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História The Cure - Capítulo 18


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Notas do Autor


Promessa é divida e eu estou aqui... Muito obrigada pela paciência que tiveram. Muito obrigada mesmo!

Vamos lá... Teremos mais 6 ou 7 capitulos além desse. Espero que vocês continuem gostando e peço perdão se tiver algum erro ortográfico, está tudo no celular e zero tempo pra revisar.

Boa leitura! ❤

Capítulo 18 - Capitulo 17


Quase um mês se passou desde que eu e Regina nos reconciliamos, nos encontrávamos escondidas de todos que nos conheciam. Dentro da faculdade eu era apenas uma aluna, Emma Swan, a garota que babava na professora e tentava flertar e ela era apenas Regina Mills, a professora que tinha amizade com alguns alunos.... Mas, que flertava secretamente com uma loira atrevida. É... esses eram os comentários.

 

- Regina, tem certeza? Podemos esperar... Eu sei que as coisas estão certas entre nós.

 

- Ei, se acalma. - Ela sorriu me abraçando por trás. - Eu estou pronta, Emma. Não quero mais me esconder. Não quero mais te esconder.

 

- Mas...

 

A verdade era que eu tinha medo da reação do Henry, me apeguei demais a ele e não aguentaria uma rejeição de sua parte. Como explicar para uma criança que a mãe dele estava namorando a aluna? Como explicar que essa aluna era eu? Como?

 

- Você está com medo? Emma, ele te ama... E não vai ser por causa disso que vai deixar de te amar. - Sussurrou beijando meu ombro.

 

- E se ele não aceitar? Eu vou estar ocupando o lugar do pai dele... - Suspirei.

 

- Claro que não. Robin sempre vai ser o pai dele, Em... Infelizmente ou felizmente eles sempre vão ter contato. Nada vai mudar.

 

- Eu... - Respirei fundo. - Estou pronta. - Sorri lhe encarando e entrelacei nossos dedos.

 

Regina me encarou em silêncio por alguns segundos enquanto sorria abertamente, era nítida a mudança. Era nitida sua evolução. Ela estava mais confiante, o medo ao falar do ex marido já não era refletido em seus olhos e ah... Ela me encantava cada vez mais.

 

Henry logo apertou a campainha, o transporte escolar chegou um pouquinho mais cedo, o que acabou me causando um frio na barriga. Regina? Ela estava calma, parecia que iria dar uma simples noticia para ele.

 

- Emma! - Correu na minha direção e me abraçou forte.

 

Por alguns segundos meu medo desapareceu. Aqueles bracinhos me apertando trouxeram a calma que eu precisava. Fechei os olhos e respirei fundo sentindo meu coração bater mais forte.

 

- E eu? - Regina cruzou os braços e encostou na parede enquanto sorria.

 

- Claro, mamãe! - Riu me soltando e foi em direção a mesma.

 

Regina o pegou no colo e beijou demoradamente sua testa. Lembra aquela sensação que eu sentia antes de tudo acontecer? Ela estava voltando. Eu me sentia em casa novamente... A cena do Robin beijando a Regina já não se fazia presente.

 

- Eu e a Emma precisamos conversar com você... - Sorriu colocando-o no chão novamente.

 

- É por isso que você está aqui? Eu estava com tanta saudade... - Sorriu colocando a mochila no sofá.

 

Eu travei. Isso mesmo. Eu travei! Não saia uma palavra da minha boca. Minhas mãos suavam, parecia que meus pés faziam buracos no chão.

 

- Em? - Regina se aproximou de mim e acariciou meu rosto. - Está tudo bem...

 

- Eu não sei se eu consigo. - Senti uma lágrima escorrer. - Eu estou com muito medo... - Sussurrei.

 

- Emma? - Henry se aproximou um pouco assustado. - O que foi? Porque está chorando? Eu te machuquei?

 

Encarei Regina e assenti entrelaçando nossos dedos... Aquela era a hora. Seria agora. Meu Deus, meu coração parece querer saltar pela boca.

 

- Não, meu amor. - Sorriu para o mesmo. - Nós precisamos conversar... Vamos ali. - Puxei Regina até o sofá e o garoto nos acompanhou sentando entre nós.

 

- Eu vou ficar de castigo, mamãe? - Encarou Regina com medo.

 

- O que? Claro que não, querido! - Sorriu.

 

- Porque você está nervosa também? - Acariciou a minha mão e a da mãe.

 

- Você sabe que o Robin vai ser sempre seu pai, não sabe? - Regina o encarou e suspirou.

 

- Sim, eu sei. E você sempre vai ser minha mãe... - Respondeu confuso.

 

- Isso mesmo. - Acabei rindo baixinho.

 

- Então... - Regina continuou. - Eu estou namorando com uma pessoa. - Mordeu o lábio.

 

- Você ama essa pessoa, mamãe? Ama mesmo? Do fundo do coração igual você fala que me ama?

 

- Você é a pessoa que eu mais amo nesse mundo. - Riu bagunçando o cabelo do garoto. - Mas, sim... Eu amo muito essa pessoa.

 

- Igual você amava o papai? Você beija essa pessoa na boca? - Brincou fazendo careta e Regina balançou a cabeça positivamente.

 

Eu estava quieta, apenas observava a interação entre os dois. Eu não queria atrapalhar aquele momento, eles estavam extremamente conectados.

 

- Então... - A morena continuou e eu apertei uma almofada com a mão que estava livre. - Você sabe que existe muitos tipos de amor, não sabe?

 

- Sei... Tem garotas que amam garotas. Garotos que amam garotos. E tem pessoas que amam os dois. Você me ensinou isso, mamãe... Lembra?

 

- Lembro. - Sorriu abertamente. Ela estava orgulhosa e aquilo me deixava mais orgulhosa que ela. - A mamãe é uma garota que ama os dois... - Respirou fundo ao ver o garoto me encarar.

 

- Você também ama os dois, Emma?

 

- Eu? - Perguntei receosa e ele assentiu. - Não... Eu sou uma garota que gosta de garotas.

 

Henry sorriu orgulhoso e eu não entendi muito bem, encarei Regina e ela piscou, parecia que sabia o que o garoto iria falar.

 

- A mamãe disse que temos que ter muito orgulho de quem fala isso, porque algumas pessoas são más... E vão fazer você chorar. Mas, eu juro, Emma... Eu já sou grande. Não vou deixar.

 

Em um ato involuntário eu abracei o Henry, em algum lugar do meu coração eu sentia que aquele era um dos momentos mais belos da minha vida. Um dos momentos mais fortes. Um dos momentos mais intensos.

 

- Eu amo você... - Sussurei contra o ouvido dele e ele sorriu.

 

Encaramos Regina e a mesma estava com os olhos marejados, suas unhas estavam fincadas na própria perna como se estivesse tentando reprimir algum instinto.

 

- Querido, a mamãe está namorando a Emma... - Regina disse séria, mas confiante.

 

Henry colocou as duas mãozinhas na boca surpreso fazendo meus olhos se arregalarem e a morena respirar fundo tentando manter aquela coragem.

 

- Henry, eu... - Tentei falar, mas a frase morria nos meus lábios.

 

- Eu já sabia. - Ele riu. Henry riu! Aquela gargalhada nos surpreendeu.

 

- Oi? - Encarei o garoto confusa.

 

- Você e a mamãe vivem se abraçando. Antes de o papai vir me buscar aquele dia eu abaixei para pegar meu brinquedo e vi a mamãe fazendo carinho na sua mão... - Sorriu. - E eu sei que você não gosta do meu papai... - Riu sapeca.

 

Regina estava em choque, agora ela quem não conseguia falar. Henry tinha oito anos... Oito anos e tinha toda aquela inteligência.

 

- E o que você acha disso? Quer que eu vá embora? - Perguntei com medo.

 

- Eu gosto! - O garoto bateu palminhas. - Eu gosto! - Repetiu. - Você brinca comigo, você cuida de mim, você me dá doce... E até briga comigo quando eu não quero fazer lição. - Fez careta, mas sorriu logo depois. - E agora você pode vir mais vezes aqui, não é? - Me encarou sério e logo depois encarou Regina.

 

- Sim, quantas vezes ela quiser... - Sorriu quando o mesmo pulou em seu colo. - Você deveria ter me perguntado, sabe disso, não é? Pode me perguntar qualquer coisa... Sempre. - Acariciou seus cabelos.

 

- Sim. E eu tenho muito orgulho de você mamãe... Eu vou cuidar de vocês duas. - Deitou a cabeça no colo da mesma. - Mas, agora eu estou fraquinho... Preciso de comida para poder lutar. - Riu levantando e indo para a cozinha.

 

- Wow... Eu não esperava. - Me aproximei acariciando sua mão.

 

- Eu sempre falei com ele sobre isso. Só nunca soube que ele entendia e prestava tanta atenção... - Sorriu limpando uma lágrima que escorria. - Eu estou me sentindo plena, Emma... Seria meu auge de felicidade? Ter você... Ter o Henry. Ter uma familia de verdade.

 

- Eu acho que sim... - Sussurrei contra seus lábios. - Acho que encontramos a felicidade. - Lhe dei um selinho demorado.

 

- Eca! Beijo na boca é nojento. Nunca vou fazer isso. - Henry fez careta. - Vem logo, eu estou com fome. - Brincou fazendo carinho na barriga e nos fez rir.

 

- Vamos... - Regina levantou e saiu correndo atrás do filho.

 

É... Talvez eu tenha encontrado a felicidade.

 


Notas Finais


Comenteeem!! ❤ ATÉ SEMANA QUE VEM! ❤


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