História The contract - Capítulo 18


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Categorias Alessia Cara, Austin Mahone, Camila Cabello, Demi Lovato, Fifth Harmony, Harry Styles, Justin Bieber, Nick Jonas, Selena Gomez, Zayn Malik
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila G!p, Camren, Camren G!p, Dinah G!p, Norminah, Norminah G!p
Visualizações 372
Palavras 2.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aqui estou eu mais uma vez

Capítulo 18 - Dezessete


Estava esperando na cozinha, andando de um lado para o outro e impaciente com minha gravata. Aquela droga não ficava reta independentemente do que eu fizesse, como se eu tivesse esquecido de como se dava um nó normal. Era quase como se estivesse nervosa. Eu não tinha por que ficar nervosa — Lauren e eu iríamos, simplesmente, dizer algumas palavras, assinar uma folha de papel e acabar com a formalidade do casamento. Era outra camada de meus planos. Simples. Não significava nada. Arranquei o pedaço de seda de novo. Por que essa merda de gravata não ficava certa?

— Continue puxando assim e não sobrará mais tecido, Camila. O que essa gravata fez para você?

Olhei para cima, assustada. Lauren estava parada na porta, parecendo igualmente nervosa, no entanto, mais bonita.

— Uau!

Ela estava vestindo um simples vestido off-white que abraçava sua cintura estreita e ficava bufante nos joelhos. A parte de cima era rendada e mostrava seu pescoço fino e seus braços. Seu cabelo estava preso para trás, descendo de um lado em uma cascata de cachos. O tom champagne de seu vestido destacava sua cor. Olhei para baixo e sorri para seus sapatos — pequenos com um saltinho, eram perfeitos. Havia me acostumado na forma como ela cabia debaixo do meu braço e, agora, não queria que ela ficasse mais alta.

Aproximei-me dela, erguendo sua mão e a beijando.

— Você está adorável.

Ela baixou os olhos, então endireitou os ombros.

— Obrigada.

— Não. Eu que agradeço.

— Pelo quê?

— Por onde quer que eu comece? Por concordar com este acordo em primeiro lugar. Por manter sua palavra, mesmo quando tinha todo o direito de me mandar para o inferno. — Erguendo a mão, torci um cacho comprido no dedo, acariciando as mechas macias de seu cabelo, soltando-o, deixando-o se enrolar novamente. — Por ser uma pessoa melhor do que eu — complementei totalmente sincera.

Seus olhos se iluminaram.

— Essa é a coisa mais gentil que já me disse.

— Eu sei. Não tenho tentado não ser um babaca, não é?

Encontrei seu olhar, recusando-me a desviar.

— Vou tentar mais.

Ela mordeu a parte de dentro de sua bochecha firmemente.

— Ei. Chega. — Dei risada, passando o dedo por sua face. — Sem sangue no dia do nosso casamento.

Os cantos de seus lábios se curvaram em um sorriso. Inclinei-me e peguei o pequeno presente que comprara para ela, segurando o buquê de flores.

— Para você.

— Camila!

— Pensei que fosse gostar — Eu disse, sentindo-me constrangida.

Ela enterrou o nariz no pequeno buquê.

— Adorei. — Ela franziu o cenho. — E você?

— Não vou levar um buquê. — Sorri, querendo suavizar o tom sério que havia transformado.

Ela balançou a cabeça com um sorriso, e fui até a gaveta, remexendo nela. Ela olhou para seu buquê e pegou uma das rosas, então a colocou cuidadosamente em minha lapela. Seus dedinhos se flexionaram e colocaram minha gravata no lugar. Ela deu um tapinha no tecido, parecendo feliz.

— Pronto. Agora você está pronta.

— Você está pronta? — perguntei, quase com medo de sua resposta.

— Sim.

Flexionei meu braço.

— Vamos nos casar.

✨✨✨

Foi uma cerimônia simples. Só nós duas, com testemunhas que nenhuma de nós conhecíamos. Falamos algumas palavras, trocamos votos curtos e fomos declaradas esposas. Coloquei uma aliança fina junto com seu diamante e, como ela pediu, permiti que colocasse uma aliança de platina modesta em meu dedo. Olhei para minha mão, flexionando meus dedos e, cerrando meu punho, quando o metal frio e alienígena tocou minha pele.

Lauren me observou e sorri para ela.

— Marcada agora, acho que é oficial.

O juiz de paz riu.

— É hora do beijo.

Baixei a cabeça, travando nossos olhares. Encostei minha boca na dela, segurando sua nuca, segurando-a firme e beijando-a profundamente. Era meu direito, afinal, ela era minha esposa. Quando a soltei, ela abriu os olhos, e fiquei admirado com a gentileza sincera de seu olhar. Seu sorriso era genuíno e respondi com a mesma grandeza, beijando-a suavemente em seus lábios carnudos.

— Estamos casadas, Camila.

Eu não sabia por que aquelas palavras me agradavam, mas era o que faziam.

— Estamos. Agora, temos de jantar com a família Hansen. Quais são as chances de elas darem um jantar simples?

— Quase nenhuma... mas foi você quem concordou com isso.

— Eu sei. Nem me lembre. Vamos assinar os papéis e encarar a música.

— Ok

✨✨✨

Paramos em frente à casa. Coloquei no ponto morto e olhei em volta suspirando de alívio.

— Nenhum carro a mais.

— Ainda bem.

Olhei para a srta. jauregui.

Lauren.

Sra. Cabello.

Minha esposa.

Puta merda. Eu estava casada.

— Camila? O que foi? Você ficou branca.

Balancei a cabeça.

— Obrigado. De verdade, Lauren. Realmente agradeço.

— Eu sei.

— Não acho que conseguiria...

— Não.

— Você não sabe o que eu ia falar.

— Você estava tentando me fazer esquecer sobre ouvir a história de sua infância.

— São os problemas normais de uma família, Lauren. Por que trazê-los à tona?

— Sinto que é importante.

Baixei a cabeça nas mãos com um gemido com a forma como ela usou minhas próprias palavras contra mim.

— Por favor, Camila.

— Tudo bem — bufei. — Mais tarde.

— Vou esperar.

— Certo. Vamos acabar com essa merda.

Ela virou os olhos com uma bufada de impaciência.

— Bom, aquele esforço durou longos três minutos.

Segurei minha nuca.

— Esse não é um assunto fácil para mim.

— Já entendi isso, mas não vamos falar disso no momento. Agora, sua nova chefe e sua família vão dar um jantar para nós. Erga sua cabeça, sorria e aja como se me amasse — ela insistiu, de novo jogando minhas palavras contra mim.

Dessa forma, ela saiu do carro e se abaixou.

— Você vem?

Estupefata, só consegui assentir.

✨✨✨

Provavelmente, era o mais discreto que os Hansen conseguiam suportar. O deque de trás estava arrumado com uma mesa extravagante, com tule e luzinhas decorando a área, flores e velas cintilando na brisa leve. No canto, havia outra mesa pequena com um bolo de casamento. Os olhos de Lauren ficaram enormes quando ela olhou para mim.

— Como elas fizeram isso em um dia?

— O benefício do dinheiro e contatos — murmurei. Tinha de admitir que estava impressionada. Nossos anfitriões sorriram para nós quando chegamos, Normani deu um abraço apertado em Lauren.

Dinah me cumprimentou dando tapas no ombro, parabenizando-me, e eu sofri com os abraços e apertos de mão do restante da família. Eles eram, com certeza, um grupo que gostava de tocar. Dei um passo para trás, segurando a mão de Lauren como um talismã. Talvez, se eu a tocasse, eles parariam de me abraçar.

O jantar estava extravagante, tinha muito champagne, mas, desta vez, eu me contive. Só bebi um pouco de vinho e consumi água pelo resto da noite. Podia não haver fotos na cerimônia, mas Dinah e Normani compensaram com seus celulares, tirando fotos constantemente e gritando para nos beijarmos.

Felizmente, Lauren havia bebido o suficiente desta vez, então não pareceu se importar. Na verdade, ela inclinava a cabeça ansiosamente, sorrindo e aceitando meu carinho. Copiando os outros casais da mesa, mantive meu braço em volta dela na maior parte do tempo, passando meus dedos por sua pele exposta. De vez em quando, eu me virava e a beijava suavemente no ombro ou pescoço e sussurrava algum comentário insano em seu ouvido, fazendo-a sorrir e rir. Éramos a imagem de um casal feliz apaixonado. Demi se virou para ela em um momento.

— Ah, Laur! Quase esqueci. Dou aulas de ioga e vai começar uma classe nova na próxima semana! Por favor, venha! Você vai amar.

Alessia concordou.

— Nick cuida das crianças Eu vou em todas as aulas, até de iniciantes, gosto muito. Demi é uma professora maravilhosa.

Os olhos de Lauren brilharam com interesse.

— Oh, eu gostaria disso! Sempre quis tentar. Quando?

— Às terças à noite... é um curso de oito semanas para iniciantes. Há um intervalo, depois vamos para o próximo nível.

A luz em seus olhos diminuiu.

— Não posso... terça é a noite da música no asilo. Grupos locais vêm e apresentam para os moradores. Levo Annie em todas; ela ama. Eu detestaria não estar com ela; não pode ir sem mim.

Eu notara a lista no quadro de agenda de Annie enquanto estava lá. Aquela semana era a noite de jazz.

Eu adorava jazz. O fato de ir à ioga era algo que Lauren queria, me fez querer dar isso para ela, então falei.

— Eu vou com ela.

— O quê?

— Você vai à aula. Está sempre dizendo que queria experimentar ioga. Vou jantar com Annie e a levo à apresentação. — Cutuquei-a com cautela. — Você sabe que adoro jazz. — Pisquei, zombando dela. — Talvez ajude com seu equilíbrio.

— É ótimo para isso! — Demi se entusiasmou.

— É toda terça — Lauren enfatizou.

— Tudo bem. — Eu gostava de todos os tipos de música, com exceção de rock pesado, e duvidava que esse gênero fosse incluído na agenda. — Acho que Annie e eu temos um encontro toda terça por um tempo.

Ela se inclinou mais perto e sussurrou.

— Tem certeza?

— Sim — murmurei de volta. — Eu gostaria de passar mais tempo com Annie. — Olhei para ela. — Sinceramente.

Ela me beijou no rosto.

— Obrigada — ela sussurrou em meu ouvido.

Virando-me, peguei sua boca.

— Por nada.

Recostei-me com um suspiro. Estava feliz por poder fazer algo por ela. Vi Dinah olhando para mim, concordando em aprovação. Olhei para baixo, quase agitada por seu apoio silencioso.

Que esquisito, foi um dia emotivo.

Depois do jantar, Normani nos fez colocar a mesa para o lado, liberando o espaço, insistindo que precisávamos dançar. Grata por termos praticado, ergui minha mão, sorrindo para Lauren.

— Pronta para dançar com sua mulher?

Seu sorriso foi tímido, mas verdadeiro, quando ela colocou a mão na minha.

— Estou, minha querida. Só não use toda sua energia na pista de dança.

Pisquei.

— Não se preocupe com isso, docinho.

Eu a virei na pista de dança no meio da risada. Ela se aninhou em mim conforme nos movemos com a música. De novo, fiquei impressionada como ela se encaixava em mim — a forma como sua cabeça ficava na altura perfeita para ficar debaixo do meu queixo. Eu podia sentir seu cheiro suave, e gostava de seu cabelo sedoso na minha pele. Sorri quando giramos, nossos passos estavam sincronizados.

Eu havia escolhido a esposa perfeita.

✨✨✨

Houve mais abraços, parabenizações e assobios quando fomos embora. Ficamos quietas no carro. Eu ficava olhando para Lauren.

— Você está bem?

— Hummm.

— Sua cabeça está boa?

Apoiando-se no encosto, ela assentiu.

— Estou bem. Foi um bom dia.

— Bom para um casamento repentino com uma babaca?

— Está entre meus dez melhores.

Dei risada. Seu lado irônico aflorava mais a cada dia. Eu gostava disso.

— Quantos anos de diferença têm Nick e Demi?

— Dez anos, eu acho. Ela me disse que foi uma surpresa.

— O bebê da família.

— A espoleta, eu acho. Nick é muito mais calmo.

— Como Dinah — ela refletiu. — Gosto de todos eles. São um grupo maravilhoso.

— Eles gostam de você.

— Estou tentando não me sentir culpada — ela admitiu. — Estão sendo tão gentis.

— Ninguém vai se magoar aqui, Lauren. Vou fazer meu melhor por Dinah. Ela vai ter alguém tão comprometida quanto qualquer um de sua família para ter certeza de que sua empresa prospere.

— Mesmo assim, depois...

— Vamos nos preocupar com isso mais tarde. É daqui a meses... vai demorar. Não remoa isso.

Ela ficou quieta por um instante.

— Obrigada por se oferecer para passar um tempo com Annie.

Dei de ombros. Estava feliz que ela tinha deixado.

— Como eu disse, gostei dela. Preciso conhecê-la mais. Deveria fazer isso, como sua mulher. Seria natural.

Ela murmurou, concordando.

— Acho que você os convenceu. Até Dinah — ela adicionou. — Ela estava nos observando, e acho que gostou do que viu.

— Concordo. Obrigado. Outro trabalho excelente, srta. Jauregui.

— É senhora Cabello, obrigada.

Uma sensação esquisita passou por meu peito com suas palavras.

— Corrijindo. senhora Cabello.

Ela virou o rosto, olhando pela janela.

— E não foi só um trabalho — ela sussurrou tão baixo que quase não ouvi.

Eu não tinha resposta para sua declaração. Por algum motivo, entretanto, encontrei sua mão na escuridão e a apertei.

Ficamos de mãos dados o caminho inteiro para casa.

✨✨✨

Ela caiu no sono antes de chegarmos ao nosso prédio. Eu sabia que estava exausta depois da noite anterior, e dos eventos do dia, então decidi deixá-la dormir. Abri a porta, erguendo-a e carregando-a para cima até o apartamento. Ela era pequena em meus braços, com sua cabeça descansando em meu ombro.

Eu me vi incapaz de desviar o olhar dela conforme o elevador nos levava para cima. Assim que entramos no quarto dela, deitei-a na cama, sem saber o que fazer com o vestido dela. Ela despertou um pouco e, com meu encorajamento, conseguimos tirar seu vestido por cima da cabeça, então ela se deitou de costas, já dormindo.

Abaixei-me ao lado de sua cama, observando-a dormir. Lingerie que combinava com o vestido, cobria seus seios, um triângulo da mesma seda escondia seu sexo intocado de meus olhos. Embora eu sempre pensasse que ela não fazia meu tipo, para minha surpresa, achei as curvas delicadas e partes do seu corpo sexies. Com cuidado, tracei um dedo em sua clavícula, desci pelo peito e cruzei o estômago. Sua pele era como cetim sob meu toque. Ela estremeceu dormindo, curvou-se para o lado, murmurando algo incoerente. Dobrou-se e flexionou seus dedos do pé, ajustando sua posição.

Coloquei seus cachos escuros para trás e analisei seu rosto. O rosto que eu chamava de puro. Era tudo menos isso. Suas maçãs do rosto eram muito proeminentes e ela ainda estava muito magra, mas agora eu sabia que ela estava em um lugar seguro, era capaz de comer adequadamente e ter menos preocupações, ela seria mais completa. O cansaço seria apagado de debaixo de seus olhos e a beleza sincera e silenciosa que os outros viam, e que eu finalmente descobrira, brilharia.

Balancei minha cabeça com os pensamentos estranhos que estava tendo sobre Lauren. O dia fora cheio de emoções que eu raramente, se algum dia já sentira, sentia. Eu sabia, sem dúvida, que era por causa da mulher diante de mim. Mas ainda não entendia por quê.

Meu corpo estremeceu com a visão dela, e uma onda fresca de vergonha me atingiu. Eu não deveria estar observando-a dormir, independentemente de quanto ela estava tentadora seminua. Rapidamente, puxei o cobertor até seu queixo e apaguei a luz. Deixei sua porta aberta e me retirei para meu próprio quarto, preparando-me para dormir um sono agitado. Sua exaustão no carro foi apenas um breve adiamento. Eu sabia que, de manhã, ela perguntaria sobre minha história. Também sabia que lhe contaria, porque a questão principal era que eu devia isso a ela.

Após tomar banho, olhei meu reflexo no espelho. A capa exterior fazia muita inveja. Aquela que cobria a pessoa perdida e vazia. Eu a havia ignorado por muitos anos, e agora Lauren iria trazê-la à tona.

Estremeci, jogando minha toalha no chão. Tinha pavor dessa conversa. Atravessando o quarto, abri minha porta, embora soubesse que não precisaria de respirações confortadoras para ela naquela noite.

Deitei-me na cama, uma ansiedade estranha tomou meus pensamentos. Desejando que ela estivesse deitada ali, esperando por mim.


Notas Finais


Se chegar a vinte comentarios faço uma maratona

Bjs, até breve😘


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