1. Spirit Fanfics >
  2. The Dark Side of Red >
  3. Em alerta

História The Dark Side of Red - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Fim de semana são tempos de: Atualização! haha
Espero que gostem, boa leitura <3

Capítulo 4 - Em alerta


Quase três meses haviam se passado, e eu não havia progredido quase nada no meu objetivo. Todos confiavam em mim, exceto quem devia. Castiel era difícil, mas eu iria conseguir amolecê-lo cedo ou tarde.

Senti o cheiro de bacon e ovos invadirem minhas narinas, despertando meu estômago e fazendo-o roncar. Saí do banheiro enrolada na toalha, vendo o vapor quente espalhar-se pelo quarto enquanto eu ia até o guarda-roupa.

Assim que terminei de me arrumar, desci pelas escadas, encontrando Rosa e Alexy colocando a mesa do café.

— Bom dia. - os cumprimentei, sentando na mesa. — Capricharam hoje, hein? Já até imagino o que vão querer me pedir.

Eles se entreolharam, como duas crianças pegas no flagra, o que me fez rir internamente.

— A gente só queria saber se podíamos sair pra conhecer a cidade, ir à festas, sabe... - Rosalya começou a falar, sentando-se ao meu lado.

— Podem sim, mas com cuidado. Tentem não conversar muito com outras pessoas, ok? - eles assentiram, animados. — Agora me passa esses bacons que estão me assediando desde que saí do banho!

Tomamos café e me despedi deles, pegando o carro e indo direto para a agência. No meio do caminho, me deparei com um carro parado no acostamento, sozinho. Aquele pedaço de estrada era um tanto afastada da cidade, a usávamos para chegar no centro. Parei meu carro atrás do Nissan Altima azul, saindo de dentro e andando até o motorista.

— Vai se foder! - escutei um soco na lateral do carro. Encarei Castiel de longe, ele ainda não havia percebido que eu estava ali parada.

— Precisando de ajuda? - o ruivo direcionou o olhar para mim, juntando as sobrancelhas em confusão, provavelmente ele não esperava me ver ali. Ele não disse nada, apenas apoiou os braços na parte de cima do carro e encostou a cabeça ali.

Dei uma olhada na mala que estava aberta, vazia, enquanto o real problema estava mais embaixo. O pneu havia estourado, e aparentemente ele não havia outro pneu reserva. Suspirei, vendo que ele não engoliria seu orgulho para pedir ajuda e abri a mala do meu carro, pegando o meu pneu reserva.

— Vai me ajudar ou ficar de birra? - questionei. O ruivo apenas suspirou, pegando os instrumentos necessários e vindo me ajudar a trocar o pneu. Assim que terminamos, percebi que meus braços e minhas mãos estavam sujos de gracha enquanto Castiel estava em perfeito estado.

Revirei os olhos, fiz tanto esforço para não receber sequer um obrigado da boca dele. Vi ele entrar no carro e ligá-lo, se distanciando.

...

— O que aconteceu? - escutei a voz de Sophia atrás de mim, chamando minha atenção.

— Não foi nada demais, meu pneu estourou no meio da pista e eu tive que trocar. - dei de ombros enquanto continuava esfregando o pano úmido contra minha pele, removendo a mancha preta.

— Enfim... - ela voltou a me olhar. — Como você não apareceu antes, a Íris acabou dando informações sobre um novo caso.

Sophia começou a falar, mas eu não dei muita atenção, não estava com cabeça pra caso nenhum agora. Eu precisava pensar, não queria gastar mais meses e meses em uma missão tão simples, eu precisava começar a agir.

— Soph, posso te perguntar uma coisa? - ela assentiu. — O Castiel é assim mesmo? Sabe, na dele, meio grosso...

— Bom, ele sempre foi meio incoveniente, mas nunca o vi assim, confesso.

— É que já fazem três meses que tô aqui e ele mal trocou cinco palavras comigo, sabe? Será que ele tem algo contra mim?

— Eu acho que ele só tá de implicância. - a olhei confusa. — Você meio que tomou a posição dele quando passou em todos aqueles testes...

 "Espera, ele estava mesmo agindo desse jeito por causa disso? Uau, ele é mais infantil do que eu pensei."

— Não leve a mal, mas ele é um pouco... Competitivo demais. - eu assenti. — Vamos pro caso?

— Sim.

Saímos do vestiário, pelo o que eu havia entendido nós iriamos para uma espécie de cativeiro, recebemos uma denúncia anônima de que haviam alguns prisioneiros lá. Nos preparamos e deixamos o prédio, chegando no destino final em uma hora e meia.

Nos posicionamos, entrando na casa onde tudo parecia estar normal. Seguimos adiante, até encontrarmos uma mulher que estava lendo no jardim. Ela era loira, usava um vestido florido que ia até abaixo dos joelhos e aparentava estar na faixa dos quarenta anos.

— FBI, mantenha as mãos onde eu possa ver. - Nathaniel ordenou, assustando a mulher, que largou o livro às pressas e levantou-se com as mãos para cima.

— Por que estão aqui? Aconteceu alguma coisa? - ela questionou, sem entender a situação.

— Recebemos uma denúncia de que há prisioneiros nessa propriedade, quem é o dono? - Castiel indagou, aproximando-se dela com seu jeito intimidador.

— É-É o meu marido, ele não está em casa agora!

Castiel nos mandou revistar todo o lugar para ver se encontrávamos algo, mas já havíamos revirado cada metro quadrado do local e não tínhamos achado absolutamente nada.

— Aqui, eu encontrei uma coisa! - Sophia arrastou uma pedra grande, que cobria uma passagem por um beco, que dava em uma espécie de ilha particular.

— Ei, vocês não podem invadir minha casa desse jeito sem um mandado! - um homem apareceu. Seus cabelos estavam bagunçados e sua repiração ofegante, indicando que ele havia corrido para chegar até aqui.

— Meu amor, o que está acontecendo? - a mulher o questionou, mas ele apenas a ignorou. Sophia e Nathaniel seguiram, enquanto eu fiquei com Castiel olhando os outros dois. — Onde está Luna?

— Mamãe! - uma garotinha que aparentava ter oito anos de idade correu em direção à mulher, que a pegou no colo.

Desviei o olhar, esperando algum sinal dos outros dois do outro lado do beco.

— Sophia, Nathaniel, encontraram alguma coisa? - perguntei.

— Sim, encontramos alguns homens presos aqui. - escutei a voz de Nathaniel através da escuta em meu ouvido. — Não precisamos de ajuda, podem levar o suspeito.

Castiel não precisou ouvir nenhuma palavra a mais antes de algemar o homem que aparentava estar nervoso.

— Vocês estão cometendo um erro, eu sou inocente! - revirei os olhos, vendo Nathaniel e Sophia chegarem com alguns prisioneiros enquanto Castiel levava o homem algemado para fora.

— Pegaram todos? - questionei, analisando cada um. Eles não pareciam ver a luz do dia há um bom tempo...

— Por favor! - um dos prisioneiros se aproximou, desesperado. — Eu preciso de um telefone, preciso avisar à minha família que estou vivo!

Assenti, diante da ansiedade do homem que mesmo em mal estado, continuava com uma beleza exuberante com seus cabelos castanhos e seus olhos claros, sem contar o seu fisíco extremamente definido.

— Vamos, logo vocês todos poderão voltar para casa. - Nathaniel os guiou para fora. Castiel havia pedido uma van, que já estava a caminho.

— Tá tudo bem, Eleanor? - Sophia perguntou e eu assenti, abrindo um sorriso fraco. — É sobre o assunto de mais cedo?

— Eu tô bem, Soph. Obrigada. - ela assentiu. Assim que os prisioneiros haviam sido levados para responderem algumas perguntas, estávamos liberados. Castiel disse que daria conta de interrogar o homem suspeito de manter todos presos aqui.

...

O som da torneira aberta há mais de cinco minutos chamou minha atenção. Fechei meu armário, vendo Castiel sem camisa e passando algo que eu acreditava ser tonalizante em seus fios ruivos. Encarei seu tronco desnudo através do espelho, havia apenas uma toalha pequena em volta de seu pescoço, me impressionei com o quão perfeito ele podia ser.

— Está quase babando aí. - escutei sua voz me trazer de volta à realidade, e por um momento me vi sem graça.

— Eu... Vou indo. - levei a bolsa até meu ombro, me preparando para sair.

— Espera. - o ruivo chamou, me fazendo parar e encará-lo. — Obrigado... Pelo pneu. Eu vou te dar outro assim que eu tiver tempo livre.

Assenti, abrindo um sorriso ladino.

— Boa noite, Castiel.

O deixei sozinho no vestiário, deixando escapar um suspiro de meus lábios, estava exausta. Peguei meu celular checando se havia alguma notificação, até que uma em específico me chamou a atenção.

"Eu sei o que você está fazendo."

Encarei a mensagem assustada, olhando em volta. Algumas pessoas se preparavam para ir embora, enquanto outras continuavam digitando em frente ao computador normalmente. Senti meu coração acelerar, quem será que havia me mandado aquela mensagem?

— Ei - escutei uma voz masculina atrás de mim. Me virei para ver de quem era, dando de cara com um platinado de olhos bicolores.

— Oi - franzi a testa, estranhando. — Nos conhecemos?

— Não, eu sou terapeuta, ajudo os agentes com as questões de saúde mental. Lysandre, prazer. - ele tomou uma de minhas mãos para si, beijando-a. Deixei uma risada fraca escapar de meus lábios, ele estava tentando me zoar?

— Prazer, Lysandre. Sou Eleanor. - ele sorriu, me encarando por um tempo.

— Eleanor, Lys, querem sair com a gente? - a voz de Íris chamou minha atenção, me fazendo olhá-la. Eu ainda estava com um pouco de medo, mas resolvi aceitar, até porque eles poderiam ser úteis para me ajudar com Castiel.

Aceitei o convite, indo com eles em direção ao elevador, que subiu até a recepção. Eu precisava encontrar quem havia mandado essa mensagem logo, meu disfarce estava em risco.


Notas Finais


espero que tenham gostado, mais tarde ou domingo posto outro
ah, e desculpem qualquer erro <3
bjsss


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...