História The changes - Capítulo 1


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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Christophe Giacometti, Jean-Jacques Leroy, Ji Guang-Hong, Leo de la Iglesia, Otabek Altin, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Jjxyurio, Otayuri, Victuuri, Viktuuri
Visualizações 157
Palavras 1.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo amores :3

Bem, fazia muito tempo que estava pensando em fazer uma long-fic desses dois xuxus (sim Otayuri é o meu otp ❥ ~
então espero que gostem, e não deixe de comentar aqui o que acharam, o tio gosta de saber se estão gostando hehe

~ As palavras que estão em itálico são os pensamentos do Yuri e Victor.

Boa Leitura. ;*

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction The changes - Capítulo 1 - Prólogo

Agora não teria mais volta.

Desde que o garoto pisou naquele avião, sabia que algo grande iria acontecer e por vezes imaginou como seria aquele momento; onde toda a sua vida enfim mudaria.

Isso causava certo medo.

Mas como sempre dizia a si mesmo, esse sentimento é reservado somente para os fracos. E se tinha algo que ele, Yuri Plisetsky definitivamente poderia orgulhar-se em dizer; ele não era fraco.

O loiro aprendeu da maneira mais dolorosa tornar-se forte, vestindo uma máscara de indiferença de forma esplêndida como autodefesa. Já que em sua vida o velho ditado de que "se tudo está ruim não há nada que possa piorar" não era válido; pois com Yuri Plisetsky sim, sempre poderia piorar. 

Havia perdido seus pais em um acidente ainda pequeno, no dia que foi nomeado pelo garoto como "o começo do meu inferno" e passando a viver até recentemente com o avô paterno, senhor Nikolai. Um velho senhor que sempre usava seu mesmo casaco de tweed surrado cheirando a pirozhki recém assados, com aquele sorriso caloroso no rosto que desde quando Yuri era criança lhe lembrou o sol. Ou melhor, lembrava.

Já que agora, seu avô também tinha lhe deixado devido a um infarto há cinco meses atrás. E graças a isto, foi jogado em uma droga de abrigo para menores, dia qual foi nomeado como "meu inferno parte dois". Até aquele que um dia havia prometido nunca sair do seu lado, também já tinha lhe virado as costas.

Se por acaso existir algum deus nesse caralho de vida, com certeza o filho da mãe me odeia, e não é pouco.

 Mas, quando Yuri já estava finalmente fazendo amizade com a Samara no fundo do poço e competindo quem havia tido a vida mais miserável, um milagre aconteceu.

O garoto não acreditou quando a megera dá Lília Baranovskaya, assistente social responsável por ele no abrigo, deu a notícia de que haviam localizado seu tutor.

Não soube descrever a sensação de alívio em saber que finalmente iria deixar aquele maldito lugar. Apesar que Yuri não fazia ideia ainda de quem seria essa nobre pessoa tão interessada em adotar um pobre órfão russo, já que ninguém explicava nada do que acontecia durante todo o seu processo de adoção. Única coisa que foi falada era; que havia um tutor e este morava no Canadá.

 Que era para onde estava sendo levado agora.

E ali estava Yuri. Dentro de um avião voando até o outro lado do mundo, sentado em sua poltrona ao lado de Lília, que mexia em seu notebook sem dar atenção ao seu redor.

 - Até quando você irá continuar com essa cara Plisetsky? - a mulher o chamou. 

Yuri foi pego de surpresa, não imaginava que ela estivesse prestando alguma atenção real em si por ainda continuar com os olhos fixos naquela tela. 

 - Hn. - resmungou dando de ombros

E continuou analisando a janela em busca de algo mais interessante que aquela conversa, que sabia que iria ser proseguida pela a outra mesmo ele não querendo. 

Você deveria estar agradecendo a sorte que teve, a maioria daqueles garotos vão continuar esquecidos no abrigo até alcançarem a sua maioridade. Já que nenhum deles possui um tutor tão dedicado e que demonstrou tanto interesse como o seu.

Como o garoto já esperava, ela o repreendeu com mais um daqueles seus sermões sem ao menos o olhar. Algo que fez Yuri bufar cansado. 

 - Que seja, você quer o que? Que eu desça desse avião sorrindo e entregue para ele um prêmio Nobel pelo seu altruísmo? Eu nem sei quem é esse cara! - retrucou irritado. 

Fitou por baixo da franja a mulher no seu lado, vendo que ela ainda continuava a digitar algo parecendo distraída aos demais. Mas sabia que na realidade, ela ainda o analisava de canto e revirou os olhos sabendo que não ia demorar muito para ela voltar a falar.

 - Garoto você não faz ideia de como teria sido difícil sem a ajuda dele! Se não fosse pela influência do senhor Nikiforov com o consulado Canadense, não teríamos conseguido reduzir todo um processo que levaria um ano para meses e.. 

QUEM?? VOCÊ FICOU MALUCA? O QUE AQUELE DESGRAÇADO DO VICTOR TEM HAVER COM ISSO? SÓ PODE ESTAR DE BRINCADEIRA COMIGO! - Yuri gritou a interrompendo. 

 Lília fechou a tela do aparelho em um baque encarando o loiro de forma severa, só então Yuri percebeu o porquê. Não havia apenas falado alto demais, como também estava de pé em seu assento chamando a atenção de outros passageiros. Até mesmo uma das aeromoças vinha ao encontro deles, mas foi parada pelo sinal que Lília fez mostrando que estava tudo sob controle.

Yuri voltou a sentar-se no seu assento, se odiando ainda mais pela cena que havia feito. Sua vontade era de saltar pela saída de emergência tamanha a vergonha que estava sentindo agora.

Alguém me diz que isso é uma brincadeira, de todas as pessoas do mundo, ele não! 

Não podia evitar de se exaltar ao ouvir aquele nome, principalmente controlar as lembranças que vinham acompanhadas deste em sua mente. 

 - Victor Nikiforov é o seu tutor, e vocês irão sim passar a viver juntos a partir de agora… - a mulher começou a falar  perigosamente baixo próximo de si. 

E ainda o encarando, puxou bruscamente a touca do moletom preto que usava, bagunçando seu cabelo. Yuri não tinha outra escolha à não ser, ser forçado a olhar de volta assustado.

- ...Ou é isso, ou pode se sentir à vontade em voltar para aquele lugar. Você quem escolhe garoto! 

Ela apontou para os machucados em seu rosto que antes os mantia escondidos sob a franja, mas que agora estavam totalmente expostos.

 Yuri não a respondeu, apenas cobriu o rosto de volta virando-se para encarar novamente o vidro da sua janela, desejando fortemente poder ser sugado para fora desta no momento. Não conseguindo acreditar no que tinha acabado de ouvir.

Mas que merda é essa? Essa louca chama mesmo isso de opções?

 Voltar para o abrigo depois do inferno que passou jamais poderia ser levado em consideração, porém só de pensar em ver “ele” de novo já fazia a cabeça do garoto doer. Se pudesse, Yuri nunca mais veria aquele mentiroso do Victor novamente.

O anúncio feito pelo comissário de que iriam pousar em alguns minutos, trouxe sua atenção de volta e junto com ela um forte incômodo no estômago; agora não teria mesmo escapatória. Yuri sentia-se um idiota em pensar que as coisas poderiam mudar.

Estávamos falando da sua vida, era ÓBVIO que se tinha a possibilidade de dar uma merda; a desgraça iria vir toda em dobro.

Pois bem qualquer entidade que resida aí em cima, chegou a hora de me provarem a existência de vocês, fazendo esse avião explodir agora no ar - riu baixinho amargurado desse pensamento. 

Era ainda mais óbvio que ele não iria ganhar essa dádiva de presente. 

 

 



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