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História The Condominium Boy (Juke) - Capítulo 45


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Capítulo 45 - Capítulo 45


Voltei pro apartamento junto com a Carol no uber e a primeira coisa que fiz quando cheguei, foi me jogar na cama.

- Ai! Que isso? - pergunto a mim mesma ao sentir algo embaixo da minha cabeça. Passei a mão no travesseiro e peguei alguma coisa. - Chocolate?

- Hãn? - Carol me olha confusa.

- Por que tem um chocolate na minha cama? - pergunto olhando para ela. - Alguém colocou um snickers na minha cama. - olhei o chocolate e vi que era um daqueles que vinham escritos adjetivos. No meu estava escrito maluca. - É zoeira, né?

- Maluca? - Carol ri. - Aposto que foi o Reggie.

- Deve tá envenenado então. - abro e começo a comer.

- Quando vai me contar o que houve com você e Reggie para você odiá-lo tanto hoje? - Carol pergunta num tom baixo me fazendo olhar pra ela.

- Não sei... - respondo depois de ficar uns segundos em silêncio.

Carol me olhou com um olhar compreensivo e depois saiu do quarto.

Será que eu tô fazendo a coisa certa? Será que o modo certo de esquecer o Luke é me aproximando do Josh? Ele é muito legal e me trata super bem, mas não sei se é justo usa-lo para esquecer o Luke.

[...]

Era mais ou menos umas 19h30 agora. Estou jogada no sofá da sala enquanto a Carol me obriga a assistir TWD com ela.

- Assiste, Julie! - ela insiste enquanto eu encarava o teto.

- Pra que? Maior enrolação. Dean e Sam Winchester acabariam com essa palhaçada ai rapidinho. - falo e ela ri.

- Não fala da minha série. - ela sorri convencida e alguém abre a porta.

- Fala ae! - ouço a voz de Reggie e reviro os olhos. Meus olhos já estão começando a doer de tanto que os reviro.

- Reggie? - Carol o chama.

- Fala gata!

- Foi você quem deu um chocolate para a Julie? - Carol pergunta e ele nos olha confuso.

- Hãn?

- Tinha um chocolate na minha cama hoje. - falo com desdém.

- Não te dou nem bom dia, acho que eu vou te dar chocolate? - ele gargalha e vai pro quarto dele.

- Então só pode ter sido o Luke. - Carol fala olhando para mim.

- Não faz sentido algum. - cruzo meus braços e ela dá de ombros.

Olhei para a televisão pensando na possibilidade de ser o Luke mesmo. Não faz sentido algum! Tudo bem que me chamar de maluca seria muito a cara dele, mas por que ele entraria no meu quarto para colocar um chocolate?

Acho melhor ignorar isso, é bem provável que eu mesma tenha deixado aquilo lá e esqueci.

- Escuta, eu tô com vontade de comer fora hoje! Querem vir? - Reggie pergunta pegando a chave de seu carro.

- Ah, eu quero! - Carol sorri e já se levanta.

- Nem a pau. - faço careta.

- Então vamos só eu e você, Carol. - Reggie fala passando pela porta. Carol olhou para mim envergonhada e eu acabei rindo da careta que ela fez.

- Vai logo! - me levanto do sofá praticamente me arrastando. - Eu vou colocar um pijama e depois vou ver o que faço pra comer. - vou para o quarto.

Eu não vi o Reggie sair com a Carol, quando sai do quarto com o pijama lilás, que era curto porque eu tinha ele desde os 14 anos, eles já não estavam mais lá.

Fui direto para a cozinha enquanto prendi meu cabelo num coque e comecei a vasculhar o armário procurando algo para comer.

- Hummm... - analiso o armário e ouço o barulho da porta se abrindo.

- Reggie? Reggie, eu trouxe seu... - Luke para assim que me vê na cozinha.

Aquilo foi meio constrangedor. Meu pijama era de fato muito curto e Luke estava nitidamente olhando para ele.

Por que esses garotos sempre tem que aparecer quando tô com roupa curta? Quando coloco roupa assim, é porque eu quero ficar sozinha.

O Luke não dizia nada, e muito menos olhava na minha cara. Parecia muito concentrado olhando para o meu pijama.

Até que ele resolveu se mexer. O mesmo deu alguns passos apressados na minha direção e só parou quando me prendeu contra o armário que estava atrás de mim.

Toda aquela aproximação dele estava fazendo todo meu corpo amolecer.

- Luke... O que tá fazen... - paro minha pergunta assim que Luke encara meus olhos.

O olhar de Luke era misterioso. Eu não sabia identificar o que se passava ali, não era ironia, nem sarcasmo, nem raiva, nem alegria... Era algo mais intenso.

Não tive tempo de pensar ou relembrar minha pergunta anterior, Luke me agarrou pela cintura e me levantou como se eu fosse um lenço de tão leve. O mesmo me colocou sentada me cima do balcão do armário e ficou entre minhas pernas enquanto suas mãos ainda rodeavam minha cintura.

Ali, naquela situação, eu só conseguia ouvir nossas respirações que eram próximas e meu coração batendo feito louco.

Luke ergueu uma de suas mãos, a passando lentamente pela minha cintura, braço e até chegar no meu pescoço. O mesmo firmou sua mão na minha nuca e deixou de encarar meus olhos, passando assim a encarar minha boca.

Ele aproximou lentamente o seu rosto do meu até que seus lábios tocaram os meus de leve.

Aquilo era insano. Minha mente gritava desesperadamente para eu empurra-lo, me afastar e ficar o mais longe possível. Mas meu corpo não tinha reação alguma. Eu queria aquilo. Eu queria ele.

Apesar de saber que era um erro. Um tremendo erro.

Luke não fez mais nada aquela altura, mas eu fiz. Não sei porque. Mas eu agarrei em sua camisa e o puxei pra mim, assim iniciando um beijo. Um beijo que era calmo e delicado. Algo carinhoso que parecia como "reconciliação".

Nossas línguas dançavam perfeitamente a mesma música, e por um momento foi como se tivéssemos passado de um jazz lento e calmo, para um rock pesado.

O beijo se tornou veloz, fazendo nossos corpos arrepiarem.

Luke tirou sua mão da minha nuca e com velocidade a levou até minha coxa esquerda, a apertando. Arrepiei no mesmo instante.

Com a outra mão, Luke agarrou minhas costas, me fazendo colar ao seu corpo, enquanto eu levei minha mão até seu pescoço e a outra em seu couro cabeludo.

Nosso beijo era intenso, parecia que nossas vidas dependiam daquilo. Nossos corpos estavam quentes e nenhum de nós parecia querer se separar.

- Julie... - Luke sussurra entre um beijo e outro. - Isso não deveria estar acontecendo. - ele fala baixo respirando fundo e novamente aperta minha coxa.

- Eu sei. - curvo minha cabeça lentamente e Luke me encara. Sua respiração estava nitidamente afobada e ele me encarava.

- Eu senti sua falta... - Luke sussurra e novamente nos uni num beijo ainda mais intenso.



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