História The contract - Capítulo 21


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Categorias Alessia Cara, Austin Mahone, Camila Cabello, Demi Lovato, Fifth Harmony, Harry Styles, Justin Bieber, Nick Jonas, Selena Gomez, Zayn Malik
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila G!p, Camren, Camren G!p, Dinah G!p, Norminah, Norminah G!p
Visualizações 923
Palavras 2.562
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


3/4

Capítulo 21 - Vinte


Passar a noite com duas mulheres tensas e nervosas foi interessante.

Demi não era normalmente rígida, o que era desconcertante, mas Lauren foi a grande surpresa. Havia me acostumado com sua personalidade quieta, mas, naquela noite, ela estava falando muito.

Incessantemente. Entre mostrar a Demi seus planos para a sala, “nosso quarto”, fazer infinitas perguntas sobre a história da ioga, as perguntas generalizadas sobre cada membro da família Hansen e do escritório, assim como qualquer outro assunto que parecia passar por seu cérebro, ela falava sem parar. Também não se sentava.

Ela ficava andando pela sala, usando as mãos para demonstrar suas ideias. Ela pegou, moveu, amarrou e endireitou cada objeto na sala pelo menos duas vezes. Ficava dando tapinha no ombro de Demi, certificando-se de que ela estava bem, e a compressa fria que manteve no meu pescoço era trocada a

cada vinte minutos. Acho que nenhuma vez ficou à temperatura ambiente. Eu tinha de admitir que, quando ela ficava atrás de mim, falando, eu não me importava que seus dedos massageassem meu pescoço, ou com a forma que ela apoiava minha cabeça em sua barriga e passava os dedos em meu cabelo repetidamente. O carinho era bom, e minha dor de cabeça começou a se dissipar, apesar da falação constante.

Mesmo assim, seu comportamento era perplexo. Até Demi ergueu a sobrancelha para mim mais de uma vez. Ergui um ombro, sugerindo a única coisa que fazia sentido quando Lauren não estava ouvindo.

— Ela também não gosta de tempestades.

Minha explicação pareceu satisfazer sua curiosidade. Lá pelas dez, a tempestade diminuiu, o trovão se tornou um ruído baixo e menos frequente, embora a chuva continuasse a bater nas janelas ao nosso redor.

Demi se levantou.

— Vou colocar meus fones de ouvido, aumentar a música e colocar minha máscara noturna. Talvez possa dormir antes de dar outro trovão.

Lauren se levantou também.

— Tem certeza de que ficará bem? Posso dormir na chaise e ficar por perto.

Demi balançou a cabeça e a beijou na bochecha.

— Ficarei bem. Saber que está do outro lado do corredor vai ajudar. Só não consigo ficar sozinha. Geralmente, minhas mães estão quando Wilmer está fora. Nick e Alessia estão tão ocupados com as crianças e detesto incomodá-los. Vocês estão salvando minha vida hoje.

Ela se abaixou e me beijou no rosto.

— Obrigada, Camila. Sei que já me vê bastante no escritório. Realmente agradeço.

— Não há problema.

— Se precisar de mim, venha me chamar — Lauren ofereceu.

— Vou tentar não fazê-lo.

Ela subiu os degraus, deixando-nos a sós. Eu analisei sua linguagem corporal. Tensa era o mínimo. Se ela ficasse mais rígida do que estava, estaria com dor de cabeça logo.

— Ei.

Ela se assustou e olhou para mim com os olhos arregalados.

— O que há de errado?

— Nada. Por que pergunta?

Sorri.

— Você está como um gato no telhado quente a noite toda.

Ela se apressou pela sala, arrumando seus arquivos já arrumados, endireitando o jornal que eu estava tentando ler e pegando os copos para levar à cozinha.

— Não sei do que está falando. Está com fome?

— Não.

— Posso fazer um sanduíche.

— Não.

— Quer café? Comprei um descafeinado. Ou, talvez, alguma torrada ou outra coisa? Você não comeu muito no jantar.

— Lauren — alertei, minha voz estava ficando impaciente.

Ela colocou os copos que estava segurando no balcão.

— Vou dormir.

Ela subiu as escadas correndo, deixando-me mais confusa do que nunca.

✨✨✨

Eu a segui não muito tempo depois, deixando algumas luzes acesas no caso de Demi precisar andar pelo apartamento. A última coisa que eu precisava era ter de ligar para Wilmer e dizer que sua esposa havia caído nas escadas à noite, e ter de levá-la ao hospital. Dinah e Normani também não ficariam extremamente impressionadas.

A chuva estava aumentando de novo, a tempestade ganhava força do lado de fora, imaginei se alguma de nós iria dormir naquela noite estranha.

Lá em cima, fechei minha porta, a visão do montinho em minha cama me lembrou que eu não passaria a noite sozinha. Lauren estava aconchegada debaixo do cobertor o mais perto da beirada da cama que conseguia sem cair. De repente, seu comportamento esquisito fez sentido. Iríamos compartilhar a cama hoje, e ela estava nervosa. Um sentimento diferente — de gentileza — passou por mim. Fiquei admirada ao observá-la naquela noite como ela deveria ter uma alma gentil. Ela perdeu os pais, sobreviveu o que eu sabia que devia ser uma época difícil depois de eles morrerem, embora ela não tivesse me dado muitos detalhes. Ela nunca falava sobre sua época nas ruas, o que deve ter sido horrorosa. Ela se preocupava comigo, importava-se com Annie e não pensou em nada para ajudar sua amiga, mesmo que ela tivesse de mudar toda sua vida para fazê-lo — e ela fez tudo isso com um de seus sorrisos mais calorosos. Ela era maravilhosa. Encontrei uma calça de pijama e uma camiseta. Preferia dormir só de cueca boxer e camisa, mas não queria que Lauren ficasse ainda mais desconfortável do que claramente já estava. Depois de me trocar, deitei-me ao seu lado, esperando que ela dissesse alguma coisa. Houve apenas o silêncio.

Apoiando-me no cotovelo, olhei por cima do ombro dela, tirando a camada pesada de cabelo de seu rosto. Ela não falou nem se mexeu, ficando parada, e seus olhos permaneceram firmemente fechados. Seu peito se movia muito rápido para ela estar dormindo. Abaixei-me até ela, perto de seu ouvido.

— Fingida — sussurrei.

Ela estremeceu, enterrando o rosto mais ainda no travesseiro. Beijei seu ombro nu e puxei o cobertor.

— Relaxe, Lauren. Serei uma perfeita cavalheira. 

Estiquei-me, apaguei a luz e fiquei lá deitada, ouvindo suas respirações curtas e nervosas. Devia ser uma sensação estranha tê-la na minha cama, mas, mesmo assim, não era desagradável. Eu podia sentir seu calor e seu cheiro suave.

Porém, de alguma forma, a cama parecia errada. Levei alguns instantes para perceber por quê. Havia uma vibração constante — o suficiente para fazer o colchão tremer. Olhei para ela, analisando sua forma encolhida. Ela estava tremendo. Ela estava com tanto medo de mim assim?

Virei de lado, esticando e passando o braço ao seu redor, trazendo-a para perto de meu corpo. Ela soltou um gritinho surpreso, seu corpo ficou rígido. Os tremores passavam por ela constantemente, e suas mãos seguravam meu braço como um gelo.

— Lauren, pare com isso — murmurei. — Não vou fazer nada.

— Não é isso. Bom, não é só isso.

— É a tempestade?

— É... é o vento — ela confessou. — Detesto o barulho assombrado dele.

Eu a puxei para mais perto, e outro tremor passou por todo seu corpo.

— Por quê?

— Na noite em que meus pais morreram, houve uma tempestade. Era como essa. Barulhenta. O vento levava o carro como se fosse uma pena. Meu pai perdeu o controle e o carro capotou.

Meu coração começou a bater mais rápido.

— Você estava com seus pais naquela noite?

— Eu estava no banco de trás. Quando aconteceu, as janelas explodiram e o vento estava muito barulhento, e fiquei com medo. Ficava perdendo a consciência, mas eu estava com tanto frio que conseguia ouvir o vento assombrando... e nunca parava. — Sua voz baixou. — Eu sabia que eles estavam mortos, e eu estava sozinha e presa.

Minha garganta se apertou com a dor em sua voz. Ela nunca tinha me dito nada daquilo até agora.

— Você estava machucada?

Em silêncio, ela pegou minha mão e pressionou no topo de sua perna. Debaixo do tecido fino de sua camisola, eu podia sentir uma cicatriz comprida e contorcida descer pelo lado de fora de sua coxa.

— Tive uma concussão e minha perna foi amassada quando o carro capotou. Precisei de duas cirurgias, mas sobrevivi. — Ela limpou a garganta. — Por isso que às vezes tropeço ou perco meu equilíbrio. Ela trava.

Todas as vezes que eu zombei dela, virei os olhos e a observei se esforçar para se levantar passaram por minha mente. Vergonha, quente e fervilhante, fez-me apertar os braços e baixar o rosto em seu pescoço.

— Desculpe, docinho.

— Não é sua culpa.

— Não. Desculpe pelo que você passou, mas não é disso que estou falando.

— Oh — ela respirou, sabendo o motivo de minhas desculpas. — Bom, você não sabia.

— Nunca me preocupei em perguntar, no entanto, não é?

— Acho que não.

As palavras seguintes que saíram da minha boca me chocaram.

— Me perdoe por isso.

— Perdoei.

Virei-a de costas, ficando acima dela, olhando seu rosto na escuridão. Os flashes de luz dos raios iluminavam seu rosto pálido, e as lágrimas escorriam de seus olhos.

— Me perdoe por tudo, Lauren.

— Eu perdoei.

— Como? — sussurrei. — Como consegue perdoar assim? Como consegue ficar perto de mim?

— Porque você está tentando.

— É assim tão fácil para você? Um pouco de esforço da minha parte e você perdoa?

— Eu tinha de te perdoar para fazer isso com você.

— Para certificar de que Annie estivesse bem cuidada.

Hesitante, ela ergueu uma mão, colocando-a em meu rosto, seus dedos acariciando minha pele.

— Esse foi um motivo.

— Qual foi o outro?

— Vi alguma coisa… no dia em que me contou da reunião com Dinah. Vi um lado diferente seu.Pensei...

— Pensou o quê? — perguntei quando sua voz sumiu...

— Pensei que poderia ajudá-la a sair dessa atmosfera venenosa da Malik, talvez você conseguisse encontrar a Camila verdadeira.

— A Camila verdadeira?

— Eu acho... Acho que você é mais do que deixa as pessoas verem. Mais do que deixa você mesma ver. Vejo cada vez mais seu eu verdadeiro aparecer.

Cedi ao seu toque, absorvendo suas palavras. Automaticamente, torci um cacho de seu cabelo nos dedos, acariciando sua maciez.

— Como é meu eu verdadeiro? — perguntei, com a voz baixa, quase implorando. Eu queria conhecer seus sentimentos... o que ela pensava de mim.

— Forte, carinhoso. Capaz. Talentoso. — Ela parou e suspirou. — Gentil.

— Você vê coisas que não existem.

— Existem, sim. Você não está pronta para ver ainda. Mas vai — ela me assegurou.

Eu a encarei maravilhada. Gentil não descrevia sua alma. Não chegava nem perto. Eu não sabia se conhecia uma palavra que o fizesse. Angelical, talvez? O que quer que fosse, o que quer que ela fosse, eu não merecia seu perdão, a opinião positiva que ela tinha de mim — com certeza eu não a merecia.

Uma rajada forte de vento balançou o vidro nas janelas grandes, a chuva furiosa batia contra os painéis. Lauren ficou tensa, direcionando seu olhar para o barulho.

Abaixei e a beijei. Foi gentil, nada mais que um encostar de nossos lábios; o dela trêmulo e macio

pressionado na minha boca humilde e sem valor. Eu a beijei com a delicadeza que deveria sempre usar ao falar com ela. Eu me movi, encostando suas costas em meu peito.

— Durma, docinho. Você está segura. Nada vai te machucar, eu juro.

— Eu nunca dormi com alguém assim, Camila.

Dei outro beijo em seu pescoço, querendo que ela entendesse, conhecesse algo de mim que me fizesse valer sua fé.

— Nem eu, Lauren. Você é a primeira mulher com que estive nesta cama.

— Oh, ahn...

Sorri contra sua pele.

— Nunca deixei ninguém ficar aqui. Este é meu porto seguro. Só meu. — Apertei meu abraço. — Agora, deixe ser seu. Durma. Estou com você.

Fechando meus olhos, relaxei em seu calor. Nossos corpos unidos do peito aos quadris, nossa carne procurando e encontrando alguma coisa na outra.

Conforto.

✨✨✨

Sussurros. Eu podia ouvir sussurros quando acordei, sonolenta e quente — quase quente demais. Eu estava rodeado pelo calor e alguma coisa que cheirava sedutoramente bem. Meu travesseiro pinicava meu rosto e enruguei o nariz, tentando diminuir a coceira, enterrando-me mais fundo na maciez bem-vinda. Meu travesseiro riu um pouco, e os sussurros começaram de novo. Forcei-me a abrir os olhos. A luz incomodava, o céu ainda estava escuro e chovia muito lá fora. Ergui minha cabeça e vi o olhar divertido de Demi, que estava sentada no chão ao lado da minha cama, com uma xícara de café na mão.

— Bom dia — ela disse com um sorriso.

— A tempestade está tão ruim que você teve de se esconder aqui?

— Vim pegar Lauren, mas ela não conseguiu sair debaixo de você, então estamos tomando café bem aqui — ela ironizou.

Olhei para baixo, percebendo que ela tinha razão. Eu estava abraçada o mais firme possível em Lauren. Cada centímetro de mim tocava seu corpo. Eu estava com uma mão emaranhada em seu cabelo e a outra a segurava como uma barra de ferro. Minhas pernas estavam entrelaçadas nela e meu pau — meu pau absolutamente ereto e desesperado por alívio — estava pressionado em sua bunda. Sua bunda firme e aconchegante parecia o paraíso aninhado em minha ereção dolorosa. Enterrei o rosto de volta no pescoço de Lauren, ficando maravilhada em como era natural acordar com ela desse jeito.

— Vá embora, Demi — resmunguei.

Lauren empurrou meu braço.

— Me solte.

Beijei seu pescoço, gostando do arrepio daquela manhã. Diferente dos tremores medrosos da noite anterior, aquele era de prazer. Descia por sua espinha, flexionando seu corpo, endurecendo sua bunda em meu pau.

— Cinco minutos, Demi. Me dê cinco minutos — adicionei com uma voz gutural. Ia levar só dois.

Ela se levantou, rindo.

— Chata. — ela bufou. — Encontro você lá embaixo.

Assim que a porta se fechou, virei Lauren, grudando minha boca na dela. Beijei-a forte, precisando sentir seus lábios nos meus. Acariciei sua língua, traçando o contorno de sua boca, mordiscando, ainda desesperada. Recuei, arfando.

— Você está me matando.

— Eu estava dormindo — ela protestou. — Dormindo.

— Você é muito boa. — Empurrei contra seu quadril. — Jesus, Lauren.

Seus olhos se arregalaram; o brilho do medo cintilando o desejo no qual eu estava me afogando.

Que porra eu estava fazendo?

Voei para longe dela, meu peito arfando. Joguei meu braço sobre o rosto.

— Desça. Preciso de um banho. Um banho frio e demorado.

— Sinto muito.

— Está tudo bem — resmunguei, pegando seu braço. — Espere. Não vá ainda. Só... só fique aqui por um ou dois minutos. Não quero que Demi pense que eu, ahn, tenho falta de vigor.

Sua boca se abriu, mas nenhum som saiu. Erguendo meu braço, flexionei os dedos ao olhar para ela.

— Juro que estou sofrendo de síndrome do Túnel do Carpo. Vou precisar de cirurgia.

Lauren começou a rir. Seus ombros vibravam conforme ela enterrava o rosto no travesseiro, suas risadas se tornaram uma gargalhada. A cama tremia com a força de sua risada. Os cantos de minha boca se ergueram.

— Não é para rir.

Ela não parava, e comecei a rir com ela. Propositalmente, fiquei sobre ela, deixando meu pau pesado e duro encostar em seu corpo. Ergui seu rosto do travesseiro; suas bochechas estavam rosadas, seus olhos brilhavam com diversão. Eu a beijei de novo.

— Precisamos conversar sobre expandir nossos limites. Antes que eu exploda.

Eu a deixei deitada lá, sem palavras.

Mas ela ainda estava sorrindo.

E não disse que não.



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