História The cop - Baekhyun - EXO - Capítulo 21


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Lu Han (Luhan), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Personagens Originais, Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Baek, Baekhyun, Chanyeol, Chen, Exo, Jongdae, Jongin, Junmyeon, Kai, Kyungsoo, Lay, Minseok, Policial, Sehun, Suho, Xiumin, Yixing
Visualizações 281
Palavras 4.525
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa leitura! ❤

Capítulo 21 - Casa no lago


S/N deixou seu corpo recair sob a cama, finalmente soltando um suspiro aliviado. Ela e Baekhyun chegaram na casa do lago de manhã e toda a família dele estava ali. E quando ela dizia toda a família, era literalmente toda. O que a deixava levemente menos perdida no meio daquele mar de desconhecidos eram Ara e Yujin. Quando se viram, Yujin se jogou em cima da amiga, quase fazendo as duas caírem no chão, se não fosse por Baekhyun que conseguiu segurar S/N. Ela apresentou todos os familiares para a mulher enquanto o detetive estava preso em uma conversa com seus tios e primos. As duas dividiram uma garrafa de vinho, para o contentamento de S/N enquanto conversavam com Ara.  

Ela não sabia lidar com desconhecidos quando não estava bêbada ou chapada, aquilo era um fato. Ainda mais quando ela sentia a necessidade de passar uma boa impressão até porque se a família de Baekhyun não gostasse dela, seria praticamente impossível de S/N conseguir se habituar a presença deles. Todos foram simpáticos com ela, assim como os pais de Baekhyun haviam sido no natal. Na hora do almoço, S/N passou a maior parte do tempo em silêncio apenas ouvindo a conversa desenrolar e ela sorria vez ou outra quando alguém começava a se relembrar de alguma antiga história que envolvia Baekhyun e as coisas que ele aprontava com seu irmão e primos. Inclusive, Yujin estava metida em todas as confusões ao lado de seu primo favorito. 

- Quer ir até o lago? - Baekhyun perguntou, parando ao lado da cama. S/N o puxou pela mão, fazendo ele deitar por cima dela enquanto abraçava a cintura da mulher. 

- Muito frio. - Resmungou contra o pescoço dele. 

Dentro da casa havia calefação, deixando a temperatura agradável o suficiente para que não precisassem ficar enrolados em diversas peças de roupas. Já do lado de fora, uma fina chuva caía juntamente com o vento gelado.  

- E você quer ficar aqui dentro para sempre? - S/N assentiu. - Acho que nós podemos ficar em casa ao invés de ir no jantar que a Yujin falou. - Sugeriu, rolando para o outro lado da cama e puxando S/N para deitar em seu peito. Yujin havia feito uma reserva em um dos restaurantes da cidade, mesmo que o caminho da casa até lá levasse bons minutos. 

- Nós vamos. - Contrariou, mesmo que se sentisse nervosa de socializar com todos. - Você veio até aqui para ficar com a sua família.  

- E daí? Eles só vão ficar lá por algumas horas. E nós podemos comer em casa, qual o sentido de jantar na cidade? Nós viemos para cá justamente por ser afastado da cidade. - S/N rolou os olhos, ouvindo o homem reclamar igual uma criança emburrada.  

- Você só não quer ir porque tem que usar roupa social. 

- Então! - Exclamou, indignado. - Como se você gostasse de usar vestido. - Ela deu de ombros. Não custava fazer aquele esforço, certo? - Por que eu tenho a impressão de que se fosse qualquer outra situação você concordaria em não ir? - S/N continuou com a cabeça deitada no peito dele, sem querer encara-lo nos olhos. Às vezes ela realmente queria que Baekhyun não a conhecesse tão bem.  

- Eu só quero que sua família goste de mim, ok? E por mais que eu prefira mil vezes ficar trancada dentro do quarto, eles iam me achar estranha. Mais do que já estão. - Murmurou, mexendo na barra da blusa do detetive. 

- E quem falou que eles pensam isso de você? Além das suas paranoias. - S/N riu fraco, dando de ombros. - Eles apenas acham engraçado o fato de eu estar com uma mulher que é, supostamente, tímida. E eu acho engraçado porque você está a milênios de ser isso. Pelo menos comigo. - A mulher respirou fundo, deitando no travesseiro e ficando com o rosto a poucos centímetros do de Baekhyun. 

- Eu queria não ficar desconfortável perto das pessoas. - Resmungou. - Eu sinto toda aquela ansiedade voltando e é como se eu necessitasse beber ou fumar para fazer isso passar.  

- Quantas vezes eu já falei que estou aqui, huh? - Ele murmurou, acariciando o rosto dela. - Quando você quiser se afastar e voltar pro quarto, pode vir. Se quiser que eu fique perto de você, é só falar. É questão de tempo até você se acostumar com todos e independente de quanto tempo isso levar, vou ficar do seu lado, bonitinha. - S/N abriu um largo sorriso, selando seus lábios. Ela não sabia o que havia feito para merecer ter Baekhyun em sua vida. - Agora que eu provei ser o melhor anjo que já cruzou a Terra, nós podemos ficar em casa? - Murmurou contra os lábios da mulher, fazendo com que ela o empurrasse enquanto ria. 

- Não, mas boa tentativa. 

- Eu nem tenho um terno. 

- E seu primo já falou que vai te emprestar. 

- Eu não gosto de usar as roupas dos outros. - Justificou, como se aquilo fosse lhe ajudar. 

- Como você mesmo falou, é só algumas horas. - Baekhyun bufou, virando e ficando de costas para ela. 

Após alguns minutos terem se passado em silêncio, S/N percebeu que o detetive havia pego no sono. Rindo fraco, ela se levantou, saindo do quarto. Poucas pessoas continuaram na sala, já que a maioria foi se deitar para cochilar naquela tarde fria.  

- Pensei que não iria te ver pelo resto do dia. - Yujin falou em um tom malicioso e S/N rolou os olhos. - Vamos conversar. - As duas foram até o quarto em que Yujin dormiria e as duas se jogaram na cama.  

- Desde quando você tem uma puta casa na frente de um lago? - Perguntou, incrédula. 

- É da minha mãe. - Deu de ombros. 

- E você nunca pensou em me contar que é rica? 

- Eu não sou rica. - Falou, rindo. - Minha mãe é.  

- E quando ela morrer, vai ser tudo seu. Não desejando que ela morra, ela parece ser uma ótima pessoa. 

- Você é péssima. - Yujin gargalhou. - Senti sua falta. - Disse, fazendo um bico. 

- Esse é o momento que você espera que eu fale que também senti a sua? - S/N soltou um resmungo assim que recebeu um tapa da amiga.  

- Sim! Sua ridícula. Além de negar que sente a minha falta ainda rouba meu primo de mim.  

- Eu não roubei ninguém. 

- Eu falei para você não se apaixonar quando você chegou na casa dele. 

- Em minha humilde defesa, ele que começou a gostar de mim primeiro, ok? 

- Eu devia ter imaginado que Baekhyun não conseguiria ficar muito tempo morando com você sem querer entrar na sua calça. - S/N rolou os olhos, rindo. - Eu devia ter imaginado. - Repetiu em um murmuro. 

- Ainda é meio... estranho. 

- O quê? - Indagou, confusa. 

- Ter alguém. 

- Você sempre me teve, sua babaca. 

- Eu sei! Só que é diferente, sabe? Baekhyun sempre esteve, literalmente, comigo. Mesmo quando eu mais queria que ele sumisse, obviamente ele não ia embora. Até porque a casa é dele. - As duas riram e Yujin negou com a cabeça. 

- Fazia anos que eu não via Baekhyun tão leve. Ele não parece tenso e estressado como das últimas vezes que eu o vi. O trabalho realmente fez alguma coisa com o cérebro dele. 

- Ele se preocupa com o trabalho. - S/N deu de ombros.  

- E você bem que deve gostar. - Disse maliciosa e S/N franziu o cenho. - Eu sei do seu fetiche com policiais, garota. - A mulher gargalhou, jogando o travesseiro em Yujin. 

- Não posso negar que é uma bela visão para se ter todos os dias. 

- Quem diria que a encalhada de nós duas seria eu.  

- Você não estava namorando até tipo, dois meses atrás? 

- Sim. Mas não vamos falar sobre isso. - Falou com uma careta. - Um dos garçons do restaurante que nós vamos hoje à noite é super gato. Se eu conseguir transar com ele hoje, vou chamar ele pro ano novo, espero que ninguém se importe. - S/N franziu o cenho. 

- Huh, acho que ninguém vai?  

- Ainda bem. 

As duas continuaram a conversar por horas à fio, mesmo que se falassem por ligação quase todos os dias e não tivessem muita novidade para contar. Mas como sempre, Yujin sempre tinha o que dizer, não ficando em silêncio por um minuto. S/N havia sentido falta de estar com ela, era uma sensação familiar, no fim das contas.  

Quando algumas batidas na porta foram escutadas, as duas ficaram em silêncio até que a mesma abriu, revelando a figura do detetive que tinha uma cara de sono. Ele sorriu, olhando as duas enroladas na coberta. 

- Sai daqui, você mora com ela e passam tempo o suficiente juntos. - Yujin reclamou, tendo mais mil coisas que ainda queria falar com a amiga.  

- Eu só vim avisar que acordei morrendo e me nego a ir ao jantar. - Baekhyun falou com uma careta. Sua voz estava rouca e falha e ele tossiu algumas vezes. S/N franziu o cenho, se sentando na cama para analisar o homem. A ponta de seu nariz e ao redor de seus olhos estavam levemente vermelhos e ela suspirou. 

- Quem que consegue ficar doente no ano novo? - Yujin questionou e Baekhyun comprimiu os olhos. 

- Por que você fala como se fosse escolha minha? 

- Eu não sei, você passou o almoço inteiro falando que não queria ir no jantar e de repente fica doente?  

- Você está querendo insinuar que eu tenho o poder de ficar doente a hora que eu quiser? - Perguntou, incrédulo. S/N prendia o riso, olhando de um para o outro. 

- Talvez eu esteja. - Baekhyun bufou, se virando e sumindo pelo corredor. - Vou começar a me arrumar, você vai junto no jantar? - S/N mordeu o lábio inferior.  

Baekhyun seria o único que ficaria em casa e S/N ficaria com peso na consciência de deixá-lo sozinho, ainda mais quando o homem estava doente e se a situação fosse contrária, ele ficaria cuidando dela. E afinal, ela ao menos conseguiria relaxar por um minuto naquele jantar sem ter o detetive ao seu lado. 

- Acho que vou ficar. 

- Ok. Vou ver se tem alguma farmácia aberta no caminho. 

- Tá bom. - Os dois sorriram e S/N se levantou, saindo do quarto para deixar Yujin se arrumar.  

Quando chegou no cômodo que dividia com Baekhyun, o homem já estava embaixo da coberta enquanto sua mãe estava sentada na beirada da cama, afagando o rosto do filho. S/N se recostou na parede, cruzando os braços e prendendo o riso enquanto assistia a mulher o tratar como se tivesse cinco anos.  

- Se você tiver febre é só tomar esse remédio. Nós vamos procurar alguma farmácia quando sairmos. - A mais velha falava e Baekhyun assentiu enquanto voltava a tossir. - Se quiser eu e seu pai podemos ficar em casa. 

- Eu tenho quase trinta anos, eu não vou morrer se vocês saírem enquanto eu estou doente, sabia? - Resmungou e S/N mordeu o lábio, tentando segurar o riso. 

- Quer parar de reclamar por eu estar me preocupando com você? - Perguntou, ficando irritada. Ele rolou os olhos. 

- Vai se arrumar para esse jantar. - Pediu e a mulher bufou. 

- Tira sua temperatura de novo daqui a meia hora. 

- Tá bom! - Exclamou, vendo que ela apenas estava se enrolando para não sair do quarto. S/N finalmente gargalhou, chamando a atenção dos dois. - E você pode parar de rir. - Reclamou, cruzando os braços ao mesmo tempo que fechava os olhos. 

- Querida, fique de olho nesse teimoso por mim, tudo bem? 

- Sem problemas. - Falou, tentando não rir da imensa preocupação da mulher com seu filho de vinte e poucos anos por ele estar apenas com dor de garganta. 

- Certo, eu vou me arrumar. - Dando um aperto reconfortante no ombro de S/N, a mulher saiu do quarto, fechando a porta. S/N continuou parada no mesmo lugar e Baekhyun suspirou longamente, a encarando. 

- É melhor você não dizer o que eu sei que você quer dizer. - Ele falou e a mulher arqueou as sobrancelhas. 

- Eu não estou querendo dizer nada. - Negou em um tom divertido. 

- Uhum, tá bom. - S/N comprimiu os lábios em uma fina linha e o homem rolou os olhos. - Fala de uma vez, S/N. 

- Você é um grande filhinho de mamãe.  

- Está se sentindo melhor agora? - Resmungou e ela riu. 

- Na verdade, bem melhor. - Brincou, indo se sentar no lugar que a mãe dele estava. S/N tirou os fios que caiam na testa dele e Baekhyun fechou os olhos, sorrindo levemente.  

- Eu vou passar o ano novo completamente fodido. 

- Veja pelo lado positivo. - Ele franziu o cenho. - Você está fodido na casa da sua tia e não no trabalho.  

- Pelo menos isso. - Murmurou.  

Dando a volta na cama, S/N se deitou, abraçando o detetive que estava emburrado por estar doente e começando a passar a mão pelas costas dele. Baekhyun suspirou, deixando seu corpo relaxar sob o toque da mulher e a abraçando pela cintura. 

- Eu preciso ser sincero sobre algo. - Ele murmurou e S/N soltou um resmungo, incentivando-o a continuar. - Eu sinto falta do Chester. 

- Falou quem queria dar ele embora. 

- Ei, isso foi no início, ok? E ele destruiu meu quarto inteiro, você precisa compreender meu lado. 

- Você foi um desalmado. Eu não entendo como ele gostou de você desde o início. Você não merece o amor dele. 

- Meu Deus, me joga mais no chão. - S/N gargalhou. 

- Para de ser um bebezão. - Falou, recebendo um olhar ofendido do detetive. 

- Olha aqui, eu não sou um dos melhores detetives da cidade para ser chamado de filhinho da mamãe e de bebezão, ok? - Dizia indignado e S/N o encarava humorada.  

- Tá bom, criança.  

- Soa errado você me chamar de criança sendo que ontem mesmo eu estava fazendo você gemer alto o suficiente para os vizinhos ouvirem. 

- Baekhyun, cala a boca! - Ela exclamou com uma careta desacreditada, fazendo o detetive rir. 

Os dois continuaram na cama enquanto Baekhyun lia um dos livros que ganhou de S/N no natal e ela estava quase dormindo. A mãe do detetive veio checar como ele estava uma última vez antes de ir embora. Após duas horas terem se passado, Baekhyun se levantou indo tomar banho e acabou acordando S/N no processo. A mulher continuou sem se mexer, encarando o teto enquanto tentava não voltar a dormir. Quando o chuveiro foi desligado, Baekhyun abriu a porta assim que se vestiu, secando o cabelo molhado. 

- Você sabe onde eu enfiei a chave do carro? - Perguntou, se lembrando que não havia mais visto a mesma. 

- Não? 

- Tem como você olhar no bolso da minha calça preta? - S/N franziu o cenho. 

Se levantando, ela foi até a mala, pegando a calça dele que estava jogada em cima da mesma. Remexendo nos bolsos, S/N não encontrou a chave, mas um pedaço dobrado de papel. Abrindo o mesmo, ela analisou o que estava escrito ali, tentando entender o que era aquilo. 

- Baek? - Chamou e não demorou para que o homem aparecesse na porta do banheiro.  

- O que é isso? - Ele indagou. 

- É uma boa pergunta. - Franzindo o cenho, o detetive se aproximou, pegando o papel da mão de S/N e lendo o que estava escrito. Arregalando levemente os olhos, o homem sentiu seu sangue parar de correr enquanto se amaldiçoava por ter esquecido aquilo dentro de sua calça. - E então? - Insistiu, vendo que ele estava levemente pálido. 

- Isso? Huh... isso aqui não... é nada. - Falou, forçando um sorriso e S/N arqueou as sobrancelhas. 

- Para um detetive você deveria saber mentir melhor. - Baekhyun suspirou, indo se sentar na ponta da cama. 

- Você precisa prometer que não vai ficar brava. 

- Se você está falando isso é porque sabe que eu vou ficar puta, então não vou prometer nada. 

- Justo. - Falou após ponderar por alguns segundos. Baekhyun analisou novamente o papel, sabendo que seria idiota mentir e que ele teria que contar uma hora. - Esse número, - S/N balançou a cabeça para que ele continuasse. - é da sua mãe. - A mulher ficou em silêncio enquanto os dois se entreolhavam. Baekhyun amassava o pequeno bilhete em sua mão, observando a expressão dura de S/N. 

- Vai se foder, Baekhyun. 

- É sério! Porque eu ia mentir sobre isso? 

- E por que caralhos você tem a merda do número da minha mãe!? - Falou alto, sentindo sua raiva crescer gradativamente em segundos.  

- Ela me procurou na delegacia. - S/N fechou os olhos, esfregando seu rosto. 

- Que merda você está falando? 

- Você realmente acha que eu inventaria isso? Com qual objetivo eu faria isso, S/N? 

- Eu só não entendo qual o sentido de toda essa merda! Ela ficou a vida inteira sem me procurar e do nada você tem a porra do número dela! - A mulher gritava, gesticulando de um lado para o outro enquanto tentava não deixar toda a frustração e mágoa que sentia em relação a aquele assunto vir à tona e transbordar por seus olhos.  

- Se você parar de gritar e me deixar explicar, você vai entender. - S/N ficou o encarando em silêncio e assim que o detetive abriu a boca para começar a falar, ela pegou seu casaco, saindo do quarto. - Onde você vai!? - Questionou, indo atrás da mulher. - S/N! 

- Me deixa em paz! - Gritou, se virando para ele e fazendo Baekhyun quase esbarrar nela. 

- Primeiro deixa eu te explicar. 

- Não! Eu não quero ouvir nada. 

Descendo as escadas a passos apressados e duros, S/N colocou seu grosso casaco, destrancando a porta e saindo de casa. Ela agradeceu mentalmente por toda a família de Baekhyun ter saído, pelo menos ninguém teria ouvido nada para se intrometer naquele assunto.  

O vento estava frio e S/N fechou o casaco, escondendo as mãos dentro dos bolsos e caminhou até um dos bancos em frente ao lago. Ela se encolheu, abraçando os joelhos e tremendo de frio. Quando as lágrimas começaram a se acumular em seus olhos, não havia muito mais que a mulher pudesse fazer além de deixá-las cair.  

Ela odiava que aquilo ainda doía após tantos anos, após conseguir confessar todo seu passado e de alguma forma, tentar deixar aquilo para trás. Parecia que independente do quanto tentasse, S/N nunca conseguiria superar sua mãe e como ela fodeu sua vida. Era frustrante em uma proporção que ela ao menos conseguia descrever. E Baekhyun trazer aquele assunto só parecia piorar as coisas. Afinal, a quanto tempo ele tinha aquele número e por que nunca havia falado nada? E como ele e sua mãe tinham se encontrado? 

Após alguns minutos, S/N continuava a encarar o lago, tendo a pouca iluminação que vinha do lado de fora da grande casa. Ouvindo um barulho atrás de si, ela se encolheu, continuando parada. Percebendo algo em sua frente, S/N olhou para baixo, vendo a caneca que Baekhyun segurava, esperando que a mulher segurasse. O vapor do chocolate quente se misturava com o vento gelado e S/N olhou para o lado, vendo o detetive a observar com um pequeno sorriso. A mulher sentia seu coração acelerado ao mesmo tempo que ela queria chorar apenas em constatar como a presença dele era reconfortante e acalentadora. Como se ela não precisasse de mais nada quando Baekhyun estava ao seu lado, a olhando com a maior certeza do mundo de que tudo ficaria bem.  

S/N segurou a caneca, assoprando a mesma e tomando alguns goles, sentindo a bebida esquentar levemente seu corpo. Sentindo algo em sua cabeça, S/N olhou para o lado, notando que Baekhyun colocava uma touca nela.  

- Obrigada. - Murmurou assim que ele ajeitou o objeto. Baekhyun deu de ombros. - Você não devia ficar aqui fora, sua garganta vai piorar.  

- Não tem problema. - A mulher suspirou, começando a balançar a perna de um modo nervoso. Os dois ficaram quietos, como se esperassem que o outro quisesse tomar a iniciativa de falar algo. Vendo que a mulher parecia perdida em pensamentos, ele se pronunciou: - Ela me procurou na delegacia. - S/N o olhou confusa. - Gain. - Explicou e a mulher arqueou as sobrancelhas, assentindo. Baekhyun tossiu algumas vezes, sentindo sua garganta doer e ele tomou alguns goles da bebida. - Ela disse que a primeira vez que me viu, eu estava investigando um caso que aconteceu perto de onde ela trabalha. E depois, ela me viu no restaurante mexicano com você.  

S/N mordeu o lábio inferior, balançando a cabeça enquanto soltava uma fraca risada sem humor. Ela bem se lembrava da noite do restaurante, quando havia passado mal só por ter visto sua mãe. 

- Ela me viu e não veio conversar comigo, mas achou que era uma boa ideia falar com você? - Murmurou, confusa e irritada. Não com Baekhyun, mas com a mulher. 

- Juro que entendi menos que você. Ela falou que queria te encontrar para conversar. - Baekhyun suspirou, negando com a cabeça e segurando a mão livre de S/N, entrelaçando seus dedos. - Para pedir desculpas, para ser mais específico.  

- Ela pode enfiar as desculpas dela no meio do cu. - S/N esbravejou e o homem riu fraco. 

- Não se preocupe, eu falei isso para ela só que com outras palavras. - Respirando fundo, a mulher deitou a cabeça no ombro do detetive. - Ela me deu o número e disse que ficava a meu critério deixar você decidir se queria falar com ela ou não. E eu juro que ia te contar sobre isso, por mais que eu odeie a ideia de você ter que olhar para cara daquela filha da puta de novo. Eu só ia esperar nós voltarmos para casa.  

- Quando ela falou com você? 

- No dia que meus pais apareceram lá em casa. - S/N assentiu, constatando que fazia pouco tempo. - Imaginei que não era um bom momento para falar sobre isso.  

- Acho que não. - Murmurou.  

- De qualquer forma, a decisão é sua. - Ele falou, depositando sua caneca no banco e pegando o papel no bolso do casaco, entregando para ela. S/N segurou o mesmo, analisando os números com uma expressão que ele não conseguia decifrar.  

- Eu não vou falar com ela. - Decidiu, soltando o papel que voou com o vento, até cair na água do lago e não demorou a sumir. Baekhyun a olhou, levemente surpreso. - Eu não estou preparada para vê-la e ouvir qualquer coisa que ela tenha a dizer. Também não sei se um dia vou estar. Um dia eu descubro. 

- Tudo é questão de tempo. - Murmurou. - E está tudo bem não estar preparada e mesmo quando você estiver, não é sua obrigação ouvir o que ela quer falar. - S/N ponderou por alguns instantes, assentindo. 

- Eu... - Ela começou, mordendo o lábio inferior enquanto Baekhyun a analisava. - Nós nunca conversamos sobre isso e depois de sua família começar a falar sobre filhos e tudo mais, eu fiquei pensando. - Ele arqueou a sobrancelha, aguardando em silêncio. - Eu não quero ser mãe, nunca quis. E eu não sei o que você pensa sobre isso, mas eu não vou ter filhos, e sei que isso não é uma questão que eu vou mudar de ideia com o tempo, eu tenho certeza que não vou. E eu nem me importo com casamento! Eu nunca sonhei em conhecer alguém com quem eu fosse querer passar a minha vida e que nós teríamos uma enorme festa e eu teria que vestir um vestido de noiva! Um vestido. - Disse a última palavra quase com nojo e Baekhyun começou a rir. 

- Ei, eu te dei um vestido de natal! - Fingiu estar ofendido. 

- E eu espero que você não ache que eu vou usar por mais de cinco minutos. 

- Entendi o recado. - Ele falou, piscando para ela enquanto tinha um sorriso malicioso. S/N rolou os olhos, rindo fraco. - E sem problemas, casamentos querem dizer que eu preciso usar ternos, então não me importo em não me casar. - Deu de ombros e a mulher ficou o analisando, tentando constatar se ele falava sério ou não. - S/N, eu não me importo. Dane-se se não vamos ter filhos, dane-se se não vamos nos casar. O que eu quero é você, é isso que importa. E qualquer dessas decisões é nossa, independente do que a minha família diga. Ok? - A mulher assentiu, envolvendo o corpo dele com seus braços e encostando suas testas. - Eu te amo, bonitinha, é isso que conta. Estou pouco me fodendo para todas essas outras coisas desde que eu tenha você. - Tendo muito o que falar, mas sem saber como, ela juntou seus lábios, tentando transmitir tudo o que sentia pelo homem naquele singelo gesto. Era difícil de acreditar que Baekhyun entrou em sua vida apenas para virar tudo de cabeça para baixo, da melhor forma possível. 

- Eu não sei como você consegue aguentar todas as desgraças da minha vida com a maior calma e paciência do mundo. - Ela murmurou e Baekhyun riu. 

- Eu aceitei o pacote completo, sem devoluções. - S/N sorriu, empurrando-o levemente.  

- Sem devoluções? 

- Mesmo se eu quisesse, eu nem saberia para quem devolver. - Brincou, fazendo a mulher rir. S/N se afastou o suficiente para olhá-lo nos olhos e ver a cor castanha que sempre conseguia a acalmar mesmo nos piores momentos.  

- Eu te amo. - Ela falou repentinamente, como se aquelas palavras fossem a sufocar caso não fossem ditas. - E eu nunca vou ser capaz de retribuir tudo o que você faz por mim. Obrigada por estar disposto a juntar cada pedacinho de mim com a certeza de que eu posso ser concertada mesmo após tudo o que aconteceu. Eu realmente não faço a mínima de onde estaria agora se não fosse por você. 

- Bonitinha, o que seria de mim sem você para fazer meu coração quase parar toda vez que você fala essas coisas? - Perguntou, suspirando. 

- Essa é uma ótima pergunta. - Ele negou com a cabeça, sorrindo. - Agora vamos entrar antes que você fique mais doente. 

- É você quem manda, senhorita. - Falou, se levantando e os dois caminharam de mãos dadas de volta para a casa. 

E mesmo sem terem a mínima noção do que aconteceria no futuro, não tinham dúvidas de que estariam ao lado do outro. 


Notas Finais


eu sei o que dizer? eu não sei
se tem uma coisa que eu não sei é escrever capítulos finais e sempre preciso reescrever mil vezes (o que explica a demora)
essa fanfic é tudo pra mim e agora eu estou me perguntando porque fui me apaixonar tanto por esse casal porque eu não quero me despedir deles, sofrendo d+ meu deus
muito obrigada a todo mundo que acompanhou a fanfic até aqui e compartilhou seus pensamentos sobre os capítulos comigo, vocês são foda d+! ❤❤ e fiquem à vontade para acompanhar minhas outras estórias ^^ ❤


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