História The dark side of my paradise - Capítulo 1


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Categorias Seventeen
Personagens Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Lee Jihun "Woozi"
Tags Fantasia, Imagine, Joshua, Junhui, Maravilhas, Seventeen, Wonwoo, Woozi
Visualizações 11
Palavras 3.478
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Universo Alternativo
Avisos: Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


~revisarei quando estiver com meu computador concertado.
~postado também no Wattpad, mas atualizado especificamente aqui.
~me inspirei em Coraline e Alice no País das Maravilhas. Como eu não descrevo bem os cenários, sinta-se livre para pensar no País das maravilhas. Escrever pelo celular é marmelada demais para mim, portanto vou revisar no pc.
~o Imagine não é focado no romance. Não sou uma canceriana muito normal ;')
~aproveitem, espero que gostem e desculpem por qualquer erro. Eu sou distraída demais!

Capítulo 1 - Quando uma porta se abre, todas as outras se fecham, SN.


Fanfic / Fanfiction The dark side of my paradise - Capítulo 1 - Quando uma porta se abre, todas as outras se fecham, SN.

 

 

 

(S/N) (S/S) | ��

 

��

 

Acordo com a sensação de estar sendo observada. Arfo e — mesmo me sentindo assustada — me viro no colchão de solteiro, fitando do teto até os quatro cantos do quarto escuro.

 

Talvez por ter o sono muito leve, eu constantemente acordava nas madrugadas com a sensação penetrante de que tinha algo me observando enquanto eu dormia.

 

Minha intuição era boa e eu acreditava no sobrenatural, no entanto, eu também via muitos filmes de terror, poderia simplesmente ser um efeito deles? 

 

Minha mente estava mesmo me pregando peças. Era nisso que eu me agarrava, porque, Deuses, eu realmente não aguento mais ter apenas de cinco à quatro horas de sono.

 

 

Minha mãe tinha perdido recentemente seu emprego na cidade grande e, como ela vivera boa parte da infância em sítios afastados da civilização, resolvera que seria uma boa me presentear (palavras dela) com essa nova experiência de vida. 

 

Desde que perdemos papai, ela se esforçava como ninguém para ser ambos (mãe e pai) para mim e, inconscientemente, acabava passando mais horas tentando pôr comida na mesa do que realmente me dando atenção — mas eu não podia reclamar, ela parecia feliz e merecia essa felicidade portanto, eu engolia todos os meus receios e desgostos durante a noite e ria durante todo o dia. Ironicamente, eu era bem feliz durante o dia, despreocupada até.

 

Tinha algo de errado comigo. Ou talvez, apenas talvez, eu ainda não estivesse adaptada ao jeito da casa e do lugar. 

 

Tateio, sem enxergar nada, os lados do meu colchão, procurando o aparelho que eu me recordava de ter enfiado embaixo do travesseiro de penas. O acho quase caindo pelo vão da cama e da parede. Respiro profundamente e — ainda tentando afastar a sensação ruim e o meu medo — desbloqueio a tela, ligando a lanterna após verificar as horas.

 

05:46 da manhã. Suspiro. Mamãe acordava exatamente as seis e meia para ir trabalhar enquanto eu ficava em casa, cuidando dos afazeres domésticos e do almoço/jantar no lugar dela.

 

Quando dava seis e meia eu me sentia completamente dormente e cética, não acreditando no quanto fui estúpida por temer o escuro e por perder sono criando monstros ilusórios durante a noite. 

 

A lanterna iluminou o quarto e eu me senti ridiculamente mais segura. Tão segura ao ponto de relaxar, suspirar e sorrir minimamente sozinha. 

 

— Vai ficar tudo bem… — digo para mim mesma, anuindo a cabeça e ecoando a fala mentalmente, como um mantra. — Eu vou ficar bem. 

 

Acompanho, assustada, a luz da lanterna falhar inúmeras vezes até apagar completamente e, no mesmo segundo, ouço uma voz masculina dizer, irritadiço:

 

Olhe para mim, (S/N)! 

 

E não me impeço de levantar e correr para o corredor dos quartos, gritando pela minha mãe enquanto meu corpo parecia estar sendo afetado pelo meu desespero mesclado com o horror. Agradecendo por ter deixado a porta do meu quarto aberta e pela minha mãe já estar acordada, me olhando quase tão assustada quanto eu estou, me jogo em seus braços acolhedores e choro compulsivamente. 

 

Estou louca. Nunca mais assisto filmes de terror. Não é real, droga!! 

 

“Você não é louca, (S/N).” — me arrepio ao escutar meu subconsciente super realista sussurrando dum canto escuro da minha mente. 

 

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Minha mãe ficou comigo até alguns segundos depois do horário comum em que ela saía de casa. Sua preocupação estava tão estampada em suas expressões faciais que eu me senti terrivelmente culpada logo após tê-la abraçado e molhado parcialmente sua blusa com as minhas lágrimas descontroladas. 

 

Eu tinha motivos para justificar o meu pavor pelo que presenciara/ouvira no meu quarto, no entanto, naquele momento, tendo a minha mãe me olhando com seus olhos castanhos carregando culpa e preocupação, a única coisa que eu consegui fazer foi pedir desculpas e inventar a desculpa que achei mais plausível para explicar todo o meu drama. 

 

- Ratos!? - repetiu, assombrada. - Você nunca teve medo de ratos, (S/N)!

 

Engoli em seco e me obriguei mentalmente a continuar olhando para seu rosto. Eu desviava o olhar quando mentia, então deveria evitar fazer isso se quisesse convencê-la do que estava dizendo. 

 

- É que ele era enorme! - faço um gesto com as mãos para enfatizar a mentira deslavada. - E eu estava dormindo, então... 

 

- Tudo bem, tudo bem. - Me corta, impaciente. - Você está bem? Machucou alguma coisa? Você saiu tão transtornada do quarto que jurei que alguém tinha entrado no seu quarto!

 

Solto uma risada nervosa com a parte do "alguém" no meu quarto e digo para minha mãe, pela milésima vez, que eu estava bem e que estava tudo bem em ela ir para o trabalho. Eu iria me livrar do "rato" na casa. 

 

07:45. E eu ainda não tive a coragem de encarar o meu quarto. Não podia contar para a minha mãe que eu tinha escutado uma voz masculina no meu quarto, pois, conhecendo a mulher como eu conheço, ou ela iria gritar para o universo que alguém tinha entrado em casa, ou iria me mandar ir pra igreja, ou pensaria seriamente na ideia de que o lugar não era o melhor para mim. E eu não queria fazê-la infeliz com a última hipótese. 

 

Ela se culpava facilmente por tudo de ruim que eu sentia desde que meu pai morreu. 

 

- Vamos (S/A)! - murmuro pra mim mesma, na cozinha. - você não assistiu doze temporadas de Supernatural atoa!

 

A luz piscou e eu paralisei. 

 

Eu estava com ambas as mãos apoiadas na pia, minhas costas estavam viradas pra porta e todos os outros cômodos. Eu não queria me virar mas sabia que era necessário. Era melhor que ser apunhalada pelas costas. Faço o movimento bem lentamente, encontrando tudo em ordem e aparentemente vazio. 

 

O silêncio não era agradável, a tensão estava tão impregnada no cômodo que o simples movimento de respirar estava se tornando complicado demais para mim. Eu estava sufocada. 

 

- Você é muito assustada. - a mesma voz de mais cedo voltou a surgir, irrompendo o silêncio do cômodo com sua decepção em voz. 

 

Prendo a respiração e fecho os olhos com força. Não é real. Não é real. Não pode ser real.

 

- Eu sou real. - Tornou a ler meus pensamentos. Eu não sabia que espíritos liam pensamentos. - Vamos, (S/A), olhe para mim. Estou aqui.

 

- Como você sabe quem eu sou!? - grito, ainda me recusando a abrir os olhos para encarar o ser. Eu o sentia ali, no entanto. - Me deixe em paz!

 

- Sua mãe te chama assim quando está feliz. - comenta, com tom de voz distraído. - Por favor, olhe para mim. Eu prometo desaparecer se você olhar para mim...

 

Expiro e abro meus olhos lentamente, fitando todo o cômodo até parar próximo a geladeira no canto esquerdo da cozinha. Uma figura alta e masculina estava parado ali, e creio eu que me observava tão atentamente quanto eu o observava, espantada por tamanha fantasia. Vestia roupas em tons de preto, roxo, púrpura e branco, sua pouca pele exposta era pálida e brilhante, seu cabelo era escuro e liso, mas...

 

Eu não conseguia ver seu rosto. Ele usava uma máscara branca com detalhes em azul que cobria completamente o seu rosto. 

 

- O que é você? - pergunto baixo e retóricamente, quase tão assombrada quanto maravilhada com toda a situação. 

 

Ele pôs suas mãos nos bolsos da calça preta, parecia tão calmo e tão neutro com a situação... 

 

-Você precisa da minha ajuda, senhorita (S/N) (S/S). Precisa de mim. 

 

Minha mente gritava sobre eu estar tendo alucinações e o meu subconsciente, quase aparentando ser uma segunda alma pela forma como sussurrava manipuladoramente na escuridão, jogava a realidade fantasiosa e insistia em tornar os acontecimentos recentes um grande e gritante fato. Uma realidade pura e verdadeira, que batia na porta da minha vida.

 

  Ainda estávamos, eu e ele, em posições defensivas na pequena cozinha de casa, tendo um silêncio barulhento como fundo dos poucos pássaros diversos que cantavam distraidamente janela à fora. O garoto púrpura, muito estranhamente, não queria me dizer seu nome e insistia que eu deveria segui–lo para um lugar, porque ali não era seguro.

 

  “Ali” o lugar em que ele se referia, era o meu lar. Eu podia não ser muito grata pela localização e pela falta de contato com outros jovens da minha idade, mas não deixava de ser o meu lar, então, muito mal humorada, mandei o garoto púrpura ir procurar outra garota para fazer de idiota — resumindo em palavras mais dóceis do que as que eu realmente usei. A resposta dele foi uma leve risada anasalada seguida dum ato completamente preguiçoso de checar as horas em um relógio de pulso dourado. Sua cabeça se ergueu e ele disse:

 

  — Eu não sou um estranho. — então eu discordei. — Meu nome é… Wonwoo. Jeon Wonwoo. Pronto, agora não somos mais dois desconhecidos. Quer, por favor, me seguir logo?

 

  — Porquê eu deveria fazer isso? — a desconfiança era palpável na minha voz e tenho certeza que a minha cara também não era das mais amigáveis no momento. — Quem me garante que você não é um louco? 

 

   — First: Porque, como eu disse, você precisa de mim. E, bom, você é quem está falando com alguém que ninguém mais nesse plano consegue ver. — deu de ombros. — Quem é o louco agora? 

 

   Ele tem um ponto. Reviro os olhos. 

 

    — Tudo bem, — eu respondo, bufando pela minha falta de responsabilidade e noção. — eu irei com você, Jeon Wonwoo. Mas entenda que se eu desconfiar ou você tentar algo contra mim, você vai estar bem ferrado!

 

    — Não se preocupe, (S/A), querida, se fosse para eu te matar, você não estaria respirando há uns bons cinco anos atrás. — diz casualmente e começa a andar para fora da cozinha, deixando–me paralisada por meros segundos. 

 

     Uns bons cinco anos.… 

 

    Quando passei a seguir o garoto com máscara de gato, a primeira coisa que notei foi o caminho: percorremos em silêncio todos os cômodos da casa, e quando pensei em perguntar se ele estava procurando por algo, entramos no cômodo que deveria ser o meu quarto e, para a minha incredulidade, não estávamos no meu quarto. Sequer estávamos na casa. 

 

   Era uma espécie de floresta e campo, tudo extremamente vivo e verde ofuscante, cores, flores e sons misturavam–se de tal maneira que, para mim, era tão vertinoso quanto extraordinário. Wonwoo tirou um lenço púrpura de um dos bolsos da calça e se aproximou de mim, amarrando a ponta do pano em um dos meus pulsos e a outra no dele. 

 

   — Em hipótese alguma — sinto que ele está apreensivo e arrumo minha postura automaticamente. — me toque, entendeu? Não me toque sem que eu lhe permita fazê-lo. 

 

   Uno minhas sobrancelhas. — Por quê? 

 

 — Apenas não faça, (S/N). Vamos, estão nos esperando. 

 

   Seguimos uma trilha de pétalas de rosas azuis, em completo silêncio. Eu me perdia entre olhar a paisagem e fitar minha mão próxima à dele. Se ele não queria que eu o tocasse, por que diabos nos amarrou tão próximos um do outro? Não fazia sentido. Eu poderia tropeçar e tentar buscar apoio nele inconscientemente!

 

  Permito um suspiro escapar dos meus lábios. As noites mal dormidas estavam fazendo efeito, como sempre.

 

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  Não andamos muito, logo o caminho azul cessou e estávamos em frente à uma casa muito parecida com a minha e, no entanto, era completamente pintada em tons de azul. A casa encheu me minha visão e, encantada com ela, inconscientemente me pus a andar até o lugar, sento puxada bruscamente para trás pelo pano amarrado no meu pulso.

 

   Wonwoo tinha uma áurea irritadiça naquele momento, estava nervoso e cansado. Eu não entendi o motivo. Não era para lá que seguiriamos? Era apenas uma casa, que mal tinha em me deixar entrar?

 

   —Won-

 

   — Não ouse. Não pense. Nunca tente entrar ali, (S/N). Não ainda.

 

Engulo em seco pelo seu tom sério e concordo minimamente com a cabeça, vendo–o relaxar a postura tensa e a áurea irritadiça diminuir um pouco, tornando o ambiente outra vez calmo. Penso em perguntar o motivo para eu não poder entrar na casa mas ele volta a me guiar por outro caminho, sem pétalas azuis no chão. Seguimos para trás das paredes de flores que rodeava a casa, parando na frente de uma árvore de tronco grande e grosso. Eu olhei para o garoto ao meu lado, deixando claro pela minha expressão que se ele queria que eu subisse aquela coisa, ele iria envelhecer esperando isso acontecer. Wonwoo revirou os olhos em silêncio e enfiou a mão no bolso, tirando de lá um pen-drive com uma meia lua encravado nos tons de prata.

 

Assisto, em silêncio, o rapaz seguir até a árvore e enfiar habilidosamente o pen-drive entre as castas grossas da árvore e, seguido por um tremor silencioso, três portas diferentes surgiram rodeando o tronco escuro da árvore. Arfei e me senti maravilhada.

 

   — O que é isso…? — pergunto timidamente.

 

São portais. — respondeu com um tom levemente animado. Ele parecia genuinamente alegre por eu ter perguntado. — Eu e minha irmã criamos. Cada porta leva a um canto específico desse planeta. Em suas palavras, seria uma espécie de refúgio, KG, esconderijo...

 

— Do que vocês se escondem? — pergunto o que mais me chamou a atenção. A tensão voltou aos ombros largos do garoto púrpura.

 

Da minha irmã. — ele respondeu, melancólico. Eu fiquei confusa e ele percebeu. A irmã dele não tinha o ajudado a criar o refúgio?

 

Wonwoo me puxou para a terceira porta à esquerda. Tinha a constelação da Águia encravada na porta de prata e diamante, a estrela Altair brilhava lindamente ali, atraído minha atenção. Wonwoo sequer se importou com a beleza que eu via, talvez estivesse acostumado com tudo, e entramos quando ela se abriu — após ele pôr a cabeça encostada nela e sussurrar, em um idioma que eu desconheço, frases melancólicas.

 

Não evito minha surpresa ao me ver em outro lugar, num enorme campo aberto com uma enorme mesa retangular colocada bem no meio, chamando atenção para si. Me lembrei de Alice no País das maravilhas. De fato, a semelhança era muita. 

 

Um garoto de cabelos rosados pareceu nos notar ali e quando me viu, seu sorriso doce se ampliou de tal maneira que era como se nos conhecêssemos há tempos e ele estivesse com saudades. 

 

(Junhui): — Apesar das circunstâncias, seja bem-vinda (S/S). — sorriu. — Eu sou Junhui.

 

(Woozi): Ela sabe quem você é Hui — uma voz disse e automaticamente olhei para os lados, procurando de onde vinha. — Aqui. — disse e eu finalmente o encontrei. Um gato de pelos escuros e olhos âmbares pequenos. Ele era tão fofo que automaticamente me estiquei para tentar tocá-lo, mas tão rápido quanto o achei ( em cima da cabeça de Wonwoo, me olhando com sua cabeça pequenina apoiada sob suas patinhas), ele evaporou, virando água e reapareceu em cima da mesa, na aparência de um garoto pequeno que tinha características parecidas com sua versão felina. Ainda fofo, embora arisco e emburrado.

 

Ela não sabe. — Wonwoo diz e tanto o garoto neko quanto o panda Hui arregalam os olhos, ficando sua atenção em Won, que acompanhei tirar a máscara.

 

Sinto minhas bochechas corarem ao constatar o quanto ele era belo. Ele me olhou de forma repreensiva e eu me recordei de que muito provavelmente, ele tinha lido meus pensamentos. (noto inclusive, que existiam dois pequenos chifres pontudos sob sua cabeleireira negra, brancos e brilhantes). Seus olhos eram azuis com uma espécie de luz amarela ao redor da íris. Era assustadoramente lindo.

 

O quê!? — ouço Hui engasgar com um pedaço de bolo na boca. — Você trouxe outra!? E as regras!? Não pode!

 

Não é outra— o neko interrompe, movendo o narizinho enquanto me olhava de cima até embaixo. — é ela, mas algo está diferente no cheiro…

 

Ela não faz ideia do que está acontecendo. — O garoto púrpura diz, casualmente. Intocável pela confusão de seus amigos.

 

— Ahn... Com licença...

Isso é impossível! — Hui volta a exclamar. Troco o peso do meu corpo, apoiando na perna esquerda.

 

Não é impossível. — Neko responde de volta, baixo e controlado. — Você sabe que a Lady é trapaceira nata, o que não garante que ela tenha manipulado os humanos afim de manter as crianças longe de Reverse Song?

 

 

Tento chamar atenção, mas eles continuam discutindo sobre a tal Lady. Percebo que Wonwoo se esforça para ignorar os comentários sobre a índole da mulher que, eu presumo, ser a tal irmã dele.

 

— COM LICENÇA

 

 Berro e finalmente eles me olham, assustados e surpresos. Engulo em seco e encaro cada um ali, os três, respirando fundo.

 

— Eu exijo saber o que está acontecendo aqui.

 

Merda, isso vai nos atrasar tanto… — o gato reclama. Crispo os lábios. — Olha, eu preciso checar a barreira contra o Parailusão, então, divirtam-se! — e então seu corpo vira água e ele desaparece, deixando Hui com uma expressão indignada.

 

Não liga pra ele, querida (S/N) — diz — a situação toda tem acabado com nossos humores. — pausa — Quer doce?

 

Nego com a cabeça, eu não gostava de doces. Não o suficiente para comer por mais de uma vez no mês.

 

— Tudo bem. Quem é Lady Trickster e o que está acontecendo? 

 

Lady Trickster — Hui começa, olhando de relance para Wonwoo, que desfaz o laço e se afasta da gente, sentando numa ponta da mesa e se concentrando num líquido quente de uma das xícaras próximas. —, é a irmã gêmea mais velha dele. Ela é a Dama desse lugar, entende? Era uma de nós, sempre amável, engraçada e esperta… Claro que tão mal humorada quanto o irmão — uma sombra de sorriso triste passa por seus lábios —, mas era uma de nós. No entanto — sua expressão se tornou sombria —, num dia de Lua, ela atacou nossa antiga Rainha Scarlatt, e aprisionou a maioria de nós em lácrimas de diamante. Ela ficou possuída por um desejo de poder e riqueza que está irreconhecível! Ninguém sabe exatamente o motivo para ela ter mudado tanto e nos traído dessa forma… mas é monstruoso e imperdoável o que ela fez com nossos irmãos...

 

Não é ela. — Wonwoo de repente exclama, abruptamente se levantando da mesa e batendo as mãos na madeira. As coisas balançaram e os olhos dele se tornaram completamente âmbares, sem resquícios do azul oceânico. Estremeci. — Não é ela... É outra coisa ali...

 

Você tem que aceitar isso, Wonwoo. — Hui diz baixinho, sentado à minha frente na mesa — Ou vai ser pior quando Lady (S/N) cumprir a promessa.

 

— Espera. — chamo a atenção de ambos. — Que promessa?

 

Egotistic — a voz de Wonwoo soou azeda e sua expressão denunciava o quanto ele odiava dizer tal nome — foi “amaldiçoada” pela irmã mais velha de Seungkwan, um dos nossos irmãos. A maldição servia como uma salvação para nós. Dizia que, na casa onde você mora, no sítio, garotas de dezessete anos iriam morar e todas, sem exceção, tinham a chance de nos salvar de tudo isso.

 

— Como assim? — me sinto ansiosa. Hui me responde:

 

Vocês perderam algo importante — explica —, conhecem a dor que sentimos pelas perdas, mas não é só isso. Tem algo no seu sangue que te fez uma das escolhidas, (S/N).

 

— Se eu sou uma das escolhidas e outras me antecederam, o que houve?

 

Todas falharam. — responderam juntos. Engulo em seco, apertando a barra da minha saia.

 

— Elas.. Morreram?

 

Não sabemos. — Wonwoo respondeu, cauteloso. — Lady Trickster é ambiciosa, ela dá ao coração humano o que sua ambição e cobiça interior mais deseja, tornando a tentação impossível de ceder. Todas as garotas esqueceram a missão quando entraram no castelo dela. Não sabemos o que aconteceu, mas não podemos fazer nada ainda... Ninguém de nós consegue entrar lá dentro, além daquelas que ela sabe que precisam entrar.

 

Isso explica porque a casa que eu vi era tão chamativa aos meus olhos.

 

— Isso significa que nenhuma delas voltaram pra casa? — pergunto. Hui assente.

 

Ne. Acho que você ouviu falar, no seu mundo, sobre casos de garotas desaparecidas no sítio. — diz. E eu concordo. Fiquei particularmente louca com a minha mãe quando descobri que iríamos morar num lugar onde tinha um provável serial killer a solta.

 

— E então... Eu sou obrigada a dar a minha vida por isso...?

 

Não. — a voz grossa de Wonwoo falha e percebo o quanto ele está desesperado. — Você tem a opção de sair daqui, mas assim que voltar, deve sair o mais rápido possível da casa onde está e nunca mais voltar lá. Lady controla humanos, ao menos os que trabalham no sítio, ninguém é confiável...

 

Mas, Lady (S/N) — a voz triste de Hui surge, chamando minha atenção e cortando meu coração com sua expressão desamparada. — você é a nossa única esperança de salvar todos os nossos irmãos... Por favor, pense a respeito!

 

E então, Woozi, o gato, surge ofegante de uma entrada que desapareceu tempos depois, ele me olhou assustado e disse: “Lady Trickster sabe que você está aqui. Ela trancou os portões para o seu mundo.” 

 

 

 


Notas Finais


~olá heróis em ascensão? Como vai ser?

A Lady tá assim “ou cê fica ou cê fica”


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