História The Crescent - Capítulo 18


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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Alice Cullen, Bella Swan, Billy Black, Carlisle Cullen, Charlie Swan, Edward Cullen, Embry Call, Emmett Cullen, Esme Cullen, Jacob Black, Jared Cameron, Jasper Hale, Kim, Leah Clearwater, Personagens Originais, Quil Ateara, Renesmee Cullen, Rosalie Hale, Sam Uley, Seth Clearwater, Sue Clearwater
Tags Aventura, Crepusculo, Drama, Fantasia, Lobo, Quileute, Romance, Saga, Vampiro
Visualizações 58
Palavras 2.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem, boa leitura! *-*

Capítulo 18 - Sobre os Lobos



13 de janeiro de 2019 - 14h23min.

 

 

 

 

Estou aqui sentado na cama dela. Sentindo o cheiro de Maya através de uma camiseta que ela abandonou sobre a cômoda. Eu nem precisaria estar com ela enfiada entre meus dedos e o meu rosto pra sentir o seu perfume, mas parece que esse gesto tão bobo traz alívio para o meu coração apertado...

 

 

Maya não quer me ver. Não quer estar perto de mim, ela sente medo de mim agora e não há nada que eu possa fazer até que ela me permita ao menos tentar me explicar... Sinto como se uma estrutura de uma tonelada estivesse pesando em meu peito e eu fosse a qualquer momento sufocar. Passei dos limites, me descontrolei por puro ciúme e eu nem sei como lidar com isso agora... Eu nunca antes me senti dessa forma, nem com Emily e menos ainda com Leah. Ouvir Billy enredando Maya naquele joguinho pra convencê-la a ficar com Jacob, me tirou do sério de uma maneira que eu não fui capaz de conter minha transformação e isso não acontecia há anos... Na verdade, a última vez que aconteceu teve uma consequência ainda mais complicada e por motivo muito mais grave, aliás. Um vampiro havia se aproximado demais da casa da Emily e ao sentir o cheiro dele tão próximo a ela, ciente do risco que ela correu por pura distração minha, acabei ficando excessivamente estressado e por minha inexperiência não fui capaz de me conter, me transformei com ela perto de mim e o peso de uma das patas dianteiras de meu lobo, dilacerou parte do rosto dela... Eu nunca vou me perdoar por aquele dia. E hoje por pouco isso não se repetiu com Maya, e dessa vez exclusivamente por minha falta de controle devido ao meu ciúme. 

 

 

E na verdade isso é algo que não consigo compreender... De onde vem esse ciúme todo? E essa sensação de perda que tá me doendo tanto? É algo muito ruim de se sentir e ainda mais agora depois que eu vi o olhar do Seth...

 

 

 

 

 

POV Maya

 

 

 

 

 

— Maya, eu...

 

 

— Seeeeeeeeeeth!!! Onde é que você está, menino? Me ajuda aqui filho! 

 

 

A voz de Sue me sobressalta e Seth apenas revira os olhos bufando aborrecido, ele resmunga algo e depois volta seu olhar pra mim.

 

 

— É a minha mãe, ela deve estar precisando de ajuda pra carregar as compras pra dentro...

 

 

 

— Seeeeeeeeeeth, anda logo garoto!

 

 

 

Ela volta a gritar e Seth me parece realmente aborrecido com a interrupção da mãe. Ele suspira irritado e se levanta. Eu faço o mesmo e assim que ele segue em direção à cozinha, eu vou atrás.

 

 

— Precisa mesmo gritar mãe? Sabe muito bem que basta chamar que eu ouço... --- Ele protesta saindo pela porta da cozinha e Sue sorri de um jeito meio forçado ao me ver.

 

 

— Eu não sabia que estava aqui Maya... Como vai?

 

 

Sue vem até mim e me abraça, por algum motivo que desconheço ela parece desconfortável.

 

— Eu estou bem Sr.ª Clearwater, posso ajudar?

 

 

 

Questiono indicando as sacolas de compras e ela assente, a partir desse sinal que ela dá, Seth e eu nos aproximamos e a ajudamos a entrar com as coisas. Na última viagem carregando as sacolas, estabanada como sou tropeço no degrau de acesso a varanda e só não caio de joelho porque Seth consegue me segurar. Dou risada de mim mesma por esse momento e ao erguer meu olhar encontro o semblante pouco satisfeito de Sue. Começo a estranhar sua atitude, ela costuma ser sempre tão receptiva comigo...

 

 

 

 

 

13 de janeiro de 2019 - 18h47min. (Ainda POV Maya)

 

 

 

 

— Maya vai jantar com a gente mãe, ela vai dormir aqui hoje.

 

 

Ouço Seth falar com a mãe, mesmo estando da sala e eles na cozinha. Mas a resposta de Sue sai num tom tão baixo que não sou capaz de entender. Mas o que Seth rebate em seguida, me faz agora sorrateiramente e ir na ponta dos pés para o corredor ficando mais próxima só pra tentar ouvir. 

 

 

— Mas mãe, ela não quer vê-lo e ele sabe que ela está segura comigo. Ela não pode voltar pra lá e eu já decidi, ela vai ficar aqui mãe...

 

— Ahhh você decidiu? E as coisas agora são assim Sr. Seth Clearwater? Desde quando você é que decide as coisas?

 

— Você precisa parar de me tratar como criança mãe, eu não sou mais nenhum moleque, tenho 22 anos e sou capaz de tomar minhas próprias decisões. 

 

— Pois não parece... Essa história vai acabar em problema meu filho, você sabe que essa moça está apaixonada pelo Sam e pelo Jacob, você não quer se meter nesse meio né? Você sabe da posição deles na matilha, não pode ter conflito com eles e sem contar que ela é mais velha que você filho. Você precisa de uma garota da sua idade...

 

 

E o que ela diz é o suficiente pra me fazer desistir de continuar bisbilhotando a conversa dos outros. Volto pra sala na pontinha do pé e me acomodo no sofá com cautela pra que ninguém perceba que me levantei. As palavras dela ficam martelando em minha cabeça e eu me pergunto... Será que era sobre algo nesse sentido que Seth queria falar comigo, quando eu disse a ele que a tia Anna chegará pra me buscar amanhã? Reflito um pouco e logo ele se junta a mim.

 

 

— Minha mãe servirá o jantar daqui a pouquinho e eu já avisei a ela que você vai dormir aqui. Eu serei um cara legal e deixarei você dormir na minha cama de novo, mas dessa vez eu não vou dormir no sofá, vou dormir num colchonete lá no quarto também. Você tem um histórico ruim de desaparecer da minha casa do nada...

 

 

Ele ironiza e ri abertamente, eu engulo seco pensando.

 

 

— Na verdade Seth, acho que eu vou pra casa do Sammuel... 

 

 

Ele me olha com estranheza.

 

 

— Ué, eu pensei que você não queria vê-lo...

 

 

— É mas a minha tia Ana chega amanhã de manhã e seria um pouco difícil explicar a ela o que me motivou a não dormir lá... --- Minto sobre minha motivação.

 

— Eu posso te levar pra lá bem cedinho se você quiser... Mas é você quem decide Maya.

 

Eu realmente preferia dormir aqui do que ter que lidar com Sam e correr o risco dele ficar nervoso novamente, mas diante do que ouvi Sue falar, me sinto constrangida em permanecer aqui.

 

 

 

— Acho melhor eu ir hoje Seth, mas se não for pedir muito, será que você poderia me levar até lá? --- Questiono.

 

 

— É claro Maya, mas olha, se você quiser voltar pode ser a qualquer hora, é só me mandar uma mensagem e eu vou buscar você... Não inventa de perambular sozinha na floresta.

 

 

Seth toca a minha mão num gesto de carinho, assim como fez horas atrás quando eu disse que a mãe de Sammuel viria me buscar. Retribuo o carinho e sorrio. Não leva mais que vinte minutos para me despedir de Sue, que certamente se sentiu aliviada por eu não ficar. Eu acredito que ela não tenha nada contra mim, pelo que ela disse, ela acha que o filho dela tá interessado em mim e que eu não sirvo pra ele por causa da idade. E bom, é claro que a idade seria um dos motivos que me levariam a não ficar com o Seth, isso é claro se o motivo principal não fosse o que sinto pelo Sammuel... E dessa vez eu não estou me referindo ao medo.  

 

 

Depois de alguns minutos de conversa com Seth, chegamos a casa de Sammuel, eu respiro profundamente parando diante d aporta da cozinha. Imediatamente me lembro da primeira vez que vi o lobo que Sam se transformou e em seguida, meu corpo estremece inteiro com a imagem dele furioso comigo na frente de sua loja. Um calafrio desce pela linha da minha coluna e eu me volto a Seth, mais uma vez vendo esperando dele a segurança de que preciso nesse momento.

 

 

— Seth, eu sei que é pedir demais... Mas é que... Bom, você se importa em ficar aqui hoje?

 

 

O rosto dele demonstra que Seth estranha meu pedido.

 

 

— Ué, então porque você não quis ficar lá em casa Maya?

— Ahh, sei lá... --- Minto. — Mas eu entendo se você não quiser ficar, é só que eu tô com receio de aborrecer o Sammuel por algum motivo.

 

Seth suspira e eu percebo que ele se incomoda com algo que eu disse.

 

— Maya, eu fico com você com o maior prazer... Mas você não precisa ter medo do Sam, isso eu te garanto. Ele nunca machucaria você ou qualquer outra pessoa...

 

Seth afirma veemente.

 

— É que você não sabe das coisas Seth. --- Afirmo sem detalhar para ele que um daqueles lobos que estavam se atacando na floresta, nada mais era que o amigo que ele tanto estima.

 

— Eu sei do que eu estou falando, Maya. Mas eu fico, se isso te deixa mais confortável. Só que vamos ter que pedir pizza, porque eu tô morrendo de fome!

 

 

Assinto e ele abre a porta da cozinha pra mim, entramos e meu coração começa a pulsar mais e mais forte. Seth pega em minha mão como se percebesse o que me acontece, ele sorri pra mim tentando claramente me acalmar e realmente funciona. Logo o vejo surgir do corredor.

 

 

— Maya, você voltou! --- O semblante de Sammuel está diferente, eu não sei explicar. Mas é como se ele estivesse angustiado, ou coisa assim. Meu coração aperta ao vê-lo assim...

 

— Sim... --- Respondo prontamente.

 

— Me desculpa Maya, pelo que você passou hoje por minha causa. Eu não sei nem o que fazer pra você me perdoar...

 

A voz dele tem um tom que eu nunca ouvi Sammuel usando antes, cada palavra dele faz meu coração apertar mais.

 

— Eu vou dar privacidade a vocês... --- Seth comenta e toca em meu ombro. — Estarei lá na sala, Maya.

 

O filho de Sue tira os fones de ouvido do bolso e os veste enquanto passa por Sammuel que nem chega a olhar pra ele, mantém seus olhos entristecidos fixos em mim. Sammuel dá um passo em minha direção e a minha reação automática é dar outro para trás, ele aperta os olhos e eu sei que meu gesto o magoa. Sinto raiva de mim mesma por isso.

 

— Maya, não fica com medo de mim, por favor...

 

— Sammuel... --- Suspiro aborrecida. — Eu não sei o que te dizer... Não sei o que acontece com você pra que você se transforme naquela coisa, não sei o que pensar, ou o que esperar... É tudo muito confuso pra mim e depois do que aconteceu ontem, eu não posso negar que estou assustada. E eu sei que você não tem culpa de nada, você provavelmente foi mordido e não foi uma escolha sua. Mas tenta entender meu lado...

 

Sammuel volta a suspirar entristecido.

 

— Eu preciso te explicar tudo Maya, as coisas não são assim como você tá pensando. Mas antes eu preciso que você diga que me perdoa e que confia em mim... Eu jamais machucaria você, jamais Maya.

 

Ele avança em minha direção e dessa vez eu controlo meu instinto de auto preservação que me diz para recuar. Sammuel pega minhas duas mãos e leva até seu rosto, ele beija as costas das minhas mãos e mantém seu rosto ali nelas. Seu gesto de carinho me faz sentir um monstro por fazê-lo sofrer, mas por mais que eu queira esquecer tudo e me lançar nos braços dele, temo por minha segurança por causa do lobo.  

 

— Eu sei que conscientemente você não me machucaria Sammuel, quando você está assim, normal, eu confio plenamente em você... Mas quando você fica daquele jeito... Você não é mais você.

 

— Aí é que está Maya. Eu vou te contar tudo sobre a transformação, eu só preciso que você entenda que o que eu vou te contar é algo que você tem que manter em segredo. É imprescindível que você se comprometa em nunca contar isso a ninguém...

 

Estreito meus olhos. “— O que será?” Me questiono mentalmente e movo a cabeça confirmando.

 

— Eu não vou contar a ninguém, eu prometo.

 

Afirmo e Sammuel me conduz à mesa da cozinha, nos acomodamos nas cadeiras e ele então suspira e começa a falar...

 

 

 

 

13 de janeiro de 2019 - 19h33min.

 

 

 

 

Contei tudo à Maya, cada detalhe sobre o que somos e como o mundo sobrenatural funciona. Expliquei sobre o imprinting que tive ao ver a Emily, contei a ela sobre o incidente em que a machuquei e que por isso gritei com ela pra que ela se afastasse de mim, temendo que a história se repetisse com Maya. Agora ela sabe toda a verdade sobre nós Quileutes, sabe sobre os vampiros e inclusive que temos um ninho deles próximo daqui, conhecidos como Família Cullen. Maya me fez inúmeras perguntas durante o meu relato e eu fiz questão de responder a todas e agora estamos aqui, em silêncio enquanto ela parece tentar assimilar todas as informações recentes. Maya me olha chocada, mas eu não sei dizer se ela está apavorada ou se está apenas surpresa, já que ela não diz nada para que eu identifique. A ansiedade incomoda muito...

 

— E então Maya? --- Questiono sem nem saber direito qual resposta eu espero dela.

 

— Me explica novamente sobre essa coisa de imprinting?

 

Ela me pede e eu volto a falar sobre o que é e como funciona a impressão. Explico o máximo que posso sobre como me senti em relação a Emily, tentando falar de um jeito que faça com que ela que está de fora de tudo isso, seja capaz de compreender. Maya parece tentar entender a situação e sua face tem um semblante preocupado. Porque será?

 

— Então isso de imprinting que você teve pela Emily, é a mesma coisa que o Jacob teve pela moça que é meio vampira e meio humana? --- Assinto em resposta. — Entendi... E me diz uma coisa, o Seth já teve um imprinting?

 

A questão dela me surpreende.

 

— Não Maya, pelo menos, não que eu saiba... --- Respondo e vejo Maya me olhar de um jeito que sou incapaz de entender. Ela respira fundo, ergue o olhar por sobre meu ombro e volta a falar.

 

— Eu acho que ele teve...

 

 

 

 

Continua...


Notas Finais


Até o próximo! ♥


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