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História The Dark Evil -Triangle Of Angels (Jungkook, jin e Taehyung) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Espero que gostem dessa fanfic ^-^

É confusa no começo, mas depois vcs vão entendendo.

Capítulo 1 - Chapter 1


Lá estava, novamente em minha cidade Natal, HilDallas. Uma pequena cidade da Coreia do Sul, pouco conhecida e misteriosa para muitos por ser rodeada por uma floresta, o que deixa ainda mais com um ar sombrio, sendo reforçado pelo clima chuvoso e frio. Depois de sair de meu quarto e de ter arrumado minhas coisas e tomado um banho, vou em direção a cozinha e preparo um lanche rápido, me perguntando onde meus pais se meteram, eles estavam aqui agora pouco, mas devem ter apenas saído para comprar alguma coisa no mercadinho aqui perto.

Peguei meu celular e liguei para Sarah, minha amiga dos Estados Unidos que veio morar aqui perto também, mas diferente de mim ela mora sozinha e é emancipada pelos pais, o que eu acho muito legal, pois queria muito ser emancipada. Não que eu não goste de morar com meus pais ou que eles me atrapalham, ou algo do tipo, mas queria aprender e a conviver com a realidade e meus pais sempre me impediram de sair muito ou até de fazer trabalhos quando eu morava aqui quando pequena, mas isso não é mais um problema, já que estou com meus 18 anos e sei muito bem o que estou fazendo agora.

Tenho uma pulseira preta, escrita meu nome "Corin" com um desenho das fases da lua, e não sei por que, mas ganhei elas dos meus pais com 13 anos e nunca mais tirei, pois segundo eles ela não estraga com água ou nada do tipo, curioso, eu cheguei a pesquisar mais, mas nunca achei nada parecido com ela, ou seja, eu não sei de onde ela veio ou como eles fizeram ou sei lá se acharam. E sobre meu sobrenome, "Kenna" na verdade é um nome pouco conhecido e já "Lee" é um sobrenome e herdei esse sobrenome um tanto confuso da minha mãe, que se chama Adarah Kennalee, meu se chama Jyon- Moon, ou seja, meu nome completo é: Corin Kennalee Moon, um tanto estranho e desconhecido(Só pelo sobrenome).

— Corin, me ajuda. - minha mãe chega com um grande livro em mãos, e que livro. — Anda! - a ajudo a levar o livro até a nossa biblioteca na casa. — Obrigada. - ela limpa as mãos as batendo.

— Que livro é esse? - digo observando o livro, que era bem grande e pesado.

Capadura preta e grossa, e em seu centro da capa tinha uma estrela estranha, na verdade, aquilo estava mais que uma junção de Sol com uma Estrela e em cima dele estava uma grande lua cheia e em seus lados as restantes fases da lua, como minha pulseira, o que eu achei estranho.

— Um livro qualquer... - respondeu simples.

— Ok então... - sai dali indo para a sala, encontrando meu pai com algumas caixas. — São mais livros? - pergunto.

— Sim.

— Hum...Vou dar uma volta pela cidade, não preciso nem falar que posso, né? - ele riu, então eu já sabia que poderia.

Pego meu casaco em cima do sofá, junto as chaves na mesinha.

— Tome cuidado e leve o celular. - mostro meu celular no bolso e saio de casa.

Começo a caminhar pelas ruas, o tempo não estava tão bonito, estava nublado, como de costume em HilDallas, mas algo me chamava atenção e esse algo era aquela floresta, algo nela me encantava, talvez seja pelo mistério que a cerca ou pela curiosidade de conhecer novas areas, pois caso não saibam sou muito curiosa, então sempre há alguma coisa para me chamar atenção. Dobrei uma esquina e entrei no mercadinho que tinha ali, aproveitar que tenho um pouco de dinheiro e comprar um doce de limão, amo! Peguei o musse de limão que estava bem fechado, mas dava para vê-lo pela transparência da embalagem, e assim levei para o caixa, comprando também uma colher e comia enquanto caminha observando a cidade, e não foi muita coisa que mudou, apenas mais algumas coisas de tecnologia por ali, por aqui, a cidade era pequena, mas isso não significa que ela tem ficar para trás nesse quesito, e nos outros.

— Menina! - ouvi alguém me chamar e me virei para trás, era uma menina loira, bem arrumada. — Pode me ajudar a procurar minha irmãzinha, ela sumiu por aqui. - pediu, mas que irresponsabilidade, eu só ajudarei, pois amo crianças, não tanto, mas tudo bem... — Desculpa por te atrapalhar.

— Não tem problema. - disse e joguei a embalagem na lixeira perto do beco...— Vou procurar por esse beco, você vem?

— Acho melhor não, eu sei que a minha irmã tem medo desses lugares, vou procurar no parque. - ela saiu rapidamente dali.

Bufei e segui pelo beco sem medo algum, e por que teria medo mesmo? Mas acabo parando em um beco sem saída, não tinha nada ali, a não ser muros de concreto. Um lugar um pouco apertado e assustador para muitos, mas estranhamente eu não fico com medo tão facilmente. Quando me virei dei de cara com uma criança chorando, mas da onde ela tinha saído? Não liguei muito na hora e juntei os pontos, ela era a irmã daquela menina, então peguei no colo e a acalmei a levando para a praça que a menina tinha ido, mas estranhamente não a encontro...

— E agora? - perguntei a todos se eles tinham visto uma menina loira, mas nenhum deles nem sequer sabe de quem estou falando. — Não pode ser isso que estou pensando... - falo de coração apertado olhando para a criança que estava com carinha de choro. — Qual é seu nome, anjinho? - pergunto.

— Me chamo Amalin. - nome diferente para uma criança, parece até um nome místico.

— Sabe o nome de sua irmã, uma loira? - pergunto novamente.

— Eu não tenho irmã. Meus pais morreram, eu tinha uma amiga que cuidava de mim, ela se chama Hally, mas nunca mais vi ela. - disse calmamente, eu não queria que isso fosse verdade, mas eu acho que essa Hally a deixou. — Você vai cuidar de mim agora? - arregalei meus olhos, eu preciso falar imediatamente com meus pais, eles devem saber o que fazer, afinal, eu não posso cuidar de uma criança sozinha, mesmo que eu tenha gostado muito dela.

— Sim. - ela sorriu e me abraçou, era uma criança que aparentava ter menos seis anos, chuto uns 4. — Agora vamos. - comecei a caminhar, a levando para minha casa. — MÃE! PAI" Preciso falar com vocês. - eles vieram correndo e quando olharam para a criança ficaram completamente confusos. — Essa é a Amalin, e ela precisa de um lar...

(...)

Contei tudo para eles que ficaram estranhos, olhando o tempo todo para a criança, mas depois fui surpreendida, eles queriam ficar com ela. Não preciso nem falar que a mesma ficou muito feliz com a noticia e eu ainda mais, eu teria finalmente uma irmãzinha, mas triste por outro lado por aquela menina ter abandonado ela.

— A Amalin dormirá com você, mas em breve vamos resolver esse negocio da guarda dela e seu quarto que será do lado do nosso. - meu pai disse e concordei. — Agora você tem uma nova família Amalin. - ele a pegou no colo a abraçando e a pequena só sabia sorrir, muito feliz, mas algo me intrigava...

— Amalin, onde você morava? - pergunto, ela parou de sorrir e começou a chorar.

— Amalin não gosta de falar disso!! - minha mãe limpou suas lágrimas e me olhou sério.

— Tudo bem, maninha. Não vou mais fazer perguntas. - ela sorriu e parou de chorar.

(...)

— Canta para mim. - ela pediu, mas negativei. — Por favor! - pediu fofa, ai, não tem como resistir.

— Tá bom. - peguei meu celular e coloquei um instrumental de fundo.

Comecei a cantar "Angel Of Darkness". Antigamente eu não sabia a tradução, minha mãe cantava para eu dormi, e hoje como sei a tradução eu canto, minha voz particularmente fica muito bonita quando canto. A cantora é desconhecida, só sei que tem somente um vídeo dessa musica no YouTube o que eu acho estranho, mas tudo...

— Acho que já está bom. - digo ao vê-la dormir como um verdadeiro anjinho, então a cubro com a coberta. — Que frio! - tento me aquecer com minhas mãos, mas não adiantou, a janela estava aberta e o vento entrava balançando as cortinas. — Vou fechar isso. - me levanto da cama e ando até a janela, mas observando bem a floresta próxima a minha casa, vi algo estranho, dois olhos vermelhos no meio das arvores. 

Rapidamente fechei a janela com o coração acelerado, parecia que eu tinha corrido a uma maratona de tão assustada que fiquei, não que eu pense em algo sobrenatural, até por que isso não existe, mas senti um calafrio intenso, fora do normal, mas eu acho que pode ser apenas um morcego. Depois que me acalmei, me deitei na cama e peguei um pouco da coberta, me enrolado e virando para o outro lado da cama, mas mesmo enrolada o frio não estava passando, então apenas fechei meus olhos e fui dormi...

SONHO ON

Abri meus olhos sentindo me fraca, eu estava em um lugar completamente diferente. Em minha volta, deitada sobre um chão escuro cheio de penas negras, tudo em minha volta era completamente feio, horrendo, terrível e assustador. Senti um arrepio e ao olhar para frente vários corvos e eles viam em minha direção. Arregalei meus olhos vendo grandes asas negras e uma pessoa sem rosto vindo em minha direção junto com os corvos, fechei meus olhos, sentindo meu coração a mil e quando abri o homem sem rosto e com asas negras estava em minha frente com a mão esticada...

Com receio apenas recusei sua "ajuda" e me afastei com os pés, respirei fundo me levantei ouvindo gritos de pessoas e olhei para cima, vendo milhares de pessoas com vestimentas brancas em gaiolas sendo carregadas por corvos enormes e de lá caiam as penas. Essas pessoas tinham asas brancas e aparência angelical e gritavam pedindo socorro, todas olhando para mim...

— Você... - o homem se aproximou mais. — Eu quero você! - ele disse com a voz rouca, quase não dava para entender o que dizia. — Eu preciso ver...O futuro! - ele tocou em meu rosto, senti uma fraqueza fora do normal e vi seus olhos mudarem de cor, ficando completamente negros.  — Você é chave, a maldição...Você é o pecado do sobrenatural! - ele me puxa em seus braços e quando fui ver ele já estava com correntes fortes me prendendo nelas. — Agora, anjinha...Você será minha! - ele ria maléfico, enquanto eu chorava desesperada e em transe, me perdi em seus olhos, até não poder mais ver...

WE DON'T SEE

SONHO OFF

Acordei desesperada e sufocada, parecia que tinha sido muito real, mas não foi, mesmo eu sentindo o efeito em meu corpo...Coração desesperado, frio e medo...Aquilo tinha sido mesmo um sonho? Eu me perguntava. Olho para o lado e vejo Amalin dormindo calmamente, como um verdadeiro anjinho, bom, pelo menos ela teve um ótima noite, ao contrario de mim que tive esse pesadelo assustador e um tanto estranho, mas que me fez arrepiar e sentir os efeitos até agora.

Tomei um banho e coloquei uma roupa confortável já que hoje eu não tinha aula, por ser domingo, vou aproveitar para relaxar esse dia, que é o ultimo para eu me despedir das férias de verão. Desci as escadas dando de cara com meus pais conversando, mas quando me viram pararam de falar imediatamente, suspeito, mas eu não ligo muito, devem estar falando de trabalho...

— Bom dia, filha. - falaram juntos.

— Bom dia, a Amalin ainda está dormindo, quando eu terminar de comer irei chama-la. - eles concordaram. — Gostei muito dela, queria como irmã.

— E falando nisso, temos que leva-la junto, e creio que não irar querer ir conosco. - assinto. — Foi o que eu pensei. - me sentei na mesa e comecei a comer o pedaço de bolo de chocolate de ontem. — Suas aulas começam amanhã, sabe disso, né?

— Sei, mas não sei onde eu vou estudar.

— Estudará na única escola daqui. - e me lembro, aqui nesse cidade tem apenas uma escola e faculdade, e são MUITO grandes mesmo, eu nunca fui em todos os andares, em total sete. — Seu uniforme está no seu closet, caso não tenha percebido. - logo a imagem de uma roupa estranha veio em minha mente.

— Aquela saia com aquele blazer? Mas aquilo é muito feio, não dá não. - minha mãe riu, acho que ela não entendeu que eu não estava brincando nesse momento. — Mas tudo bem, afinal, não tenho escolha de estudar em outra escola. - me levanto da mesa e subo as escadas, escutando meus pais voltarem a conversar. Sinto que eles escondem algo de mim, e não é pouca coisa. — Não mesmo. - termino de subir os degraus e  entro no meu quarto e já vejo Amalin acordada, mas ela estava ajoelhada de costa para mim falando algo, ela estava orando?

Resolvi sair do quarto e esperar ela terminar e assim entro novamente no quarto a vendo chorando, corro e abraço fortemente.

— Porque está chorando, anjinho? - pergunto super preocupada.

— Eu tive um pesadelo horrível. - ela passa a mão nos olhos, tentando não chorar.  — Eu vi meus pais... - ela abaixou a cabeça.

— Pode me contar um pouco do seu sonho? - ela assentiu.

— Eles estavam presos em gaiolas, e tinha um homem...Ele é mau e os prendia comigo naquela gaiola, tinha asas negras e morava em um castelo, ele se chamava... - arregalo meus olhos e escuto alguém abrindo a porta rapidamente, nos assustando...

— Porque está chorando? - minha mãe pergunta a pegando no colo. — O que houve meu amor?

— Tive um pesadelo com o homem mau chamado Jungkook. - ela voltou a chorar.

— Jungkook... - murmurei o nome me sentindo mal, uma fraqueza, ela tinha sonhado a mesma coisa que eu, o mesmo homem e as mesmas gaiolas... — Vai ficar bem, não chore. - tento a acalmar. — Você está segurar, ela nunca mais te fará mal pequena. - sorrio mínimo e minha mãe concorda. — Ele não fará mal a ninguém...

(...)

Estava sozinha em casa, sem nada para fazer ou para me distrair, então resolvi ir até a biblioteca e pegar aquele livro grande para ver melhor de perto, e assim que vi percebi outra coisa realmente estranha...Ele não tinha cadeado ou fechadura para abri-lo, muito estranho.

— Que tédio! - reviro os olhos que param em uma mesa de madeira que tinha ali, essa é nova. E cima dela tinha alguns fracos vazios, e se antes já estava sem entender, agora eu não entenderia mesmo. — Porque tantos mistérios? - me pergunto e sinto um arrepio na espinha ouvindo a campainha tocar. — Quem será? - desço as escadas e abro a porta, me deparando com um menino de cabelos azuis escuros. — Posso ajudar? - ele sorriu estranho e me estendeu uma carta.

— Veja! - ele saiu correndo em direção a floresta e o sigo.

— MENINO!! - o grito, mas quando entro na floresta o medo me invadi e não consigo o seguir. — Que louco! - dou meia volta para casa e entro novamente. — O que será isso? - abro a carta...

"O FUTURO ESTÁS EM SUA MÃO, QUERIDA!"

Ao ler isso senti uma fraqueza fora do normal e acabei caindo no chão, sentindo fortes dores em minha cabeça, até não poder mais ver nada...

(...)

Acordei, meus pais me encaram preocupados, até eu me levantar...

— Querida, o que houve? - ela me perguntou.

— Não me lembro... - tentei me lembrar de mais cedo e não consegui. — O que aconteceu?

— Nada, você desmaiou, mas pelo visto já está melhor, quer um remédio para dor de cabeça. - ela diz, apenas assinto, minha cabeça latejava a todo o segundo.

Me sento novamente na cama e espero minha mãe trazer o remédio.

— Obrigada. - agradeço e tomo com a água. — Bem, mas por que eu desmaiei?

Ele se entreolharam, pareciam nervosos, estranho.

— Você não tinha tomado café da manhã. - ah sim, agora entendi, mas mesmo assim eu não me lembro de nada.

— Nossa, já é de noite, quanto tempo eu fiquei desmaiada?

— No total mais de 7 horas, e falando nisso você tem que dormi, amanhã tem colégio. - meu pai disse dessa vez.

— Cadê a Amalin?

— Hoje ela dormirá conosco.

— Tá. - me deito na cama. — Boa noite.

— Boa noite. - saíram do quarto.

— Eu espero que seja boa mesmo. - digo olhando para a janela que estava aberta. — Aish! - me levanto com preguiça e fecho rapidamente a mesma e me deito na cama pensativa. — Eu sinto algo...Eles me escondem alguma coisa, não sei por que, mas sinto isso... - fecho meus olhos e aparecem flashes rápidos de um rosto embaraçado.  — Acho melhor eu dormi mesmo. - fecho meus olhos logo pegando no sono profundo.

(...)

Eu já estava pronta, aquele uniforme não ficou tão ruim assim, não chegava a ser horroroso, apenas estranho, mas confortável. Desci as escadas e fui direto para a cozinha, meus pais tinham saído para resolver mais algumas coisas da Amalin, então o que me resta e pegar um ônibus ou um Uber, mas como não tenha paciência para esperar prefiro pegar um ônibus. 

— Estojo, caderno, guarda chuva e dinheiro, tudo aqui. - disse sozinha organizando minhas coisas. — Pronto. - a coloquei nas costas e sai de casa trancando tudo.

Começo a cantar aquela musica que minha sempre cantava para mim e assim entro no ônibus, pagando a passagem e me sentando em um banco lá trás. Peguei meus fones de ouvido e coloquei em uma musica, mas sou interrompida por um garoto de cabelos azuis que se sentou ao meu lado, perguntando se podia. Respondi que sim e voltei a ouvir minha musica de olhos fechados, mas eu sentia que ele estava me olhando discretamente, mas não liguei muito não, eu estava tão pensativa que nem ligava para mais nada, apenas precisava de respostas, como a Amalin pode sonhar a mesma coisa que eu, no mesmo dia?

Senti o garoto me cutucar e a abri meus olhos, já estávamos em frente a escola. Agradeci e me levantei com ele que foi logo para o seu amigo e eu fiquei parada em frente a escola, observando tudo atentamente, mas continuei a andar sentindo olhares sobre mim, algumas pessoas pareciam surpresas ao me ver, eu não entendia, na verdade, eu não entendia absolutamente nada...

— Ei! - ouvi uma voz feminina ofegante me chamar. — Você correr rápido em novata. - ela estendeu a mão. — Me chamo Trinnya, e eu que te mostrarei a escola. - a cumprimentei. — Você deve ser a Corin, certo? - assenti. — Ótimo, vamos começar! - ela sorriu animada, não entendi todo entusiasmo, se fosse eu com toda certeza estaria me arrastando até o novato. Ele deve ser bem alto astral.

Praticamente rondamos o primeiro andar inteiro até chegar em minha sala. A mesma abriu a porta e conversou com o professor que estava dando aula.

— Pode entrar, faça bons amigos. - ela se despediu e assim entrei na sala.

Todos alunos olhavam para mim, fiquei até com vergonha e logo abaixei a cabeça, mas a droga do professor mandou eu me apresentar, que "maravilha".

— Vim dos Estados Unidos e me chamo Corin Kennalee Moon, tenho 18 anos e espero fazer muitos amigos. - me apresentei e ouvi alguns cochichos.

— Sente - se perto do Hyunin. - apontou para a cadeira vazia atrás de um menino de cabelos chamativos vermelhos. — Bom, vamos começar.

Me sentei na cadeira e tirei meus matérias da mochila e o garoto de cabelos vermelhos se virou para trás me encarando.

— Perdeu algo? - pergunto.

— Você é bem bonita, quer sair comigo? - fiquei sem entender, como assim? A gente mal se conhece.

— Obrigada, mas não. - ele se virou para frente novamente, que garoto estranho.

Senti alguém ao meu lado me cutucar, era uma menina de cabelos azuis.

— Não liga para meu irmão, ele é louco assim mesmo. - ela riu. — Me chamo Azura. - se apresentou. — Te achei legal, quer sentar comigo e com minhas amigas no intervalo?

— Claro! - paramos de conversa por ali, pois o professor já nos encarava feio.

O sinal do intervalo bateu algumas horas depois e todos saíram, inclusive aquele garoto estranho. Arrumei minhas coisas e sai com Azura, indo até o refeitório e me sentando na mesa que tinha mais duas meninas.

— Quem é essa Azu? - perguntou e de cabelos rosas. — Já está nos trocando? - fez cara brava, muito fofa por sinal.

— Não, essa é a Corin, nossa nova amiga. Corin, essas são a Kiaun e essa outra é a Lyla.

— Olá meninas. - sorri e elas também sorriram.

Ficamos conversando o intervalo todo, até uma menina de longos cabelos ruivos chegar me puxando. A olhei assustada e tentei me soltar, ela me levou até o banheiro e trancou a porta...

— Veja! - apontou para o espelho.

Assustada e confusa olhei para o espelho vendo o homem mascarado de meus sonhos, lá estava ele com suas asas negras, seu olhar era sombrio sobre mim...Me fazendo tremer dos pés a cabeça, aquilo era real, tudo aquilo era real...

— Corin... - ele pronunciou meu nome lentamente. — Está me vendo, sabe o mal que posso fazer as pessoas, me ajude, por favor. - pediu e pela primeira vez não ouvi sua voz rouca. Era uma voz doce, quase angelical, parecia pura e calma, mas logo sou surpreendida com sua risada macabra. — Te enganei, não é? - me afastei do espelho o vendo tirar sua mão de onde estava e entrar em minha realidade. — É isso que seus pais querem e eu posso os dar, mas...Eu te quero! - ele abriu a mão mostrando um amuleto com o pingente igual a do livro, uma estrela que parecia uma lua junto a o sol, com as fases da lua em cima. — Lindo. E poderoso, tudo que eles querem, mas eu preciso de você, pegue em minha mão. - olhei em seus olhos negros e sem fim e acabei entrando em um transe e comecei a andar em sua direção. — Isso, venha até a mim. - ele esticou mais as mãos e as toquei sentindo meu corpo se arrepiar, mas...

— A largue! - a porta foi aberta por um menino de cabelos negros que me empurrou. — Como ousa toca-la? - ele olhava com raiva para o homem mascarado. — Nunca a terá, nunca! - ele quebrou o espelho com o soco. — Se acalme...- ele se abaixou ao meu lado, colocando a mão em minha testa. — Me desculpe por isso. - senti meus olhos se fecharem lentamente, somente gravando a imagem dele, o menino que parecia um anjo...

(...)

Acordei logo sentindo uma tonteira me invadir, eu não lembrava de praticamente nada de hoje, nem mesmo se tinha ido para a escola, não vão me dizer que desmaiei novamente.

— PAIS!! - os gritei. — Ai!! Por que minha cabeça doí? - passo a mão na testa.

— Deve ser apenas uma dor de cabeça. - ouvi a voz atrás de mim e me virei e vi um menino de cabelos escuros me encarando. — Antes que pergunte, prazer, me chamo Jin e seus pais me pediram para ficar te vigiando um pouco. - o encaro confusa, porque ele deveria me vigiar? Será que fiz algo errado? Ou...

— Eu me lembro de você... - ele arregala seus olhos. — Jin...



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