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História The dancer - Capítulo 2


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Notas do Autor


Ola, pessoal!
Sei que isso vai ser um susto tremendo para quem já acompanha a fanfic ha um tempo, mas são mudanças boas e necessarias que estou fazendo na fanfic.
Já estava com a ideia de começar a reescreve-la ha algum tempo, mas nunca sabia por onde, como e quando começar, e por eu estar envolvida com os meus estudos e outras responsabilidades acabei empurrando com a barriga esse projeto.
Quando eu comecei a escrever a fanfic eu tinha 16 anos, hoje, eu já tenho 20, e além da minha escrita muitas outras coisas mudaram na minha vida que fizeram eu crescer, amadurecer e ter novas e construtivas experiencias. Com 16 anos eu tinha uma outra cabeça, escrevia de uma outra maneira, e n pesquisei tanto na época sobre o mundo profissional do ballet para fazer a fanfic. Eu já estava há tempos encomodada com os meus primeiros capítulos, pq eles só não coincidem com a minha escrita atual.
Apesar de estar sempre atarefada com alguma coisa, de certa forma essa questão de reescrever e reelaborar a fanfic estava me assombrando, sempre de certa forma onipresente no fundo da minha cabeça, com uma vozinha sempre dizendo que eu tinha que começar a fazer. Até que semana passada eu sentei a bunda na cadeira e pensei 'pq n?' :) (digo semana passada mas isso td aconteceu em tipo 3 dias sksksks). Fui sem medo e me empolguei de um jeito escrevendo todas as ideias e o proprio novo primeiro capitulo que vcs não tem noção... Fazia anos que eu n me empolgava e me envolvia desse jeito com uma fanfic! Foi realmente magico.
Para meus leitores antigos, como disse no inicio, serão mudanças boas. Em resumo, o q mudei foi a dinamica entre os personagens, um pouco da historia deles e tb suas personalidades (principalmente jimin e... JUNGKOOK para a alegria de tds! E uma mudança DRASTICA!), o clima da fanfic (q vi e reconheci q estava sempre num clima mt pesado e agr eu vou arrumar isso; vamos ter os mesmos dramas de antes, mas com mt mais momentos leves e prazerosos para respirar!) e só. A primicia da fanfic continua a mesma, n se preocupem! Se quiserem saber mais detalhes sobre as mudanças postarei dois videos essa semana no grupo do whats explicando as coisas, um sobre o q tem acontecido na minha vida e outro sobre as mudanças na fanfic e pq eu senti a necessidade de fazê-las.
Aos leitores novos, sejam muito bem-vindos e sintam-se à vontade! :) Essa eu considero ser a the dancer 2.0. Se tiverem interesse, muito tempo atras fiz um grupo de whatsapp da fanfic q esta ativo até hj, onde eu atualizo sobre os andamentos do capítulo, ofereço conteúdos *exclusivos* e tb é um lugar super aberto para interações e trocas de ideias, sintam-se à vontade de entrar e conversarem! :)
Um bj a tds! Atualizarei vcs essa semana lá no grupo do whats.
Fiquem tds bem <3

Capítulo 2 - Our Principal Dancer


Fanfic / Fanfiction The dancer - Capítulo 2 - Our Principal Dancer

O celular de Hoseok vibrou pela décima vez em sua cabeceira, mas mesmo assim ele não acordava, afinal, era sábado de manhã e não tinha nenhum trabalho da faculdade para fazer, era esperado que estivesse acordado? Décimo primeiro é o número de vezes que o celular de Hoseok tocou naquela ainda imatura manhã.

Um pesadelo terrível então invade a sua mente, no qual ele volta no tempo e está diante de sua professora da quarta série, que tinha o torturante hábito de mascar chicletes baratos, que deixavam seus dentes e língua em tons amarelados, e ainda falar cuspindo em cima dos alunos. De repente, aquele fatídico dia começa a se desenrolar mais uma vez em seu mundo dos sonhos. A professora se aproximava de si com uma carranca feia ao pegá-lo colando em uma prova. No sonho, os passos da mulher são vagarosos e amedrontadoras, como os de um leão prestes a dar o bote em sua presa, e os estalos provindos da mastigação do chiclete vão gradativamente ficando mais ensurdecedores e grotescos. A professora então está frente a frente do pequeno Hoseok. Ela abre sua bocona de lábios carnudos e ressecados para falar e, além de seus cuspes rotineiros, saiu desta vez junto o chiclete amarelado murcho, que voou diretamente nos lábios entreabertos de Hoseok. O mesmo então acorda atordoado do sonho, todo encolhido em sua cama e com uma sensação horrível nos seus lábios.

Ao olhar para o lado, vê que seu celular está vibrando freneticamente e logo procura atendê-lo para esquecer o mais rápido possível aquela perturbação criada por sua mente.

– A-alô... – ele fala com uma voz ainda demasiada sonolenta.

Hobi! – Jimin grita do outro lado do celular claramente emocionado, fazendo Hoseok até afastar um pouco o ouvido tamanho o berro. – Eu passei, Hobi! E-eu passei!

– Você passou...? – Hoseok fala confuso e ainda muito sonolento, mas logo se dá conta do se tratava e se senta na cama em um pulo. – Meu Deus, Jimin! Você Passou!

– Sim, passei na audição! Agora sou oficialmente um primeiro bailarino na Universal Bellet! Minha nossa... Nem consigo acreditar que realmente consegui!

De fato, um ótimo assunto para tirar a atenção de Hoseok de seu sonho-memória terrível.

Quase tropeçando em seus próprios pés Hoseok sai desesperado do seu quarto para contar a novidade para todos da casa, mas lembrou que Taehyung tinha uma sessão de fotos de casamento para fazer e Jin sempre trabalhava no sábado de manhã. Isso explica porque Jimin ligou para Hoseok justo em uma sábado de manhã; eram suas manhãs sagradas.

– Tio Hobi... – a pequena Mira aparece no corredor, esfregando seus olhinhos cansados e arrastando em uma de suas mãos um de seus grudes de pelúcia, a baleia pretinha Redondinha. – Amma foi trabalhar de novo?

– Oi, querida! – Hoseok a pega do chão e a leva a seu colo, dando um beijo de bom dia em sua testa. – Sim, Mimi, amma foi trabalhar e tio Taetae também, então o tio Hobi ficou aqui ‘pra cuidar de você. – ele diz enquanto alisava seus cabelinhos lisos.

– Mas... E o tio Minnie? Onde que ele ‘tá?

– Você nem sabe! – ele fala extremamente animado e a coloca de volta no chão, ficando de joelhos na sua altura. – O tio Minnie passou naquele teste para bailarino! Ele vai ser o bailarino mais importante dessa nova escola!

A menininha ficou em tamanha surpresa que chegou a deixar o Redondinho cair no chão.

– Tio Minnie conseguiu! – ela fala eufórica dando vários e repetidos pulinhos de felicidade enquanto segura as mãos do tio Hobi. – Tio Minnie conseguiu! Tio Minnie conseguiu! – ela canta alegre enquanto continua a dar seus pulinhos.

– Isso mesmo, Mimi! – ele põe suas palmas nas bochechas da meninas e beija sua testa novamente, em seguida pegando-a no colo mais uma vez. – Agora, vamos nos encontrar com o tio Minnie e tomar café da manhã junto com ele, e mais tarde, quando tio Taetae e seu amma voltarem, vamos fazer uma janta bem bonita e legal todos juntos!       

– Oba! – ela diz em um gritinho agudo e estridente. – Tio Hobi, o Redondinho pode ir junto...?

– Hmm... – Hoseok pondera por alguns segundos de brincadeira deixando a menininha em tremenda expectativa. – Pode. Mas o Redondinho. Da última você levou o Gulo junto e passamos horas procurando por ele!

 – É que ele é um gato, tio Hobi! – ela tenta explicar extremamente séria. – E-e tinha passado um cachorro perto da gente e ele ficou com muito medo e se escondeu! Ele não tem culpa, tio Hobi...

– Tá bom, Mimi. – Hoseok ri aos montes com a explicação da pequena. – Mas só pode levar o Redondinho. Nada de Gulo, Sra. Baleia, Fedorzinho, Pato... o Redondinho.

– Hm... Tá bom... – ela diz emburrada cruzando os braços sobre seu corpo.

...

– Tio Minnie! – Assim que avistam Jimin, Mira não pensa duas vezes antes de soltar a mão de Hoseok e correr na direção do primeiro com os braços abertos esperando um divertido abraço.

– Mirahh! – Jimin fica surpreso e ao mesmo tempo muito feliz em ver que a pequena estava junto. Assim que ela chega suficientemente perto dele, Jimin a pega imediatamente no colo e a gira três vezes no ar, fazendo a menina gargalhar aos montes antes de prendê-la em um grande abraço.

– Jiminie, parabéns! – Hoseok logo chega atrás e abraça os dois com braços cheios. – Eu ‘tô tão, mas tão feliz por ti nesse momento! 

– Parabéns, tio Minnie! – Mira diz podendo finalmente ser capaz de ver a luz do dia novamente após escapar das garras de seus perigosos titios. – O Redondinho também ‘tá muito feliz por você! O Gulo também, mas ele não pode vir...

– Você não deixou ela levar o Gulo!? – Jimin fala extremamente chocado, abraçando Mira ainda mais forte contra seu peito. – Seu monstro!

– O quê foi!? Aquele último episódio posso dizer seguramente que foi traumático para todos nós. – ele tenta se defender. – Mas ela ficou tão feliz de saber dessa notícia que ela trouxe até um presente ‘pra você, Jimin. Quer mostrar ‘pro tio Minnie?

– Ahan! – ela rapidamente desce dos braços de Jimin e aterrissa em terra firme. Hoseok então a repassa secretamente o misterioso presente, e, toda séria e cheia de postura, ela vira-se em direção ao alvo do presente. – Você tem que fechar os olhos, tio Minnie, e só pode abrir quando eu botar o presente nas suas mãos. Ok?

– Ok. – Jimin entra na brincadeira; se agacha em frente à menina, fecha os olhos, e fica com ambas as palmas viradas para cima, à espera do tão famigerado presente.

– Agora pode abrir! – Mira diz com uma vozinha estridente e cheia de expectativas.

Jimin abre os olhos e quase que seu coração explode com tanta doçura. Era um desenho todo complexo e arquitetado pela Sra. Mira, a artista.

– Essa sou eu de sereia te assistindo dançar e esse é você dançando ballet em um palco debaixo do mar! E aqui o tio Hobi escreveu ‘pra mim que você é o melhor bailarino da escola e do mundo! Mas fui eu que pedi pro tio Hobi escrever.

– Mira, eu adorei! – Jimin fala todo emocionado abraçando a menina novamente. – Assim que chegarmos em casa vou guardar com muito carinho no meu álbum! – ele se levanta com Mira nos braços e se direciona a Hoseok. – Vamos entrando?

– Mulheres e crianças primeiro. – Hoseok provoca entre risos, se afastando meio metro de Jimin ao receber seu olhar de caça.

– Achei que já tinha crescido, Hoseok, você não fez treze semana passada? – os dois riem das mutuas provocações e por fim entram no estabelecimento.

Eles entram no café, escolhem uma mesa e começam a olhar o cardápio enquanto Mira pinta com o giz de cera fornecido pelos funcionários o desenho do mascote do lugar.

– Mal dormi ontem de noite e hoje nem consegui comer nada de tão nervoso que eu ‘tava; ou seja, Hoseok... Estou com fome.

– Sim, só imagino. A gente já ‘tava quase te internando em um hospital psiquiátrico de tão preocupados que tu nos deixou ontem, caramba. Dormiu quantas horas no fim?

– Umas duas horas e meia eu acredito... Ou um pouco mais que isso, não lembro direito.

– Jimin, seu doido... – Hoseok fala em choque colocando ambas as mãos na cabeça e passando-as vagarosamente pelo seus cabelos. – Meu Deus... Como foi que você conseguiu fazer a audição nesse estado!?        

– ‘Tava nervoso demais quando eu acordei hoje de manhã, não vou mentir. Quando eu já ‘tava na porta do lugar, considerei por meio segundo em dar meia volta, voltar ‘pra casa e me jogar na cama, mas sabe... Era a chance que eu tinha; eu treinei, me sacrifiquei e me esforcei muito para aquilo, jogar tudo pela janela depois de tanta preparação seria quase um crime. Mas enfim, sabe como o desespero junto com um litro de cafeína opera dentro da gente, não é... 

– Nossa, Park Jimin... Mas se tu tivesse desistido...

– Eu sei, eu sei... Nem precisa me dizer que eu já imagino o que vocês iriam me dizer e fazer, e o pior é que não condeno. Só de pensar agora que eu ao menos considerei essa possibilidade por um breve momento já começo a ficar irado comigo mesmo; é realmente uma coisa para se revoltar.

– Bem... Mas sabe como dizem: com louco não se discute. – Hoseok provoca-o e começa a rir de sua própria provocação tão simplória.

– Ai, Hoseok, dá um tempo vai... – Jimin suspira profundamente em frustração, ele fica entre o sanduiche natural e um bowl de legumes refogados ao molho da casa, e não faz a menor ideia de qual escolher. – Fica agindo igual a um pré-adolescente chato cheio de hormônios que fala um pum e começa a rir que nem um histérico. A Mira é um nenê e é infinitamente mais madura que você, sem sombra de dúvidas. – Hoseok faz como se fosse responder, mas percebe que não tem como ele tentar rebatar algo que era verdade.

– O tio Minnie falou pum! – Mira começa a rir ingenuamente.

– O tio Hobi é um pum, meu amor. – em nenhum momento Jimin levanta os olhos do cardápio para olhar Hoseok, que está bem quietinho sentadinho no seu lugar. – Você acha que eu escolho o sanduiche natural ou o bowl de legumes refogados?

– O bowl... – ele responde lentamente, todo emburrado sem saber como responder Jimin. Já não é a primeira vez que ele é avisado a não ficar testando demais a paciência de Jimin.

– Obrigado. – Jimin responde leviano, agindo como se nada tivesse acontecido.

– Mas e então... – Hoseok solta uma leve tossezinha antes de começar a falar para quebrar um pouco o clima. – Como que foi a audição no fim?

– Nossa tinha realmente muita gente lá. – Jimin volta ao seu estado animadinho e normal de sempre para o alívio de Hoseok. – Fiquei apavorado! Tive que respirar fundo não sei quantas vezes até conseguir me acalmar minimamente!  

– Meu Deus... E como foram as avaliações? Teve algum momento que te deixou muito inseguro?

– Ah, as avaliações foram normais, mesma coisa de sempre, sabe? Teste de flexibilidade, resistência e etc... O problema foi quando pediram para realizarmos alguns passos, e pegaram justamente aquele um único passo que eu sempre tenho dificuldade. Quando pediram ‘pra fazer ele surtei total internamente, mas mantive o controle, e por muita sorte não vacilei na hora e consegui ficar de pé no final. Esse passo com certeza afetou muito na minha avaliação final.

– Só imagino como você deve ter se sentido nessa hora. – Hoseok solta um suspiro de tensão pensando no estresse que o amigo não deve ter passado. – E o seu solo, Jiminie? Como foi!? Você ‘tava muito focado e nervoso nas últimas semanas com ele.

– Deu tudo certo, graças aos Deuses! Tinha esse trecho do meu solo que eu tinha comentado com vocês que era muito complexo e tinha que coincidir direitinho com a música, que naquela parta ficava muito rápida, ou seja: complexo e rápido nunca é um bom combo, mas correu tudo bem no final! Os avaliadores ficaram muito impressionados com a minha performance, deram nota máximo e ainda alguns comentários extras me elogiando.

– Meu Deus, Jimin que maravilha! – Hoseok pega nas mãos do amigo e as aperta com ternura. – Eu ‘tô tão orgulhoso de ti, meu amigo... Tão orgulhoso de ter acompanhado toda tua trajetória desde o colégio! Hoje à noite é necessário que brindemos com os nossos melhores copos à essa conquista tão suada e merecida! Vamos fazer uma verdadeira festa para o nosso Jiminie. – claramente Hoseok está bem emocionado e se segurando muito para não começar a chorar que nem um bebê no meio do café.

– Obrigado, Hobi. – Jimin sorri sincero para o amigo, sentindo uma real vontade de chorar pelas palavras ditas, mas procurando guardar as lágrimas para de noite que com certeza serão muitas a rolar.

Seus pedidos enfim chegam e eles se banqueteiam com enorme prazer, principalmente o pobre e esfomeado tio Minnie. Constantemente, Hoseok e Jimin tinham que auxiliar a pequena Mira, que estava frequentemente se sujando toda com a panqueca de chocolate que os tios pediram para ela, mas que era um segredo só deles, porque seu amma não podia descobrir sobre essa panqueca de chocolate.   

Na volta, Hoseok coloca Mira sentada sobre seus ombros enquanto ele e Jimin andam lado a lado, bem próximos um do outro, e, em diversos momentos, recebiam e sentiam olhares maldosos e julgadores sobre si, pois provavelmente deveriam estar aparentando ser uma pequena família. Infelizmente, a tradicional República da Coreia continua deveras feudal em certos aspectos apesar de seu alto progressismo em diversas áreas.

Hoseok chega a ficar realmente irritado com a situação, e, no caso de algumas pessoas, ele com toda a certeza partiria para o confronto se Mira não estivesse junto deles, não pelo fato de confundi-los com uma família, mas sim por tratarem e agirem dessa forma com um possível cenário desses. Já Jimin... Ele só não tem mais energia para lidar com essa gente. Por muitos anos ele se estressou até demais com essas situações na rua, prestou-se até a peitar alguns e uma vez já recebeu um soco na cara de um metido a grandão, mas esses confrontos só foram o desgastando e cansando gradativamente... Até que ele botou um fim nisso tudo e parou de se importar com essas pessoas, parou de se deixar afetar por elas; era algo que o estava destruindo. Hoje, Jimin continua sim lutando pelos seus direitos como homem com mascuventri e gay, mas ele não mais permite-se a discutir e bater boca com gente ignorante que só irá atacá-lo verbalmente e até fisicamente. É quem ele é. Esse situação que ele e Hoseok passaram é um possível futuro seu, essa é sua vida, sua realidade, e se ele ser permissível em deixar essas pessoas invadirem-na dessa forma e deixar-se ser enfraquecido por elas, só tornará as coisas ainda mais difíceis e cansativas para si. Moral da história: indiferença é uma assassina de aluguel brutal e silenciosa.

Chegando no apartamento conjunto deles, Hoseok vai até o quarto com Mira para ajudá-la a trocar de roupa enquanto Jimin se joga no sofá para enfim poder relaxar seus membros que já estavam latejando de tanta exaustão.

Ele puxa o celular e começa a olhar as mensagens que recebera de Jin e Taehyung no grupo deles sobre ter conseguido passar na audição. Muitas palavras de ternura, felicidade, promessas de presentes e comemorações e figurinhas de coração. Realmente, Jimin não precisava de mais ninguém nesse mundo, aquela era a sua família. A única opinião e aprovação que verdadeiramente importavam eram as deles e as de mais ninguém.

Como é bom ter uma família para chamar de sua... Ele pensa enamorado pela sua própria sensação quente no coração e adormece profundamente no sofá com um sutil sorriso no rosto.

...

– Um pouco de chocolate... Um pouco de cogumelo cor de rosa... E uma pitada de morango azul!

Uma vozinha aguda e distante soa no fundo da cabeça de Jimin e ele vai gradualmente acordando de seu proveitoso descanso. Quando desperta, fica meio confuso com o que está acontecendo à sua volta, e a primeira coisa que vê é um bichinho de pelúcia caindo diante de seus olhos.

– Você dormiu bem, tio Minnie? Eu botei o Pato em cima de ti ‘pra ninguém te acordar, porque ele é muito brabo, sabe.  – Mira pergunta curiosa, recolhendo seu bichinho e logo em seguida servindo uma xicarazinha roxa de plástico com um punhado de massinhas misturas dentro para Jimin. – Eu fiz um chazinho ‘pra você ficar bom, porque o tio Hobi disse que você ficou muito cansado do seu teste!

– Nossa! Que gentil da sua parte, Mira. – Jimin sorri doce para a menina e ergue a xicarazinha, fingindo beber o conteúdo que havia dentro. – Wow! Acho que vou ter que começar a te pedir ‘pra fazer esses chazinhos antes de eu ir ‘pra minha escola de ballet!

A menina ri feliz pela resposta do mais velho e dá pequenos pulinhos de felicidade.

– Ah, Jimin! – Hoseok atravessa a sala e para de andar assim que o vê. – Que bom que acordou.

– É... Sinto que dormi umas dez horas. Acho que nunca tive um sono tão pesado. – ele diz em um bocejo, esfregando vagarosamente parte de seu rosto cansado.

– Taehyung vai chegar daqui a pouco. – Hoseok vai de encontro a eles e pega Mira no colo. – Já falei com ele e com Jin e vamos fazer uma janta muito especial hoje! Com direito a vinho e tudo mais, menos ‘pra essa coisinha aqui. – ele finge morder a mão da menina e ela dá um gritinho agudo de susto.

– Tio Hobi... E quando que o meu amma vai voltar? – a menina pergunta um pouco insegura, mas já sabendo a resposta que teria.

– Ai, Mimi... – Hoseok diz em um suspiro e coloca a menina no chão. – Seu amma vai ter que ficar até mais tarde de novo... Mas ele disse que vai tentar voltar ‘pra casa o mais rápido possível!

– Ok... – ela diz meio cabisbaixa olhando para o chão. – Mas ele vai comer com a gente dessa vez...?

– Vai sim, meu amor. – Jimin diz com um sorriso encorajador, pegando em sua mãozinha e acariciando-a. – Ele vai até nos ajudar a fazer a comida, sabia?

– Sério!? – ela pergunta esperançosa arregalando levemente seus olhos.

– Sério.

Ao longo da tarde Jimin e Hoseok foram fazendo suas tarefas doméstica, organizando suas coisas, participando das brincadeiras de Mira e, no caso de Hoseok, fazendo algumas atividades da faculdade.

– Cheguei... – Taehyung fala em um suspiro cansado entrando na casa com várias bolsas com seus equipamentos.

– Oi, tio Tae. – Mira cumprimenta seu tio indo até ele em pequenos saltinhos de ballet que o tio Minnie havia lhe ensinado.

– Meu Deus, Taehyung! Como que você ficou carregando essas coisas ‘pra cima e ‘pra baixo durante o dia inteiro!? – Jimin diz espantado ao ver o amigo chegando em casa com tantas coisas penduradas pelo corpo e todo cansado e suado. – Parece até que ‘tá se preparando ‘pra um mochilão pela Europa! Hoseok! Vem aqui rápido, ele ‘tá exausto! 

– Ai, muito obrigado... – Taehyung agradece, entregando algumas das bolsas para Jimin e logo em seguida para Hoseok, que vinha chegando não muito atrás.

– Deixa que eu pego isso ‘pra ti, tio. – Mira fala determinada tentando alcançar a bolsa com lentes de câmera de Taehyung, uma bolsa bem acessível para seu tamanho.

– Oi, fofinha! – ele logo muda de face e humor ao se direcionar à sobrinha. – Ok, mas toma muito cuidado com essa bolsa do tio! Ela é muito importante ‘pra mim e tem coisas muito delicadas dentro dela. Você acha que consegue?

– Ahan! Lá no colégio a prof disse que eu sou muito cuidadosa com a tesoura sem ponta!

– ‘Tá bom então, vou confiar em você! – ele entrega a bolsa à sobrinha que recebe esta com ambas as mãos e vai caminhando vagarosamente e com muito cuidado e concentração até o quarto do tio. Taehyung se segura ao máximo para não começar a rir de tão adorável que aquela cena era.

...

– Vem cá, Jiminie! – após tomar um bom banho, Taehyung vai direto a Jimin para dar-lhe um grande abraço de comemoração. – Parabéns pelo cargo! Juro que quase gritei de alegria quando li sua mensagem lá no grupo! ‘Tava louco ‘pra te ver! – ele segura Jimin apertado em seus braços e não solta por um bom tempo. – Desculpa não ter te abraçado e falado melhor com você antes! Não queria te sujar de suor e tudo mais e também admito que não estava no melhor dos humores...

– Ah, é!? O que aconteceu, Tae?

– Ai... O pai do noivo ficava me rondando toda hora, sussurrava umas coisas muito nojentas perto de mim, e mais... ‘Pra piorar o meu dia, quando eu já ‘tava quase saindo ele foi me agradecer pelo trabalho que fiz e pegou na minha bunda! E pegou forte, sabe?

– Quem que machucou o tio Tae!? – Mira pergunta furiosa e Hoseok logo aparece por trás tapando os ouvidos dela.

– É muito difícil ‘pra vocês falarem mais baixo ou irem ‘pra outro cômodo da casa onde a criança de quatro anos não esteja!? – Hoseok pergunta indignado, olhando irritado para ambos e logo afastando Mira de perto deles.

– Desculpa, Hobi... – Taehyung diz sincero, ficando imediatamente arrependido ao se dar conta do que disse. – Enfim... – ele continua dessa vez falando mais baixo. – Foi uma droga e me segurei muito ‘pra não soltar nada em cima desse filho da puta e da esposa dele... – ele bufa irritado e tenciona um pouco o punho ao lembrar do episódio.    

– Nossa, Tae... Entendo perfeitamente, não precisava nem se explicar. – Jimin direciona-o um olhar solidário e acaricia brevemente seu ombro para confortá-lo. – Deu para ver na sua cara quando chegou que seu dia não tinha sido nada bom.

– Nha! Não foi de todo ruim! Tirei fotos muito boas ‘pro meu portfolio e ainda de brinde ganhei uma baita grana. A qual, por sinal, usei um pouco para te comprar esta lembrancinha aqui... – do bolso de sua calça Taehyung puxa uma pequena caixinha rosa bebê e a entrega nas mãos de Jimin.

– Ai meu Deus, Tae! Já tinha dito ‘pra vocês que se eu passasse não era para me comprar nada! – Jimin olha Taehyung em extrema surpresa e com um sorriso desacredito. – Me diz que não foi muito caro, por favor.

– Abre aí, vai. – Taehyung gesticula com a mão, logo pousando-a no bolso da calça, e dá um sorriso de canto.

Jimin tira a tampa da caixinha e logo abre sua boca em um pequeno círculo pela tamanha surpresa. Era um pingente de colar prata no formato de uma estrela cadente. 

– Ai meu Deus, Tae... É-é lindo! – Jimin fala desacreditado, colocando sua mão sobre a boca.

– ‘Pra falar a verdade eu já tinha comprado esse pingente antes mesmo do dia da sua audição. – ele esfrega a sua nuca um pouco sem jeito. – Porque eu tinha total certeza que você passaria. Sempre acreditei nisso desde que você nós falou que tinha se inscrito.

– Ai, Tae... Muito obrigado! – Jimin abraça forte Taehyung e o outro deposita suavemente suas mãos sobre as costas de Jimin, fazendo uma singela caricia. – E porque uma estrela? – ele pergunta curioso ao se separarem do abraço.

– Ah... – Taehyung ri sem jeito. – É muito bobinho...

– Como assim!? Vai, desembucha! – Jimin fala provocativo empurrando o ombro de Taehyung.

– É que eu queria que fosse alguma coisa com significado, sabe? Não queria que fosse algo aleatório.

– E qual é o significado...? – Jimin se aproxima mais de Taehyung e olha fixamente em seus olhos.

– Ai, eu não acredito! – Hoseok aparece do corredor e vai em direção aos dois, que rapidamente se dispersam e afastam-se meio metro um do outro. – Você deu um presente ‘pro Jimin!? Ele disse que não queria presentes!

– Hoseok... – Taehyung começa a falar em um suspiro risonho. – Você não sabe que quando alguém diz que não quer presentes ela só está sendo cordial, e não significa literalmente que ela não quer receber presentes?

– E Jin ‘tá sabendo disso também!?

– Bem... Hm... Sim? – Taehyung não sabe nem o que dizer.

– ‘Tá e o que que eu faço agora!? Todo mundo vai dar um presente ‘pro Jimin menos eu! Até a Mira deu um presente ‘pro Jimin e eu não!               

– Hobi, ‘tá tudo bem, não precisa mesmo. – Jimin pega no braço do amigo. – Tae está certo, é uma questão de cordialidade, mas não é um código de conduta, principalmente porque você é um dos meus melhores amigos!

– Puts... Tem certeza, Jimin...? – Hoseok pergunta extremamente sem graça.

– Absoluta, Hobi.

– Tio Minnie! Me mostra de novo aquela dança que você me ensinou? – Mira aparece do corredor pondo somente sua cabeça para fora do quarto. 

– Agora mesmo! – Jimin deixa os dois sozinhos e se dirige até o quarto onde ela e Jin dormem.

Assim que Jimin se afasta Taehyung puxa Hoseok para um canto e começa a falar baixinho:

– Faz o seguinte, Hobi: vai no shopping e compra ‘pra ele aqueles travesseiros de nuca na cor amarelo mostarda.

– Você acha que ele vai gostar? – Hoseok pergunta baixinho.

– Claro que vai! Você não ouviu ele falado nos últimos tempos que ‘tava louco por um travesseiro desses?

– Hm... Francamente não recordo muito...?

– Enfim, ele vai gostar. E amarelo mostarda, viu? É a cor favorita dele.

– Ah... Por isso que ele nunca usou aquele casaco amarelo que eu dei ‘pra ele... – Hoseok conclui, como se um milenar quebra-cabeça havia finalmente sido resolvido na sua cabeça.

...

– Mira!? Cheguei, meu amor! – Jin fala assim que abre a porta da frente, olhando para os lados em busca da sua pequena.

– Ammahhh! – Mira sai em disparada do seu quarto e vai correndo em direção ao seu pai para abraçar-lhe, que a recebe de joelhos em prontidão. – Fiquei com muita saudade, Amma...

– Eu sei, Mimi... Eu sei... – Jin diz em um suspiro sofrido e cansado, abraçando firme a menina em seus braços e a enchendo de beijos pela cabeça e rosto. Partia seu coração ver a filha nesse estado.

– Você não falou que ia trabalhar até mais tarde hoje... – Mira fala magoada ainda abraçada firme no pai, com medo que ele desaparecesse da sua frente a qualquer momento. 

– Eu sei, filha... É que o chefe do amma disse que se eu quisesse trazer do restaurante aquele bolo de chocolate que você adora eu precisava ficar mais tempo! – Seokjin inventa.

– Então eu não quero mais bolo... Quero você...

Aquilo foi como uma facada brutal em seu peito, e ele se segura ao máximo para não começar a chorar ali naquele momento.

– Mestre cuca, vem cá! – Hoseok chama da cozinha onde os outros três estão. – Precisamos da ajuda de um profissional aqui porque claramente nenhum de nós sabe o que está fazendo!

– Num minuto! – Jin se levanta do chão junto da filha em um dos braços. – Park Jiminnie! Parabéns, garoto! – é a primeira coisa que ele fala assim que adentra a cozinha. – Nossa, você não faz ideia do quão feliz eu fiquei de receber aquela mensagem mais cedo! – Jin envolve Jimin em um forte abraço com um de seus braços. – Parecia até que você era meu filho do jeito que ‘tava falando lá no trabalho, e na verdade tiveram até algumas pessoas que vieram ‘pra mim dizendo que achavam que eu só tinha uma filha!

– Bem, nada muito fora do comum. – Jimin diz entre risos.

– Ah, aqui! – Jin entrega um lindo buque de rosas para Jimin, que as recebe com muito espanto e admiração. – No caminho ‘pra cá passei em uma floricultura e comprei as mais lindas que tinham ‘pra você! Uma estrela não pode ficar sem seu buque de rosas.

– Jin eu amei muito elas, muito obrigado! – ele abraça o amigo novamente. – Vou pôr elas em um vaso!                    

Quando Jin chegou na cozinha para ajudar eles era como se o capitão do Titanic tivesse desencalhado o navio do iceberg: uma tragédia marcada para acontecer, mas impedida por um milagre sobrenatural.

A mesa então foi posta com a melhor toalha da casa, os melhores pratos, talheres e copos. Parecia dia de Chuseok na casa, como apontou Mira.

Todos então se sentam à mesa e começam a servir-se e comer. O vinho logo acaba-se e já começam a abrir as garrafas de soju. Jimin conta tudo nos mínimos detalhes sobre como foi sua audição. Taehyung fala sobre a sessão de fotos que fez hoje, mas de uma maneira mais tv aberta. E Hoseok relata sobre o sazonal sonho que teve novamente com a sua professora da quarta série.

– Nossa... – Taehyung começa a falar entre altos e escandalosos risos, uma mistura equipotente da história cômico-trágica de Hoseok com o álcool. – Que coisa mais deprimente ter o seu primeiro beijo com a professora da quarta série... E por intermédio de um chiclete babado! 

– Ah, não, Taehyung... Aquilo não pode ser considerado um beijo, por favor!

– Bem, indiretamente foi sim, Hobi! – Jimin ri igualmente escandaloso dada a mesma mistura fatal.   

– Amma, posso tomar aquela água que deixa os tios engraçados? – Mira pergunta curiosa apontando para a garrafa de soju.

– Não, meu amor aquilo não é água... – Jin ri da ingenuidade e pureza da filha.

– Mas eu posso toma?

– Não, não pode. – Jin fala muito sério, e quando Jin fala naquele tom Mira já sabe muito bem que não é não. – Só quando tiver trinta anos.   

Após jantarem, brindarem inúmeras vezes a conquista de Jimin, parabenizarem-no mais umas cinco vezes e chorarem, Jin retira-se da mesa junto de Mira visto que já era a hora dos pinguços mostrarem a sua real forma à luz do lunar e os humanos entrarem em suas casas para se proteger.

Os três restantes dividem mais umas quatro garrafas de soju entre eles. Riem das coisas mais toscas e simples, brincam, caem no chão, choram, riem de Hoseok, até que acabam ficando somente dois deles, pois o mais fraco da matilha, Hoseok, não resiste... E acaba capotando em um sono profundo no sofá da sala, mas tão profundo, que nem sequer acordou quando Mira apareceu na manhã seguinte e desenhou no seu rosto com canetinhas coloridas antes de todo mundo da casa acordar. Canetinhas à prova d’água.

Restam ali somente Jimin e Taehyung, que começam a entrar em conversas profundas e íntimas...

– É realmente impressionante, Jimin... Você, que cresceu com tantos problemas... Teve uma vida pobre sem oportunidades... Foi sempre tão julgado e subestimado pelos outros... – Taehyung foi citando as coisas uma a uma e foi ficando cada vez mais indignado pela quantidade de coisas que Jimin já havia passado em sua vida. – Mesmo assim foi lá, batalhou sem medo pelo que queria apesar de todos sempre dizerem que não ia dar certo, que era perda de tempo, que você não era pra isso, se inscreveu em uma das audições mais difíceis de passar de uma companhia de ballet super elitizada e concorrida... E passou! Provando todos do contrário!

Jimin começa a rir histericamente.

– Ai, Tae, não é bem assim. – Jimin vai recuperando seu fôlego aos poucos. – Eu tive sim uma vida bem difícil comparada a outras pessoas, mas com o passar do tempo eu parei de deixar que isso me afetasse e ditasse o meu futuro... Sem falar que tive todos vocês na minha vida, uma das melhores coisas que já me aconteceram! – Jimin pega na mão de Taehyung e o olha com carinho. – O ambiente ao meu redor podia sim ter sido muito desestimulante e opressor na maioria das vezes, mas eu consegui achar brechas e escapes que me ajudaram a ver que tudo aquilo que diziam eram mentiras e pragas jogadas ‘pra cima de mim, e que eu tinha sim uma chance, e a principal dessas brechas foi, sem sombra de dúvidas, aberta pelo ballet. – Jimin toma mais um copo de soju em um gole só. – Francamente, não mudaria absolutamente nada na minha vida, mesmo que me fosse dada a oportunidade. As minhas experiências e vivências moldaram quem eu sou hoje, sendo elas boas ou ruins, e eu tenho muito orgulho da pessoa que me tornei.

Taehyung olha admirado para Jimin, com a bota escancarada e tudo. Ele não faz a menor ideia do que responder.

– É que... – ele tenta se explicar, mas para, suspirando frustrado e mexendo nervoso no cabelo. – Eu só acho isso tudo tão injusto...? A forma como te trataram e como ainda algumas pessoas te tratam por conta simplesmente da sua... Hn... Condição...  E por essas várias outras razões! Jimin... – ele mesmo para de falar tentando selecionar bem as palavras dentro de sua cabeça alcoolizada. – Você é simplesmente especial. Você é o garoto mais... Mais Amável, engraçado e dedicado que eu já conheci na minha vida. – Taehyung dita as palavras sinceras olhando fixamente para os olhos de Jimin e se aproximando um pouco de seu rosto. – Parece que... Tudo o que sai da sua boca é tão doce e bonito... Suas risadas e tudo mais. – ele então bufa em frustração, olhando para o chão. – Não sei... Tudo isso que eu ‘tô falando pode soar muito estranho... Mas sabe, é o que eu sinto e vejo.

– Tae... – Jimin chama delicadamente pelo seu nome, e o outro ergue a cabeça em uma rápida velocidade com os olhos arregalados à espera de uma resposta saindo daqueles lábios. – O que você dizia mais cedo sobre o significado daquele pingente? – Jimin fica com o rosto corado, se aproximando um pouco mais de Taehyung.

– Jimin... – ele não sabe nem por onde começar. – Você é a minha estrela cadente: o meu maior desejo.

Taehyung então fecha a distância entre eles e os dois selam um beijo tímido e suave, meramente pressionando seus lábios. Eles se afastam um pouco assustados pelo que aconteceu e ficam se analisando por alguns segundo, até vão de encontro um ao outro novamente em um violento e molhado beijo.    

...

Jimin desperta com um forte feixe de sol iluminando a sua cara e uma dor de cabeça insuportável dada a bebedeira da noite anterior. Abre os lentamente, esfrega-os com certa brutalidade e se senta preguiçosamente na cama. Quando vê, dá-se conta que havia dormido pelado aquela noite, e ele nunca teve esse costume. Olha para o chão e vê uma trilha de roupas misturadas umas nas outras que davam no pé de sua cama. E quando ele olha para o lado, vê seu melhor amigo, Taehyung, dormindo igualmente pelado ao seu lado. Jimin arregala violentamente os olhos e quase solta um grito tamanho o susto. Pressiona as palmas da mão contra o rosto em desespero e tenta respirar fundo para se acalmar.

– Não é possível... Isso não pode estar acontecendo! – Jimin fala inconsolado para si mesmo o mais baixo possível para não acordar Taehyung. – O quê foi que eu fiz!?      


Notas Finais




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