História The Crown - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Cavaleiros, Época, Gaaino, Konohana, Medieval, Naruhina, Naruto, Nejiten, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 779
Palavras 2.124
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oioii, gente!

Estou iniciando essa história de uma ideia de que tive há alguns dias. Espero que gostem!

Quem me acompanha em The Beginning sabe que eu costumo postar rápido, mas pela complexidade da escrita e do enredo aqui eu vou demorar um pouco mais que o habitual. Mas, não se preocupem, todo capítulo é postado assim que eu finalizo, não gosto de deixá-los esperando.

Confesso que esse tema de histórias medievais me deixa animada e por isso resolvi escrever a fic.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo


- Mãe, conta a história de novo, por favor! – A criança de cabelos loiros pede já deitado em sua grande cama. A dama de cabelos vermelhos sorri e se senta na beirada com leveza.

- De novo, meu filho? – Ela perguntou e viu o menino balançar a cabeça positivamente várias vezes. Os olhos azuis límpidos como o céu a encaravam em expectativa. Ouvia a mesma história de sua mãe quase todas as noites, mas jamais se cansava dela, era interessante demais aos olhos do pequeno.

- Muito bem. – Ela disse, limpando a garganta antes de começar a falar. – Deite-se primeiro, querido. – Falou suavemente e a criança a obedeceu.

“Há muito tempo existia um vasto reino, liberado por um rei bondoso e justo. O rei teve três filhos, dois homens e uma mulher e os amava por igual. Assim, decidiu que jamais poderia escolher entre eles o seu sucessor, ainda que talvez somente o filho mais velho tivesse direito pelas antigas leis. Valendo-se de todo o seu poder, o rei dividiu o reino em três grandes partes e pediu aos filhos para que se tornassem guardiões de cada pedaço do seu reino, o filho que cuidasse melhor de suas terras, seria recompensado com a coroa.

O filho mais velho ficou com as terras ao sul, rodeadas pelo mar e belas praias. Era um local próspero e muito belo para viver. O filho do meio foi encarregado de cuidar das terras centrais, que eram o limite entre o norte e o sul, cruzados por um enorme lago. Lá havia muitos minérios a se explorar. A filha mais nova ficou com as terras geladas do norte, caracterizadas pela grande exploração de madeiras, animais e produção de grãos nas estações diferentes do inverno.

Assim, o rei informou a todos os seus súditos sobre a sua decisão e enviou seus filhos a três grandes castelos: o castelo Kirigakure, localizado no País da Água ao sul; o castelo Iwagakure, localizado no País da Terra na região central; e o castelo Konohagakure, localizado no País do Fogo ao norte.”

- Ainda acho engraçado que o Norte seja conhecido como o País do Fogo se há tanta neve. – O menino disse se divertindo e a mãe sorriu.

- Lembre-se do que seu pai explicou, filho. O País da Água não é conhecido por causa de seus mares, mas sim de seu povo que se assemelha à água, sempre se adaptando, sempre evoluindo e passando por tudo e todos no caminho, o poder da água é grande. Já o País da Terra recebeu este nome por causa da grande resiliência de seu povo, antes que virasse o que é hoje, o local sofreu inúmeras tragédias naturais e seu povo sempre se manteve firme como rocha. Por fim, o País do Fogo recebeu este nome pela conhecida “vontade de Fogo” de seus cidadãos, são apaixonados, fiéis e determinados, sempre os melhores guerreiros saem do País. – A ruiva explicou com doçura ao menino que prestava atenção em cada palavra que ela proferia.

- Continue mamãe. – Pediu ansioso. Ela pensou no trecho em que parou, retomando a narrativa.

“Todos os irmãos cuidavam de suas terras designadas com paixão. O filho mais velho, o maior e mais forte dos irmãos, conquistou seu povo pela bravura e impôs o respeito a todos os cidadãos, eliminando seus inimigos um a um e reinando em seu País. O irmão do meio, inteligente e perspicaz, conquistou seu povo pelo diálogo, tendo o respeito por todos os cidadãos diante das diversas soluções que empregava para manter seu povo vivo e bem em meio às tragédias naturais que enfrentavam. A bela princesa, bondosa e extremamente carismática, conquistou mais que o respeito de seu povo, conquistou seus corações e admiração. Ela era amada por todos e sempre colocava o bem deles em frente ao seu.

O irmão mais velho dos Otsutsuki se chamava Indra, o do meio Ashura e a mais nova Haori. Os três pequenos reinos viviam em paz, comandados por seus filhos. Quando o rei Hagoromo percebeu que a velhice já o estava alcançando, decidiu visitar as terras dos filhos para avaliar de perto seus desempenhos e tomar sua decisão. Ele visitou primeiramente Indra no País da Água, vendo o trabalho do filho com a cidade que a cada dia prosperava. Entretanto, o velho rei começou a notar uma mudança no filho, notou que o mesmo se sentia superior ao seu povo e começava a apresentar sinais de que governaria seu povo para os próprios caprichos.

Um pouco desapontado, mas ainda assim sem falar nada ao filho, partiu para o País da Terra para avaliar o desempenho de Ashura. Apesar de menos arrogante, o filho do meio não tinha interesse em comandar grandes terras, desejando apenas se estabelecer onde estava, já que o jovem conheceu uma bela jovem nobre de lindos cabelos vermelhos e fala afiada e se apaixonou à primeira vista. Hagoromo estava feliz pelo filho, mas entendia a vontade de seu coração e percebeu que Ashura desejava em seu íntimo viver para seu amor, seu povo e sua família.

Por fim, o rei visitou as terras deixadas à filha mais nova e ficou surpreso com o que viu. O Norte prosperava a cada dia que se passava e os cidadãos amavam sua terra com todo o coração, assim como sua líder. Haori construiu com todos os habitantes cada fazenda, fortaleza, templo e cidade, propagando em seus ensinamentos a vontade de Fogo que ficaria amplamente conhecida por todos no reino. Hagoromo estava surpreso com o progresso da filha e ficou orgulhoso ao ver que seu coração não guardava egoísmo ou arrogância, ela amava seus súditos de todo o coração também.

Decidido, o rei retorna ao seu palácio no antigo País dos Ancestrais, com a consciência limpa de que escolhera seu sucessor com sabedoria. Chamou os filhos para reunirem-se a ele a fim de receberem a notícia. O rei preparou um grande jantar em honra à ocasião e anunciou aos filhos que Haori era a grande escolhida para herdar todas aquelas terras. A bela princesa, emocionada pela escolha do pai e tentando honrar tudo o que lhe ensinara, pediu ajuda aos irmãos, nomeando-os protetores das terras que cuidavam, assim poderiam continuar em seus lares. Haori escolheu ficar no Norte por mais um tempo a fim de escolher alguém de seu povo para liderá-los e se transformar no protetor do Norte antes que assumisse as posses do pai.

Ashura recebeu de bom grado a notícia da nomeação de sua irmã ao trono, porém, Indra foi tomado pela inveja e amargura, pensava que o trono deveria ser seu, afinal, era o mais velho, mais forte e o melhor entre eles. Ainda assim, decidiu jogar conforme as regras do pai, aguardando o precioso momento em que pudesse usurpar o trono que lhe era o direito de nascença.

Haori retornou ao Norte e logo a notícia de que fora escolhida pelo rei Hagoromo para liderar se espalhou, fazendo com que seus seguidores a admirassem ainda mais. A mulher, sem contar a ninguém sobre seus planos de procura do protetor do Norte, reinava do País do Fogo, observando seus súditos com atenção. Ashura se casou em seguida, o que foi motivo de grande alegria para a família. Indra, tomado pela inveja conforme o tempo se passava, decidiu começar a formar alianças para colocar seu plano em ação e se uniu em matrimônio com uma jovem bela da família Karatachi, conhecidos por seu temperamento vil e explosivo e seu grande poderio de guerra.

Enquanto governada, Haori conheceu um camponês de alma justa e nobre chamado Hamura Hyuuga. A jovem ficou impressionada pelo homem gentil, belo, justo e inteligente. Ela se surpreendeu pelos olhos prateados do homem, diferentes de tudo o que já viu na vida. Observou-o de perto, curiosa de que talvez tivesse achado o seu protetor do Norte. No entanto, percebeu que, com o passar do tempo, a personalidade do homem a cativava cada vez mais, até que se viu completamente apaixonada por Hamura.

Quando não mais podia enganar os próprios sentimentos, o próprio jovem se declarou à agora rainha e pediu sua mão em casamento. Estavam tão conectados, que Haori apesar aceitou o pedido, decidindo que Hamura não poderia ser o protetor do Norte, mas sim rei das terras dos homens livres. Com o passar do tempo, cada um dos filhos do rei Hagoromo teve sua própria família e constituiu os próprios herdeiros.

O reino continuava a prosperar e Haori colocou o grande amigo de Hamura, Nawaki Namikaze para proteger o Norte, se retirando para o castelo com o marido e liderando as terras por lá. Anos de fartura se passaram até que a idade finalmente alcançou o antigo rei Hagoromo e este descansou eternamente. Aproveitando-se do luto e fraqueza dos irmãos, Indra planejou ataques aos Países da Terra e dos Ancestrais, tomando a vida de Ashura, Haori e Hamura.

Mito Otsutsuki, esposa de Ashura, fugiu com o próprio filho, Hashirama, para o Norte, onde mudaram até o próprio nome de volta ao sobrenome de solteira a fim de se esconder do tirano Indra, assim Hashirama recebeu o nome Uzumaki. Não se sabe ao certo o que houve com o herdeiro de Haori e Hamura Hyuuga, mas há teorias de que Hiruzen, o filho do casal, foi levado para fora do castelo antes do ataque e viveu escondido por uma camponesa que cuidava da criança.

Depois que Indra tomou todo o reino para si, ameaçou o Norte a obedecê-lo, prometendo deixá-lo aos cuidados dos Namikaze caso jurassem lealdade. Nawaki, temendo pelo seu povo, aceitou as condições do rei. Indra estabeleceu a família Nara no país das Terras como seus protetores e fez seu reinado do País da Água, destruindo o antigo castelo do pai e tudo o que representavam.

Há uma profecia contada até hoje que um dia os Hyuuga deixarão de se esconder e o verdadeiro herdeiro do trono se revelará para acabar com a tirania de Indra Otsutsuki. Há muito tempo as pessoas esperam pelo herdeiro e muitas já perderam a fé na história, acreditando que o antigo rei havia matado o pequeno Hiruzen antes de destruir as terras. Outros continuam acreditando na antiga lenda e afirmam que o herdeiro se mostrará pela vontade do Fogo e trará prosperidade e paz às terras novamente.”

- No quê você acredita, mamãe? – O menino perguntou já coçando os olhos, estava sonolento.

- Gosto de crer que o último Hyuuga fugiu e vive entre nós, mesmo sem saber que é o grande dono dessas terras. - Ela disse com um sorriso terno e beijou a testa da criança.

- As profecias existem para serem cumpridas, meu filho. Mais cedo ou mais tarde, algo acontecerá. – Os dois ouviram a voz masculina da porta do quarto. A ruiva olhou para o marido, sorrindo de leve.

- Então eu também acredito na profecia. – O pequeno loirinho disse determinado e bocejou.

- Vá dormir, querido. Bons sonhos. – A mulher beijou sua testa e o cobriu, deixando o quarto com o marido.

- Ele realmente gosta da história. – Minato, o atual protetor do Norte fala à esposa, Kushina.

- Daqui algum tempo ele já vai sabê-la de cor. – Kushina responde com um riso melodioso.

- Isso é bom. Um dia a história vai se cumprir e pode ser que Naruto esteja lá para vivenciar tudo. – Minato disse sério.

- Você realmente acredita nisso, Minato? – A mulher perguntou e o viu assentir com calma.

- Recebi uma carta de Jiraya hoje, ele disse que os encontrou. – O atual protetor do País do Fogo disse seriamente.

- Há mais de um? – Kushina levou as mãos à boca.

- Há três deles. Crianças, como nosso filho. – Minato tocou as têmporas. – Jiraya os encontrou em meio aos escombros do fogo, em um esconderijo que não foi tomado pelas chamas.

- Coitadinhos! – A lady exclamou com pesar. Minato sabia que Kushina tinha um grande coração, razão pela qual se apaixonara perdidamente pela mulher do clã Uzumaki e fez de tudo para conquistar seu coração. – O que vai fazer com eles, Minato? – A ruiva já começava a arquitetar planos para abrigar as crianças em seu palácio na própria mente.

- Infelizmente, terei que separá-los. É uma medida para segurança de todos. Ainda não estamos prontos. – O loiro suspirou resignado. – Abrigaremos o menino conosco, Jiraya se encarregará de esconder as meninas.

- Eles têm os traços? – Kushina perguntou preocupada. Se descobrissem quem estariam abrigando em seu palácio, o rei poderia declarar guerra ao Norte.

- Sim, mas tenho uma ideia para contornar. Você precisava ver, olhos límpidos prateados, perfeitos Hyuugas. – O Namikaze disse com animação contida. – Eu sinto que a história vai mudar, Kushina, essas crianças são especiais.

- Como nosso filho. – Kushina concordou e viu Minato assentir também.


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado! O primeiro capítulo vem logo aí!

Até a próxima! Beijinhos! :*


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