História The Dark Side of Red - Victuuri - Capítulo 9


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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Otabek Altin, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Drama, Tragedia, Victuuri, Yuri!! On Ice
Visualizações 79
Palavras 3.689
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Self Inserction, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo!
Eu queria pedir um favor a vocês.
Queria que vocês divulgassem a história, para qualquer pessoa, que goste do shipp ou do anime. Não simplesmente por uma questão de views ou algo assim, mas porque a ideia da fanfic desde o início era passar a vocês, leitores, da melhor forma que eu conseguisse, um pouco do TPB, do dia a dia de quem sofre com isso, sobre família e essas coisas. Eu vejo que pouco se fala sobre esse transtorno, e assim como todos os outros, é algo que deve ser falado! Algumas pessoas já comentaram aqui na minha história que por causa da fanfic, começaram a pesquisar sobre o transtorno e isso me dá a sensação de “dever cumprido”. Eu ainda tenho muitas ideias para essa fanfic e espero não decepcionar vocês.
Minha intenção como escritora também é, além do entreterimento, passar algo a vocês que possa ser absorvido. Estou fazendo isso com essa fanfic The Dark Side of Red, e com outra, Halo, onde comecei a tratar sobre a Depressão. Pra mim, isso é algo muito sério e importante que devemos retratar, da forma mais real possível, sem romantismo porque isso é horrível!
Enfim, vou parar de digitar e deixar vocês lerem!!
Leiam as notas finais.

Capítulo 9 - VIII. Limites


De todas as minhas limitações,

sei que no amor

jamais terei limites.

Mesmo que o amor

se limite

no meu amor."  - Sócrates.

 

- Yurio, precisamos conversar com você sobre algo. - Victor estava sentado em um dos sofás do imenso jardim da casa. Yuri estava regando as plantas enquanto o loiro tomava banho de piscina. Era sábado, e o sol estava brilhando, o céu azul sem qualquer nuvem cobrindo-o, estava tudo muito agradável, porém o platinado sentia que não podia mais tardar a conversa. - Saia um pouco e sente aqui do meu lado.

O jovem, mesmo relutante, saiu da piscina e se enrolou em uma toalha, secando-se antes de sentar no sofá ao lado do mais velho. Virou-se para ele esperando que começasse a tal conversa.

- Você precisa estudar. - Yurio logo revirou os olhos. Sabia que o casal já havia comentado superficialmente com ele sobre isso, mas ele de forma alguma queria. - Nem adianta fazer essa cara, isso é importante pra você e para seu futuro. Como eu sei que você não quer ir para a escola, eu já havia te falado que iríamos contratar um professor particular, lembra? Nós já achamos. Você acha melhor ter uma conversa com ele antes de começar as aulas, né? - o loiro concordou. - Ok então, segunda-feira ele vem aqui e caso dê tudo certo, vocês já começam.

Aliviado pela conversa não ter tomado proporções ruins, Victor dá um suspiro. Yurio é uma pessoa bastante impulsiva, portanto nunca se sabe como ele vai reagir a determinada situação, todos tinham que pensar muito no que dizer se não quisessem ouvir uma série de gritos, ofensas e reclamações. 

O dia se estendeu tranquilamente, com direito a um pequeno churrasco no almoço e sorvete como sobremesa. Yurio estava particularmente calmo e silencioso, mas ainda sim, dialogava com o casal sempre que eles o introduziam na conversa. O relacionamento dos três estava bastante estável desde o dia em que Yuri e Yurio conversaram, e Victor estava extremamente feliz, pois desde quando o jovem loiro se mudou para sua casa, percebia sua aversão por Yuri, e sabia também que o marido se sentia muito mal, mesmo escondendo. Saber que Yurio estava arrependido pelo comportamento já o deixava bastante satisfeito, entretanto, isso não significa que ele tinha se tornado um amor com Yuri, mas as ofensas com certeza haviam diminuído.

Quando já era de noite, Yurio estava bastante entediado, por isso, decidiu visitar seu amigo.

- Estou indo no Kenma. - avisou para o casal que estava assistindo um programa qualquer na televisão, os dois assentiram e logo ele saiu. Tocou o interfone da casa e foi recebido pela mãe do amigo.

- Eu vim ver o Kenma, sou o vizinho dele. 

- Ah! O filho dos Nikiforov, certo? - ele concordou, um pouco incomodado, pois não tinha se acostumado muito com esse termo. - Pode entrar querido, ele está no quarto dele. Segunda porta a esquerda.

Yurio foi na direção do quarto e abriu a porta, vendo o amigo com um secador de cabelo na mão e uma expressão chateada.

- O que está fazendo? - perguntou, enquanto se deitava na cama.

- Escovando meu cabelo, tenho uma festa para ir hoje... - falou, baixo. O loiro se surpreendeu.

- Você? Festa? Como assim?

- Vou ir com o Kuro, ele me pediu e não consegui recusar. - ele apenas concordou e continuou a encarar o amigo. - O que foi?

- Como é uma festa? 

Kenma havia sido pego de surpresa com essa pergunta. Apesar de não ser uma pessoa que gostasse de ir para festas, pensava que qualquer jovem sabia como funcionava, mas claro, Yurio não era um jovem qualquer.

- Bom... Têm várias pessoas, elas dançam, bebem, se divertem, beijam... Entre outras coisas. Acho que é mais ou menos isso.

- Ah sim... - Yurio não admitiria, mas estava curioso para saber como realmente era uma festa, mas não falaria nada para Kenma.

- Você... quer ir? - perguntou, um pouco incerto. Não sabia se era adequado levar Yurio para uma festa, mas seus olhos azuis brilhavam tanto em expectativa, que se sentiu mal pelo amigo nunca ter tido a chance de ir a uma festa, mesmo não sendo algo muito agradável, na sua opinião. - Se você quiser, eu falo com seus pais. - Yurio, meio atordoado, apenas concordou, e os dois seguiram para a casa do loiro.

(...)

-... Festa? Você só pode estar brincando comigo! - Victor falou, exagerado. Estava fazendo um escândalo desde o momento que Kenma havia pedido a eles e explicado como seria. O platinado olhou para o marido, tentando buscar apoio, mas apenas encarou um par de olhos chateados e bravos consigo. - O que foi, Yuri?

- Tem como você se acalmar para ouvirmos Kenma? - Victor se calou e olhou para baixo, um pouco envergonhado. - Obrigado.

- Bom, como eu disse, vai ser na casa de um amigo meu bem próximo, e vai apenas pessoas da minha escola, da nossa idade. 

- Ah, Kenma... Eu não sei. Fico preocupado, talvez Yurio ainda não esteja pronto para isso. - o moreno disse, um pouco incerto da situação.

- Ei! - Yurio reclamou, mas foi ignorado.

- É, mas quando eu descobri que ele nunca tinha ido a uma festa me senti um pouco mal, porque ele parecia bem curioso para saber como era. Se vocês deixarem ele ir, prometo mantê-lo sempre perto de mim e também logo vamos voltar porque eu não gosto de ficar muito tempo nesses lugares.

- Esperem aqui um pouco. - Victor disse e pegou no braço de seu marido levando-o para o quarto e fechando a porta em seguida. Yuri senta na cama e suspira. Seu marido se junta a ele e os dois ficam em silêncio por um momento. 

- Uma hora ou outra isso ia acontecer. - Yuri soltou. - Ele tem 16 anos.

- É apenas uma criança! - Victor falou, desesperado. - Nunca se sabe o que pode acontecer, ainda mais com alguém como Yurio. Eu tenho muito medo de alguma coisa acontecer com ele.

- Eu sei, Victor, mas nós também não podemos privar ele de viver, coisa que ele não fez até hoje. Quando prometemos fazê-lo feliz, isso também se incluia de alguma forma, pois só vivendo que se pode ser feliz, você sabe. - o platinado concordou, sem falar nada. - Mas isso não significa que eu não me preocupe bastante com o que possa acontecer lá. Precisamos conversar com ele se formos deixar ele ir. 

- Ok então... - Victor suspira e os dois saem do quarto e voltam para a sala. Encaram os lindos olho de Yurio brilhando em expectativa. Só de poderem fazer o garoto feliz, mesmo que por um pequeno intervalo de tempo, já se sentiam extremamente realizados.

- Nós vamos deixar você ir, Yurio, mas terá condições e muitas... Então sugiro que vocês dois se sentem. - Victor falou, sério.

-... Nada te impede de fazer amizades, mas não aceite nada de estranhos, incluindo bebidas, pílulas, seja o que for... Apenas não aceite. Fique com Kenma e sempre fique em lugares com muitas pessoas, não saia por aqui com estranhos para lugares isolados. Se você não estiver se sentindo bem, fale para o Kenma imediatamente que nós vamos te buscar na hora. Se qualquer coisa acontecer, fale para ele ligar para nós. Deus, por que ainda não comprei um celular para você? - todos observavam Victor falar sem interrupção. - Não dê muita bola pra ninguém, pode ficar com sua cara de bravo que assim ninguém chega perto de você. Ah e...

- Se divirta! - Yuri interrompeu, olhando pro marido, sinalizando que era sua vez de falar. - Aproveite essa experiência, dance, converse, permita-se apenas se divertir, e não lembrar de coisas ruins. Lembre-se, no momento que você quiser ir embora, você vai, e Kenma vai te ajudar com tudo, certo?

- Claro. - respondeu. Yuri sorriu para ele.

- Muito bem então. Que horas começa? 

- As 21h. - respondeu, olhando para o relógio em seu pulso. 

- Eu preciso me arrumar! - Yurio se pronunciou pela primeira vez ao ver o horário no relógio que ficava na parede. 

- Quem vai te levar? - Victor perguntou. 

- Meu namorado... Ele tem um carro e dirige já tem um tempo. - o platinado não pareceu gostar muito da situação, mas permitiu Yurio ir com eles. O loiro estava estranhamente feliz, mas era incrível vê-lo assim.

Decidiram então se arrumarem em suas casas e quando desse o horário o loiro iria para a casa do vizinho. Saiu correndo para o seu quarto assim que foi embora e entrou para o banheiro, como já estava tarde não podia se dar ao luxo de tomar banho na banheira, portanto, entrou no box. Teve que lavar seus cabelos pois já estavam um poucos sujos, mas fez tudo o mais rápido possível.

Quando saiu do banheiro, apenas colocou uma cueca boxer e sentou-se para escovar o seu cabelo, mas estava com dificuldades. 

- Precisa de ajuda? - Yuri perguntou, abrindo a porta. O loiro apenas concordou e entregou o secador para o moreno, e continuou sentado. Yuri começou a secar os cabelos macios com agilidade, pois sabia que o mais novo não queria chegar atrasado. Por o cabelo de Yurio não ser muito grande, logo havia terminado, deixando-o bem lisinho.

- O que eu uso? - perguntou, um pouco envergonhado. Tinha raiva por não saber como se portar, o que fazer, o que vestir, mas por hora tentou ignorar isso, pois já haviam coisas demais em sua cabeça.

Yuri foi até o quarda roupa do jovem e começou a procurar, até encontrar o que queria e tirar de lá uma calça jeans escura e a camisa preta com a figura de um tigre que haviam comprado na primeira vez que o garoto fora em um shopping. Pegou também um par de tênis escuros e entregou para ele, por fim, deixou-o sozinho para terminar de se arrumar. Depois de ter colocado toda a roupa, se dirigiu ao banheiro para terminar de fazer suas higienes e passar o perfume. Olhou-se no espelho e se achou bastante agradável, com certeza Otabek iria gostar.

- Não, agora não... - sussurrou. - Sai daqui agora. 

Fez o possível para tirar esses pensamentos de sua mente e focar na noite que poderia ser agradável. Saiu do quarto e encontrou os dois sentados no sofa, esperando-o. 

- Você está tão lindo. - Victor comentou, choroso. Yurio revirou os olhos mas sorriu. 

- Divirta-se e cuidado. - Yuri disse.

Para a supresa do casal, o jovem loiro se abaixou e abraçou os dois ao mesmo tempo, com força.

- Obrigado por isso. - disse, suave. Ao se afastar viu agora os dois querendo chorar. - Deixem de ser sensíveis. Estou indo. 

- Se você chegar tarde eu te deixo de castigo por um mês! - Victor gritou mas antes de terminar sua frase a porta já havia sido fechada.

- Vamos ficar tranquilos, vai dar tudo certo. - Yuri abraçou o marido, na tentativa de acalmá-lo um pouco. - E quem sabe podemos nos divertir também...

(...)

- Boa noite, amor. Boa noite, Yuri. - Kuro cumprimentou-os, sua voz grossa como sempre. Estava com roupas completamente pretas. Kenma sentou-se no banco do passageiro enquanto Yurio entrou no de trás. Não queria admitir, mas estava muito nervoso, a única vez que havia saído para um lugar com muitas pessoas havia sido no shopping e tinha uma leve sensação de que uma festa seria bem pior.

- Eu nem acredito que a festa vai ser na casa do Kageyama. - Kuro comentou, debochado. - O tampinha deve ter persuadido ele bastante. - Kenma riu. Era fato que tudo que Hinata quisesse do moreno, ele conseguiria simplesmente fazendo seu charme pra cima dele.

Ao chegarem na casa, já haviam pessoas no lado de fora com bebidas e podia-se escutar claramente o som da música de dentro da casa, ao entrarem viram que já estava bastante cheia. Havia vários tipos de petiscos em geral em uma mesa longa, uma pista de dança improvisada onde várias pessoas dançavam, havia também muitas garrafas de bebidas distintas para todo lado. De alguma forma, Yurio sentia a adrenalina em si, e nem havia feito nada.

- Que bom que vocês vieram! - uma criatura ruiva e baixinha se aproximou deles, seguido pelo namorado alto e moreno, com sua típica cara emburrada. - Olá, Yuri!

- Oi Hinata. 

- Aproveitem, viu? Qualquer coisa é só avisar. Vem, Kageyama! - os dois sumiram em meio à multidão e o casal ao lado de Yurio riu. Começaram a andar pela casa, sem muito interesse da parte de Kenma. Todos olhavam para Yuri de uma forma estranha, pois não o conheciam já que o mesmo não frequentava a escola, alguns até chegavam a olhá-lo de outra forma, mas optou por ignorar. 

Sentia-se um pouco estranho ainda, pois não sabia o que fazer naquele lugar, parecia que estava deslocado e não conhecia praticamente ninguém. Kenma e Kuro estavam em seu mundo particular e Yurio optou por não interferir. Sentou-se em um dos sofás que ficava de frente a pista de dança mas ainda um pouco afastado.

- Nós vamos lá pra fora pegar um ar. Quer ir? - Kuro perguntou. Yurio apenas balançou a cabeça indicando que não queria. - Ok então, fique aí e não suma.

Continuou lá sentando, observando as pessoas e se sentindo nervoso. Talvez devesse pedir para Kenma ligar para o casal vir buscá-lo.

Não.

Depois dessa luta toda ele não iria embora sem nem ter ficado uma hora na bendita festa.

Mas seus pensamentos foram interrompidos assim que uma pessoa específica entrou no ambiente. Oikawa usava uma camisa verde água, com um jeans preto e tênis da mesma cor, seus cabelos castanhos e sedosos combinavam com o tom de sua pele mais morena. Ainda haviam seus olhos castanhos que junto com seu sorrisinho de lado indicava nele um ar de deboche e superioridade. De alguma forma, aquele garoto mexia com Yurio, de um jeito que ele não gostava. Seus instintos gritavam para ele ir embora daquele lugar o mais rápido possível, mas ele permanecia imóvel. 

Tudo piorou assim que o moreno percebeu sua presença e pior ainda que ele estava o encarando. Oikawa andou em sua direção e sentou ao seu lado.

- Loirinho, você por aqui... - disse, cínico. 

- Hum.

- Está lindo, mas essa sua cara de gatinho perdido não engana ninguém, provavelmente nuncs foi a uma festa. Nunca sentiu o gosto de álcool e o prazer de ficar alto. Eu tenho pena de você.

- Cala a boca, idiota! - Yurio estava vermelho de raiva.

- Olha só, que gatinho arisco. - o moreno se aproximava do loiro cada vez mais e quando ele percebeu as intenções do mais velho, levantou-se rapidamente.

- Eu tenho namorado, seu imbecil. - gritava, mas com o som alto da música, apenas Oikawa e pessoas muito próximas conseguiam escutar.

- Não estou vendo ele aqui. - Yurio bufou e saiu de lá, indo em direção a mesa onde tinha comida e vários tipos de bebida. Para sua infelicidade, o moreno o seguiu e já se encontrava ao seu lado novamente. - Sabe, fiquei sabendo que o famoso casal Nikiforov adotou um adolescente problemático. 

Yurio estagnou, olhou para o moreno com os olhos arregalados e a única coisa que Oikawa fez foi sorrir, enquanto pegava um copo e enchia-o de Vodka.

- Me pergunto qual é o seu problema, Yuri... 

- Vai se foder. 

- Nossa, não te ensinaram bons modos no orfanato? Que decepção. - se ele continuasse com as provocações, Yurio iria explodir ali mesmo, e com certeza, ninguém gostaria de ver a cena. - Aposto que nunca bebeu, né.

- Não, e não faço questão. - disse enquanto Oikawa bebia e o observava, divertido. 

- Na verdade, aposto que você não tem coragem. - provocou o loiro. - Isso porque você ainda é uma criança.

Yurio, como uma pessoa impaciente, sem pensar muito nas consequências, apenas pegou o copo do garoto ao seu lado e virou tudo. Sentia o álcool descer pela sua garganta e tossiu, fazendo Oikawa rir de si, mas não ligava. Algo dentro de si dizia que ele não podia ter feito isso, mas já não ligava para mais nada. 

- Quem é a criança agora? - Oikawa apenas riu, Yuri era uma pessoa absurdamente fácil de ser controlada e isso, para o rapaz, tornava tudo mais interessante. Algo em Yuri mexia com o moreno, tinha vontade de mostrar para o loiro as coisas da vida. Provavelmente daria merda, mas desde que não acontecesse nada consigo, ele realmente não se importava muito. 

Não costumava conversar com qualquer pessoa, na verdade achava todos muitos baixos para terem o privilégio de falar com alguém tão superior como ele. Mas algumas pessoas, especialmente aquelas com mente fraca, o interessavam, e ele fazia o que quisesse com elas até se cansar e assim, procurar outra pessoa para continuar o ciclo. Desde que viu Yuri no shopping, não conseguiu tirá-lo de sua cabeça, queria fazer inúmeras coisas com o mais novo, mas por hora precisava se conter.

- Quantos anos você tem, afinal? - Yurio perguntou.

- Tenho 18, e você?

- 16. - respondeu, desviando o olhar.

- Você é uma criança mesmo! - Oikawa riu dele. 

Yurio prefiriu ignorar e sair de perto do moreno, logo voltou a se sentar no sofá que estava antes e deu graças por ele não o seguir. Ficou lá, parado, por um momento até se peruntou por onde andava Kenma e Kuro, mas logo isso saiu de sua cabeça, dando espaço para outras coisas. Yurio sabia que não deveria ter bebido, se o casal descobrisse, ele provavelmente não sairia de casa nunca mais.

- Preocupado com algo, gatinho? - a voz debochada novsmente surgiu, e Yurio suspirou. Mesmo não tendo bebido muito, aquilo já havia sido o suficiente para causar várias reações no jovem.

- Uma pessoa que toma antidepressivo, moderador de humor e antipsicótico não deveria beber. - respondeu, seco. Oikawa queria rir da situação, mas se conteve. Pobre coitado, pensou.

- Quer ir embora? - perguntou. O loiro apenas concordou com a cabeça.

- Preciso achar Kenma. - disse, sonolento. Lembrava-se que o médico havia dito que se misturasse álcool com os medicamentos causaria muito sono dentre outras coisas que ele não se lembrava no momento. 

- Eu aviso ele. Vamos, eu te deixo na sua casa.

Yurio deveria ter negado, ou ao menos questionado as intenções do narcisista, mas optou por não se importar. Apenas concordou e seguiu-o para fora de casa, encontrando o casal na grama. Kenma se levantou rapidamente.

- Aconteceu algo? Você quer ir embora? O que ele está fazendo com você? - perguntou de uma vez. Se aproximou do amigo e arregalou os olhos. - Você bebeu? Oikawa, o que você fez?

- Eu? Nada. - respondeu, divertido. - Vou levá-lo embora.

- Ah, mas você não vai mesmo!

- Deixa. - Yurio se pronunciou. - Ele não vai fazer nada. Podem ficar, ainda é cedo. - olhou o relógio em seu pulso que marcavam onze horas.

- Se ele fizer algo não hesite em pular do carro. Esse cara é doido.

- Eu até me sentiria ofendido se o que você falasse valesse alguma coisa pra mim. - respondeu, sorrindo. - Vamos, loiro.

Yurio seguiu o rapaz e o viu entrando em um carro preto que julgava ser bastante luxuoso. Entrou no banco do passageiro e colocou o cinto. Disse para ele o endereço e aguardou, em silêncio.

- Você já sentiu adrenalina, gatinho? - Yurio negou. - Segure-se.

O loiro não entendeu o que ele quis dizer de primeira, mas tudo fez sentido assim que Oikawa começou a acelerar o carro na rua vazia. O coração de Yurio começou a bater forte, diferente de pouco tempo atrás quando ele estava sonolento. Essa sensação que surgia em seu peito era incrível! Estar de frente para o perigo dessa forma fazia-o sentir vivo, coisa que ele não sentia há muito tempo. Subitamente, ele começou a rir, atraindo atenção do moreno.

- É bom, não é? - perguntou.

- Sim! - respondeu, rindo. O trajeto era aleatório, não estavam indo mais para a casa do loiro, apenas dirigia para qualquer lugar, e Yurio não parecia se importar. Os vidros estavam abertos, seus cabelos loiros as vezes cobriam seus olhos e estava bastante bagunçado, mas ele não ligava! Nada parecia ter importância naquele momento, inclusive sua vida. 

Depois de um tempo, Oikawa começou a desacelerar e olhou para o mais novo que estava desnorteado. Sabia que ele nunca havia feito esse tipo de coisa e sentia pena.

- Me leva pra casa agora, tá? - disse, após recuperar seu fôlego. O moreno optou por não questionar, então apenas levou o garoto pra sua casa. Ao parar na porta, Yurio saiu e fechou a porta, mas antes de entrar na casa se virou para ele, que estava com seu sorriso típico.

- Valeu pela carona. - disse, um pouco com raiva e envergonhado. - Mas isso não vai acontecer nunca mais.

- Aposto que vai. Boa noite, princesinha. - Oikawa acelerou o carro e foi embora. Yurio suspirou, provavelmente dava para sentir o cheiro de álcool em si, portanto apenas entrou em casa correndo, o casal estava na sala, acordado, mas ele apenas entrou em seu quarto rapidamente e trancou a porta.

“Aconteceu alguma coisa? Você está bem? Quem te trouxe?”

Era uma série de perguntas que ele não sabia nem distinguir de quem vinha, mas optou por responder todas de uma vez.

- Não quero falar sobre isso agora, vou dormir. - gritou e isso pareceu ter cessado a série de perguntas do casal. 

Yurio pensou em tomar banho, para se livrar do cheiro em si, mas ao ver a cama tão convidativa, apenas deitou-se a apagou, por hora esqueceria as possíveis consequências que as ações dessa noite teriam.


Notas Finais


Oi gente!!
Primeiro eu quero agradecer de coração todos os comentários do capítulo anterior. Foi o maior número de comentários em um capítulo da fanfic inteira!! Ficaria muito feliz se continuasse desse jeito ou aumentasse. Vocês são incríveis. Obrigada a todos que deram favorito, que comentam, que tiram um tempo para ler essa história que é feita com muito carinho por mim.
Bom, sobre o capítulo. Sentiram, né? As coisas vão tomar emoção daqui prs frente. Me perdoem, mas o Oikawa é um puto! Pelo o menos aqui na fanfic hahaha. Ele realmente tá apenas usando o Yurio pra se sentir bem, porque ele vê ele como um inocente, que em alguns sentidos realmente é.
O Yurio, com o seu transtorno, costuma fazer coisas sem pensar, um exemplo típico foi esse do carro. Eu não pude focar na bebida, que também é um exemplo, já que ele está tomando os medicamentos que eu falei, então daria problema. Mas o que eu tentei transmitir foi que ele realmente faz as coisas não se importando com as consequências, apenas na impulsividade. Queria mostrar para vocês que esses comportamentos de risco são um dos sintomas do TPB, gravíssimo. Juntando a personalidade narcisista do Oikawa com o Yurio, é bem óbvio que coisa boa não vai sair...

Otabek, apareça para salvar seu amado!! Estamos aguardando o retorno dele.

Espero que vocês tenham gostado, o capítulo saiu maior que os outros. Se vocês não gostarem de capítulos maiores, avisem que eu divido em duas partes qualquer coisa.

Aceito ideias, dicas, sugestões, elogios, críticas!

Até o próximo!


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