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História The Condominium Boy (Juke) - Capítulo 55


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Capítulo 55 - Capítulo 55


Pela primeira vez na minha vida, eu decidi pensar antes de tomar uma atitude.

Eu estava magoada e meio que em choque, ainda, por estar vendo na minha frente a minha mãe biológica. Eu sabia que se eu tomasse alguma atitude ali naquele momento, eu poderia fazer algo que eu me arrependesse.

Não é de hoje que eu faço merda sempre que tô abalada, então é melhor eu arejar minha cabeça.

- Eu não quero decidir e nem pensar nisso agora. Posso acabar tomando atitudes que eu vá me arrepender futuramente. - encaro minha mãe. - Eu vou dar uma volta. Quero ficar um pouco sozinha para pensar.

Saí da frente deles e fui em direção a porta.

- Julie? - meu pai me chama, me fazendo olhar para trás. - Você amadureceu. - ele sorri. - Eu sabia que seria bom pra você morar com seu irmão. Fico feliz por você.

Sorri sem mostrar os dentes e sai do apartamento.

- Como se eu ter amadurecido tem alguma coisa haver com Reggie. - resmungo saindo pela porta e encontrando Luke sentado no chão do corredor com a cabeça baixa. - Luke? - ele levanta a cabeça que de de imediato e logo se levanta, parando na minha frente.

- Você vai embora? - ele pergunta, e seu olhar era preocupado.

- O que? - pergunto confusa.

- Sua mãe disse que tentaria te convencer a viajar com ela. Seu pai disse que você provavelmente iria querer, já que sempre quis viajar o mundo e sempre quis conhecer sua mãe. - Luke estava chateado. Era nítido isso em sua voz. - Quero que saiba que se você for com ela, eu vou compreender perfeitamente e vou te apoiar, mesmo morrendo de saudades.

- Luke... - sorri pra ele e pego em sua mão. - Eu não vou embora.

- Diz isso porque ainda está magoada. Eu sei que você vai acabar perdoando sua mãe e por consequência, vai passar um tempo com ela. - ele fala enquanto caminhávamos para o elevador.

- Você acha que eu deveria fazer isso?

- Eu não sei. Eu não quero influenciar em sua decisão, isso é algo muito pessoal. - o elevador abre e a gente entra.

- Mas, e se fosse você? - notei Luke abaixar o olhar.

- Acho que nunca falamos sobre minha família, né? - ele sorri fraco e eu nego com a cabeça.

O elevador se abriu e Luke pegou na minha mão, me levando para fora do condomínio. Era a primeira vez que eu estava andando pelo bairro onde moro agora. Eu só havia saindo de lá de carro, não tinha ainda no quanto o bairro era bonito e calmo.

- Eu fui criado pela minha mãe, nunca conheci meu pai. - Luke fala enquanto caminhávamos. - Meu pai sempre me fez muita falta. Era ruim ver os pais dos meus amigos indo buscar eles no colégio ou no futebol e eu não ter o meu para me buscar. Eu era feliz com minha mãe, é claro. Mas não era a mesma coisa, sabe? A figura paterna me fez muita falta.

- Eu não sabia. - olho para ele.

- Eu não costumo falar disso. Mas... Se o meu pai aparecesse agora arrependido e querendo ao menos que eu o perdoasse, eu perdoaria. - ele fala e eu paro em sua frente.

- Perdoaria? Você simplesmente esqueceria tudo o que havia sofrido por não tê-lo por perto e o perdoaria?

- Sim. Eu acho que não vale a pena guardar mágoa de alguém ou continuar sofrendo por algo que aconteceu no passado. Eu não ia simplesmente apagar da minha mente, mas eu faria de tudo para que o presente e o futuro fosse melhores do que o passado foi.

- Nossa, que profundo. - falo rindo e ele ri também.

- Eu sei que é bem clichê, mas é como eu penso. Eu conversei com sua mãe!

- Sério?

- Bem, na verdade, ela conversou comigo. Reggie disse a ela que eu era seu namorado e ela quis me conhecer. - ele segura minha mão e me faz atravessar a rua. Paramos assim que vimos uma pracinha que tinha alguns brinquedos e umas 3 crianças brincando. Nós nos sentamos em um banco e ele sorriu olhando para as crianças. - Eu conversei pouco com sua mãe, ela me contou o que havia acontecido com ela e com poucas palavras conseguiu me convencer de que te ama muito.

- Você acha?

- Aham. - ele assente. - Ela também sofreu com a separação de vocês. Ela só quer recompensar o tempo perdido.

- Eu não sei se quero simplesmente perdoa-la.

- É você quem decide meu amor. Mas no seu lugar, eu tentaria fazer com que daqui pra frente, as coisas fossem mais tranquilas. Como eu disse ontem, você vai se sentir muito mais leve e vai ser muito mais feliz quando não estiver maia guardando raiva de ninguém. - Luke pegou em minha mãe e com a outra segurou meu rosto. - Você não precisa ama-la ou ir morar com ela, só... A perdoe e deixe que fique tudo bem entre vocês.

Naquele momento eu me senti grata por ter o Luke comigo. Ele acabou de me mostrar um lado totalmente diferente do que ele demonstra pra todo mundo. Ele está certo.

Continuar guardando mágoa ou ódio da minha mãe não adiantaria de nada. Eu sempre quis tê-la comigo, e agora eu tinha.

Tudo bem que não vai ser a mesma coisa, mas acho que uma escolha minha pode fazer com que meus dias daqui pra frente sejam melhores.

Chega de estar na merda todo dia. Tá na hora de eu começar a ver as coisas com mais otimismo e menos pessimismo. E eu tenho um namorado que se importa comigo e que agora demonstrou ser um ótimo conselheiro, tenho uma melhor amiga que fica comigo mesmo eu estando na pior, tenho meu pai e minha madrasta que sempre estiveram aqui por mim, faço aula de uma coisa que eu gosto e agora vou ter minha mãe ao meu lado.

Acho que já é hora de tentar ser feliz ao invés de olhar tudo como algo ruim.

Encostei minha cabeça no ombro de Luke e me senti grata por ter amadurecido.



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