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História The curse of the tiger - Capítulo 1


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Notas do Autor


Essa fanfic é uma adaptação...

Capítulo 1 - Prólogo




A prisioneira estava com as mãos amarradas diante do corpo, cansado, subjugado e imundo, mas com uma postura altiva digna de sua herança indiana real. 


Seu captor, Gold, olhava-a com desdém, sentado em um trono dourado, luxuosamente esculpido. 


Pilares brancos e altos erguiam-se como sentinelas em torno do salão. Nem sequer um murmúrio de brisa da selva passava pelas cortinas transparentes. 


Tudo o que a prisioneira podia ouvir era o tilintar ritmico dos anéis ornados com pedras preciosas de Gold batendo na lateral do trono dourado. Gold olhava-a de cima, os olhos estreitados, insolentes e triunfantes. 


A mulher presa era a princesa de um reino indiano chamado Mujulaain. Oficialmente, seu título atual era Princesa e Suma Protetora do Império de Mujulaain, mas ela ainda preferia pensar em si mesmo apenas como a filha de seu pai. 


O fato de Gold, o rajá de um pequeno reino vizinho chamado Bhreenam, ter sequestrado a princesa não era tao surpreendente quanto saber quem se encontrava sentado ao lado de Gold. 


Lilith, a filha do rajá e noiva da prisioneira, e o irmão mais jovem da princesa, Neal. A cativa estudou os três, mas somente Gold sustentou seu olhar determinado. 


Sob a camisa, o amuleto de pedra da princesa repousava frio sobre sua pele, enquanto a ira percorria-lhe o corpo. A prisioneira falou primeiro, lutando para manter longe de sua voz o sentimento de traição. 


— Por que meu futuro pai me trata com tamanha falta de hospitalidade? 


Indiferente, Gold fixou um sorriso deliberado em seu rosto. 


— Minha cara princesa, você tem algo que eu desejo. 


— Nada que você pudesse querer justifica isto. Nossos reinos não estão prestes a se unir? Tudo o que tenho está à sua disposição. 

Você só precisava pedir. Por que fez isso? 


Gold esfregou o maxilar, os olhos brilhando.



— Planos mudam. Parece que seu irmão gostaria de tomar minha filha como noiva. Ele me prometeu certas recompensas se eu o ajudar a alcançar esse objetivo. 


A princesa voltou sua atenção para Lilith, que, com o rosto ruborizado, exibia uma pose submissa e recatada, com a cabeça baixa. Esperava-se que seu casamento arranjado com a moça desse inicio a uma era de paz entre os dois reinos.


 Ela estivera ausente pelos últimos quatro meses, supervisionando operações militares numa região distante, e deixara ao irmão a incumbéncia de cuidar do reino. Então Neal estava cuidando de outras coisas além do reino. 


A prisioneira avançou, destemida, encarou Gold e o desafiou. 


— Você enganou a todos nós. É como uma cobra enrolada, escondida em um cesto esperando o momento de dar o bote.


 Ela alargou o olhar para incluir o irmão e a noiva. 


— Vocês não percebem? Suas ações libertaram a vibora e nós fomos picados. Seu veneno agora corre pelo nosso sangue, destruindo tudo. 


Gold riu, desdenhoso, e falou. 


— Se você concordar em entregar sua parte do Amuleto de Damon, talvez eu o deixe viver. 


— Viver? Pensei que estivéssemos negociando minha noiva. 


— Receio que seus direitos de noiva tenham sido usurpados. Talvez eu não tenha sido claro. Seu irmão terá Lilith. 


A prisioneira  cerrou o maxilar e disse apenas.


— Os exércitos do meu pai o destruirão se você me matar. Gold riu. 


— Ele não destruirá a nova familia de Neal. Nós vamos apaziguar seu querido pai e informá-lo de que vocè foi vitima de um infeliz acidente. 


O homem afagou a barba curta e então esclareceu.



— Entenda que, mesmo que lhe permita viver, eu governarei ambos os reinos. — Gold sorriu. 

— Se me desafiar, serei obrigado a pegar sua parte do amuleto à força. 


Neal se inclinou na direção de Gold e protestou com firmeza. 


— Pensei que tivéssemos um acordo. Eu só lhe trouxe minha irmã porque você jurou que não a mataria. Apenas pegaria o amuleto. 


Gold estendeu a mão rápido como uma cobra e agarrou o pulso de Emma. 


— A essa altura você já deveria ter aprendido que eu pego o que eu quiser. Se preferir a visão de onde sua  irmã se encontra, ficarei feliz em satisfazė-lo. 


Neal se remexeu na cadeira, mas manteve-se calado. Gold prosseguiu. 


— Não quer? Muito bem, estou alterando nosso acordo anterior. Seu irmão será morto se não ceder aos meus desejos e vocé nunca se casará com minha filha, a menos que entregue sua parte do amuleto a mim também. Esse nosso acordo particular pode ser facilmente revogado e eu posso casar Lilith com outro homem. Um homem da minha escolha. Talvez um sultão velho Ihe esfriasse o sangue. Se você quiser permanecer perto de Lilith, terá que aprender a se submeter. 


Gold comprimiu o pulso de Emma até que ele estalou ruidosamente. Emma não reagiu. Flexionando os dedos e girando lentamente o pulso, Emma se recostou, ergueu a mão para tocar o pedaço do amuleto, oculto sob sua camisa, e fez contato visual com o irmão. 


Uma mensagem silenciosa foi trocada entre eles. Os irmãos lidariam um com o outro mais tarde, mas as atitudes de Gold significavam guerra e as necessidades do reino eram prioridade para ambos. 


A obsessão subiu pelo pescoço de Gold, latejou em sua têmpora e se assentou atrás de seus olhos negros e peçonhentos. Aqueles mesmos olhos dissecaram o rosto da prisioneira, sondando, avaliando-a em busca de fraqueza. Encolerizado, Gold pós-se de pé num salto. 


— Que assim seja!



Ele puxou de sua túnica uma reluzente faca de cabo adornado com pedras preciosas e rudemente arrancou a manga do casaco jodhpuri da prisioneira, antes branco, mas agora imundo. As cordas se enroscaram em seus pulsos e ela grunhiu de dor quando Gold correu-lhe a faca pelo braço. 


O corte foi fundo o bastante para que o sangue aflorasse, vertesse e pingasse no chão de ladrilhos. Gold arrancou um talismã de madeira de seu pescoço e o colocou debaixo do braço da prisioneira.


 O sangue gotejou da faca para o amuleto e o símbolo ali gravado fulgurou com um vermelho abrasador antes de pulsar com uma luz branca estranha. A luz disparou na direção da princesa com dedos tateantes que perfuraram seu peito e atravessaram-lhe todo o corpo, dilacerando-o. Embora fosse forte, ela não estava preparada para a dor. 


A prisioneira gritou quando seu corpo de repente se inflamou com uma erupção que lhe queimava a pele. Ele desabou no chão. Estendeu as mãos para se proteger, mas só conseguiu arranhar debilmente os ladrilhos brancos e frios do piso.


A princesa se viu, indefesa, quando tanto Lilith quanto seu irmão atacaram Gold, que empurrou ambos com violência. Lilith caiu no chão, batendo a cabeça com força no tablado sobre o qual se achava o trono. 


A princesa tinha consciência de que o irmão estava ali perto, tomado pela tristeza à medida que a vida se esvaía do corpo mole de Lilith. Em seguida, não teve mais consciência de nada que não fosse a dor.



Notas Finais


🐾🐾🐾


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