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História The Color Of Happiness Is Yellow - Capítulo 45


Escrita por:


Notas do Autor


Boa noite, começando bem a semana e postando um novo capítulo.

Capítulo 45 - Reunião de família


Kim Jeongyeon narrando:

Depois que descobrimos sobre a existência do bebê, retomamos a nossa viagem de lua de mel no dia seguinte. Namjoon havia afirmado que gostaria de aproveitar o restante dos nossos dias. Sabíamos que no mesmo instante que retornarmos para casa, as coisas mudarão e teríamos que fazer algumas pequenas mudanças em nossas rotinas.

- Não acredito que este seja o nosso último dia aqui. - Disse observando a paisagem do pôr do sol se pondo no horizonte em nossa frente. Pegariamos o avião em algumas horas. - Se pudesse permaneceria nessa cidade e viveria na tranquilidade que ela oferece normalmente. - Deslizei minhas mãos alisando seus braços que rodeavam meu corpo. Sentia que ele também não desejava voltar para a Coréia.

- Você nem imagina o quanto adoraria tornar esse seu desejo em realidade. - Sinto seu aperto ficando mais firme e a maciez dos seus lábios tocarem minha bochecha. - Quem sabe, - Mesmo estando interessada em sua fala, não desvio o olhar nenhuma vez daquela belíssima vista. - num futuro, a gente retorne com o nosso filho. - Quando ouço o comentário, corro as mãos sobre o meu ventre. 

- É uma ótima ideia para uma viagem em família. - Falei sorrindo e absorvendo uma quantidade adequada de raios solares. Estava tão gostoso estar ali.

Demos por encerrada nossa breve conversa, mantendo a atenção presa no sol se pondo no horizonte. Se fosse uma artista, com certeza, passaria minhas tardes tentando recriar a beleza daquela visão em uma tela e guarda-la como uma recordação. Era uma imagem que merecia ser lembrada.

Quando o sol sumiu, o vento se tornou presente e o Namjoon decidiu que era hora de voltarmos para casa. Tínhamos preparado nossas malas pela manhã, aproveitariamos a companhia do outro até dar o horário para sairmos.

- Não pode carregar peso. - Ele apareceu arrancando as duas malas da minha mão e colocando no amontoado no canto da sala com as outras. - O que conversamos? - Retornou cruzando os braços sobre o peito. Ele estava brincando né?

- Namjoon, pare de ser ridículo. - Com o olhar mandei desfazer aquela pose. Que sabiamente o mesmo teve a decência de obedecer. - Estou grávida, não impossibilitada. - Disse pegando a mala no pé da escada e levantando. Quando ele se movimentou querendo arrancar o objeto das minhas mãos, sinalizei para parar imediatamente. - Se tentar retirar a mala de mim ou começar a limitar minhas atividades, pode ter certeza que iremos brigar bastante.

- Quero somente o bem de vocês. - Enquanto foi falando, fui empurrando a bagagem para botar com as outras.

Durante várias conversas que tivemos, Namjoon prometeu não se tornar um pai extremamente cuidadoso ou maluco em relação a minha segurança. Havia dito que permitiria que continuasse a trabalhar normalmente e dedicar tempo na empresa, até o momento que não pudesse mais conseguir executar a minha profissão. Mas, posso garantir que notei alguma diferente em seu tratamento com o passar dos dias.

Logo depois da descoberta, ele começou a ser cuidadoso nas escolhas das palavras e tentava ao máximo evitar uma discussão comigo. Mesmo sabendo que o errado da história não era ele, assumia a culpa e encerrava rapidamente o assunto. E também, tinha a situação de carregar muito peso que o mesmo começou a pirar.

Parecia que era feita de porcelana. Que a qualquer momento fosse quebrar e precisasse de cuidados.

- Sei que preciso ter atenção. - Coloquei a mala junto com as outras e virei em sua direção. - Mas não consigo ficar parada e ver as pessoas fazendo tudo por mim. Tenho pernas, braços e o meu corpo ainda está no lugar. - Aproximei dele e segurei sua cintura, olhando bem em suas orbes. - Não precisa disso tudo. Tínhamos combinado que você não piraria em relação a isso.

- Tá bom, tá bom. - Sinto suas mãos acariciarem meus ombros e deslizarem para baixo. - Tinha esquecido que acabei casando com a mulher mais teimosa do mundo. - Seu comentário arranca uma gargalhada minha colocando um sorriso em seu rosto. - Mesmo achando que deveria manter descanso total, não posso simplesmente te amarrar na cama. Tenho certeza que a senhorita acabaria comigo se fizesse isso. - Concordei repousando a cabeça em seu peito, ouvindo as batidas do seu coração.

Ficamos parados naquela posição por vários minutos, não queria ir embora. Sabia que ao retornarmos para casa, a realidade iria bater sem dó. Iríamos ter um bebê.

- Querida, - Sinto gentilmente suas mãos acariciarem minhas costas, num claro sinal de que deveríamos nos apressar para sair daquela casa. - temos que ir. Combinei com a Francesca que entregaria às chaves antes das 19h. - Mesmo relutando em não querer aceitar a minha realidade, levantei o rosto e larguei seu corpo. - Relaxa, estamos nessa juntos.

Com a ajuda de um funcionário, ajeitamos toda a bagagem dentro do veículo e disparamos em direção ao aeroporto particular. Iríamos retornar no jatinho que utilizamos para viajar para cá. Ter esse privilégio era para poucos.

Em alguns minutos, estava sentando no assento confortável da aeronave enquanto o Namjoon ajeitava nossas coisas. Como antes, sinto aquela sensação estranha antes de decolarmos e fecho os olhos iniciando uma reza. Este era um pequeno ritual que fazia todas as vezes que voava, queria garantir que sobrevivessemos a viagem.

Durante o período de turbulência, agarro o encosto da poltrona com força e concentro em manter a minha respiração regulada. Depois do fiasco que foi o último vôo, não desejava ter um mau-estar ou desmaiar por complicações. Seria forte e permaneceria acordada.

Quando o avião se estabilizou, começo a desfazer o aperto nos apoios e crio coragem para abrir os olhos. Contemplando uma visão do céu aberto e com as nuvens clarinhas, demonstrando nenhum sinal de tempestade ou chuva. Estávamos voando sobre condições perfeitas, Namjoon garantiu que não tivesse nenhuma possibilidade de enfrentarmos uma turbulência.

- Chegaremos em casa em algumas horas, - Ele se ajeitou dando uma melhor visão do seu rosto. - quer fazer alguma coisa ou comer algo?

- Agora que perguntou. - Esquecendo que estávamos a milhares de pés do chão, viro em sua direção tocando o queixo numa pose de pensador. - Uma ideia brotou em minha cabeça, você pode ou não achar uma tremenda loucura. - Notei sua curiosidade se aflorando e abri ainda mais meu sorriso. - Que tal, - Olhei ao redor, procurando saber se tinha pessoas perto o suficiente para escutar. E ao perceber que não, continuei falando no mesmo tom. - utilizarmos aquele quarto para transarmos enquanto ainda estamos sozinhos?

Ao ouvir a pergunta, Namjoon arregala seus olhos virando a cabeça para todos os lados verificando se estávamos seguros ou se alguém também tinha escutado. Ele parecia envergonhado, as bochechas tinham ficado até vermelhas.

- Você tem certeza que quer isso? - Questionou depois de alguns segundos matutando se aquela ideia era uma boa.

- Eu que sugeri. - Disse alisando seu tronco, indo em direção ao cós da calça. 

Não entendia da onde vinha aquele fogo, parecia que abaixaria somente se o Namjoon agarrasse meu corpo e nos levasse para o quarto. Era uma sensação de falta e carência, necessitava tê-lo dentro de mim o mais rápido possível. Não aceitaria sua rejeição.

- Jeongyeon… qquerida.. - Ele começou a gaguejar quando toquei em seu membro ainda coberto pelas suas peças de roupa. - irei enlouquecer desse jeito. - Aquela era a minha intenção, provocar até o seu limite e conseguir o que quero. Ficaríamos presos neste avião por algumas horas, ele não irá resistir.

- Nam, - Continuei com a tortura, depositando beijos quentes em seu pescoço e revezando o meu caminho. - não tente resistir. - Peguei a pontinha da sua orelha e dei uma mordidinha ali. - Mostre-me se o poderoso Kim Namjoon consegue acabar com o mundo de uma mulher. - Sussurrei em sua orelha, voltando a marcar sua pele com meus beijos.

- Espero que esteja preparada, Sra. Kim. - Ele puxou meu corpo, fazendo com que sentasse no seu colo causando um atrito entre nossas intimidades. - Mexeu com quem estava quieto. - Sem mais delongas, encerrou o papo e começou a ação.

Depois de longas horas nos amando naquele avião, ouvimos o piloto avisando sobre a nossa chegada.

Deitada na cama do quarto, observo meu marido ajeitando nossas coisas e pegando algumas peças de roupas. Como ele conhecia perfeitamente a minha pessoa, entregou uma das suas camisetas para que pudesse vestir. Adorava usá-las. O seu cheiro estava impregnado em todo o tecido e acalmava o meu coração todas as vezes que cheirava.

Quando o jato pousou, Namjoon agarrou a minha cintura e foi nos guiando para o veículo que nos esperava. Com todas as nossas bagagens colocadas dentro do carro, aguardando somente por nós.

- Obrigado pelo serviço. - Ouço o Namjoon agradecendo os funcionários e em seguida, abrindo a porta do carro.

Em alguns minutos, reconheço a minha residência e estranhamente sinto um alívio por vê-la. Apesar de ter falado que não estava preparada para a realidade, sabia que na verdade o sentimento era outro. Ansiava para descobrir como que iríamos levar a nossa vida.

Ao tentarmos entrar em casa, nem deu tempo do Namjoon terminar de abrir a porta e um vulto passou rapidamente por ele. Quando senti os braços finos da Seungyeon circularem a minha cintura, escancarei o sorriso e retribui o seu abraço. Apesar de todas as implicâncias, sabia que ela sentia saudade. 

Mas como aquela baixinha era a minha irmã, conhecia completamente sua personalidade e sabia que era geniosa demais para admitir tais sentimentos. Éramos da mesma família, temos os mesmos genes.

- E depois alega que não sente a minha falta. - Como recentemente os hormônios estavam afetando meu julgamento e me deixando uma pessoa mais afetuosa, mantive a Seungyeon colada ao meu corpo. - Te conheço como ninguém pestinha, - Dando um pouco de distância entre nós, segurei seu rosto em minhas mãos e depositei um longo beijo na sua bochecha. - também senti saudades.

Ao entrarmos, fomos surpreendidos por uma festinha organizada por nossas famílias. Haviam preparado comes e bebes, uma simples decoração e alguns presentinhos para nos recepcionar. Não consegui segurar a emoção e comecei a chorar, deixando todos confusos com a minha reação. Nunca fui uma mulher sensível ou afetuosa, era de se estranhar ver-me chorando daquela maneira.

Antes que começasse a chuva de perguntas, Namjoon sinalizou para esperarem e nos guiou para o nosso quarto. Largando as bagagens que carregava em algum canto, se virou e agarrou meus ombros. Sabia perfeitamente o que ele iria fazer.

- Quer contar ou prefere manter segredo? - Namjoon questionou.

- Eu não sei. - Fui sincera e comecei a balançar a cabeça de maneira negativa. - Namjoon, - Movimentei os braços, passeando com as mãos em seu peitoral e abraçando a sua cintura buscando um conforto. - acho que deveríamos contar. Parece ser o certo. - Sinto seus lábios beijarem o topo da minha cabeça e fecho os olhos pensando sobre o assunto. - Concorda comigo? - Questionei encarando seu rosto em busca de respostas.

- Concordo com o que a senhorita se sentir confortável em fazer. - Ao escutar a sua resposta, percebi que estava casada com o melhor homem do mundo.

- Bem, - Afastei o rosto do seu peito e abri um singelo sorriso. - teremos que contar em algum dia. Acho que não iremos ter um momento melhor para revelar para todos sobre a minha gravidez. - Ao perceber que havia decidido, concordou e depositou outro beijo em meus cabelos.

Depois de verificar se todas as bagagens estavam ali, ele entrelaçou nossos dedos e retornamos para sala. Eles pareciam ansiosos, como se soubessem que queríamos contar alguma coisa. Deveria estar escrito em nossos rostos, Namjoon e eu éramos fácies de se ler.

- E aí, - Minha mãe estava sentada ao lado da Seungyeon e competia fervorosamente com a Nana pelo o cargo de mais ansiosa daquela sala. - vocês dois parecem tensos para quem acabou de voltar da lua de mel. - Ela nem imaginava o que tínhamos passado em nossa viagem. - Venham, contem para nós. - Apontou para o sofá em sua frente.

Sentamos e o Namjoon começou a relatar sobre os acontecimentos da nossa lua de mel, enquanto preferi aproveitar das comidas espalhadas pela mesinha de centro. Em alguns momentos, o interrompia para acrescentar um detalhe nas histórias e voltava a dar atenção aos salgados. E durante os relatos do Namjoon, reparei alguns olhares da minha mãe e da Nana sobre mim.

- Parecem que passaram por muitas emoções durante a viagem. - Comentou o avô do Namjoon gargalhando e pegando uma cerveja para beber.

- Esses momentos nem foram o ponto máximo da viagem vovô. - Troquei olhares com o meu marido e notei que tinha chegado a hora da verdade, iríamos contar para eles. - Aconteceu uma coisa que simplesmente virou de cabeça pra baixo e quase - Nos olhamos novamente. - arruinou com a nossa lua de mel. - Todos nos encaravam curiosos e bastante preocupados.

- Bem, - Buscando coragem em meus olhos, Namjoon parecia nervoso e começava a suar. - no meio da viagem…. aconteceu.. aconteceu uma coisa. - Sabia que ele não iria conseguir sozinho. Então, apertei suas mãos e chamei a responsabilidade pra mim.

- O que aconteceu foi que - Olhei pela última vez em seus olhos e selei nossos lábios ganhando a confiança para concluir a minha frase. - descobrimos que estou grávida. - Dei a notícia encarando o meu marido a todo o momento.

- COMO TÍNHAMOS SUSPEITADO. - Nossa atenção se voltou para as duas mulheres lado a lado no sofá que tinham gritado. Era a minha mãe e a Nana juntas.

- Vocês duas sabiam? - Perguntei largando as mãos do Namjoon e apontando para ambas.

- Há três semanas, a avó do Namjoon sentou e conversou comigo sobre algumas mudanças que reparou em você. - Nana estava sentada, parecia contente e orgulhosa por ter sido a primeira a descobrir sobre a gravidez. - Quando ficou enjoada com o molho do hambúrguer aquele dia, lembrei dos meus enjôos e o quanto eram parecidos com o que tinha visto. Percebi que a Nana tinha razão e você poderia estar grávida. - Fiquei trocando o olhar entre as duas e demonstrando estranheza com tudo aquilo.

- E nenhuma das duas pensou em contar da suspeita pra mim? - Vejo ambas negando.

- Você é a minha filha, te conheço com a palma da minha mão Jeongyeon. - Sentia meu coração batendo o mais rápido possível e parecia que sairia de dentro do meu corpo a qualquer momento. - Sabia que se lhe dissesse as minhas suspeitas, surtaria e sumiria buscando conforto em algum lugar. - Ela tinha razão. Com certeza, fugiria daquela loucura. - Precisávamos que você desconfiasse ou fizesse um teste para comprovar nossas suspeitas. Não queríamos que se assustasse.

- Se vissem a reação dela ao descobrir, somente iria provar que tomaram a decisão certa. - Não gostando da resposta do Namjoon, belisquei seu braço e olhei irritada para ele.

Depois da revelação, sentei numa roda formada pelas mulheres e começamos a conversar sobre a minha gravidez. Mesmo que a gestante fosse eu, deixei que as mais velhas e experientes falassem como conseguiram levar a gestação e deram várias dicas para eliminar os enjôos. Enquanto prestava atenção em cada palavra, pensei no quanto era sortuda de estar compartilhando esse momento com pessoas que podem ajudar. Seria terrível ter que passar pela gravidez sem preparo ou auxílio, com certeza sucumbiria a pressão.

Entretanto, estando ao lado daquelas mulheres e com o apoio total do meu marido, sabia que suportaria está gestação para trazer ao mundo o meu filho. O medo era menor em comparação ao sentimento de compaixão e amor que sentia por este pequeno ser que crescia em meu ventre. Namjoon tinha razão, nós iríamos conseguir.


Notas Finais


Já decidi qual será o sexo do bebê, continuem fazendo as suas apostas #MiniNamjoon 👶 ou #MiniJeongyeon 👩

Até o próximo capítulo pessoal, prometo tirar a dúvida de vocês.


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