêncio.

Suspirou aliviado, ele não estava afim de ter essa conversa. Não hoje, definitivamente não era o momento para isso.

Eles comeram em silêncio, Dazai em momento algum levou os olhos até Chuuya e ele realmente apreciava isso.

Ele sabia que Dazai não conseguiria disfarçar o que quer que estivesse pensando em seu corpo, não ainda pelo menos, e ele não estava pronto para descobrir a opinião de Dazai sobre suas horríveis cicatrizes.

Chuuya terminou de comer, se levantou e levou seu prato para a pia, deixando ele ali para lavar depois. Chuuya teria que arrumar o quarto de hóspedes para Dazai, porquê não há chance no inferno deles voltarem a dormir juntos.

Dazai observou Chuuya caminhar em direção ao corredor quando ele enfim abriu a boca.

- O que aconteceu? - a pergunta saiu mais ofensiva do que Dazai gostaria que tivesse saído e ele se amaldiçoou por isso.

Chuuya travou no lugar, ficando incrivelmente mais tenso do que antes.

- Eu não sei do que você está falando. - a voz de Chuuya era tediosa demais para a situação, e isso irritou profundamente Dazai.

Chuuya por outro lado sentiu uma fodida satisfação ao perceber que conseguia usar esse tom de voz monótono e desinteressado. Sempre o enervava quando Dazai usava com ele, que Dazai sentisse um pouco da raiva que Chuuya cresceu sentindo.

- Chuuya! - Dazai rosnou, impressionado consigo mesmo pelo tom sair tão ameaçador. Arahabaki gritava enlouquecido dentro dele o incentivando a explodir. Como Chuuya controlava arahabaki? Era cansativo de aguentar. - Eu não vou perguntar novamente. O que aconteceu?

Chuuya enfim se virou para Dazai, e Dazai ofegou ao ver o olhar morto e ameaçador em seu rosto. O mesmo olhar que ele tinha quando estava na máfia.

Parecia errado de ver essa expressão em seu rosto agora, depois de tudo o que ele lutou para mudar, ainda mais sabendo que era Chuuya ali.

- Não te diz respeito. - Chuuya cansou de fingir, Dazai havia visto mesmo, de que merda adiantaria para ele negar as marcas? Negar que havia acontecido? - Você não precisava saber, ignore.

- Chuuya. - Dazai pareceu quase magoado com isso. Chuuya não acreditou nem por um segundo. - O que aconteceu com você depois que eu saí?

Chuuya odiou como o vazio dentro dele parecia aumentar agora, quase o engolindo em um grande nada frio e escuro. Ele odiou como sentia falta de arahabaki berrando e se contorcendo, ele odiava como sentia falta de seu corpo quente ao ponto da ebulição.

E a última coisa que ele precisava agora era lidar com um Dazai fingindo preocupação.

- Que porra Dazai! Não importa o que aconteceu, já foi caralho! - Chuuya gritou, Dazai sempre conseguia arrancar o pior dele, era fodidamente cruel isso acontecer agora também. - Não diz respeito a você, para de fingir que se importa, merda do caralho. - Chuuya se virou e voltou a andar em direção ao seu próprio quarto, que Dazai se foda achando o de hóspedes.

- Por que você não quer me contar? Quem te machucou? - Dazai perguntou de forma cortante, ele queria gritar mais alto que arahabaki, mas não daria esse gostinho a ele. E mesmo que usasse um tom de voz irritadiço e ofensivo, por dentro ele ainda estava calmo como sempre.

A sensação de erro era gritante agora, ainda maior do que ele sentia em seu corpo quando mais novo.

- Eu já disse que chega! - Chuuya gritou cansado, Dazai não entendia que ele não queria falar sobre isso? Ele não queria ter que lembrar dessa merda agora. 

Eles tinham assuntos muito mais importantes para pensar no momento, Dazai sabia disso, mas ele não poderia negar a preocupação que sentia com Chuuya.

Sua mente girava pensando em outras possibilidades onde a agressão tivesse ocorrido, certamente não seria um inimigo. Chuuya era forte demais e iria lutar, mas as cicatrizes eram limpas demais apesar de mal cicatrizadas, dava a impressão de que Chuuya não houvesse lutado contra a pessoa que o agredia.

Dazai sentiu um gosto amargo na boca ao pensar na única pessoa que conseguiria fazer Chuuya obedecer qualquer ordem sem questionar. Mesmo uma dessas.

Arahabaki gargalhava e rugia dentro de sua cabeça, e ele sabia que não teria paz tão cedo.

- Chuuya, ainda não acabamos. - Dazai andou até Chuuya e o puxou pelo pulso.

- Qual é a porra do seu problema? - Chuuya rosnou entredentes.

- Meu problema é você! - Dazai apertou o pulso de Chuuya, que fez uma careta ao sentir os cortes sob as ataduras se abrindo. - Meu problema é que você não me contou nada! Nós nos reencontramos tem quase um ano, Chuuya, e você não me contou sobre isso!

- E por quê caralhos eu deveria te contar alguma merda, maldito bastardo? - Chuuya berrou, sua mente fervia de raiva mas seu corpo era um grande mar de nada. Isso apenas servia de combustível para sua raiva aumentar. - Essas cicatrizes não te dizem respeito, nada que me envolve te diz respeito! Entende essa merda do caralho e me deixa em paz! - Chuuya estava ofegante, mas seu coração sequer disparava.

Ele sentia apenas uma fodida ânsia de vômito e a dor em sua cabeça parecia mais forte agora. O gelo em suas veias também parecia mais gelado.

Parte dele queria morrer. Pela primeira vez na vida, e ele não sabia lidar com isso.

- Chuuya, nós somos parceiros, eu pensei que você confiasse em mim! - Dazai tentou manipular a conversa para algo mais suave, ele sentia um formigamento estranho nos braços, seus músculos coçavam para abraçar Chuuya e o segurar fortemente.

Para o manter por perto.

Mas Dazai não faria isso, definitivamente não.

- Foda-se se já fomos a merda de parceiros do caralho! E não somos mais, você saiu, você acabou com nossa parceira. - Chuuya puxou seu braço do aperto das mãos de Dazai. - Eu não confio em você.

- Não confia? - Dazai titubeou para trás. O que eram essa gama de sensações? Por quê seu coração batia com força? Por quê seu estômago se contorcia? Por quê seu sangue estava mais quente em suas veias? Sua visão embaçou momentaneamente e ele quase perdeu o controle de seus pulmões. Arahabaki se contorcia e urrava ainda com mais força dentro dele. - Mas... você usou corrupção.

- Corrupção é a merda de uma coisa totalmente diferente, você sempre vai me parar porquê precisa de mim no campo de batalha! Fora dele nós não somos nada! Sequer somos amigos... - Chuuya se virou para sair, ele estava cansado desse assunto, ele estava cansado da ausência de reações em seu corpo, ele estava cansado de sentir frio e de nada além disso. Ele estava exausto! - Você nunca quis que fossemos amigos antes. Eu não tenho que te contar porra nenhuma do que me acontece.

Chuuya terminou de falar e entrou em seu quarto, batendo a porta e deixando Dazai parado no corredor.

Dazai colocou a uma mão na parede gelada e outra no peito, perto do coração e apertou a blusa, encostou a cabeça na parede gelada e começou a respirar lenta e pausadamente para se acalmar. Lembrava das vezes em que Atsushi havia passado mal na agência e Kunikida o mandava respirar com calma e ficou satisfeito consigo mesmo por ter arquivado a informação em seu cérebro.

Ele não estava acostumado a tantas emoções diferentes ao mesmo tempo, ele não estava acostumado a conter um deus.

Sabia que Chuuya também estava com problemas em seu corpo, No Longer Human deveria estar esgotando Chuuya e o chateando além do limite.

Sem contar que, se o que ele acabou de sentir for uma mini crise de pânico, como ele acha que era, então Chuuya também deve estar tendo problemas terríveis com um corpo pseudo deprimido.

Mas Dazai só conseguia pensar que alguém havia quebrado Chuuya e ele não iria perdoar essa pessoa.




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