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História The Colors (Jenlisa) - Capítulo 9


Escrita por: cadela_da_Lisa

Capítulo 9 - 09


"Jennie"


Eu estava furiosa, brava, irritada, querendo matar o primeiro ser humano que dirigisse a palavra a mim. Além de parecer um tomate por conta da minha raiva, tinha uma enorme mancha de vinho em meu cropped branco, causado propositalmente por Manoban. Se todo aquele circo que ela havia montado, fosse somente com a intenção de ter o meu quadro, eu quebraria aquela porra na cabeça dela.


Bati a porta do carro e encarei de volta o motorista que me olhou com repreensão sobre a minha atitude, no mesmo segundo ele voltou a olhar para frente. Manoban entrou, e a sua calma me fazia arder ainda mais de raiva, louca pra jogar ela na frente de um caminhão ou qualquer outra coisa que acabasse com o deboche dela, mulher insuportável.


- Para o museu.


Cerrei os dentes quando ela me encarou, tive que me controlar pra não voar em seu pescoço, eu era uma pessoa de classe, não iria me rebaixar tanto assim, eu iria embora em menos de três semanas e Manoban só seria uma pedra no meu sapato esquecida assim que eu retornasse ao Brasil. 


Sem precisar da sua ajuda, eu desci e adentrei ao grande museu, caminhando até aonde o meu quadro estava exposto, o peguei com cuidado, dei uma olhada nele, e me virei para a mulher que sorria suavemente. 


- Para de me infernizar agora, pegue esse quadro e suma, desapareça, voe, exploda! Só para de me encher o saco.


- E você não vai assinar ele? Como vou comprar um quadro caro não autografado?


- Olha quando eu era adolescente eu era babá e cuidava de muita criança chata e mimada, mas nem uma criança chega ao seus pés, você é chata para um senhor de um caralho. Me da a porra da caneta.


- Vamos até o meu escritório. E.. o que é "para um senhor de um caralho"? Outra gíria do seu pobre país? 


Fechei os olhos e a segui pelo o corredor meio escuro, ela abriu as portas duplas e me deixou entrar, coloquei o quadro em cima da mesa e aguardei até que ela me desse uma caneta ou um pouco de tinta para que eu assinasse aquele quadro, mas ela apenas fechou a porta e me encarou, como uma idiota.


- Eu não tenho o dia inteiro, Manoban, eu quero tomar um banho pois estou fedendo a vinho.


- A vinho caro - corrigiu ainda me encarando - O seu perfume misturado com esse vinho.. é o aroma mais delicioso que eu já senti.


- Tanto faz, não vamos discutir o que é cheiroso e o que é fedido, nossos gostos são diferentes - dei de ombros.


- Você gosta do meu perfume? - perguntou de repente me fazendo encarar seu rosto indecifrável, não conseguia desvendar o que ela queria com aquela pergunta, mas estava disposta a dar tudo o que ela quisesse apenas para não vê-la mais, pois a minha cota de "aguentar pessoas mimadas" já havia se acabado.


- Não sei qual é o seu perfume, e não me interessa saber.


- Acho que.. se eu chegar mais perto, talvez saiba qual é - Manoban se aproximou lentamente, eu já conseguia sentir o seu perfume, mas deixei que ela chegasse mais e mais perto, tremendo quando meu rosto estava de frente com o seu queixo, já que ela era maior que eu, fechei os olhos quando ela se inclinou, pude sentir a sua respiração em meu ouvido, e o seu hálito em minha pele - E agora? Gosta do meu perfume?


- Dolce Gabbana Light Blue - falei assim que o meu nariz raspou lentamente pelo o seu pescoço, Manoban suspirou com aquilo, e senti o seu sorriso aumentar. 


- Uau, é bem informada sobre perfumes.


- Sim, eu tenho o dom de reconhecer perfumes caros, diferente de você que só gosta do perfume do vinho-


- Chanel Coco Mademoiselle - me cortou, seu nariz vagava lentamente do meu pescoço, atrás da minha orelha até os meus fios - Junto a shampoo de baunilha, essa combinação ficou perfeita em você - me arrepiei inteira, como nunca havia me arrepiado antes, e pela primeira vez consegui relaxar ao lado dela, minha boca ficou seca e eu apenas tombei minha cabeça para o lado enquanto meus olhos se fechavam lentamente - Esse perfume é bem caro, gracinha..


- Eu gosto de coisas caras, assim como você gosta do meu quadro - Manoban riu, eu tremi - Pronto? Já acabou de parecer um cachorro farejador? Já posso assinar o seu quadro e ir dormir?


- Não seja assim, Jennie.. não tente esconder o que nós duas queremos uma da outra..


- E o que nós duas queremos uma da outra?


- Eu quero o seu quadro, e você quer um beijo meu - eu ri, nervosamente, pois era verdade.


- Não quero um beijo seu, Manoban - era mentira, sim, eu queria.


- Está se enganando? Posso aumentar a oferta sobre o que queremos. Além do seu quadro.. eu quero você - sua voz rouca preencheu o meu ouvido, e as suas mãos seguraram a minha cintura, agarrei os seus ombros e virei minha cabeça milimetricamente para o lado, nossos olhos se perderam um aos outros, ela ainda continuava misteriosa - Viu? Você quer me beijar.


- Você também quer - arquei uma sobrancelha - Não negue, Manoban, você quer isso mais que eu - então eu me aproximei, até que conseguisse sentir os seus lábios nos meus, mas não juntos o suficiente para um beijo, Manoban apertou a minha cintura - Mas se você quiser algo meu além do meu quadro, terá que se esforçar muito, eu sou uma mulher difícil e não vai ser o seu perfume caro, restaurante caros, vinhos caros, que irá me fazer ceder, Manoban, você me quer? Então terá que me merecer - ela sorriu.


- Jennie.. Jennie.. está querendo brincar logo comigo?


- Eu sei que você me quer, mas esconde isso.


- Sou apenas sua modelo, isso não fazia parte do contrato.


- Então.. fique sem o meu beijo, e sem o que quer de mim, já que não fazia parte do contrato - pisquei e tentei me afastar, mas ela me segurou mais forte, endireitou sua postura e me olhou mais uma vez.


- Eu sempre tenho o que quero, e eu vou ter você, gracinha.


- Tente e falhe miseravelmente, Manoban.


- Eu nunca falhei.


- Sempre há a primeira vez para tudo não é? Quem sabe um dia consiga o que queira de mim? - me virei, alcancei uma caneta própria para quadros, escrevi o meu simples “J.” e sorri, tudo aos olhos de águia de Manoban - O que pretende fazer?


- Vou te levar para jantar amanhã.


- De novo? Ah não, não. Vamos lá, me surpreenda, eu sei que é capaz. Me procure quando tiver algo inovador que não envolva restaurantes e vinhos derrubados em minha roupa. Vou usar o seu motorista emprestado, uma boa noite, Manoban.


Sai dali com um sorriso nos lábios, queria ver até aonde aquela brincadeira daria.


Notas Finais


huuum 👁👁


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