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História The contract - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction The contract - Capítulo 1 - Capítulo 1

Victória Willians

 

Dois anos para conseguir me recuperar totalmente, a dor nunca foi embora e nunca vai, mas aprendi a conviver sem os abraços do meu filho. Willy era uma criança animada, gostava de falar e amava os cavalos da família, eu sentia sua falta todos os dias, sentia falta dos pequenos bracinhos me acordando pela manhã para tomar café ou reclamar que o pai tinha saído para o trabalho sem falar com ele para lhe ofertar um bom dia.

Meu marido faleceu no mesmo dia que o meu filho depois que a polícia descumpriu o trato de proteção que tinham feito, Johnny era dono de metade de Londres, tráfico de armas, drogas lícitas e ilícitas, jogos e casas noturnas. Ele estava expandindo o patrimônio e o território, então fez um trato com a polícia pra ser mais precisa com o Campbell.

O desgraçado queria que Johnny matasse os Peaky blinders com os homens dele, ele negou, não queria confusão ainda mais depois de virar pai, mas o Campbell não recebeu o não de forma saudável e armou uma emboscada para meu falecido marido, ele e Willy estavam em um carro da família voltando do passeio de domingo, metralharam o carro por inteiro levanto meu marido e meu filho de minha vida.

Tudo que era de Jhonny é meu agora, todo o dinheiro, todo o sistema de exportação e importação, todos os homens que trabalhavam com ele agora trabalham para mim e eu estou pronta pra acabar com o filho da puta do Campbell por ter tirado tudo que eu tinha, por ter me feito sofre e de ter tirado a chance do meu filho viver o futuro brilhante que ele tinha pela frente.

A algumas semanas enviei uma carta para Birmingham, para os Peaky blinders, se eu quisesse vencer a polícia e matar o Campbell eu teria que entrar em contato com pessoas que sabiam realmente fazer os serviços e que estivessem perto o bastante do Campbell, ouvi falar bastante sobre os Peaky blinders e isso chegar aos ouvidos da líder de uma gang de uma cidade grande significava duas coisas, ameaça ou aliança.

E eu faria uma aliança até com o demônio se necessário. Peguei o telefone e disquei o número que estava na carta que me foi entregue hoje cedo, a telefonista me atendeu e encaminhou a ligação avisando que eu seria atendida logo.

 

- alô- a voz grossa do outro lado da linha chamou minha atenção

- Sr. Shelby, aqui é Victória Willians.

- Claro, tenho negócios a tratar com sua família certo?

- tecnicamente sim, Os Bloods querem fazer um acordo com os Peaky Blinders, ambos os lados sairão ganhando. Estarei indo até Birmingham ainda essa semana para firmar o acordo se os membros da Peaky blinders já estiverem confirmado que fecharemos contrato.

- Claro recebemos a carta a alguns dias, conversamos e entramos em consenso sobre tudo, acertaremos os detalhes quando vocês chegarem, o líder também estará aqui? Ou apenas você e alguns homens?

- o líder? – claro que ele não sabia, eu assinei a carta como “Willians” sem menção ao primeiro nome ou de quem eu era. - Claro, o líder estará presente, até mais Sr. Shelby.

 

Falei desligando o telefone e pegando um cigarro no bolso do meu casaco. Peguei dois copos e servi Whisky, olhei no relógio e marcavam quatro da tarde. Ouvi batidas na porta e mandei que entrassem.

 

- Pontualmente, Andrew. Sente-se. - falei colocando os pés em cima da mesa.

- não deixaria a mulher mais linda de todo continente esperando. - falou beijando minha mão.

-Sabe que seus elogios baratos e seus olhos azuis não me compram não é? - falei rindo e puxando a mão dando mais um trago em meu cigarro. – estamos indo para Birmingham, quero que mande o Jensen e o Sam arrumarem as malas, eles vão para ajudar a fazer a segurança, avise a Lisa que ela também irá, aquela garota precisa se distrair, minha irmã está pegando pesado com ela.

- apenas dois seguranças? Acha que será o suficiente? – falou trocando o peso de uma perna para outra.

- não, mas quero que eles sintam que confio neles, precisamos deles e eles de nós, não vamos arrumar confusão.

-  Não vamos arrumar confusão? Você tá levando o Jensen- falou rindo

-eu sei, preciso de alguém que suje as mãos caso alguma coisa piore por lá. - falei me levantando da cadeira- fala com o Henry sobre o transporte por mim?

- Claro- falou se aproximando de mim- você parece cansada.

- eu estou, sinto o peso do mundo em minhas costas- falei o encarnado

-vem aqui

 

Joguei o cigarro fora e caminhei até ele, Andrew era um homem bom, um bom soldado além de ser um caso casual meu também era um ótimo amigo. Ele me virou de costa e começou a massagear meus ombros.

 

-acho que é melhor a gente ir no meu quarto sabe- falei rindo.

Andrew beijou meu pescoço e colocou a mão em minha cintura.

 

- vamos então.

 

 

Depois de algumas horas fui tomar banho e Andrew foi acertar os detalhes com o Henry, logo eu conheceria a cara dos Peaky blinders, negócios a parte eu quero ver o rosto dos homens que estão crescendo desenfreadamente nos negócios. Acendi um cigarro e me deixei tirar o resto do dia como descanso. Mais um dia terminado com os pensamentos de como vou matar o Campbell.

                Caminhei até o quarto de minha irmã antes de descer para jantar, do mesmo jeito de sempre Ellen estava deitada e parecia abatida, a leucemia tinha tirado toda a alegria dos olhos da minha irmã e isso obviamente afetava a minha sobrinha, ainda mais com a mãe obrigando-a casar com Felipe, um rapaz filho de um empresário que foi colega de minha irmã na adolescência.

 

-Ellen, não vai descer para jantar? – perguntei me aproximando da cama.

-estou um pouco enjoada, só vou descansar um pouco hoje. – disse se acomodando em baixo dos lenções de algodão.

- vou fazer uma viagem o a Lisa, vamos para Birmingham.

- não gosto nada disso, está indo à negócios? – perguntou apertando os lençóis com as mãos.

- estou, mas nada de armas ou drogas, apenas vou assinar um contrato e volto não iria expor Lisa a perigo.

- O Johnny dizia a mesma coisa sobre o Willy.

- tudo bem, não vou discutir com você, você está cansada do tratamento e eu entendo, mas levarei Lisa comigo, talvez manter um pouco de distância do seu estado seja bom para a cabeça da menina e por favor não fale mais dessa forma sobre minha família, eles não estão aqui para se defender.

                Disse e desci para a sala de jantar onde Lisa já esperava sentada e quando percebeu que mais uma vez seriamos somente eu e ela no jantar se esforçou para abrir um sorriso mínimo tentando passar a ideia de que estava bem. O jantar ocorreu em silencio e quando Lisa terminou a refeição apenas se recolheu me desejando uma boa noite.

                Subi para o quarto fumei alguns cigarros lendo alguns documentos referente as importações de whisky e cocaína, depois de uma hora mais ou menos rodeada de papeis e cigarros decidi que era hora de parar e tentar relaxar um pouco, deitei-me na cama e deixei o sono me dominar enquanto pesava se seria uma boa ideia esse acordo.



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