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História The Choice - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Capítulo 09


Fanfic / Fanfiction The Choice - Capítulo 9 - Capítulo 09

Camila 

-Amor. - Senti seus lábios no meu pescoço. -Hora de acordar. - Continuei de olhos fechados e sem me mover, então a Valéria voltou a distribuir beijos pelo meu corpo, dessa vez no meu ombro. Seu braço que está ao redor da minha cintura me puxou um pouco mais para si, não fiquei nem um pouco feliz ao perceber que ela está vestida e eu não tenho mais o seu corpo nu contra o meu. -Você precisa levantar amor. 

Um grunhido de frustração deixou a minha boca, antes deu finalmente abrir os meus olhos. Me virei nos seus braços, ficando de frente para ela e prendendo o meu olhar no seu, passei o meu braço pela sua cintura e deixei um beijo casto nos seus lábios. Se hoje não fosse dia das mães eu já teria jogado os planos de ir para casa dos meus pais no lixo, para poder ficar na cama com a Valéria.   

-Bom dia. - Ela sorriu assim que ouviu a minha voz rouca do sono. 

-Bom dia. - Valéria me beijou, dessa vez aprofundamos o beijo entreabrindo os nossos lábios e deixando as nossas línguas se encontrarem. Após o beijo ser quebrado eu tentei sair dos seus braços, mas ela não deixou me mantendo no lugar com o seu braço que está ao meu redor.  

-Você precisa me soltar amor, eu tenho que ir tomar banho ainda. - Valéria enterrou seu rosto no meu pescoço. 

-Eu te acordei porque sei que você precisa ir, isso não significa que eu queira que você vá. - Resmungou contra a minha pele me fazendo rir. 

-Eu sei amor, mas infelizmente eu preciso me levantar e tomar um banho, se não a gente vai se atrasar. Que horas são por falar nisso? Eu não ouvi o despertador tocar. - Ela tirou o seu rosto do meu pescoço encontrando o meu olhar. 

-Nove e meia.  

-Meu deus Valéria, eu coloquei o despertador para tocar as oito, era para estarmos as nove horas na casa dos meus pais... - Ela me beijou interrompendo a minha fala. 

-Relaxa, já liguei para a sua mãe e avisei que eu preparei uma surpresa pra você e por isso não vamos nos juntar a família para o café da manhã, mas vamos estar lá para o almoço como combinado.  

-Você tem uma surpresa pra mim? - Ela assentiu. -Val nós combinamos, sem presentes. 

-Eu sei e o único presente que eu vou te dar é esse. - A Valéria pegou algo no criado mudo do lado da cama e trouxe para frente do meu rosto, é uma rosa, o cheiro gostoso da flor logo invadindo as minhas narinas e me fazendo sorrir. -Feliz dia das mães.  

-Obrigada. - Agradeci pegando a flor da sua mão e prendendo o meu olhar no seu. -Feliz dia das mães, amor. - Deixei um beijo rápido nos seus lábios. -É bom esse ser o único presente mesmo, ou você vai pagar por isso depois. - Ela sorriu. 

-Eu vou ir acordar o Khalil e arrumar ele, depois de você tomar banho encontra a gente na cozinha.  

-Ok. - A Valéria saiu da cama e eu a segui com o olhar.  

-E o restante dos presentes não são meus, é o seu filho que vai te dar. - Piscou para mim antes de sair do quarto.  

-Valéria! - Ouvi a sua risada e a xinguei mentalmente. Essa mulher vai me deixar maluca. 

Após tomar o meu banho e me arrumar, eu fui para o primeiro andar sem ter a menor ideia do que ia encontrar quando entrei na cozinha e sala de jantar que ficam num mesmo cômodo, a mesa está posta e cheia de coisas que eu amo e parecem estar deliciosos, a minha fome triplicou só de olhar. A Valéria está sentada numa das cadeiras da mesa com o Khalil no colo, os dois pararam de falar quando eu cheguei e ela o colocou no chão, meu filho correu até mim e eu o peguei no colo recebendo um abraço apertado.  

-Feliz dia das mães. 

-Obrigada príncipe. - Dei um beijo no seu rosto, recebendo outro em troca. Fui até a minha namorada que agora está em pé perto da mesa, dei um selinho nela. -Vamos receber visita ou você está passando tempo demais com a minha mãe e por isso tem um banquete em cima da mesa? - Ela riu. 

-Eu não sabia o que você iria querer comer, então comprei tudo que eu sei que você gosta.  

-Obrigada. - Retribuí o seu sorriso.  

A Valéria puxou uma cadeira para mim e eu me sentei ainda com o nosso filho nos meus braços, ela se sentou também e pegou um envelope que estava em cima da mesa e eu nem tinha reparado, entregou o envelope para o Khalil que voltou a sua atenção para mim me entregando o mesmo com um lindo sorriso no rosto.  

-Pra você mãe. - Mesmo estando confusa eu aceitei o envelope, lhe lançando um sorriso antes de dar um beijo na sua testa.  

-Obrigada. - Olhei para a Valéria com uma expressão de interrogação no rosto e ela deu de ombros. 

-Abre e vê o que é, eu não sei de nada, o presente é do Khalil. - Segurei a minha vontade de revirar os meus olhos. Abri o envelope encontrando uma pequena pilha de papéis, tirei todos dali de dentro e imediatamente senti os meus olhos ficarem marejados ao ver a certidão de nascimento.  

Khalil Nasser Aguillar 

A Valéria o registrou novamente no cartório e acrescentou o meu sobrenome. Depois que eu disse que nunca tiraria a guarda do nosso filho dela nunca mais conversamos sobre isso, até porque não tinha o que conversar, eu estou feliz simplesmente tendo os dois na minha vida, ter a Valéria como mais do que só uma amiga foi uma surpresa extremamente agradável e a qual tanto nós quanto o Khalil se adaptou facilmente, então realmente não estava esperando por esse presente embora esteja indescritivelmente feliz com isso. Olhei os outros papéis rapidamente, vendo que é um acordo de compartilhamento de guarda.  

-Você só precisa assinar e vai ser oficial. - Olhei para ela e demorei alguns segundos até conseguir encontrar a minha voz. 

-Val... eu não sei o que dizer. - Falei sinceramente. Senti a mãozinha do Khalil no meu rosto limpando uma das lágrimas que escorreu, então voltei a minha atenção para ele. 

-Mãe porque você tá chorando? - Recostei a minha testa na sua. 

-Porque eu estou muito, muito, muito feliz príncipe, obrigada pelo presente, eu te amo. 

-Te amo. - Falou de volta e eu o esmaguei nos meus braços num abraço apertado, estendi a minha mão em direção a Valéria que a segurou e veio até nós como eu queria, se juntando ao abraço. Amo a minha família! 

 

Valéria 

Depois de muito tempo tendo passado esse feriado ao lado da Marina, esse ano vai ser completamente diferente, vou estar com a família da Camila. Nos primeiros anos depois que eu perdi os meus pais, depois que perdi a minha mãe, eu odiava o dia de hoje, até que finalmente me senti em casa estando com os pais da Marina, a dor e a saudade que eu sentia em relação aos meus pais ainda estavam presentes, continuam presentes até hoje, mas eu não me sentia mais sozinha.  

Quando a Marina já estava com a sua carreira estabelecida, tinha acabado de casar com a Clara e eu estava terminando a faculdade, o pai dela se aposentou e estando nós duas com as nossas vida encaminhadas os pais dela decidiram fazer aquilo que queriam a muito tempo, morar fora do Brasil, então se mudaram para a Noruega. O que dificulta bastante a nossa convivência então feriados em família se tornaram uma coisa escassa, a única data comemorativa que eles não perdem de passarem conosco é o Natal, ou seja, até a Samantha ser adotada o dia das mães para mim e para a Marina se resumia a uma chamada de vídeo. 

Depois que a Sam se juntou a família as chamadas de vídeo com a mãe da Marina continuaram acontecendo, mas em adição a isso tínhamos um almoço com nós quatro, eu, Clara, Marina e Samantha, no ano passado meu filho também estava com a gente obviamente. Dessa vez nenhuma delas se encontra no Brasil, pois as minha melhores amigas foram para Londres encontrar a Lica e a Samantha que estão lá, então me resta passar o dia das mães com a família Nasser, não que eu esteja reclamando, já estou apegada a todos eles, principalmente a minha sogra que virou uma grande amiga. Até a Aline e o Miguel eu já consegui conquistar, demorou um pouco mais do que eu queria, mas consegui, inclusive é com o meu sogro que eu estou conversando agora um pouco afastada do restante da família depois de já termos almoçado.  

-Você já falou com a sua mãe adotiva?  

-Sim. - Respondi, olhando ao redor procurando pela minha namorada e pelo nosso filho, a Camila está no sofá conversando com o Almeidinha e o Khalil está brincando com o Artur. Voltei a minha atenção para o meu sogro. -Eu tive uma chamada de vídeo com ela hoje pela manhã antes de vir pra cá, a Camila e o Khalil também falaram com a minha mãe brevemente.  

-Seus pais tem planos de virem para o Brasil em breve? 

-Não, só no natal, a menos que eu resolva me casar em breve. - Ele se afogou com café que está tomando, eu mordi o meu lábio para não rir. -Desculpa, eu estava brincando. 

-Valéria eu já estou chegando nos meus setenta, não se brinca assim com um homem dessa idade. - Me repreendeu, mas a julgar pelo meio sorriso no seu rosto ele não ficou tão bravo.  

-Prometo que não vou fazer novamente.  

-E eu gosto das coisas a moda antiga, você precisa falar comigo antes de a pedir em casamento, daqui a muitos anos. - Engoli em seco diante do seu olhar sério. 

-Sim senhor. - Miguel começou a rir fazendo uma expressão de confusão tomar conta do meu rosto. 

-Agora fui eu quem estava brincando. - Relaxei e deixei um sorriso aparecer nos meus lábios também. -Você não precisa pedir a mão dela para mim e se casem quando vocês quiserem, embora eu aconselho que não seja no primeiro ano de namoro.  

-Pode deixar, não tenho plano nenhum de a pedir em casamento em breve, embora não tenha problema em pensar nisso, eu realmente amo a Camila. 

-Eu sei, e a felicidade da Camila reflete o quanto ela também te ama.  

-Interrompo? - A mulher da qual estamos falando se juntou a nós. 

-Não filha, eu já estava prestes a ter que deixar a sua namorada sozinha, preciso falar com o Caetano, se vocês me dão licença. - A gente assentiu e ele deu um beijo no rosto da Camila, antes de ir procurar o seu genro.  

-Eu interrompi alguma coisa? - Perguntou novamente, já fechando a distância entre os nossos corpos e passando os seus braços pelos meus ombros. 

-Estávamos falando sobre você na verdade, sobre o quanto você não consegue disfarçar que está completamente apaixonada por mim. - Falei brincando, a Camila revirou os seus olhos e riu.  

-Meu amor, quem não consegue fazer isso é você e todos os seus amigos concordam comigo. - Recostei a minha testa na sua. 

-Verdade, não vou negar, sou muito trouxa apaixonada por você e diferente da senhorita eu sou péssima em disfarçar.  

-Eu não sou muito melhor, então não posso me gabar tanto. - Eu ri e assenti concordando. -Te amo.  

-Te amo. - Cobri a sua boca com a minha esquecendo completamente de aonde estamos e que não estamos sozinhas, infelizmente a Camila lembrou que estamos no meio da sala de estar da sua casa e quebrou o beijo segundos depois. -Você vai ir dormir lá em casa hoje de novo? Se a resposta for não eu preciso que você a mude e diga que sim. - O som gostoso da sua risada preencheu os meus tímpanos novamente. 

-Porque será que eu sinto que querer dormir comigo, não é o único motivo pelo qual você quer tanto que eu vá para a sua casa hoje? Eu já te avisei que vai ter consequências se você continuar me dando presentes hoje, nós tínhamos um acordo Valéria.  

-Eu só te dei uma rosa, o café da manhã, o novo registro no cartório do Khalil e o acordo de compartilhamento de guarda foram presentes do nosso filho.  

-Então não tem mais nenhum presente? - Perguntou desconfiada.  

-Tem e eu ia deixar o Khalil te entregar ele também, mas acabei mudando de ideia, precisamos conversar sobre esse presente antes de envolver o nosso filho. 

-Como assim? 

-Hoje, quando formos para minha casa você vai descobrir. - Pela expressão no seu rosto agora ficou claro que a Camila não gostou da minha resposta. 

-Você ainda vai pagar por ter quebrado o nosso acordo. - Levei a minha boca até o seu ouvido. 

-Vou esperar ansiosamente pela minha punição. - Sussurrei e logo senti as suas unhas serem passadas com força na minha nuca. -Aí amor, isso vai ficar marcado. 

-Você mereceu. - Falou me fazendo rir.  

Vendo que se continuássemos agarradas uma a outra e com essa conversa nós iriamos acabar fazendo algo que não deveríamos, nos afastamos e de mãos dadas nos juntamos ao restante da família entrando na conversa deles.  

[...] 

Entrei no quarto do Khalil o encontrando dormindo na sua cama com o seu cachorro de pelúcia e a Camila guardando o livro que acabou de ler para ele dormir, fui até o nosso filho dando um beijo na sua testa e ao me afastar dele senti a Camila segurar a minha mão entrelaçando os nossos dedos, olhei para o lado encontrando o seu olhar.  

-O Khalil demorou para dormir hoje, eu achei que depois de tanta correria na casa dos seus pais ele iria pegar no sono assim que fosse colocado na cama.  

-Eu também, mas ele estava animado falando sobre o dia de hoje, assim que cansou de falar e me pediu para ler o livro, pegou no sono antes deu terminar a segunda página. - Camila sorriu e eu retribuí o seu sorriso. -Vamos para o quarto? - Ao invés de responder eu comecei a nos guiar para fora desse cômodo, encostando a porta atrás de mim, a luminária dele ficou acessa não o deixando dormir completamente no escuro como sempre.  

-O Khalil adora passar o dia na casa dos seus pais, devíamos deixar ele fazer isso mais vezes se a sua mãe quiser, daí a Guiomar ganha uns dias de folga. 

-Reclamação vindo da minha mãe você não vai ouvir, pelo contrário, é capaz dela falar pra você demitir a Gui e deixar o Khalil com ela todos os dias. - Camila falou entrando no meu closet, indo em direção as gavetas aonde algumas das suas roupas estão. Rindo por causa das suas palavras eu a segui, a visão dela completamente à vontade na minha casa pegando as suas coisas para ir tomar banho, me dando mais certeza ainda de que preciso parar de hesitar em lhe dar o seu último presente do dia. -Amor? - Camila me tirou dos meus pensamentos. -Estou indo tomar banho, perguntei se você quer vir comigo.  

-Sim.  

Ela se aproximou me dando um beijo casto e rápido, passei os meus braços pela sua cintura a mantendo no lugar e cobri a sua boca com a minha novamente, dessa vez aprofundando o beijo, infelizmente a minha namorada logo se afastou e não me deixou beija-la novamente.  

-Já são mais de dez horas da noite, nós duas estamos cansadas e temos que acordar cedo amanhã pra ir trabalhar, nada de sexo hoje Valéria. - Me repreendeu já saindo dos meus braços e indo em direção ao banheiro. 

-A culpa não é minha se você é irresistível. - Ouvi a Camila rir e fui até ela segurando a sua mão, a fazendo parar de andar antes de entrar no banheiro. -Lembra do seu último presente? Eu quero te dar ele agora.  

-Ok, você me deixou curiosa quando falou sobre o presente mais cedo. - Ela deixou a sua roupa em cima da cama e voltou a sua atenção para mim. -Mas não ache que eu não estou brava por você ter quebrado o nosso acordo.  

-Eu sei e prometo que não vou fazer isso de novo. - Me aproximei mais da Camila parando na sua frente e tirei o objeto que tenho para lhe dar do meu bolso. -Aqui. - Peguei a sua mão e coloquei a chave na palma da sua mão. - Ela olhou para mim claramente confusa. -É uma cópia da chave da porta principal da casa, eu quero que você venha morar aqui comigo e com o nosso filho.  

-Você não acha que está um pouco cedo para morarmos juntas? 

-Talvez, mas nós duas trabalhamos o dia inteiro e geralmente só temos tempo para nos vermos durante a noite, toda vez que eu venho pra casa e você não está aqui eu sinto a sua falta, o Khalil sente a sua falta. Eu gosto dessa rotina que adquirimos quando você está aqui, passar tempo com o nosso filho, ou eu ou você o colocar para dormir ou fazermos isso juntas, dormir e acordar com você, eu quero isso todos os dias não só as vezes. - A expressão de apreensão foi sumindo do seu rosto enquanto eu falava, e agora um lindo e enorme sorriso está ocupando os seus lábios.  

-Eu também quero tudo isso todos os dias. - A Camila fechou a distância entre nós, passando os seus braços pelos meus ombros e colando o seu corpo no meu. -Talvez seja cedo pra estar falando isso, mas eu quero uma vida ao seu lado, quero tudo isso que temos para sempre, nunca estive tão feliz quanto eu estou agora Val. 

-Isso foi um sim pra vir morar aqui?  

-Sim. - Respondeu sorrindo. -Eu te amo. 

-Eu te amo.  

A beijei e nós duas esquecendo do cansaço nos entregamos aos beijos, aos toques, acabamos indo parar na cama com o meu corpo em cima do seu. Pouco a pouco as peças de roupa foram sendo retiradas dos nossos corpos, estamos já só de calcinha e eu distribuindo beijos e chupões pelo seu pescoço quando outro som que não fosse um gemido deixou a sua boca. 

-Val vamos continuar isso no banho. - Relutantemente eu a deixei sair dos meus braços, Camila agora em pé ao lado da cama olhando para mim. -Para de me devorar com os olhos e vamos pro banho de uma vez. - Quando eu não me mexi ela levou as suas mãos para a barra da sua calcinha e tirou a pequena peça de roupa lentamente antes de a jogar para mim, eu sorri e ela piscou para mim e foi para o banheiro.    

-Você adora me provocar. - Falei, já indo atrás da Camila.  



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