História The Contract - Capítulo 4


Escrita por: e fireandsoul

Postado
Categorias Adelaide Kane, Zlatan Ibrahimovic
Tags Drama, Romance
Visualizações 219
Palavras 2.015
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ster aqui.
Boa leitura!

Capítulo 4 - O tamanho do seu ego.


Fanfic / Fanfiction The Contract - Capítulo 4 - O tamanho do seu ego.

Aquela situação não era a das melhores. Mamãe havia ido para a casa, eu passei a noite em claro no hospital com o meu pai, com medo de que seu frágil coração parasse a algum momento. A cada respirada eu observava seu peito descer e subir, meus olhos grudados no monitor onde eu observava seus batimentos que as vezes, ficavam descompassados.

Minha mãe quase morreu quando falei que meu noivo era Zlatan, fiz o possível e o impossível para que ela acreditasse em mim. Não funcionou cem por cento, mas eu dava conta.

O dia estava lá, novo, raiando, presente na minha vida. Eu queria poder dizer que estava feliz.

Mas não estava.

A realidade era mais dura e turbulenta do que parecia. Eu me casaria com um homem que não conheço, que não amo. E ficaria um ano e meio presa a ele. A única parte boa disso tudo era que papai estaria a salvo, ele viveria e isso era o mais importante para mim. 

Assim que senti um raio de sol no meu rosto, me levantei daquela poltrona desconfortável. A porta foi aberta e por ela passaram várias pessoas.Uma delas era o médico do meu pai.

- Viemos fazer a transferência do seu pai, senhorita Clark. Preciso que assine os papéis.

Zlatan era rápido. Assinei os papeis e assim feito, meu pai foi levado com todo o cuidado do mundo para uma ambulância. Mandei uma mensagem para mamãe avisando da transferência e fui na ambulância junto com ele.

O hospital novo era surreal, era perceptível o nível só pela porta de entrada. Meu pai foi atendido e cuidado com toda a atenção do mundo, cada detalhe era mais do que importante, novos exames foram realizados e logo o tratamento começou e ali eu consegui ver todo meu esforço valendo a pena, quando ele acordou.

- Papai. - segurei sua mão com delicadeza.

- Minha menina. - sua voz era muito baixa, mas repleta de sentimentos.

- Como esta se sentindo? Vou chamar uma enfermeira.

- Calma. - apertou de leve minha mão quando ameacei deixá-lo - Achei que não te veria novamente. Me deixei apreciar esse momento. - sorriu para mim. Eu segurei sua mão ao lado do meu rosto, sentindo sua mão gelada contra a minha pele.

- Não diga isso papai. Não é a sua hora.

- Ainda bem, ainda tenho muito a viver. - sorriu e olhou para o quarto. - Este hospital não o mesmo de sempre, é? - sua voz era tão fraca, aquilo partia meu coração, mas pelo menos ele estava acordado, o tratamento estava fazendo efeito.

- Não papai. - por Deus! - Conseguimos o dinheiro do tratamento e te transferimos de hospital. E já esta fazendo efeito, você esta acordado.

Ele me olhou com os olhos estreitos. 

- Como conseguiram dinheiro? Hipotecaram a casa? - sua voz subiu um oitavo e eu logo tratei de acalmá-lo.

- Não papai. Não fizemos nada com a casa. - eu sorri - Eu não queria te contar agora, porque não queria te estressar, mas não tem mais jeito de esconder isso.

- O que? - ele me olhava com atenção, um pouco mais calmo.

Coloquei o meu melhor sorriso, o mais cara de pau de todos, o mais feliz - e falso - ao mesmo tempo. Fiz a típica cara de boba apaixonada.

- Eu conheci uma pessoa a algum tempo. - comecei - Nós nos amamos, mas com toda essa confusão e preocupação, eu acabei nem comentando. - segurei a mão dele - Nós vamos casar papai. Foi ele quem pagou o tratamento. 

- Como assim minha filha? Nem o conheço e ele esta pagando tudo isso? 

- Papai. Ele sabe o quanto eu amo você e como eu sofreria se você me deixasse aqui. Ele tomou minhas dores, dinheiro não é  problema para ele, acredite em mim.

Eu vi um misto de emoções atravessando seus olhos. Preocupação, ansiedade, amor e gratidão.

- Vai casar? Por que não me contou antes? - ela tinha emoção nos olhos.

- Porque não tive tempo papai. Mas agora você ficará bem.

- E quem é ele, meu bem?

Droga. Um milhão de vezes droga.

- Zlatan Ibrahimovic. - fechei os olhos esperando suas próximas falas.

- O que? O jogador? - me olhou como se eu fosse louca.

- Sim, ele mesmo.

- Como você o conheceu, Emma?

- Ah! Um longa história, deixamos para depois. - sorri - Vou chamar a enfermeira e avisar a mamãe.

Saí do quarto o mais rápido possível afim de evitar mais perguntas. Não saberia mais no que inventar e precisava combinar um boa história com Zlatan. 

Falando no diabo, meu celular tocou.

Avisei a enfermeira que meu pai havia acordado e atendi o bendito do celular.

- Como vai a noiva mais badalada do momento? - revirei os olhos. Eu sentia raiva.

- Ótima. - respondi calma - Meu pai foi transferido e já iniciou o tratamento. Acordou faz poucos minutos. - suspirei - Obrigada.

- Não há de que! - coçou a garganta - Vamos sair hoje? - o que?

- Esta me convidado para sair?

- Sim, estou. A mídia precisa nos ver juntos, fofocas precisam surgir. - ele riu sem humor - Prometo que você vai adorar e vai comer bem.

Suspirei. Eu não tinha outra alternativa, fazer o que, não é mesmo?

- Eu não tenho outra alternativa mesmo. - dei de ombros mesmo ele não podendo ver.

- Você que se enfiou nessa, gatinha. - seu tom era rude.

Vai ser um belo um ano e meio ao lado desse homem.

- Que horas?

- Te pego às oito da noite na sua casa. Vista algo um pouco formal, mas simples ao mesmo tempo.

- Tudo bem. Te vejo mais tarde.

Finalizei a ligação e voltei para o quarto. Assim que entrei, minha mãe chegou ao hospital. Ela logo se jogou nos braços do meu pai, com delicadeza, claro. Mas nós quase o perdemos, não poderia culpa-la por estar feliz em vê-lo acordado e conversando.

- Eu tenho que ir. Não preguei os olhos a noite toda e a noite sairei com Zlatan. 

Minha mãe fez bico, mas ela estava conformada. Apesar de não gostar muito e estar um pouco desconfiada - e eu não podia julga-la já que eu era uma péssima mentirosa-, apenas dei um beijo nos dois e peguei um ônibus até minha casa. 

Eu adorava o transporte público de Paris, era uma delícia. 

Assim que cheguei em casa, me despi. Joguei todas as roupas no cesto de roupas sujas e me enfiei de baixo do chuveiro, fazendo uma limpeza completa no meu corpo que estava cheirando a hospital. Quando saí do banheiro, ainda eram nove horas da manhã. Dei graças a Deus. 

Sequei meus cabelos e me joguei na cama, sendo consumida pelo sono e cansaço que me dominava.

 

...

 

Acordei horas depois. Eu não sabia nem meu nome, estava completamente torta na cama, meu cabelo estava um caos. Apanhei meu celular no criado-mudo e olhei as horas. Eram quatro horas da tarde. Bufei, levantei da cama e fui comer algo. 

Sentei na poltrona da sala, de pernas cruzadas e pensei em que roupa colocaria para sair com ele.

Decidi que escolheria qualquer uma. Eu seria eu mesma, já que foi ele que me escolheu para casar.

Quando deu seis horas, tomei outro banho, penteei meus cabelos longos passei uma maquiagem leve, só fui me vestir quando eram sete e quinze da noite. Optei por um macacão listrado em amarelo mostarda e vermelho vinho, com listras brancas. Ela lindo, sofisticado e simples. Joguei um blazer branco por cima e calcei um salto preto. Estava pronta.

Quando meu celular apitou, eu sabia que era ele. Tranquei a porta de casa e respirei fundo, indo de encontro a ele.

Zlatan não se deu ao trabalho de sair do carro, então eu simplesmente entrei e olhei para cara dele, que sorria de canto para mim.

- Boa noite. - falei.

- Vamos jantar, amor da minha vida? - brincou.

- Só por Deus. - balancei a cabeça e ele deu partida.

Se Zlatan queria atenção para o nosso falso relacionamento, então ele conseguiria aquela noite.

Paramos o carro em frente a torre Eiffel, um segurança abriu a porta para mim e eu saí do carro. Zlatan deu a volta e parou ao meu lado. Não sei como, mas a porta estava cheio de fotógrafos. Os flashes foram disparados na minha cara, Zlatan parecia estar acostumado com aquilo. 

Senti meu corpo gelar quando ele pegou minha mão, entrelaçando nosso dedos. Ele desviou de todos os paparazzis chatos e entramos na torre, indo no restaurante que ficava quase no último andar, um dos mais caros e refinados de Paris.

Fomos recebidos com toda a pompa, fomos colocados na janela, com avista mais linda que eu já vi. As luzes de Paris eram puro encanto.

Eu deveria estar sorrindo como uma otária, mas já que eu ia fazer isso, iria usufruir de tudo que eu tinha direito.

- Aqui é lindo. - falei sem olhá-lo.

- Normal. - vi ele dar de ombros.

Peguei o cardápio e olhos os nomes que não faziam sentido algum, pratos nobres que não pareciam ser bom.

- O que foi? - perguntou. Eu deveria estar com um grande ponto de interrogação na testa.

- Eu não entendo nada. - falei baixo para que só ele escutasse.

-Deixa que eu peço. - tirou o cardápio da minha mão, sorrindo. - Gosta de vinho?

- Sim.

- Ótimo.

Ele chamou o garçom e as palavras que ele falou foram inteligíveis para mim.

- Para ela um Parmentier de Cenard e para mim, um Confit de Cenard. Vinho suave, italiano. 

- Sim, senhor. Com licença.

- Espero que os pratos sejam melhor que os nomes deles.

- Sempre são. - ele pegou minha mão.

Olhei para os lados disfarçadamente e vi que algumas pessoas nos observavam. Afaguei a mão dele com carinho, sorrindo igual uma idiota.

- Isso é ridículo. - ri leve, falando entre dentes.

- Completamente. - ele riu entre lábios. - Então, já planejou o casamento? - mandou na lata.

- É o que? Não. - soltei a mão dele, ainda sorrindo. - Isso não é com sua equipe?

- Sim, mas você não quer escolher nada?

- Se eu estivesse completamente feliz, eu escolheria até a cor do talher, mas como não, sua equipe pode escolher até meu vestido.

- Você é quem sabe.

- Mas já que estamos aqui, fale um pouco de você. - comecei.

- Não estou muito afim. Minha vida é um tanto quanto conturbada.

- Ok.

A nossa comida chegou e eu dei graças a Deus. Era realmente uma delicia, mesmo o nome sendo horroroso. Zlatan tinha razão, eu comi bem e não precisei dialogar muito com ele durante esse processo.

Ao sairmos do restaurante, ele me ajudou a colocar o blazer quando chegamos na rua e esperávamos o carro. Todos registravam aquele momento, então aproveitei para ajudar ainda mais a situação.

Me aproximei dele, apoiando uma mão no peito dele e encostando meu rosto de leve em seu ombro, ele entendeu o recado e abraçou minha cintura, beijando minha cabeça. O cheiro dele me invadia, o perfume era forte e gostoso.

Assim que o carro chegou, ele abriu a porta para mim e eu agradeci, entrando no veículo.

Zlatan parou em frente a minha casa e naquele momento, eu só queria sair correndo daquele carro.

- Contei a meus pais sobre como eu estou perdidamente apaixonada por você e como você não aguentaria me ver sofrendo e pagou o tratamento. Minha mãe esta um pouco desconfiada, então teremos que nos esforçar na frente dela.

- Isso é fácil. As mulheres não resistem a Zlatan.

- Por Deus. Seu ego é tão grande assim? - perguntei.

- Maior do que você pode imaginar.

Me despedi dele e entrei em casa, arrancando aquela roupa e me atacando na cama.

Isso seria mais complicado do que eu imaginei que fosse. 


Notas Finais


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