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História The Curse of the Moon - Black Clover - Capítulo 2


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Capítulo 2 - 01 - First Chapter


Fanfic / Fanfiction The Curse of the Moon - Black Clover - Capítulo 2 - 01 - First Chapter

"Coincidência é algo que não existe. Sempre há um significado para tudo em nossas vidas. " 1. 


MAHINA 


Seis meses se passaram. Seis meses de treinamento árduo. Seis meses aprendendo cada feitiço. Seis meses. Queria poder dizer que o tempo passou voando, mas seria mentira. Os meses se arrastaram lentamente, causando mais ansiedade em mim. 


Aiko ficou bem feliz com o meu grimório, contei a ela que quase não o recebi. Obviamente deixei de fora o fato de que é um grimório proibido e amaldiçoado, ela não precisa saber disso. 


Durante alguns meses treinei na floresta do vilarejo. Observando de longe o garoto baixinho escandaloso, ele é um garoto estranho mas persistente, fiquei sabendo que no final ele conseguiu um grimório. Também tem o prodígio do trevo de quatro folhas, tivemos alguns desencontros pela floresta, nunca trocamos uma palavra, mas ele sempre me encarava com aqueles olhos âmbares.


Alguns dias depois que eu recebi meu grimório, voltei a torre dos grimórios, para conversar com o velho. Ele me explicou tudo e contou as histórias por trás do grimório. Foi bastante útil, facilitou o aprendizado dos feitiços. Agora me sinto forte o suficiente para o exame de admissão. 


Aiko ficou bastante orgulhosa e animada com a ideia de eu entrar para os cavaleiros mágicos, claro, quem não ficaria animado com tal possibilidade. Talvez meus pais iriam ficar orgulhosos, se eu tivesse. 


Fecho minha mochila, ajeitando meu grimório na minha cintura. Ajeito o capuz da capa, de forma que uma parte do meu rosto apareça, talvez eu devesse usar uma máscara. A viagem até a capital seria longa, magia espacial agora seria bem útil, se eu ao menos já tivesse ido lá alguma vez. 


ㅡ Por que não vai de vassoura? ㅡ meus olhos miram na senhora baixinha a minha frente ㅡ 


ㅡ Porque é a única que você tem ㅡ ajeitei a alça da mochila ㅡ não vou deixá-la sem ela. 


ㅡ É melhor do que andar ㅡ seu olhar era preocupado apesar de parecer irritada ㅡ 


ㅡ Não me importo de caminhar ㅡ dou de ombros ㅡ 


ㅡ Mas você vai caminhar até a capital, Mahina. ㅡ bufou ㅡ é um longo caminho para percorrer, ainda mais sozinha. 


ㅡ Eu sei me cuidar, não precisa se preocupar ㅡ dou um sorriso leve ㅡ 


ㅡ Não estou preocupada, sua pirralha ㅡ revirou os olhos irritada ㅡ 


ㅡ Claro. ㅡ começo a caminhar para a estrada ㅡ Adeus, velha chata. ㅡ aceno de costas ㅡ 


ㅡ QUEM VOCÊ TÁ CHAMANDO DE VELHA, SUA PIRRALHA! ㅡ gritou ㅡ 


Sorrio de leve, imaginando como vai ser passar os dias longe dela. Não que eu precise dela para viver, mas foram anos de convívio, vou sentir falta da velha. Olho para o chão de terra, pois é, vai ser um longo caminho a ser percorrido. 


Talvez eu use magia para chegar mais rápido, magia espacial ou magia do ar. A magia espacial não me levaria diretamente para lá, porém cortaria caminho até onde meu olhar alcançasse. A magia do ar poderia me fazer voar, mas não tenho esse nível de controle, consigo no máximo flutuar usando o ar. Gastaria uma enorme energia usando elas. Caminhar não será tão ruim, posso usá-los depois. 


(...) 


Decidi ir pela floresta, que tem a beira da estrada. Além de ser mais tranquilo, também é mais seguro. Apenas o barulho de meus passos nas folhas secas. 


Consegui escutar a voz de alguém longe, logo então passos correndo. Duas pessoas correndo em alta velocidade, pelo canto do olho vi dois borrões passando na estrada. Borrões estes que identifiquei como o garoto escandaloso e o prodígio do trevo. 


Irei chamá-los assim de agora em diante. 


O moreno mesmo correndo mirou os olhos na floresta, seus olhos se encontraram com os meus. E novamente me perdi naqueles olhos âmbares, por míseros segundos. 


Virei meu rosto, desviando de seus olhos e continuei meu caminho calmamente. Provavelmente verei esses dois novamente pelo caminho, e farei o possível para manter distância dos dois. 


(...) 


Passaram-se alguns dias de uma longa caminhada, então, finalmente avistei algumas casas da capital. 


Durante o caminho encontrei algumas vezes a dupla, claro que apenas os observei de longe. 


Caminhei pelas ruas movimentadas, cheias de pessoas, a capital tem muitas pessoas. Pessoas barulhentas, mas não me incomoda tanto quanto antes, tive seis meses para trabalhar nisso. 


Meu estômago ronca assim que os variados aromas das comidas da capital alcança minhas narinas. É tem um tempo desde a última caça, estou com fome. Preciso de energias para o exame, que por acaso começa daqui a pouco. 


Todos aqui tem uma variedade impressionante de magia, os usando ao seu favor. A capital é simplesmente fascinante. Meu estômago ronca novamente, chamando minha atenção. Me aproximo de uma barraquinha onde um senhor está vendendo bolinhos de polvo. 


ㅡ Por favor, cinco bolinhos de polvo. ㅡ tento ser o mais simpática possível ㅡ 


ㅡ Claro ㅡ ele pega os bolinhos colocando em um espeto ㅡ são 205 ienes. ㅡ ele sorri ㅡ 


Suspirei lhe entregando o dinheiro. As coisas por aqui são realmente diferentes de Hage, bem mais caras. Mordo um pedaço do bolinho observando as pessoas a minha volta, algumas passam me encarando, até porque é bem estranho uma pessoa com uma capa, cobrindo o rosto. 


Deixo isso para lá e caminho em direção ao lugar onde irá ocorrer o exame, o local está lotado de pessoas, ainda do lado de fora. Imagine lá dentro, as pessoas parecem bem empolgadas para esse evento. 


ㅡ Alguém quer uma cobra roxa no espeto? 


Isso não parece nada bom, suspiro e ignorando a pergunta da senhora. O lugar é enorme e com muitas pessoas, tanto as que vieram prestar o exame, quanto as que apenas vieram apoiar. 


Fico em silêncio na enorme fila, esperando chegar a minha vez. Tantos jovens estão ali esperançosos para serem cavaleiros mágicos. Não posso subestimar meus adversários, deve haver magos poderosos aqui, como também deve haver fracos. 


ㅡ Próximo. 


Finalmente minha vez chegou, em passos lentos me aproximo do mago que está dando os números de chamada. Seu olhar é igual ao das outras pessoas, confuso e ao mesmo tempo desconfiado, tudo por causa da capa. 


ㅡ Meu nome é Mahina, vim do vilarejo Hage. 


ㅡ Hm.. o seu grimório. ㅡ mostro o grimório e seu olhar se transforma em surpreso ㅡ Tríplice? ㅡ dirige um olhar assustado para mim ㅡ 


Talvez ele tenha falado alto demais, os outros na fila começaram a se questionar sobre o que é um grimório Tríplice, apesar de que nenhum desses jovens fúteis deva realmente saber o que é um grimório Tríplice, apenas pessoas mais velha, eu presumo. 


  O homem se recompõe e coloca a mão sobre o grimório, seu corpo se arrepia ao sentir a aura do grimório, reprimo a vontade rir da sua expressão de assustado. Meu grimório brilha e logo ele se afasta, sorrindo sem graça.  


ㅡ Você é o número 57. 


Me retiro da fila, caminhando para dentro do lugar. Também infestado de humanos, todos falando alto e ao mesmo tempo, suspirei, me escoro em uma das pilastras observando todos ali presentes. 


Talvez isso possa ser um pouco divertido. Me lembro que o velho dos grimórios me disse quando lhe contei que iria concorrer nos exames, “Muito bem, você é poderosa mas tente não matar seus adversários.” Acho que ele se referia ao meu problema de raiva, de qualquer forma, eu irei dar conta. 


ㅡ São os anti pássaros do exame. Aparentemente, quanto menor o seu poder mágico, mais eles voam ao seu redor. 


Olho em volta, vendo alguns desses passarinhos voando ao redor dos participantes. Todos, tem alguns pássaros em volta, no entanto, não tem nenhum próximo a mim, na verdade eles estão desviando de mim. 


ㅡ Ei, aquele estranho do capuz não tem nenhum. 


ㅡ Aquele cara também. 


ㅡ Nenhum pássaro chegou perto deles. 


Alguns dos participantes olham para mim e logo em seguida para o prodígio do trevo, então ele é bem poderoso, interessante. O moreno olha em volta e novamente seu olhar para em mim, desconfortável, é a palavra que eu me descrevo no momento, extremamente desconfortável com seu olhar. 

  

ㅡ Um de nós vai se tornar o Rei Mago. 


Seguro a vontade de gargalhar quando o acinzentado entra no meu campo de visão, o moreno desviou o olhar para o menor e a atenção das pessoas se volta para eles. 


ㅡ A nossa lenda vai começar agora, Yuno. 


Abaixo a cabeça para que ninguém veja o sorriso que insiste em nascer em meus lábios. O garoto baixinho está lotado dos anti pássaros, muitos deles. É cômico combinando com a fala do menor. 


Logo o mesmo começa a gritar e a correr dos passarinhos, que voam atrás do garoto e as pessoas a volta começam a rir. Respiro fundo, segurando a vontade de deitar no chão e dormir. Estou começando a ficar entediada. 


O garoto acaba dando de cara com um homem bem alto e forte, eles começam a dialogar algo que eu não faço questão de ouvir, se é que pode chamar de diálogo, o cara tava segurando o garoto pela cabeça. 


ㅡ O senhor da destruição, Yami Sukehiro. 


Quem? Do que eles estão falando? 


ㅡ Yami? O capitão dos touros negros? 


Esse cara é capitão de um esquadrão? Ele tem cara de maluco. 


ㅡ Os touros negros, o sucesso deles só não é maior que o estrago que eles causam. 


ㅡ Parece que não tem nenhum cavaleiro mágico decente nesse esquadrão.


Touros Negros, interessante. Então basicamente, eles são a escória dos cavaleiros mágicos.    


Fogos de artifício chamam a atenção das pessoas, sinal de que o exame iria começar. Suspirei entediada, quero ir embora, estou com sono. Encostei a cabeça na pilastra, fechando os olhos, tentando no mínimo, tirar um rápido cochilo. 


Tento ignorar os gritos de animação dos outros concorrentes, mas é praticamente impossível. Bufei abrindo os olhos, a tempo de ver um homem mascarado ao lado de várias outras pessoas, que estão sentadas, incluindo o cara de antes. 


ㅡ Candidatos atenção, perdão pela espera. ㅡ o mascarado fala ㅡ sou eu que vou conduzir o exame de vocês. ㅡ ele levanta seu grimório dourado ㅡ Árvore mágica. 


O céu se tornou negro de repente e um forte vento soou, um brilho esverdeado se abriu no céu e raízes saíram dela.  As raízes entregaram vassouras para cada um dos participantes, seguro a minha esperando o comando do homem. 


ㅡ Então vamos iniciar o exame de admissão dos cavaleiros mágicos. ㅡele sorri satisfeito ㅡ


O feitiço é realmente interessante, talvez eu consigo copiá-lo, é um feitiço bem útil. 


ㅡ Vocês vão passar por diferentes testes hoje, nos nove seremos os avaliadores de suas performances e vamos selecionar os candidatos que desejamos adicionar em nossos esquadrões. ㅡ os candidatos pareciam ansiosos ㅡ 


ㅡ Se vocês forem escolhidos por mais de um esquadrão, vão poder escolher o esquadrão do qual vocês querem fazer parte, por outro lado quem não for escolhido por um capitão, não estará qualificado para ser um cavaleiro mágico ㅡ os jovens ficaram tensos ㅡ 


ㅡ Cara, que saco. ㅡ bocejo com sono e uma garota me olha incrédula ㅡ 


ㅡ No seu primeiro exame, vocês precisam subir nas vassouras e voar. ㅡ as pessoas logo começaram a reclamar ㅡ Magos que conseguem controlar seus poderes mágicos devem conseguir instintivamente, essa é a forma mais básica de viagem para magos.     


Voar, que coisa ridícula, esperava que os exames fossem mais complicados. 


ㅡ Se você não consegue voar em uma vassoura, nem devia estar aqui. ㅡ suspiro ㅡ Muito bem, começar. 


Olho para os lados entediada. Os jovens estavam tentando voar, conseguiam subir mas logo perdiam o controle. 


ㅡ Que coisa ridícula. ㅡ suspiro. 


Me sento na vassoura e logo em seguida ela sobe facilmente, ficando acima de todos. Me deito cruzando os braços embaixo da cabeça para o capuz não sair, cruzo as pernas fazer a capa subir e minhas pernas ficarem a mostra.  


ㅡ Que cara exibido. 


ㅡ Quem é o cara do capuz? 


ㅡ Tão arrogante.


O prodígio também tem uma grande facilidade em controlar os poderes, ele voa pelo grande estádio se exibindo para todos. Diferente do baixinho grisalho, que permanece no chão fazendo força para subir. 



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