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História The Darck Green - Capítulo 6


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Capítulo 6 - The Darck Green 06


Isabel Lavrador Oviedo•|

Era tão nítido o que a Trisha estava sentindo, ela estava com medo, medo de que pudessem chegar até a gente e não acreditarem na nossa história, se você encontra um corpo de alguém que está sendo culpado de um crime, você é o assasino

Natiele- Quem pode pensar assim? Damos duas crianças de sete anos, Isabel só conseguiu tirar ele de cima de mim por causa do peso dele

Isabel- Pensariam mesmos que duas crianças matariam alguém e teriam forças pra colocar aquele homem dentro de um confessionário?

Trisha- Essa cidade já teve de muitos acontecimentos, os moradores são assustados a muitos anos, alguém viu vocês entrando ou saindo?

Isabel- Não

Trisha- Ótimo, vão tomar banho, se arrumar pra comermos alguma coisa, só tirem esse acontecimento da cabeça de vocês - falo vendo elas indo pro banheiro

Trisha - O que você quer? - falo atendendo o telefone indo pra fora de casa sem chamar atenção

~ Você não cumpriu a sua parte do acordo Trisha, sabe que precisamos do seu transporte fantasma

Trisha- Eu já disse que só poderei ir daqui a pouco, eu estou com duas meninas aqui agora, daqui a três horas e busco a carga e trago deixando na casa da Senhora Donovan

~ Cumpra a sua parte do acordo se não quiser perder suas crianças, sabe que minha chefe é vingativa

Trisha- Daqui a três horas, não vou demorar aí - falo desligando o telefone voltando pra dentro da casa

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Julia Jesus da Silva•|

Passar a maioria do meu tempo em uma floresta onde era abominável pra cidade era um sentimento bom pra mim, não ligava pra nenhum deles, estava em todos os cantos daquela floresta atrás de alguma árvore, dentro de algum arbusto sendo olhos e ouvidos de um lugar como esse, onde pessoas não eram nada mais do que vazias e complexas

Tendo uma mãe conhecida por ser a xerife da cidade, onde na maioria das vezes fica sentada na sua mesa por só terem casos de trotes juvenis, a um tempo que não acontece nada por aqui, a igreja católica tem bastante poder nesse espaço, os influenciadores conseguem ater bastantes fiéis para defender-los e seguir-los

Por isso sou conhecida como A filha do vermelho, o que uma criança de sete anos que passa a maioria do tempo em uma floresta sozinha, quase ninguém nunca escutou minha voz, sou a menos vista na minha escola, que tipo de pessoa eu sou? Satanista pela visão das pessoas, fazer obras satânicas em uma floresta seria o meu hobby

Era diferente sim, não gostava de doces, não importava pessoas falando sobre mim o tempo todo, não era entusiasmada, viva de cara fechada pelos cantos como se estivesse em uma vida monótona, eu gostava de planejar dentro da minha cabeça

Ir a floresta perto do lago pensando nos segredos sórdidos, nas mentiras deslavadas, as escapadas duvidosas, eu sabia de tudo que acontecia por aqui, nada passava por debaixo do nariz, confesso que já soube de muitas coisas usando o trabalho da minha mãe, tirar vantagens de certas coisas te dá o lucro da vida em que vivi

Julia- O padre morto, um terço da cidade querendo a cabeça dele, duas meninas o encontraram, o assasino está solto - falo andando pela floresta

Julia- Até que enfim um caso bom de verdade - falo sorrindo

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Sofia Regina Teixeira•| 

Ser uma menina de sete anos em uma escola pública sendo conhecida como a chorona era muito pra mim, apesar de tudo que eu passei pela morte da minha mãe, sempre passava o natal com minha família materna, meus pais sempre foram separados e nem por isso deixei de ter esperanças no começo 

No início não iria passar o natal com ela, não tinha como eu ir por conta do transporte, até conseguir um de última hora, meu peito estremeceu, não sabia o porquê estava tão aflita a ponto de querer chorar, não liguei por não ter visto necessidade de chorar. Passou-se alguns dias até desperdi me dela

O carro tremia um pouco mas a sensação de angustiada e aflição continuava mesmo sabendo que nada tinha acontecido, passei o ano novo com meu pai como a maioria dos anos, liguei pra ele onde dizia um feliz ano novo, felicidades em dobro até mesmo sonhos realizados

Ela prometeu que iríamos viajar, pra um lugar que eu amava não somente por ser um lugar tranquilo, mas por ter ela ao meu lado, estava tendo uma festa na casa das minhas primas, por conta da hora acabei dormindo por lá mesmo, até meu tio acordar-me com um recado que meu pai queria embora cedo, estranhei mas não tive que debater sobre a decisão dele 

Tinha chegado em casa, até minha avó contar que ela tinha ido pra um lugar bem longe daqui, no começo não tinha acreditado, me mantive de pé até conseguir finalmente enxergar a verdade, ela tinha ido, mesmo tendo me prometido viajar junto com ela, o chão foi se rachando vagarosamente, fazendo me sentir a dor pouco a pouco, sentia medo de perder todas as lembranças que eu tinha dela 

Eram sete horas de viajem, nunca me senti tão perdida como estava naquele dia, podia sentir o meu coração se contrair no meu peito, as minhas mãos pediam o abraço dela, mas a mesma não estava mais aqui. O velório tinha sido bonito, todos estavam ali pra ela, não desejava ver o corpo dela, não tinha essa coragem que muitos tem, até meus pés começarem a caminhar 

É incrível como uma pequena falha em sua vida pode decidir o seu futuro, foi um pequeno acidente em uma curva perto de uma árvore, um pequeno deslize tirou ela da minha vida, muitos dizem que foi suicídio pelo seu relatório de depressão, as vezes eu só queria escutar uma música, a banda dela me dava orgulho, uma música apenas 

Só queria escutar uma música, se você estiver lendo isso, eu sempre amei o seu trio modão.



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