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História The Condominium Boy (Juke) - Capítulo 41


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Capítulo 41 - Capítulo 41


Aquilo estava sendo péssimo. Luke estava em cima de mim colando nossos corpos enquanto tampava minha boca.

De primeira, eu não tive reação. Meio que paralisei enquanto analisava seu rosto que estava bem perto do meu. Luke não havia notado que eu o encarava porque estava olhando lá pra baixo para ver o homem que nos procurava.

Eu odiava admitir, mas eu queria abraça-lo! Beija-lo! Agarrar ele aqui mesmo e esquecer tudo que havia acontecido durante o dia. Mas me contive.

Luke continuou olhando lá pra baixo e eu tirei sua mão da minha boca.

- Por que estamos nos escondendo? É a nossa chance de sair daqui. - sussurro fazendo Luke me encarar.

Luke se aproximou do meu ouvido e sussurrou:

- Se ele nós pegar aqui... Estamos ferrados. Se estivéssemos lá fora esperando como pessoas normais, tudo bem. Mas estamos meio que invadindo o playground. Pegamos fichas sem pagar... E estamos num brinquedo para crianças. - Luke sussurra no meu ouvido.

- E o que você acha que vai acontecer com a gente quando verem as câmeras? - pergunto baixo e ele solta uma risada.

- A gente tá ferrado. - ele olha lá pra baixo rindo. - O cara sumiu. Acho que já foi. - Luke se levanta, mas eu o puxo pra mim brutamente, o fazendo cair em cima de mim de novo. - Oxi, quer namorar comigo? - ele pergunta rindo.

- O que? Claro que não! - nego instintivamente. - Só te puxei porque o cara ainda pode estar por aí. Não sai levantando desse jeito.

- Aham... Sei. - ele sorri malicioso para mim e eu reviro os olhos.

- Bota uma coisa na sua cabeça... - falo me sentando e ele me olha sorrindo. - Não vai rolar mais nada entre a gente. - ele para de sorrir na hora.

- Tem certeza que você quer que seja assim? Se eu colocar na minha cabeça, eu não volto mais atrás. - ele fala sério.

- É claro que tenho. - na verdade, eu não tinha. Eu gostava dele, e gostava muito. - Fala sério, a gente "terminou" hoje cedo e você já ia sair com a Sofia se não fosse pelo cinema.

- Como sabe disso?

- Foi o que deu a entender quando você disse todo boladinho, "deveria ter saído com a Sofia". - imito a voz dele enquanto faço carreta.

- A gente tinha terminado, ué. Qual é o problema de eu sair com ela?

- Problema nenhum. Isso só mostra que pra você não importa com quem você esteja... Contanto que esteja com alguém. - vou engatinhando até o tobogã que estava logo na minha frente. - Talvez seja por isso que não confia em mim... Você não gosta de mim. - me sento no tobogã e olho pra ele. - E agora esse sentimento é recíproco. - desci o deixando lá em cima e senti meu coração doer.

Eu queria chorar. Queria chorar até desidratar!

Eu estava apaixonada. Infelizmente estava. Mas infelizmente não era pela pessoa certa.

Eu estava de saco cheio daquele shopping, queria ir embora. Queria minha cama. Queria nunca mais olhar para a cara do Luke!

Eu queria o colo da minha mãe, queria chorar no ombro dela, queria minha antiga casa, meu quarto. Queria que minha única preocupação fosse a escola, queria que eu não estivesse que aturar o Reggie e que ele estivesse a milhares de quilómetros.

Eu queria nunca ter conhecido o Luke.

[...]

Acordei sentindo uma enorme dor de cabeça e passei a mão em meus olhos.

Na noite passada nós conseguimos sair do shopping pelo estacionamento, mas o carro do Reggie ficou lá.

Eu chorei ontem a noite por causa da dor que eu estava sentindo no peito, e agora me sentia uma tremenda idiota por ter feito isso.

Olhei pelo quarto e vi a Carol dormindo em seu colchão. Só agora notei que eu nem havia trocado de roupa quando chegamos de madrugada.

Me levantei com dificuldade por causa da dor na cabeça, que me deixou meio tonta, e no meio do caminho acabei tropeçando e caindo no colchão da Carol.

- Ai! - Carol grita no susto e eu passo a mão em meu rosto. Eu estava mal. Estava péssima. Queria voltar no tempo. Queria nunca ter feito 18 anos. Naquele momento, na minha cabeça só se passava a cena de eu e Luke assistindo Grey's Anatomy juntos. Luke me abraçou a noite inteira e eu me senti bem como nunca havia me sentido antes. Toda vez que eu estava com ele, eu sentia que algo nele completava um vazio enorme que eu sentia em mim. Mas agora... Tudo que eu sentia era esse vazio imenso. Uma lágrima escorreu do meu olhos sem meu consenso e Carol me olhou preocupada. - Julie? Julie, o que foi? Por que tá chorando?

- Tá doendo, Carol. - minha voz sai trêmula, demonstrando choro e eu olho pra ela. - Tá doendo.

- O que tá doendo? - Carol se senta me olhando preocupada.

- Aqui! - boto a mão em meu peito esquerdo e ela me olha triste.

- Ah Julie. - Carol se deitou novamente e me abraçou.

Nos braços de Carol eu chorei, chorei como eu fazia com a minha mãe. Toda vez que algo de ruim acontecia comigo, eu chorava nos braços da minha mãe. E agora eu agradecia a Deus de todo coração por Carol estar aqui comigo.

- Pode chorar amiga. - Carol coloca minha cabeça em seu ombro e começa acariciar meu cabelo. - Ficarei aqui o tempo que precisar.

Eu estava com raiva de mim por estar chorando pelo Luke, mas eu não conseguia me segurar. Estar apaixonada é a segunda pior coisa que já aconteceu comigo. Doía muito e as lágrimas eram involuntárias.

Carol ficou aqui comigo um bom tempo. Ela não falava nada, mas continuou acariciando o meu cabelo e me abraçando.

Será que é essa a sensação de ter uma amiga?

Talvez a melhor coisa que tenha me acontecido com essa mudança, tenha sido a Carol A garota que odiei conhecer, que odiei conviver, mas que agora queria ter comigo pra sempre.

- Se quiser conversar. - Carol quebra o silêncio.

- Você já deve saber o motivo. - falo olhando para a janela com minha cabeça apoiada em seu ombro.

- O Luke?

- Sim...



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