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História The Chosen - Capítulo 3



Capítulo 3 - The finding


Fanfic / Fanfiction The Chosen - Capítulo 3 - The finding

Acordo sentindo algo diferente em contato com minha pele, a sensação é um pouco desconfortável, mas é só a terra molhada. Levanto-me e observo a vista presente a minha volta, percebo que não conheço o lugar em que me encontro, o vento está presente balançando as folhas das arvores e alguns pequenos animais habitam o solo e o céu, escuto alguns relinchares como se houvesse cavalos próximos ao local.

Após essa pequena observação, resolvo explorar a localidade. Durante um tempo caminhando pelo solo desconhecido avisto o que acredito ser uma morada e decido adentrar no local. Logo após a porta de entrada há uma grande quantidade de retratos do que eu acredito ser uma família humana, a figura de três homens e uma mulher aparecia repetidamente em todos eles, com seus olhares e sorrisos felizes. A partir desse momento me questiono sobre como vim parar neste local. Pois de acordo com meus conhecimentos, os humanos não conseguem habitar em outros planos ou dimensões logo, estou na Terra. Enquanto observo a casa noto uma movimentação direcionada a minha localização, um grupo de humanos me observava, o que aparentava ser mais velho corre em minha direção com um objeto em mãos, mas alguém impede que ele chegue ate mim.

Um garoto mais novo segura os braços do homem mais velho. Reconheço suas feições, são as mesmas pessoas presentes nos retratos que observei.

- Pai, não toque na garota antes de saber o que ela está fazendo aqui e de onde ela veio.

- Tudo bem meu filho, foi só uma reação de impulsividade, você tem razão, não devemos ferir alguém se esta pessoa não ameaçou a integridade física de nossa família ainda. -Mas agora como o dono dessa casa devo lhe questionar senhorita, o que está fazendo dentro da nossa residência?

Bom, nem eu saberia responder corretamente a pergunta, pois me questionei a alguns minutos atrás a mesma coisa. Mas resolvi ser o mais amigável possível com aquela família, já que não tenho abrigo para pernoitar nem pessoas conhecidas ao meu redor. Talvez eles possam ser uteis em minha jornada de descobertas.

- Senhor, eu fiquei perdida nos arredores de sua propriedade e quando avistei uma moradia fui logo entrando para pedir ajuda. Não sei como retornar para minha própria casa e estou com muito medo de que algo aconteça se eu ficar do lado de fora sozinha.

Acredito que um pouco de drama vai me ajudar a convencer essa família de que sou uma garota fraca e inofensiva que está perdida e sente muito medo. A parte de estar perdida é real, mas de estar com medo de ficar só e algo acontecer, com toda certeza é uma mentira. Afinal não sou humana e sei muito bem que eles são muito mais frágeis e inúteis que os da minha espécie. A única ameaça que eles representam vem da crença de que essa espécie apresenta a índole duvidosa, mas essa família me parece ser bem ingênua. Poucos segundos depois de eu ter respondido o questionamento o homem mais velho chamou a mulher, que também estava presente no cômodo e eles foram para outro lugar. Pareciam querer conversar com mais privacidade, porem eu conseguia escutar de forma clara o que eles diziam.

- A menina não tem para onde ir.

- Eu sei, mas não podemos colocar uma completa estranha na nossa casa.

- Ela precisa de ajuda e não faz parte do que nos acreditamos deixar uma pessoa em situação de risco.

- Tudo bem, ela pode ficar por um tempo aqui, mas só ate ela encontrar o caminho de volta e se eu perceber algo suspeito a mando de volta para a rua.

Em quanto eles conversavam comecei a refletir sobre uma coisa que já deveria ter percebido desde que eles me viram. Como não se assustaram ao ver minha figura? Não faz sentido, somos espécies diferentes, minha aparência não deveria ser algo normal em meio aos humanos. Então comecei a observar o interior da casa novamente em busca de algum objeto que me mostrasse como os humanos estavam me enxergando, parei meus olhos em um ponto fixo, um reflexo de longe no espelho de um dos cômodos que estava com a porta aberta. A princípio fiquei sem reação, mas logo depois levantei um dos braços e dobrei meus dedos para conferir se minha teoria estava certa e logo conclui meu corpo não estava normal. O meu reflexo aparentava ser de uma humana de porte médio com características físicas, como olhos, cor de cabelo e tom de pele, parecidas com aquela família. Agora sim eu estava mais confusa do que nunca sobre o que aconteceu comigo. Tentei puxar algo da memória, mas minha ultima lembrança era do momento que acordei deitada na terra.

Quando o homem e a mulher voltaram para perto de mim, se apresentaram como um casal e apresentaram também seus dois filhos, um deles era o garoto que impediu o pai de me atacar, parecia ser um pouco mais novo em comparação ao outro filho, que ate então não havia falado nada. Já havia percebido de qual dos dois eu deveria me aproximar, o garoto que me defendeu parecia ter muito mais atitude e voz dentro da casa mesmo sendo mais novo, ele seria bem útil para me informar sobre aquele lugar. Por um momento a mãe interrompeu meu raciocínio.

- Você deveria se juntar a nos para o jantar e assim podemos conversar e chegar a um acordo sobre o que faremos a respeito da sua situação.

E eu prontamente aceitei, tendo em mente que precisava continuar com essa personagem de humana indefesa, pois parece ter dado certo. Jantar para mim não era algo que eu acredito já ter feito, mas sei que é um dos momentos em que os humanos se alimentam para obter energia. Eu nunca precisei fazer isso, mas como estava ali e não poderia negar a sugestão da mulher que esta querendo abrigar uma desconhecida em sua própria casa. Segui aquelas pessoas para outro cômodo e todos sentaram em quanto a mãe trazia algumas travessas para a mesa, o conteúdo era algo que eu não me lembrava de ter visto alguma vez na vida. Esperei todos se servirem e começarem a se alimentar, já que não sabia como fazer isso precisava copiar aquilo que estavam fazendo. Quando coloquei a comida em minha boca senti uma necessidade grande de continuar fazendo aquilo, que sensação estranha, é como se eu realmente precisasse me alimentar. Agora me questiono se esse corpo humano é só aparente ou eu passei por uma transformação completa que me obriga a me comportar como essa espécie.

Quando o jantar acabou a senhora da casa me explicou que eles decidiram me deixar pernoitar lá, mas que se eu pretendesse ficar por mais tempo eu teria que ajudar nas tarefas de casa e eu concordei, pois era uma troca justa.

- A rotina da casa é bem calma, meu marido e eu saímos para trabalhar todos os dias de manha e voltamos de noite, meus filhos trabalham no haras da família junto com um amigo.  Durante o tempo em que estamos fora você poderia arrumar a casa e fazer a comida.

Escutava cada palavra com atenção ate o momento em que aquela senhora mencionou que eu poderia fazer a comida da casa, não sei como executar isso de forma alguma, nunca precisei preparar alimentos. Mas não posso recusar a tarefa, porque eles poderiam desconfiar de algo se percebessem minha falta de conhecimento nas coisas básicas da vida humana.

Ela me pediu para segui-la já que iria mostrar o quarto de hospedes, onde eu passaria as noites que precisasse na casa. Durante o caminho me preocupei em pensar como e com quem abordar o assunto de não saber executar as tarefas de casa sem parecer algo fora do normal. Pois resolvi que a melhor maneira de aprender a executa-las seria me comunicando com outro membro da família que provavelmente não acharia estranho meu questionamento.

De acordo com minhas observações a pessoa certa para me ajudar era aquele que desde o primeiro momento se mostrou o mais inocente sobre situações que podem ser um alerta de perigo, o filho mais novo. Era clara a forma como aquele menino não me viu como uma ameaça, mesmo sendo uma estranha que entrou em sua casa. Meu próximo passo agora é conseguir me comunicar com ele sem que os outros percebam o conteúdo da conversa que pretendo ter.

Após entrar no quarto de hospedes fiquei atenta às conversas que a família estava tendo no andar de baixo da casa e mais uma vez eu conseguia escutar tudo com clareza. Isso me fez perceber que estava em vantagem, já que eles não faziam ideia de que eu conseguia ouvir aquilo que tentavam falar longe de mim.

- Meninos eu quero que fiquem atentos a qualquer atitude violenta ou estranha que nossa hospede possa ter. É sempre bom lembrar que ela parece ser inofensiva, mas ainda é uma estranha dentro da nossa casa. Nos não sabemos qual a verdadeira razão de ela estar aqui, a história que ela contou pode ser falsa, por isso nós não nos apresentamos formalmente para ela, assim evitamos que ela utilize nossos nomes de má fé. Mas seu pai eu resolvemos dar uma chance porque nós sempre acreditamos que as pessoas podem ser boas.

- Tudo bem mãe, vamos prestar atenção nas atitudes dela. Amanha antes de sair para o trabalho pretendo conversar melhor com a garota para saber mais de onde ela veio e como pretende ir embora.

- Acho bom você fazer isso meu filho, ela pode se sentir mais a vontade conversando com alguém mais jovem como ela.

Analisando as conversas consigo perceber que preciso tomar muito cuidado com a matriarca da casa, pois ela parece deter o maior conhecimento e autoridade no local. Também posso dizer que me agradou muito a fala do garoto, se ele esta disposto a conversar comigo é uma confirmação de que estava certa ao escolher ele como um futuro aliado para minhas ações. Além de facilitar meu objetivo de ter um dialogo com ele para perguntar sobre as tarefas da casa. 

Em quanto pensava nisso tudo mais uma vez sinto algo diferente com meu corpo, minhas pálpebras começaram a pesar e minha visão foi ficando turva, olhei em volta do quarto e reconheci uma cama. Nunca havia dormido de fato por necessidade, mas ao que parece os humanos precisam disso, me dirigi à cama e deitei, terei dificuldades em me adaptar nessa nova constituição física.

No outro dia de manhã quando acordei senti um gosto e odor estranhos vindo da minha boca, mas resolvi ignorar e me levantar. Logo comecei a andar pelo corredor, a casa aparentava estar vazia, mas de repente o garoto mais novo surgiu de um dos quartos me entregando um objeto, uma escova.

- Minha mãe disse que se esqueceu de te entregar uma escova de dente e algumas roupas para você se trocar. As roupas ela disse que vai separar depois porque teve que sair correndo para o trabalho.

- Obrigada. E quero aproveitar que te encontrei para perguntar como vocês arrumam a casa aqui, onde eu moro fico fora da minha residência o dia todo e não vejo como arrumam.

Espero que ele acredite nessa desculpa, comecei a ficar tensa, pois o menino está demorando além do normal para responder meu questionamento. Respiro fundo e tento formular melhor a desculpa caso ele me pergunte detalhes de minha antiga vida. Mas meus pensamentos são interrompidos pela resposta tão aguardada.

- A limpeza da casa não é difícil, eu também não sabia como fazer ate pouco tempo atrás quando minha mãe dispensou a empregada, vou te mostrar onde nos deixamos os materiais que você precisa usar. 

Sinto-me aliviada, qualquer passo em falso posso ser convidada a me retirar da residência e ainda não compreendo bem que atitudes posso ter para acreditarem ser algo estranho.

Segui o garoto ate um pequeno cômodo do lado da cozinha e dentro havia vários objetos e produtos químicos. Ele disse que eu precisava retirar a poeira dos moveis e varrer o chão, em quanto ele explicava ia mostrando determinados objetos que auxiliavam nas tarefas propostas.

- Por enquanto acredito que seja isso que você precisa saber, estou indo para o trabalho agora, se necessitar de algo que não dê para esperar, o haras é bem perto daqui, você só precisa seguir reto na estrada à direita. E a propósito meu nome é Jeon Jungkook. 


Notas Finais


~ by btshineexo


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