História The Dancer - Oneshot - Capítulo 2


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Palavras 6.752
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


🚨🚨 Leiam as notas por favor, tem uma perguntinha lá que eu preciso que vocês me respondam 🚨🚨

E antes de tudo eu tenho quase certeza que vocês querem me matar pela demora pra trazer o capítulo, me desculpem 😅

Eu fiquei bem enrolada esse fim de ano por coisas pessoais e não tive quase tempo para fazer esse capítulo bônus. E um dos fatores que me fez demorar pra trazer foi pensar em algo para fazer o cap, ou seja desenvolver ele. Tive bloqueios criativos e demorei mais de uma semana (COF COF quase um mês COF COF) pra fazê-lo.

Masss eu fiz ele e agora está tudo bem XD

Esse capítulo ficou mais extenso que eu previa, então me desculpem por isso e também por possíveis erros que passaram despercebidos por mim. 😫

Boa leitura!

🔞

Capítulo 2 - Bonus Chapter - You Have Us


— Ahh Yoongi... Hmm. — Este que o dançarino chamava seria a última pessoa daquela noite chuvosa de domingo.

— Repete meu nome garoto. — O mais velho o estocava e espancava cada vez de uma forma mais rude que a outra, maltratando assim cada vez mais o pobre garoto. — Você geme feito uma puta Jimin, continue assim.

— Yoongi... aah, por favor para com isso... Hmm. — O pequeno Park já não aguentava tanta dor que sentia por conta daquele homem dos cabelos platinados, seus olhos já escorriam lágrimas de sua dor. Ele era rude demais para Park.

Após suas apresentações um sensação de puro tesão se instalava em Yoongi, seu chefe, já no dançarino o contrário, detestava vê-lo pois sabia que no dia seguinte iria acordar com marcas da pequena chibata ou talvez sair com hematomas em todas suas costas, as vezes até sangrando.

Jimin já não aguentava mais essa vida de prostituição, já não aguentava ficar chorando em seu camarim todas as noites pensando no que a vida dele tinha se tornado. Resumindo, se arrependia da edivai. oa que tinha tomado.

— Anda Jimin você é pago pra isso, agora faça o que eu peço. — Estalou um tapa em suas costas com sua destra grande e firme, este que arrancou um gemido alto da parte do dançarino. — Não é difícil terminar o trabalho que começou.

— Yoongi... pare por favor. — Era a única que Park conseguia falar.

— Parar? Haha, você só pode estar de brincadeira. — Yoongi abaixou seu corpo fazendo com que sua cabeça ficasse perto da ouvido de Jimin, assim podendo sussurrar. — Você aceitou fazer isso Park, por que está falando pra eu parar? Se você iniciou essa vida não sou eu quem vou pará-la. Você só tem um trabalho aqui que é de me satisfazer. Se você não aceitar talvez uma demição chegue pra você, sabia?

Yoongi adorava torturar o psicológico do dançarino, ele sabia que se fizesse chantagem emocional com ele daria certo, porque Yoongi sendo seu chefe poderia muito bem demití-lo daquele lugar.

Todas essas torturas se iniciaram após a vinda de dois rapazes num final de semana, e esse dia foi quando Jimin simplesmente recusou o pedido de seu chefe. Ah pobre coitado... Se ele soubesse que Yoongi faria essas coisas pensaria duas vezes antes de ter aceitado aqueles garotos.

Depois de várias estocadas e tapas violentos finalmente os dois chegaram em seu ápice, Yoongi satisfeito e Jimin ainda com lágrimas escorridas em seu rosto. Antes de sair Min havia lhe dado um recado, se ele fizesse mais uma coisa contra suas ordens, ou sem fazer seu trabalho direito, ele iria parar na rua.

E lá ficou o pequeno e desolado Park, deitado sobre os resquícios de sexo, com dores fortes e olhos cheios de lágrimas. Ele queria mesmo sair daquele lugar de um jeito ou de outro, mas ele sabia que não teria pra onde ir. As vendas que os dançarinos ganhavam podiam até ser muito altas algumas vezes, mas o salário deles era mínino. Tudo praticamente ia para a conta de Yoongi, pois seu egocentrismo e fome de dinheiro falam mais alto.

Decidiu ficar naquela cama durante um tempo, sem mais o que fazer, sem mais o que pensar, sem mais pra onde ir, apenas deixando suas lágrimas escorrerem sobre seu rosto delicado.

Ele não conseguia se mexer direito, muito menos ficar de pé. Por sorte as paredes o ajudaram a ir para seu camarim, mesmo com dores fortes e fraqueza no corpo.

Chegando lá ignorou completamente as notificações que estavam na tela do seu telefone e apitavam freneticamente. Apenas deixou de lado e foi tomar seu banho para finalmente dormir. E essa era a sua rotina: trabalhar e descansar, sem nenhum lazer incluído no meio.

Banho tomado, Jimin deitou em sua pequena cama de solteiro que tinha em seu cômodo. Ainda com os olhos inchados, ele tentava dormir pois queria que aquele dia apenas acabasse, porém o barulho das notificações do telefone eram intermináveis. Sem mais paciência, ele foi olhar o que tanto apitava, até que viu que eram mensagens e chamadas perdidas de Taehyung.


[03:17] Jimin

[03:17] Você não me deu sinal o dia inteiro, você está bem?

[03:18] Espero que sim...

[03:18] Sei que você está diferente ultimamente, se você quiser falar conosco estaremos aqui.

[03:18] Me chama assim que ver as mensagens, porque eu e o Jeon estamos preocupados com você.


Ah sim, os rapazes tinham trocados seus números, depois de quase todos os finais de semanas se vendo. Por mais diferente que pareça, depois daquela noite quando se viram pela primeira vez, no coração de cada um deles nasceu uma chama que aqueceram os mesmos.

Jimin queria responder Taehyung, mas não sabia como. Sabia que se ele falasse que estava bem, o Kim insistiria perguntando se estava mesmo ou iria o repreender sabendo que não estava bem. Porque mesmo que tenham se passado alguns meses que se conheceram, os dois homens conheciam bem Park.

Quando ele pensou em escrever uma resposta, Taehyung enviou outra mensagem seguida de uma ligação.

– Jiminie? Como você está? – Do outro lado da linha Jimin podia ouvir uma música alta, que indicava que ele não estava em casa.

– Tae que barulho é esse?

– Esse barulho não vem ao caso, apenas me responda como você está. Você não me enviou nenhuma mensagem o dia todo, nem mesmo ao Jeon, estamos preocupados demais com você.

– Eu estou sim, não se preocupe tanto comigo. – Jimin disse com uma voz fraca.

– Não é o que a sua voz diz, ela está diferente. Onde você está? Está no Clube? Fique pronto que em quinze minutos estou ai.

– Mas Taehyung eu não posso sair daqui, principalmente a essa hora! São quase quatro da manhã. Se meu chefe descobre que eu sai sem a autorização dele ele me mata.

– Foda-se seu chefe, eu cuido disso depois, só me espere em quinze minutos.

– Mas Tae-

– Sem mas. Me espere nos fundos do clube que eu vou estar lá. – Desligou o repreendendo sem ao menos deixar ele justificar.

Jimin não sabia o que esperar, já eram quase quatro da manhã e ele sairia de lá a essa hora. A única coisa que deixava ele em alerta era Yoongi, ele tinha medo de seu chefe.

Passou-se menos que quinze minutos e Park  já estava de baixo do telhado que tinha em cima da porta dos fundos. Estava frio no lugar e ainda por cima que chovia, ele tinha pensado em encostar seu corpo na parede de lá mas lembrou de seus machucados assim que fez a ação. Eles ainda ardiam bastante.

Ele viu uma luz forte da lanterna de um carro e deduziu que fosse Taehyung. Ele estava certo. O carro preto estacionou, no meio da rua mesmo e com a lanterna ligada, e de lá desceu ele indo em direção do Jimin em passos lentos de baixo da chuva.

Assim que Park identificou sua silhueta foi correndo abraçá-lo forte, debaixo dos respingos de chuva. Ficaram lá durante meio minuto e depois Jimin afundou seu rosto na curva do pescoço do Kim.

— Jimin vamos sair dessa chuva. — Puxou ele pelo braço e deixou ele entrar no seu carro. Taehyung tinha um forte cheiro de álcool, porém ele estava estranhamente sóbrio.

— Você bebeu e veio dirigindo? — Mesmo com a resposta óbvia, ele questionou colocando seu cinto.

— Sim, eu estava em uma festa, mas não estava legal lá. — Taehyung após encostar a sua cabeça no banco do carro suspirou profundamente e em seguida olhou fixamente para o corpo que estava ao seu lado. — Que marcas são essas no seu pescoço Jimin?

— Ah, essas marcas... Foi só... Um cara qualquer que deixou meu pescoço assim, isso sempre acontece. — Mentira óbvia para a visão do Kim. Óbvia pois no clube se algum dançarino era maltratado daquela forma, eles poderiam expulsar o agressor de lá. 

Aquelas marcas eram arranhões avermelhados e inchados e chupões que cobriam uma certa área do seu pescoço até a sua nuca, e pareciam ser recentes. Taehyung nunca tinha visto ele daquele jeito.

Ele entou tocar de leve no lugar onde estava machucado, mas a pequena mão de Jimin agarrou o pulso dele. Foi como um reflexo. Ele não queria que ele tocasse, muito menos visse como suas costas estavam.

— Jimin, eu só quero te ajudar. Deixe eu ver como está seu pescoço.

— Não!

O clima dentro daquele carro ficou tenso. Ele não queria ter gritado com Taehyung, mas foi a única coisa que conseguiu fazer. Só depois de um tempo ele raciocinou o que ele tinha feito. Se ele tivesse que acabar contando a verdade para o Kim, talvez ele entrasse em problemas maiores futuramente. 

— T-Tae... me desculpa. Eu não queria ter gritado com você. — Jimin falhou miseravelmente ao tentar falar sem gaguejar. Mas depois respirou fundo para se recuperar e se encolheu no banco que estava sentado.  — Eu só estou... — Suspirou. — Com a consciência pesada. Às vezes eu acho que esse isso está acabando comigo cada dia mais. — Deu uma pausa e finalmente encarou nos olhos de Taehyung.

— Não tem problema Minie. Eu imagino o que você deve estar passando. Você sabe que qualquer coisa que você precisar, eu e o Jeongguk estaremos aqui. — Taehyung levou seu polegar direito até uma das bochechas do Park, fazendo um carinho sobre a área. — O que você quer agora?

— Um abraço.

E um abraço meio desajeitado foi concedido ao loirinho. Mesmo sendo um abraço desajeitado Taehyung deixou que Jimin o apertasse o máximo que conseguisse, e da mesma forma foi devolvido para ele.

Uma lágrima solitária desceu pelo rosto delicado de Jimin. Ele estava em um conflito interno que era difícil de ser resolvido e ele estava sob pressão em muitas coisas. Deixou ela escorrer pela jaqueta do Kim e afundou ainda mais seu rosto na curvatura do pescoço dele.

Depois de se soltar e do abraço o mais alto segurou o queixo de Park e levou seus lábios em direção aos dele e deixou um beijo sobre eles. Foi um beijo lento mas logo tinha terminado.

— Eu vou te levar pra minha casa. Você vai passar essa noite lá e talvez o dia também.

— Mas Taehyung eu tenho que-

— Se lembra o que eu tinha falado com você pelo telefone? — Jimin confirmou. — Então, deixe comigo.

E foram em direção à casa de Taehyung e de Jungkook. Dava cerca de dez minutos até chegarem até lá. Enquanto isso o pequeno via o caminho até a casa deles pela janela que estava totalmente molhada pelos pingos daquela chuva que parecia que nunca terminaria.

Enquanto ele estava chegando perto de sua residência, a cabeça de Jimin estava lotada de pensamentos sobre várias coisas da sua vida e como que ele tinha chegado ao ponto que estava. Basicamente ele pensava um milhão de coisas, mas só conseguia expressar uma. Taehyung até achou que ele tinha dormido porque ele estava muito quieto.

Quando Taehyung parou seu carro em frente de um grande portão Park perguntou se ele já tinha chegado à casa dele. Kim respondeu que tinha chegado no condômino onde morava e que sua casa se encontrava mais afastada. Aquele condômino era um condomínio de luxo, todas as casas tinham um toque moderno e todas eram lindas.

A casa dos empresários era mais afastada. O local que aquele condômino foi construído - em um ponto - tinha a vista para o mar. Ele era localizado em um lugar alto, quase que em montanhas, e a casa deles não era muito diferente.

Mesmo no escuro Jimin pode ver que era uma casa grande e que parecia que tinha uma coloração escura. E tinha uma vista total para o mar, o que encantou mais ainda ele.

Taehyung estacionou o seu carro na garagem daquela casa e pediu para Jimin o acompanhá-lo até o lado de dentro. O loiro se sentiu meio intimidado com o local, mas depois se sentiu mais relaxado quando foi para dentro dela.

Aquela casa além de ter uma arquitetura incrível possuía uma decoração divina, tanto por dentro quanto por fora. Era um ambiente convidativo para os olhos dele.

Kim foi na frente e atrás Jimin, acompanhando seus passos por aquela mansão. Subiram as escadas e Park viu um cômodo com a porta meio aberta e com uma luz fraca saindo pela mesma e deduziu que fosse seu quarto. Taehyung abriu de leve aquela porta colocando sua cabeça para dentro do quarto e viu que Jeon ainda estava acordado fazendo alguma coisa no seu computador. Provavelmente algo da empresa.

— Hyung, eu terminei de fazer aquele relatório e já enviei ele. Conseguiu falar com Jimin? — O mais novo o questionou sem tirar os olhos daquela tela. Taehyung afirmou baixo e trouxe ele para dentro do quarto, ele que observou Jeon apenas com uma calça de moletom e com o seu peitoral à mostra. — Jiminie?!

Jungkook levantou de sua cadeira em movimentos rápidos e foi em direção ao pequeno corpo que estava em seu quarto. Abraçou-o sem pensar duas vezes e Jimin retribuiu da mesma forma. As pequenas unhas de Jimin chegavam até a arranhar um pouco os ombros dele.

— Jeon, ele vai ficar conosco hoje e amanhã também. Pegue uma roupa e de pra ele se trocar. — Seguindo as regras de seu hyung Jungkook pegou uma de suas blusas brancas e um samba canção que provavelmente iriam ficar grandes nele. — Eu vou tomar um banho e vou dormir porque eu estou exausto. Jiminie, troque nesse banheiro mesmo e durma com ele. Eu vou ficar em outro quarto porque eu preciso de espaço pra me esticar. Então boa noite.

Dito e feito. Park seguiu em direção do banheiro daquele quarto e foi se trocar e quando ele tirou a blusa que usava pode ver mais nitidamente como que seu corpo estava cheio de arranhões e marcas roxas, especialmente perto de seu pescoço. O estrago que Yoongi tinha deixado em seu corpo era grande.

Saiu do banheiro já com outras roupas e deu de cara com um Jungkook deitado naquela cama apenas com uma box preta mexendo em seu celular distraído. Ele era lindo até mesmo distraído.

— Se importa se eu ficar assim? — Talvez não tão distraído ao ponto de notar ele naquele ambiente.

— Claro que não Kookie. Nós já transamos e isso não é novidade. — Jimin se sentou no lado contrário de onde Jungkook estava naquela cama.

— É verdade. — O mais novo fez uma cara de bobão deu uma risada. — Sabia que você fica bem com roupas grandes? Você fica fofo com elas.

— Aigoo Kook! — Jimin deu um empurrão no ombro do mais novo e riu novamente com ele.

— Mas é sério! Não estou mentindo! 

— Acredito em você Jungkook. — Park iniciou uma massagem sobre um dos ombros do mais novo, onde uma de suas mãos estavam repousadas. — Você trabalhou até essa hora e deve estar cansado, além de que amanhã é segunda-feira. Você deve ir descansar.

— Trabalhar é um saco.

— Concordo. — Jimin disse já se instalando debaixo daquele cobertor grande e quentinho.

— Se você quiser alguma coisa ou sentir fome pode me chamar mesmo que seja tarde, 'tá? — O mais velho disse em baixo tom um ok e fechou seus olhos para tentar dormir. — Boa noite Jiminnie.

— Boa noite Jungkookie. — E por fim recebeu um beijo estalado em sua bochecha por Jungkook, que apagou a luz do abajur que estava ao seu lado.

Jimin tinha fechado seus olhos, mas quem disse que ele conseguia dormir? Estava com dificuldade em pegar no sono para tentar ter uma noite bem dormida, coisa que ele não tinha a um tempo razoavelmente grande.

Tentava encontrar novas posições e tentava desviar de alguns assuntos aleatórios que vinham em sua cabeça. Ficou cerca de trinta minutos só para tentar dormir, mas não conseguiu. A insônia pegou em cheio Jimin. Dando-se por vencido ficou apenas ouvindo o barulho daquela chuva interminável e alguns trovões que ela trazia junto consigo.

Até um momento que sentiu uma parte do estofado do colchão se levantar. Ele abriu rápido seus olhos mas não saiu de sua posição atual. Sabia que era Jungkook. Ele tinha pensado que o mais novo tinha levantado pra ir ao banheiro mas ele tinha demorado tanto para voltar que decidiu ir em busca dele. Empurrou devagar a porta do banheiro mas não o encontrou lá, mas uma coisa tinha chamado atenção. 

Sentiu um vento frio passar entre suas pernas e viu que a cortina que cobria uma grande janela - que na verdade era uma porta de vidro que leva até a sacada do quarto - estava aberta. Curioso para encontrar o paradeiro de Jeon naquela casa, foi ver se suas suspeitas estavam certas que logo se confirmaram quando viu-o encostado sobre o murinho de vidro com um cigarro em suas mãos.

— Não sente frio só de cueca aqui?

— Na verdade não, já me acustumei com o clima daqui. — Disse soltando a fumaça. — Eu gosto desse clima, me identifico e consigo relaxar com ele.

— Com um clima frio, chuvoso com ventania e trovões?

— Sim. — Deu uma ultima tragada e jogou a bituca do cigarro fora. — É como se eu pudesse ver meu interior em forma de um fenômeno natural. — Jimin se interessou no rumo que a conversa estava tendo e resolveu ficar mais perto dele, podendo ver o melhor o mar com ele.

— Por que você enxerga assim?

— A vida de todos tem suas dificuldades, e comigo não foi diferente. Você não sabe o que eu passei pra estar aqui hoje com tudo o que eu tenho.

— O que aconteceu com você?

— Não que eu não seja agora, mas eu sinto que antigamente eu era mais feliz. — Respirou profundamente antes de começar a falar. — Jimin, você já chegou a reparar nessa cicatriz que eu tenho na minha costela? — Levantou seu braço mostrando aquela marca razoavelmente grande que tinha no local.

— Já tinha visto ela sim, mas eu não sei a história dela. — Tocou de leve no local.

— Eu consegui essa cicatriz a dez anos atrás, quando eu tinha dezessete. Nessa época eu tinha terminado meu ensino médio e ia fazer faculdade de administração que era pra ajudar meus pais com a empresa deles, que atualmente é minha. Um dia meu pai e minha mãe tinham me levado para olhar o meu futuro trabalho e tudo o que eu iria fazer quando eu fosse dono junto com eles. Estava ocorrendo tudo bem até que o fim desse dia tinha chegado e fomos embora pra nossa casa, nessa hora que um pesadelo real começou.

Jungkook parou um pouco antes de continuar e olhou para o horizonte perante ao mar, vendo as primeiras luzes claras do dia chegarem, coisa que não mudava muito porque o céu estava lotado de nuvens cinzas. Jimin ouvia cada palavra concentrado, ele realmente queria saber um pouco sobre a vida do mais novo.

Ele voltou a falar de sua história. Ele tinha chegado junto do seus pais em sua casa correndo para descansar porque aquela rotina de estudar mais de sete horas seguidas cansavá-o muito. Antes de abrir a porta de sua casa ouviu uma movimentação das plantas do jardim daquela casa, e quando se deu conta ouviu vozes grossas de três homens que emboscaram os seus pais.

Jungkook demorou para entender o que estava acontecendo ali, mas quando finalmente processou entrou em desespero. Quando ele observou um dos dois comparsas daquele cara retirando uma faca e colocando ela no pescoço de sua mãe ameaçando ela, ele reagiu instantaneamente. Praticamente voou da porta até onde eles estavam e pulou em cima daquele homem alto com um porte físico que chegava a dar medo.

Mas nada do que ele fez deu certo. Quando ele viu que estava no chão junto com o aquele homem sentiu uma dor insuportável no seu corpo e parou de se movimentar. 

Ouvia seus pais gritando em desespero o nome dele, que ainda não entendia o que tinha acontecido, e quando viu estava deitado sujando o chão com o seu sangue. Nessa hora ele já estava quase inconsciente só conseguia escutar os gritos de seus pais e os outros caras gritando para eles darem todo o dinheiro que tinham. A visão de Jeon estava turva e com isso acabou desmaiando. 

Quando ele tinha acordado depois de cerca de um dia ele se viu numa maca dentro de um hospital sendo examinado por um médico. Ainda tonto por conta das medicações que estava tomando perguntou para o médico o porquê que ele estava lá. O profissional explicou a situação que Jungkook estava mas não disse o que tinha ocorrido com seus pais, porque no estado que estava ele poderia acabar nervoso e consequentemente tendo complicações.

Depois de um dia que se passou Taehyung, junto com seus pais, foram visitar o amigo que já estava melhorando mas ainda não tinha notícias de sua mãe e de seu pai. Uma hora ou outra ele teria que saber como eles estavam então o médico infelizmente teve que dar a notícia que acabou com a vida dele.

“Seus pais chegaram a ser socorridos filho, minha equipe deu o máximo para poder ajudar você e eles. Infelizmente o seu pai teve uma hemorragia interna por conta de um dos disparos que ele levou, ele perdeu muito sangue do caminho até aqui e infelizmente ele não conseguiu resistir.

Sua mãe está na sala vermelha. Não sabemos como que ela pode ficar, mas estamos torcendo e dando o máximo para que ela fique bem e volte pra casa com você.

Você foi o que teve sorte, porém vai voltar com uma cicatriz em sua costela direita e ela demorará para fechar totalmente.

Olha Jungkook, independentemente do que aconteça, você é um garoto forte que tem ótimas pessoas do seu lado - olhou para a família Kim. - elas sempre estarão com você e vão te ajudar nessa situação. A única coisa que eu posso fazer agora é esperar e ver o que vai acontecer, eu juro que eu vou dar o meu máximo para que sua mãe volte com você pra casa.”

O mundo de Jungkook desabou.

O médico deixou a sala para que a família Kim ficasse com ele. Na cabeça daquele menino de dezessete anos a sua vida tinha praticamente terminado. Mesmo que aquele médico de emergência tivesse tentado suavizado o máximo daquela situação ele recebeu todas aquelas palavras como um tiro bem no seu peito.

Quando a ficha caiu ele se pôs a chorar. Taehyung imediatamente foi abraçar e consolar o amigo. Enquanto ele estava naquele abraço com seu amigo entre soluços ele dizia que queria ver a mãe dele, única vontade que Jeon tinha naquele momento era isso. 

O pai de Taehyung foi chamar o médico para ver se ele podia autorizar a ida dele até aquela sala para poder ver sua mãe. Ele imediatamente concedeu seu pedido porém ele tinha que ir na cadeira de rodas porque não podia e nem conseguia se mexer por conta daquela cicatriz que tinha o seu corpo. Com dificuldades ele foi colocado lá e foi ver sua mãe acompanhado da família Kim.

Viu ela deitada vestida com uma roupa branca de hospital com os olhos um pouco abertos. Quando ambos se viram, ambos sorriram um para o outro. Se pudesse, Jungkook sairia correndo para o braços de sua mãe, mas já que isso não seria possível o pai de Taehyung apenas os deixaram lá sozinhos e foram para fora da sala.

— Mãe? 

— Jungkook, você está bem? — A voz fraca e quase inaudível de sua mãe se pronunciou.

— Eu não posso dizer que estou porque eu estaria mentindo. — Riu junto de sua mãe pelo seu comentário. — Pelo visto eu consegui uma cicatriz muito feia.

— Posso vê-la? — Jungkook com um pouco de dificuldade levantou aquele tecido leve revelando aquela marca deixada por aquela faca que nem ele tinha visto até aquele momento. — Meu deus filho... Ficou realmente feia, mas eu te garanto que quando ela cicatrizar cem porcento você vai ficar sexy com ela e vai abalar muitos corações por ai.

— Mãe! — Os Jeons riram novamente daquela situação, mas eles não podiam deixar o que estava acontecendo de lado como se tudo fosse ficar bem no final. Jungkook ficou sério por um tempo e olhou bem no fundo dos olhos daquela mulher. — Eu estou com medo do que pode acontecer com a senhora. Eu não quero perder você. — Apertou aquela mão fria e fraca dela, deixando escorrer uma lágrima sobre sua bochecha.

— Você nunca vai me perder, eu sempre estarei com você do seu lado onde você estiver, tá bom? — A sua mãe já estava com os seus batimentos cardíacos diminuindo e seus olhos cansados estavam se fechando praticamente por inteiro.

— A senhora promete?

— Eu prometo. — Jungkook já não conseguia mais segurar suas lágrimas, estava com muito medo daquela situação. — Jeon Jungkook, quero que você me dê orgulho, quero que você leve a nossa empresa para frente. — Deu uma pausa para poder terminar sua fala. Naquela hora, já estava fraca demais. — Faz isso por mim?

— Claro, claro que faço. Eu jamais te decepcionaria. — Abaixou a cabeça e tentou manter a sua respiração regulada para continuar a falar. — Eu vou fazer isso por você e pelo papai, confie em mim.

— Eu confio  você, Kook. — Sua mãe deu um sorriso com os lábios para ele e tentou apertar a mão do seu filho o máximo que conseguia. — Eu te amo muito filho. Nunca se esqueça disso, por favor.

— Eu nunca vou esquecer, jamais esquecerei vocês dois. Eu amo muito vocês.

E essa foi a última palavra que ele consegui falar com a sua mãe naquela noite. Ele teve que ir para o seu quarto senão ele não aguentaria mais tanta pressão. Se ele soubesse também que aquelas eram as últimas horas dela teria ficado ao seu lado até o último minuto.

Infelizmente Jungkook ficou órfão aos dezessete anos. Sua vida ficou muito mais séria depois daquele acontecimento com os seus pais. Ele amadureceu mais rápido, nem ia mais para festas que geralmente Taehyung o convidava ou até mesmo outros amigos. Jungkook havia se tornado um homem cedo, graça à promessa que tinha feito para sua mãe.

Jimin ficou chocado com tudo que Jungkook passou, e não podia deixar algumas lágrimas presas em seus olhos em alguns trechos da conversa. Ele lembrou do seu passado com essa história toda e se identificou um pouco com ele.

— Como que você conseguiu continuar depois daquilo tudo? Não é atoa que o médico disse que você realmente é uma pessoa forte.

— Isso é verdade. — Riu. — Eu  também não sei ao certo como eu consegui passar por aquilo. Uma pessoa que eu sempre vou agradecer é o Taehyung, ele nunca me abandonou. Por eu ter sido filho de donos de empresa me taxavam como Filhinho de Papai porque achavam que eu era mimado por eles, menos Taehyung que foi o meu verdadeiro amigo. Mas sendo sincero eu nem ligava pra isso. Hoje em dia quem me viu, quem me vê. — Riram novamente. 

— Eu fico admirado com você. Você é uma pessoa sábia e eu tenho certeza que seus pais estão orgulhosos de você agora, pode ter certeza. Queria ser forte como você pra encarar coisas assim. Quem me olha no meu trabalho — Deu aspas. — não imagina que fora de lá eu sou o contrário. O tão famoso Chim, o qual tem as maiores vendas de lá é apenas uma pessoa simples que não queria estar naquele inferno.

— Imagino as coisas que você passa lá. Você não tem vontade de abandonar aquele lugar?

— Eu queria poder sair de lá, mas aquilo é o que eu me sustenta e eu não tenho mais nenhum lugar pra ficar. Depois que eu fui expulso da minha casa eu não tive mais pra onde ir.

— Seus pais te expulsaram?

— Meu pai me expulsou. — Jimin deu um suspiro forte lembrando do seu passado. — Resumindo, eu assumi ser homossexual pra minha mãe, ela me apoiou. A única coisa que ela tinha medo era que o meu pai soubesse. Ele era totalmente homofóbico. Uma hora ele acabou descobrindo e tentou me expulsar de casa e a minha mãe tentava impedir ele mas acabou que eu fui pra rua sem lugar para ficar. Atualmente eu não faço ideia de onde eles estejam. As vezes eu sinto saudades da minha mãe.

— E do seu pai?

— Eu não posso chamar aquele homem de pai. — Abaixou a cabeça.

— Existem pessoas que são horríveis Jiminie. — Estendeu o braço pra que Jimin se instalasse ali. — Vem cá. Eu e Taehyung vamos te ajudar nessa, não se preocupe.

Jungkook recebeu um abraço bem apertado da parte do loiro, que logo foi correspondido por ele. Jeon deixou sua destra sobre a cabeça de Jimin fazendo um leve cafuné no local. Ele olhou novamente para aquele céu nublado e olhou para aquelas madeixas loiras que estavam sobre seu peito. 

— Está sentido frio aqui?

— Um pouco, talvez. — Levantou sua cabeça ficando de frente para Jungkook circulando seus braços pelo pescoço dele.

Em um momento encararam-se e em um instante beijaram-se, sem conseguirem expressar nenhum sentimento lá. Apenas um beijo onde as suas línguas se tocaram depois de um tempo para se darem um Olá e depois irem embora. Apenas um beijo. Podia até não ter nenhum sentimento, mas com certeza ele estava carregado de alguma coisa que nenhum dos dois conseguira explicar.

Park Jimin poderia já ter beijado milhares de bocas, mas a de Jeon e do Kim sempre seriam as suas favoritas.

— Vamos pra dentro. Você tem que dormir. — Jeon pegou uma das pequenas mãos de Park e o levou para a sua cama.

Os dois foram caminhando em passos lentos enquanto ouviam alguns trovões abafados do lado de fora. O mais novo fechou aquela cortina grande e escura quase deixando aquele quarto em uma completa escuridão apenas por apareceram algumas frestas da iluminação do lado de fora.

Jimin se esticou na sua parte daquela grande cama e suspirou longamente. Se pedissem pra ele contar quantas vezes ele suspirou naquela noite ele perderia as contas. Jungkook depois de fechar a porta e ajustar o ar-condicionado - apenas uma desculpa para dormir agarradinho com Jimin - fez o mesmo.

Jimin ficou na mesma posição de antes, a única coisa que mudou foi um braço de Jungkook circulando sua cintura e seus corpos colados. Um sussurro com uma voz rouca dizendo Boa Noite no ouvido e um beijo na nuca de Jimin foi o suficiente pra fazer cada pelinho do seu corpo se arrepiar por inteiro.

Ah, por que ele sempre se sente assim aos toques deles?

E lá ficaram os dois. Dormindo naquela grande cama alojados um no outro, podendo relaxar com o barulho daquela chuva. 


                           [...]


Mesmo que tenha sido pouco, Jimin conseguiu dormir muito bem e mais relaxado, com uma sensação de estar protegido dentro daquela casa. Para ele foi mil vezes melhor ficar lá do que dormir naquele quarto do seu trabalho, não tinha nem comparação.

Ele acordou era cerca de dez horas da manhã. Ainda estava chuvendo porém mais fraco do que horas atrás. Ele se sentia bem aconchegado sob aquela coberta quentinha que nem queria sair de lá para ser sincero, mas ele sabia que provavelmente Yoongi o daria um bronca muito feia. Muito mesmo.

Quando ele se espreguiçou percebeu que Jungkook não estava lá. Já devia ter levantado. Depois de uns minutos fez o mesmo, ainda sonolento. Por alguns segundos Jimin se arrependeu de sair daquele emaranhado de cobertas, estava frio para o corpo descoberto do rapaz.

Passando as mãos nos olhos para tentar espantar o sono, foi em direção ao banheiro daquele quarto para usá-lo. Quando entrou viu que em cima da pia tinha uma toalha e uma escova de dentes com um papelzinho sobre elas escrito: Para Jimin.

O loiro entendeu o recado e agradeceu mentalmente aos meninos por terem deixado aquelas coisas lá.

Depois de sair daquele banheiro limpo se sentiu pronto para encarar tudo que viesse para ele nesse dia. Saiu do quarto levando seu telefone consigo e foi em busca de Taehyung ou Jungkook.

Jimin ouvia um barulho vindo do andar abaixo, então foi até lá. Encontrou Taehyung na cozinha preparando o café da manhã de Jimin.

— Bom dia TaeTae.

— Bom dia Jimine. — Taehyung virou imediatamente assim que ouviu ele chamar por seu apelido. — Eu fiz o seu café, provavelmente você está com fome. — O mais alto botou-o sobre a mesa. — Sente-se.

— Obrigado Tae. — Sem mais demoras começou a se deliciar com aquela comida. — Onde está o Jungkookie?

— Ele teve que sair e resolver um mal entendido que ocorreu na empresa. Sabe aquele relatório que ele estava fazendo ontem? — Concordou com a cabeça. — Então, ele estava fazendo uma espécie de contrato com uma outra empresa para fazer parceria, mas acabou enviando para outra e agora ele está resolvendo isso. Mas daqui a pouco ele já deve estar aqui. — Depois disso o olhar dos dois se direcionaram ao celular de Jimin que apitou três vezes seguidas. — Não é melhor ver?

Jimin parou de tomar seu café e pegou o seu telefone. Com certeza as notificações deixaram o loiro nervoso, era o que ele menos queria ver naquela hora.

Mas o que era?

Eram três mensagens de Yoongi, dizendo que devia estar no clube em menos de meia hora que ele teria uma conversa séria com ele. Muito séria.

Jimin ficou nervoso e acabou desligando a tela do telefone sem ao menos dar uma resposta para seu patrão.

— O que foi Jimin? Foi o Yoongi? — Concordou novamente mantendo seus olhos fechados. — O que ele disse?

— Disse para eu estar lá em menos de meia hora que ele teria uma conversa comigo. — Jimin a essa altura tinha perdido até sua fome. Suspirou tentando se manter calmo.

— Quer que eu te leve até lá? — Taehyung já se levantava da cadeira sem ao menos esperar Jimin responder a sua pergunta.

— Se não te atrapalhar eu aceito. 

— Então vamos.

E foram os dois saindo. Taehyung já estava quase ligando seu carro, mas Jungkook se fez presente na hora que eles iriam, então apenas falaram para ele seguir em direção ao clube. Jeon no momento não estava entendendo nada, apenas seguiu a regra de seu hyung.

Após Jungkook pisar no acelerador e chegar no local quase voando, Jimin se sentia muito nervoso e queria poder regredir o caminho inteiro só para não poder encarar nos olhos de Yoongi.

Mas ele tinha que seguir em frente e encarar as consequências.

— Jimin, eu e Taehyung estaremos aqui fora te esperando, ok? — Jeon virou para o banco traseiro onde Jimin estava e segurou sua mão acarariciando-a para dar segurança para Jimin. — Agora vai lá.

E foi, com medo e sem vontade nenhuma, Park foi.

Ele já estava preparado para as situações que se formaram na sua cabeça. Sem mais demoras entrou naquele estabelecimento e se deparou com Yoongi sentado em um dos bancos do bar. Jimin engoliu em seco quando viu o olhar metralhante e ao mesmo tempo sereno de seu chefe.

— Park Jimin. Pelo visto parece que você não absorveu o que eu te disse noite passada. Ou será que você lembra do que eu falei?

— Yoongi me diz logo o que você quer comigo. — Nem ao menos respondeu a pergunta de seu chefe.

— Olha só, parece que o Chim está aprendendo a ser mais direto não é?

— Olha Yoongi me diz logo o que você quer e me deixa em paz. — Jimin tentava manter a sua postura mas por dentro estava se corroendo de nervosismo.

— Se você não bebeu ontem na casa dos seus dois namorados você se lembra do que eu disse. — O platinado se levantou e foi em direção de Jimin. — O que foi que eu disse? — Encarou Jimin com um olhar que deixou ele com o coração acelerado. Porém ainda continuava com a sua serenidade.

— Disse que se eu fizesse algo que não fosse de sua ordem ou desobedecer você, você iria me botar para a rua. — Jimin falou todas aquelas palavras com uma voz baixa e com um aperto, já não encarava mais o rosto do seu chefe.

— E o que você fez? — Yoongi discretamente foi o encurralando em um canto da parede daquele estabelecimento.

— Te desobedeci. — Pronto, Jimin já sabia o que seria o seu destino.

— Creio que a essa altura você já sabe o que eu quero dizer com isso. — Yoongi deu uma pausa e botou seus dedos sobre sua cabeça tentando manter a paciência. — Te dou cinco minutos pra arrumar suas coisas e sair daqui. 

Pronto. Jimin não tinha mais lugar para ficar, a sua única fonte de sustentação o abandonou e agora ele teria que se virar.

Park foi em passos lentos para a direção do seu pequeno quarto tentando segurar as lágrimas que insistiam descer sobre suas bochechas. Por dentro estava se corroendo de ódio daquele lugar e principalmente de Yoongi.

Se ele não estivesse nessa sua situação ele daria graças a Deus por sair daquele lugar. Mas a vida decidiu brincar um pouco demais com Park.

O agora ex dançarino arrumava as suas coisas o mais rápido possível para poder sair de lá e ser consolado por um dos seus amantes. Só queria isso.

E quando Jimin acabou de arrumar suas coisas passou pelo salão onde a uns minutos atrás conversava com seu ex chefe. Não queria virar para trás e ter que chorar mais do que já chorava no momento.

— Se eu fosse você pedia pra ficar com aqueles dois namoradinhos. Se eles pagaram milhões para mim só para passarem algumas noites com você, não duvido que eles te sustentariam só para transar com você. Afinal você só serve para isso. 

Isso foi a gota d'agua para Jimin. Pôs-se a chorar fortemente e saiu daquele lugar batento seus pés e a porta de lá. Queria nunca mais olhar para a cara daquele homem. Dizer coisas daquele tipo para Jimin como se ele só servisse para satisfazê-lo acabou com ele.

Ele se sentia um completo inútil e um encosto para todos.

— Jimin? O que ele fez com você? — Taehyung se pronunciou assim que viu ele sair com os olhos inchados. Jimin não disse nada só envolveu seus braços no pescoço do Kim, já soluçando tanto que só quis ficar ali.

— Eu não quero olhar nunca mais para o rosto daquele homem! — Jimin conseguiu reunir todas as suas forças para dizer aquela frase.

— Você não vai Jimin, você não vai. — Taehyung e Jungkook abraçaram o menor o suficiente para que ele se sentisse consolado. — Entre no carro, vamos para casa.

E bem, Yoongi estava certo que Jungkook e Taehyung iriam o sustentar, mas não apenas para transar em com ele.

Foram os três homens dentro daquele carro silencioso para a casa deles. Ninguém falou mais nada após Jimin ter saído de lá. Dentro do carro estava um silêncio mórbido.

Quando chegaram lá Jungkook ajudou a tirar as poucas coisas do Jimin de dentro do seu carro levando-as para dentro.

Os três entraram calados, até o momento que Jimin jogou Taehyung para o sofá daquela sala sentando no colo do mesmo, e puxou Jungkook pela sua gravata para ir para o mesmo lugar onde Kim se encontrava.

— Jimin o que você está fazendo? — Taehyung o questionou ainda sem entender suas intenções.

Jimin atacou os lábios de Taehyung, que logo foi correspondido, e desceu sua destra que segurar a gravata de Jeon até o íntimo do mais novo o estimulando naquele local.

— Eu quero que vocês me fodam até eu esquecer aquele lugar. — Jimin parou de beijar Taehyung, mas começou a rebolar sobre seu membro e deu um beijo rápido em Jungkook. — Eu quero que vocês me façam esquecer o Yoongi e tudo o que maldito disse e fez comigo. Me façam seus o dia inteiro. Me façam gozar até eu cair no sono, gemer até eu perder a voz e gritar até que seus vizinhos venham reclamar do barulho a essa hora da manhã.

O pedido era muito tentador aos olhos dos dois, e com certeza eles não negariam esse desejo a Park.

— E quando você vai querer isso? — Jungkook perguntou com um sorriso cínico no rosto.

— Agora. — Jimin intensificava ainda mais suas reboladas no colo de Taehyung, quase já estava cavalgando nele.

— Com todo o prazer, Park.


E bem, o que aconteceu depois disso, vocês já devem saber.

Os três não sabiam como seria o futuro deles dali pars frente, mas uma coisa que eles tinham certeza é que naquela cada ainda iria rolar muito putaria.

Muita mesmo.




Notas Finais


Abalei o emocional de vocês com a história do kook? Disgurpa hsauhsushs

Meus pãozinho de mel me respondam uma coisa pô favô, vocês gostariam de ler uma short fic de comédia romântica de Jikook? É pq eu tenho uns planos em mente bem legais. Pra ser sincera ela já está pronta para ser postada, a única coisa que eu quero saber é se vocês iriam gostar de ler ;)

Eu espero muito que voces tenham gostado desse cap. Eu achei que ficou meio fraco porque não teve muitos acontecimentos, mas enfim, eu espero que vocês tenham gostado 😫❤

Então, o que vocês acham que vai acontecer na vida desses três? ͡° ͜ʖ ͡°

putaria sksjskdjksjdsk

Eu não me sinto bem vinda pro céu com essas coisas que eu escrevo kkkkjjkksocorro

Mas bem, obrigada por lerem e até a próxima ~♡


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