História The Climb - Capítulo 65


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Tags Camila Intersexual, Camilag!p, Camren, Camreng!p
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Palavras 2.499
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, FemmeSlash, Romance e Novela, Shoujo-Ai
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 65 - Nós Ainda Não Tínhamos Voltado?


Camila narrando.

 

Um, dois, três, quatro...

“Para de contar, Camila. Assim o tempo vai passar mais devagar ainda”

Eu vivia o momento de maior impaciência da minha vida.

Cinco, seis, sete, oito...

“Para de contar, cabeça estupida”

Eu não conseguia. Era inútil não tentar contar os segundos que faltavam para que eu pudesse vê-la.

Nove, dez, onz...

“JÁ CHEGA!”

Dei alguns tapinhas no meu rosto e mais uma vez olhei ao redor, bufando por constatar que ela ainda não havia desembarcado.

Eu muito provavelmente não tinha mais unhas, pois roí todas com a ansiedade que me dominava no momento.

Só eu estava ali. Os pais de Lauren haviam viajado para mais uma de suas viagens de casal e só chegariam pela noite. Dinah e Normani também não estavam na cidade e Selena estava na minha casa, fazendo companhia para a minha irmã. A morena disse que preferia me deixar ter um momento a sós com Lauren e que, se caso eu a levasse para a nossa casa, dependendo da conversa que iríamos ter, ela a veria lá.

Não estava mais suportando aquela agonia de ter que esperar. Eu morreria a qualquer momento.

Eu sei, estava sendo dramática.

Revirei os olhos para mim mesma.

Doze, treze, quatorze, quinze...

“De novo não” Resmunguei em pensamento.

- Faz muito tempo que você está aqui? – A ouvi dizer perto de mim, me causando um susto do caramba.

- AH! – Meu susto fez com que ela também se assustasse e então deu um pulinho, fazendo com que eu me praguejasse por passar aquela vergonha. – Eu não te vi, eu estava aqui e de repente eu... é... eu não... – Aqueles olhos...

Fazia mais de uma semana que eu não via aqueles olhos.

Eles continuavam lindos e eu parei qualquer que tenha sido a frase que iria sair da minha boca apenas para suspirar.

Pra falar a verdade, aquele ser inteiro me fazia suspirar. Desde as unhas dos pés, até o as pontas de seus cabelos.

Desci meus olhos e... aquela barriga linda de grávida... O bebê que estava ali dentro era meu.

Sorri igual a uma boba.

- Você está ouvindo o que eu estou falando? – Ela parecia se divertir com minha atitude, mas eu não poderia me importar menos. Pouco me importava mais se eu estava passando vergonha ou não. – Ao que parece, não. – Então ela riu.

Aquele riso, acompanhado daquele sorriso.

Eu era a pessoa mais idiota e apaixonada.

Apaixonada por ela.

Sem dizer nada, a abracei.

Assim que a senti em meus braços, com aquele barrigão entre nós, fechei meus olhos.

Eu a estava sentindo de novo. Eu suspirei, só para sentir seu cheiro e fui agraciada com seu aroma.

Eu estava no céu.

- Eu senti tanto a sua falta. – Falei bem baixinho, como quem falava consigo mesmo.

- Eu também senti sua falta, Camz. – Ao ouvir aquele tom embargado, me afastei dela minimamente, assustada, fitando seus olhos.

Confirmei minhas suspeitas e a vi chorando.

- Ei, o que aconteceu? Você está bem? – Perguntei, já começando a me preocupar bastante.

- Hormônios. – Disse apenas isso e revirou os olhos em divertimento.

Então espera... Ela estava chorando de felicidade?

Ao constatar isso, sorri o mais largo que eu pude e a abracei de novo.

Passei minhas mãos por sua barriga e senti um chute. Meu bebê estava acordado e bastante agitado.

- Caramba, isso não dói? – Perguntei, ao sentir mais chutes.

- Um pouquinho. – Falou e sorriu para mim.

Ao que parece, ela estava feliz ao me ver, assim como eu estava feliz por vê-la.

A abracei novamente e acariciei suas costas. Ela passou os braços por meu pescoço e afundou a cabeça em meu pescoço e aspirou o ar, como que para sentir o meu cheiro.

- Eu contei os segundos pra te ter assim de novo. – Falei, sentindo minha voz ficar trêmula, denunciando o choro que estava entalado em minha garganta.

Ela se afastou um pouco de mim e sorriu, com os olhinhos que eu tanto amava brilhando em lágrimas, acariciou meu rosto e aplicou um beijo em minha bochecha.

Logo em seguida, ela se abaixou um pouco para pegar sua bagagem e eu prontamente peguei aquilo de sua mão. Ela não carregaria nenhum peso.

- Temos que ir agora. Vamos procurar um local para comermos alguma coisa e conversar. – Assenti, concordando com tudo.

Começamos a andar e eu não sabia se podia ou não segurar sua mão, por isso minha mão livre ficou inquieta.

Notando isso, Lauren deixou escapar uma risadinha e a segurou com a sua.

Ao constatar que as coisas entre nós se mostravam bem novamente, deixei escapar um suspiro. Isso era tudo o que eu mais queria.

Caminhamos para fora do aeroporto, indo até onde eu havia deixado meu carro. Coloquei sua bagagem no banco de trás e abri a porta do passageiro, para ela entrar. Ela me agradeceu e entrou, colocando o cinto logo em seguida.

Dei a volta e fiz o mesmo, partindo para algum estabelecimento que vendesse comida saudável.

Lauren me contou que naquele ultimo mês estava comendo somente comidas saudáveis e que esperava que isso a ajudasse a recuperar seu peso ideal após a gravidez.

Ela não falou isso como costumava falar, com aquele tom inseguro. Lauren evoluiu muito desde que demos um tempo. Era perceptível. Ela quase uma outra pessoa.

Não, outra pessoa não.

Era uma nova versão. Uma pessoa mais amadurecida.

Sim, era isso.

Lauren amadureceu muito.

Não quero me sobrepor, dizendo que antes ela não era, falo apenas de alguns comportamentos que ela tinha e que agora não tem mais.

Nesse sentido que falo que ela amadureceu.

Estacionei em frente a um restaurante que vendia lanches naturais. Lauren iria adorar. Desci do carro e abri a porta para ela, que desceu e me deu a mão novamente. Caminhamos juntas para dentro do estabelecimento.

- Aqui eles vendem tudo natural. Eles mesmos plantam e colhem frutas e legumes. Até mesmo o pão são eles que fazem. – Lauren olhou encantada para o pequeno estabelecimento.

Nos acomodamos em uma mesinha nos fundos da lanchonete.

- Como você sabe? – Quis saber.

- Ah, o dono foi um dia lá no nosso restaurante e você sabe, mamãe e ele começaram a conversar, papo de empreendedores. – Ela riu do que eu disse. – Daí ele contou pra ela que vende frutas, verduras e legumes na feira e teve a ideia de montar essa lanchonete para que as pessoas se sintam bem comendo coisas saudáveis. Ele nos contou que vários atletas locais frequentam aqui.

Assim que terminei de falar, uma garota apareceu para nos atender.

- Olá, bom dia! Posso anotar os seus pedidos? – Sorriu largo para nós e eu olhei para Lauren, para ver se ela se incomodava com a presença da jovem garçonete, que por sinal era muito linda.

Nada.

Ela não demonstrou ficar incomodada com nada e até sorriu para a garota.

- Sim, eu vou querer um sanduiche natural, se possível, no pão integral. Também quero um suco de abacaxi. – Lauren disse e aquilo tudo foi anotado por Jessica. Esse era o nome que tinha em seu uniforme.

- Anotado. E o seu? – Perguntou para mim.

- Eu vou querer panquecas de aveia e banana, e um suco de limão. – Pedi e ela anotou, saindo logo em seguida, dizendo que logo traria nossos pedidos.

- Eu gostei daqui. – Lo disse e eu sorri. Sabia que ela gostaria.

Uma música animada começou a tocar nos autofalantes, em um volume ambiente, assim podíamos conversar sem sermos impedidas pela melodia.

- Eu estou te achando tão diferente... tipo, um diferente bom, muito bom. – Ela olhou para mim. – Não quero dizer que antes eu não gostava do seu jeito, mas digo... eu... – Eu não sabia como falar aquilo.

Certas coisas fazem mais sentido em nossas cabeças, mas quando tentamos transformar tudo em palavras e as proferir para alguém, não conseguimos.

Fiquei com medo de que ela interpretasse mal e pedi aos céus para que não.

- Eu entendo o que você quer dizer, não precisa me olhar assim, com medo de que eu possa explodir a qualquer momento. – Ela me tranquilizou.

- Eu não sei quais palavras usar.

- Eu posso entender seu raciocínio. Eu te entendo. – Deixou claro.

A todo instante minha namorada olhava em meus olhos. Eu sentia que havíamos entrado na conversa que tanto esperávamos. Sabia disso porque ela me olhava de forma séria. Não de um jeito ruim, mas de forma tranquila, focada.

De uma forma que me fazia ver que ela queria conversar civilizadamente e isso até me passava que aquilo era uma conversa de reconciliação.

- Eu gosto de como você conseguiu mudar. Não por mim, não por nós, e sim por você. Eu estou orgulhosa. – Falei e ela sorriu assentindo.

- Por mim e por nosso bebê. – Ela acariciou a barriga e eu não perdi nada, observando aquele gesto como se minha vida dependesse disso. – Confesso que foi uma batalha contra mim mesma e não foi fácil. Contei com uma ajuda profissional para conseguir isso.

A olhei atenta e totalmente espantada com aquilo.

- Como assim?

- Eu frequentei consultas com uma psicóloga. Veronica. – Arregalei meus olhos ao ouvir aquilo. Constatei que havia sentido ciúmes de Lauren com a pessoa que estava a ajudando a sair daquela situação e me senti horrível. – Até mesmo em minha viagem tive consultas com ela pelo telefone. Eu não tenho nenhuma doença psicológica, apenas vi que precisava mudar meus comportamentos. Ela me ensinou a me controlar mais, controlar meu modo de enxergar as coisas. Eu era muito explosiva, tinha problemas em me aceitar, aceitar meu corpo. Pouco a pouco isso foi mudando e eu estou conseguindo.

Ouvia aquilo tudo atentamente.

- Caraca, eu estou tão arrependida de não ter recebido ela bem no restaurante. – Dei um tapa em meu rosto e Lauren riu. – Eu a vi outro dia lá, sozinha e não fui muito educada.

- Ela me contou sobre isso. – Me senti envergonhada, totalmente envergonhada. – Não se preocupe, ela não liga para isso. Na verdade, ela disse que se você a apresentar para uma das cozinheiras de lá, estará tudo perdoado.

A mesma moça que anotou nossos pedidos, voltou os trazendo e paramos de conversar, esperando que ela colocasse tudo à nossa frente.

Quando ela se retirou, dizendo que esperava que gostássemos, voltamos a conversar.

- Qual cozinheira? – Perguntei.

- Lucia.

- Vou fazer isso. Eu devo um pedido de desculpas a ela. – Lauren assentiu e deu uma mordida em seu sanduiche, fazendo uma carinha fofa, em aprovação ao que comia.

Provavelmente eu fiz o mesmo, pois aquela panqueca estava divina.

Comemos entre uma conversa aleatória, adiando um pouco o foco principal. Tínhamos todo o tempo do mundo até chegarmos onde queríamos. Mas eu sentia que já estávamos muito bem. Agora só faltava colocar os pingos nos is, e pronto, estaríamos totalmente bem novamente.

Também falamos sobre a viagem dela, sobre meus irmãos, que estavam conversando com o tal Simon, que foi vê-los de novo outro dia. Falei também que Ariana estava quase morando conosco e Lauren sorriu largo, ela achava muito fofo a relação de minha amiga com minha irmã.

Terminamos de comer e nos levantamos para ir até o caixa. Lauren quis pagar a conta dela e eu deixei. Ela não gostava quando eu tomava a frente de tudo e eu respeitava aquilo.

Voltamos para a minha caminhonete e dirigi rumo a casa dela. A deixei escolher as músicas que ouviríamos até lá e é claro que ela colocou Metallica. Ela cantava todas as letras e sempre que eu podia, olhava para ela. Era tão bom ver cenas comuns assim entre nós acontecendo novamente.

Vi que senti falta até de momentos assim e não queria ter que passar por isso de novo. Eu não a queria longe de mim nunca mais.

Enfim chegamos na casa dela e descemos. Peguei sua bagagem e a segui, esperando que ela abrisse a porta usando sua chave.

Quando entramos, ela me pediu para segui-la até a sala, coloquei suas coisas em cima de um sofá e nos sentamos em outro.

- Antes de tudo, eu quero que você me perdoe. – Franzi o cenho ao ouvir aquele pedido de desculpas. – Todos os dias durante esse tempo, pensei nas coisas que te disse, aquelas coisas que te fizeram chegar a decisão de pedir um tempo.

Ah, então era isso.

- Lauren, eu já te desculpei.

- Não, você apenas as esqueceu. – Ela disse aquilo com tanta convicção que me perguntei se aquilo, o arrependimento, a atormentava tanto assim. – Eu quero que você saiba que eu mudei, como você disse, mas além do que você vê, eu mudei no sentido de pensar inúmeras vezes nas coisas que eu vou falar antes de tê-las saindo de minha boca. Nada daquilo sairá de mim nunca mais, isso eu posso te assegurar. Eu não me arrependo de nada de bom que fizemos, apenas me arrependo das coisas ruins. Me arrependo de ter te culpado pela gravidez, de ter te feito acreditar que eu me arrependia de ter um relacionamento com você, de todo o ciúme excessivo e sem cabimentos, eu me arrependo de ter te magoado. Eu só queria ouvir da sua boca que você me perdoa. E não porque estou te pedindo, e sim porque você quer me perdoar.

- Eu quero te perdoar, eu te perdoo. – Tomei sua frente e disse aquilo com toda a sinceridade que eu tinha. – Eu te juro pela minha avó que eu te perdoo.

Então ela acreditou. Digo porque vi um enorme sorriso se formando em seu rosto. Um sorriso entre lágrimas.

- Então a gente pode voltar? – Não acreditei naquela pergunta.

- Nós ainda não tínhamos voltado? Estou confusa. – Podia apostar que uma expressão confusa se apossou de meu rosto e Lauren riu.

- Tão lesada, meu Deus. – Olhei indignada para ela.

- Ei! – Reclamei e ela riu, se aproximando mais e me abraçando forte.

Tomei cuidado para não apertar muito seu corpo ao retribuir o abraço, pois tinha medo de machucar meu bebê.

- Como eu senti saudade disso. – Ao dizer isso, ela bicou meus lábios em vários selinhos e não aguentei, a beijei de verdade.

Suspiramos juntas com o contato de nossas línguas.

O beijo demorou longos minutos, me deixei senti-la daquela forma pelo tanto de tempo que eu conseguia, não me afastando até que meu ar estivesse acabado por completo.

Quando isso aconteceu, não consegui me afastar por completo e continuei bicando seus lábios, a fazendo rir.

- Então quer dizer que a gente voltou? – Perguntei, a dando selinhos e fazendo carinho em sua barriga. Ela concordou um som nasal. – Eu pensei que a gente já tivesse voltado desde hoje cedo.

Ela riu de novo e voltamos a nos beijar.

Posso dizer que nossos lábios ficaram roxos àquele dia. Mas ficamos apenas nos beijos, dando tempo a nós mesmas.

Eu estava muito feliz, de uma forma que eu não sabia explicar.

Ela estava comigo de novo.

Estávamos juntas de novo.


Notas Finais


Desculpem qualquer erro


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