História The cold heart - Capítulo 20


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Categorias Michael Jackson
Personagens Michael Jackson, Personagens Originais
Visualizações 58
Palavras 1.494
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meninas, tudo bem?

Espero que vocês gostem do capítulo!!!

Boa leitura! ❤😊

Capítulo 20 - I need you


  Havia comprado uma passagem para a Itália. Seria lá, que eu iria procurar a paz que eu tanto precisava. Porém, eu não iria ir sozinha. Havia uma criança em meu ventre. Uma criança que ainda não sei qual será o seu destino. Tive um pesadelo essa noite. Sonhava que eu abortava a criança, e que Michael me deixava para sempre por conta disso. Minha cabeça estava confusa, minha consciência pesada. Eu já não sei mais se realmente quero abortar o bebê, já que acho que comecei a me apegar a ele cedo demais. Ontem mesmo, não tinha com quem conversar, então pus as mãos em minha barriga e enquanto a acariciava, eu conversava com o bebê. Me peguei sorrindo enquanto fazia isso. Mas eu não queria ter me apego a ele. Fiquei imaginando também, como derrepente seria se eu tivesse esse bebê. Com quem ele mais se pareceria? Comigo ou com Michael? Seria este, um menino ou uma menina? Será que eu seria uma boa mãe? Em meio a todos estes pensamentos, o meu voo foi chamado. Levantei do banco e peguei minhas malas. Segui até a área de embarque.

— Kristen! Kristen! — Derrepente ouvi alguém chamar-me. Como num impulso, me virei para trás para ver quem era. Era Michael.

Ele corria apressado até mim. Corria como nunca. Lágrimas derramavam por seus olhos, e aquilo havia partido o meu coração.

— Kristen, por favor fique. Eu te imploro. — Ele disse alcançando-me e recuperando seu fôlego. A fila ainda andava.

— Michael, eu...eu tenho que ir. — Disse deixando as lágrimas caírem de meus olhos.

— Kristen, por favor, fique. Você não pode me deixar, não pode abortar este bebê. Ele é o meu sonho! — Ele disse quase implorando-me.

— Michael, eu já comprei as passagens. Eu realmente preciso ir. — Disse chorando.

— Kristen — ele pegou em minha mão, depois de ter passado por debaixo da fita que dividia as filas —, você precisa ficar. Eu preciso de você.

Como em um ato mal pensado, ele abraçou-me com força. Senti todo o aconchego que um abraço podia trazer consigo. Molhei sua blusa com minhas lágrimas.

— Eu preciso de você! — Ele repetiu, e depois me beijou.

O beijo era calmo e silencioso. Por conta da tristeza do momento, o gosto salgado das lágrimas se misturavam com o gosto do beijo de Michael. Ele realmente amava-me. Eu não podia fazer isso com ele... não podia.

— Eu também preciso de você. Não só eu, mas este bebê também. — Sorri.

— Isso quer dizer que você vai ficar? — Ele perguntou sorrindo vitorioso.

— Sim! — Eu disse pulando em seu colo.

Eu não podia fazer isso com Michael, e muito menos com o bebê. Era só uma vida inocente. Talvez, todos aqueles pensamentos toscos de que eu não seria boa mãe, dissiparam-se de minha mente.

— Eu te amo, meu amor. Meu grande amor. — Ele disse com lágrimas de emoção por seus olhos.

— Eu também te amo! — O beijei mais uma vez.

[…]

— Kristen, você não sabe o quanto fico feliz por você não ter ido embora. Quando li aquela carta, meu coração quase saiu pela boca. — Dona Lucy disse abraçando-me.

— Eu prometo que nunca mais irei fazer esse tipo de coisa. — Prometi sorrindo.

— Agora teremos um menininho ou uma menininha correndo por toda essa casa… — Dona Lucy disse toda sorridente.

— Sim, teremos. — Assegurei sorrindo.

— Eu ainda não acredito que serei pai. — Michael disse abraçando-me me por trás.

— E nem eu acredito ainda que serei mãe. — Ri.

— Vocês dois serão ótimos papais. — Ela disse rindo conosco.

— Que assim seja. — Michael e eu nos beijamos.

[…]

Estava sentada no quarto, enquanto Michael havia ido tomar banho. Peguei um retrato de meus pais que eu costumava levar comigo em todos os lugares que eu fosse, e passei a observá-lo. Na foto, meu pai abraçava minha mãe — ainda grávida de mim e os dois sorriam felizes. Talvez eu não tenha sido planejada, mas minha mãe mesmo assim ficou comigo e cuidou de mim até o seu último dia. Sorri por isso, pensei o quão burra e idiota fui em pensar a abortar o bebê. Com certeza, se eu fizesse isso, mais tarde eu iria me arrepender. Ainda observando a foto, olhei o rosto de meu pai. A felicidade em seu olhar era tão grande, que chegava a dar para ver o brilho em seu olhar como os raios do sol. Eles se amavam e ali, naquela foto, eu podia ver a clareza desse sentimento. Uma pequena quantidade de lágrimas escorrerem pelo o meu rosto ao imaginar eles segurando seu mais novo netinho ou netinha nos braços. Eu queria que isso realmente acontecesse, mas quis o destino que as coisas seriam assim.

— O que está fazendo, meu amor? E por que está chorando? — Michael disse saindo do banho e se sentando ao meu lado na cama com apenas a toalha de banho enrolada em sua cintura.

— Estou olhando esta foto dos meus pais — estendi o retrato para ele que o pegou sorrindo. — Sinto falta deles…

— Oh, meu anjo, eu sei como é isso. — Ele disse colocando sua mão em meu ombro como forma de consolo.

— Eu queria que eles pudessem conhecer o nosso bebê. — Conclui.

— Eu sei, eu sei, mas saiba que dá onde quer que eles estiverem eles o conhecerão e ficarão muito felizes por nós. — Sorriu.

— Disso eu não tenho dúvidas. — Sorri mais uma vez.

[…]

O jantar estava delicioso, feito como sempre por Dona Lucy. Optei por uma coisa mais leve, pois qualquer coisa que eu comia eu já ficava enjoada.

— Kristen, nós precisamos marcar a sua primeira consulta com um obstreta. — Michael disse sorrindo.

— Sim, claro. Ainda verei um dia para marcar. — Acariciei a sua mão que estava sobre à mesa.

— Irei aguardar ancioso. — Ele disse sorrindo.

— Também estou anciosa. Ouvir o coração do bebê pela primeira vez. — Disse imaginado essa cena.

— Você com certeza vai chorar. — Ele disse rindo.

— Ah, só eu né? — Disse rindo também.

— É só você, eu acho. — Riu e me beijou.

— Bem, acho que vou me deitar, Michael. — Disse limpando o canto da boca com o guardanapo. — Estou cansada.

— Tudo bem, meu amor. Eu já vou indo daqui a pouco. Durma bem e boa noite. — Novamente ele beijou-me.

— Boa noite! — Sorri e subi até o quarto.

[…]

Já estava deitada e não iria demorar para que eu pegasse no sono. Sem delongas, senti meus olhos começarem a pesar e ficarem ardendo. Em menos de cinco minutos, adormeci.

— Estarei aqui com você, minha filha amada. — Derrepente minha mãe começou a falar comigo.

Eu estava num lugar que mais se parecia com o paraíso. Era lindo e era tão... calmo.

Meu pai também estava lá. Eu não sabia onde estava, mas me sentia segura por meus amados pais estarem lá.

— Mãe?… — Perguntei tentando tocá-la. Sua pele macia, ainda continuava igual.

— Sim, minha filha, sou eu. — Pegou em minhas mãos, para eu poder senti-la mais uma vez.

— Onde estou? Pai, você também está aqui! — Virei-me para trás para poder tocá-lo também.

— Estou aqui também, minha menininha…

"Minha menininha", era assim que meu pai costumava chamar-me sempre. Senti uma pontada de emoção quando eu o vi me chamar assim...

— Fico feliz por vocês estarem aqui comigo. Mas onde estou?

— Você está no céu, minha filha. — Minha mãe disse acariciando minha face.

— Eu morri? — Perguntei espantada.

— Claro que não. — Meu pai riu com sua doce risada.

— Então o que é que estou fazendo aqui?

— Nós só queríamos te dizer uma coisa. — Minha mãe sorriu. O sorriso meigo e sincero dela nunca mudava.

— Podem falar.

— Nós só queríamos dizer-lhe que estaremos cuidando de você e do nosso neto ou neta daqui de cima. Quando se sentir sozinha, lembre-se de que você ainda nos tem e que tem o Michael também. Seu bebê será a coisa mais linda, assim como você foi um dia… — Ela tocou novamente minha face com uma pequena quantidade de lágrimas em seus olhos.

Meus olhos também já escorriam água.

— Eu digo o mesmo, minha menina. — Meu pai concordou com minha mãe.

— Eu amo vocês! — Disse abraçando os dois ao mesmo tempo.

— Nós também te amamos. — Minha mãe e meu pai responderam juntos.

Senti meu corpo voltar aos poucos para a realidade. Me sentia leve e calma. Sentia como se estivesse acabado de voltar do céu realmente. Sorri enquanto ainda dormia, por saber que meus pais estariam comigo para sempre mesmo que de tão longe... 


Notas Finais


E aí, meus anjos? Gostaram?

Acho que a parte do sonho foi a mais emocionante do capítulo todo, né não?

Eu espero do fundo do Heart que vocês tenham gostado, pois eu faço as coisas sempre pensando em vocês ;)

Olhem, eu iria realmente fazer a Kristen abortar a criança e iria dar um outro final à fic, mas percebi que isso não iria agradá-las e até eu mesma iria me arrepender depois. Desculpem qualquer coisa e obrigada por lerem! ❤

Beijão! 💋💋


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