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História The Dark Side of Red - Capítulo 6


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Notas do Autor


Não aguentei, postando mais um pra aliviar a ansiedade haha
Boa leitura

Capítulo 6 - Advancing


Acordei sentindo algo molhado em meu rosto, me fazendo abrir os olhos e me deparar com um cachorro preto e grande me encarando com a língua para fora. O acariciei, abrindo um sorriso largo, que logo se desmanchou assim que eu me toquei.

"Espera, eu não tenho cachorro."

Olhei em volta, não reconhecendo o quarto em que eu estava. Levantei da cama, sentindo uma leve dor de cabeça me invadir. Onde será que eu estava? Eu só me lembro de ter pego carona com o Castiel e...

— Castiel, você está aí...? - escutei a voz de uma mulher no corredor, a porta estava aberta então ela me viu lá dentro ao passar. - Ah, oi. - ela me olhou, estranhando a situação.

— Mãe? O que você tá fazendo aqui? - Castiel apareceu vestindo apenas uma calça moletom, secando os cabelos úmidos com uma toalha branca. Uau, nunca havia reparado que Castiel era tão... forte.

— Sua namorada, filho? - a mãe de Castiel perguntou, abrindo um sorriso esperançoso. O ruivo apenas revirou os olhos, negando com a cabeça.

— É só uma colega de trabalho que não sabe dosar a quantidade de álcool que bebe. - eu ri fraco, vendo-o passar por mim. — Você tá bem? Sabe... Aquela situação do vestiário.

Eu assenti, dando um sorriso fraco que não pareceu convencê-lo muito. A verdade era que aquilo ainda estava me incomodando, até hoje eu não consegui superar tudo o que havia acontecido naquele dia.

A mãe de Castiel parecia ser uma boa pessoa, ela me chamou para descer e tomar café com eles. Eu aceitei, obviamente, qualquer situação em que eu pudesse estar perto do Castiel eu estaria dentro. Queria acabar com essa missão o mais rápido possível.

— E então, vocês trabalham juntos há quanto tempo? - a mulher questionou enquanto trazia um prato com panquecas para a mesa em que estávamos, me servindo em seguida.

— Pouco mais de três meses, apenas. - sorri em agradecimento, levando um pedaço de panqueca até a boca. — Hmm, isso aqui tá uma delícia.

— Obrigada, querida. - ela sorriu, sentando-se com a gente na mesa. — Eu também era uma agente do FBI, assim como vocês. Castiel sempre sonhou em seguir os passos da mãe, não é filho? - ela apertou uma das bochechas de Castiel, me fazendo rir da cara feia que ele fez. — Eu tenho tanto orgulho do meu menino.

Os encarei com um sorriso fraco, sentindo a dor invadir meu peito. Quem me dera se eu tivesse tido esse apoio do meu pai...
 Continuamos conversando até dar dez horas da manhã, assim que eu olhei o relógio me lembrei de Rosa e Alexy, os dois já devem estar loucos de preocupação.

— Sinto muito, mas eu tenho que ir. - levantei da mesa.

— Mas já? Eu gostei tanto de você... Castiel, por que você não me arruma uma nora assim?

Escutei o ruivo suspirar pesadamente, como se quisesse sair dali o mais rápido possível.

— Eu te levo, por favor. - ele praticamente me implorou com o olhar, claramente louco para sair de perto da mãe. Ri internamente pela situação, assentindo.

Me despedi de sua mãe, seguindo Castiel até a garagem em seguida. Entrei em seu carro, ele já estava me esperando no banco do motorista.

— Desculpa por isso, eu não sabia que ela viria. - eu assenti. - E desculpa também por ter te trazido aqui, mas você apagou e eu não sabia o seu endereço.

— Castiel, está tudo bem. - ele assentiu, ligando o carro. Passei meu endereço para ele e logo estávamos andando pelas ruas. - Sua mãe até que é legal. - ri, fazendo-o me olhar como se eu tivesse dito algo completamente absurdo.

— Você só pode estar louca. - voltou a olhar para frente, mas acabou rindo comigo. - Ela tem esse jeito dela, mas... Eu a amo.

Olhei para o ruivo, que mantinha um sorriso fraco em seus lábios.

— E seu pai? - o questionei, seu sorriso desmanchou.

— Ele está sempre viajando a trabalho, o que deixa minha mãe extremamente chateada. Eu e minha irmã nunca tivemos atenção dele.

Abaixei o olhar, eu podia entender o que ele estava passando, mesmo que as situações fossem diferentes.

— Mas e você, hein? Não sei nada sobre você além do fato de que é extremamente fraca para bebidas. - o seu típico sorriso debochado voltou a tomar conta de seus lábios.

— A minha casa é aqui. - cortei o assunto, agradecendo mentalmente à todas as forças existentes por termos chegado. — Obrigada, Castiel.

Ele apenas assentiu. Saí de seu carro e me despedi dele, que logo partiu, virando a esquina. Peguei as chaves na minha bolsa, entrando em casa, dando de cara com Rosalya deitada no sofá.

— Onde está o Alexy? - questionei, jogando-me ao seu lado, suspirando.

— Saiu para fazer compras.

— E você ficou? O que aconteceu? - arqueei uma sobrancelha.

— Outro tipo de compras, aquelas de supermercado. - revirou os olhos, me fazendo rir. - E onde é que você estava? Não dormiu em casa.

Lembrei da noite passada, aos poucos eu estava conseguindo dar os pequenos passos em direção ao meu objetivo.

— Apenas cumprindo o meu trabalho. - sorri fraco e ela assentiu, já entendendo que eu não poderia falar sobre.

— Você tá bem? - Rosalya me perguntou após alguns minutos de silêncio. — Não minta.

— Eu o vi. O meu pai... Ele apareceu lá.

Rosalya me encarou com uma expressão preocupada, se aproximando mais de mim no sofá.

— Becky... - deitei minha cabeça em seu ombro, já sentindo meus olhos marejarem.

— Ele continua o mesmo, Rosa. - as lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto. — Ele não liga mais pra mim, realmente esqueceu que tem uma filha.

As mãos de Rosalya acariciavam meus cabelos, na tentativa de me tranquilizar. Apenas ela presenciou tudo o que eu passei durante todo o tempo que eu tentei superar o que tinha acontecido, mas eu apenas fingia que não era mais um problema.

E eu já estava cansada de fingir que eu estava bem com isso.

...

Tinha decidido dar uma corrida pelo parque antes do expediente, apenas para distrair a cabeça. Sophia havia me chamado para sair ontem à noite, e eu fui até a casa dela. Passamos um bom tempo conversando, até que ela iniciou uma conversa estranha.

— Eleanor, posso te perguntar uma coisa? - eu assenti. — O que você faria se gostasse muito de uma pessoa há anos, mas nunca tivesse tido coragem de dizer?

Eu a olhei confusa, será que ela gostava de Castiel?

— Do que você está falando, Soph? - arqueei uma sobrancelha, levando a taça até meus lábios e tomando um gole do vinho. — Você tá gostando do Castiel?

— O que? Não! - Sophia riu. — Eu... sou apaixonada pelo Nathaniel. - ela abriu um sorriso bobo ao proferir seu nome.

— Por que você nunca contou pra ele?

— Ah, medo. - ela deu de ombros, deixando a taça vazia na mesinha de centro e amarrando seu cabelo em um coque. - Não sei se ele sente o mesmo e... Não quero estragar nossa amizade sabe? Além de que ficaria um clima extremamente ruim no trabalho.

Deixei uma risada fraca escapar de meus lábios, fazendo com que ela me olhasse sem entender.

— Sophia, você é linda! - a elogiei. — Eu tenho certeza de que Nathaniel te daria uma chance, é só vocês conversarem. - Sophia assentiu, enchendo a sua taça e a minha com mais vinho. 

Continuamos conversando por, no mínimo, mais duas horas. Dei a ela mais alguns conselhos e eu acho que ela se empolgou, até mandou uma mensagem para o loiro. Sorri com essas lembranças, acho que eu estava começando a me apegar à eles, mas eu não podia.

Balancei a cabeça, tentando não pensar mais nisso. Eu estou aqui para cumprir um objetivo, e apenas isso, nada mais. Mesmo que vá doer, eu terei que me despedir em breve.

Eu odiava esse trabalho.

...

Aquele lugar era estranho, eu não tinha um bom pressentimento. Castiel revirou alguns lugares com a arma devidamente posicionada em suas mãos, em busca do suspeito.

— Tudo limpo por aqui. - Castiel abaixou a guarda, diminuindo sua atenção e relaxando os músculos virando em minha direção, coisa que não deveria ter feito.

— Castiel, atrás de você! - ouvi três disparos, os tiros haviam acertado as costas de Castiel, que caiu no chão. Mirei no atirador e disparei contra ele várias vezes, descarregando quase meu pente inteiro. — Castiel!

Andei até o ruivo em passos largos, me abaixando para que pudesse analisá-lo melhor. Logo Nathaniel e Sophia correram até nós assustados.

— O que aconteceu? - Nathaniel perguntou ainda sem abaixar a guarda, não sabíamos se ainda havia outro atirador.

— Tá tudo bem, pegou no colete. - Castiel arfou baixo enquanto tirava a peça do seu corpo, passando a mão na parte de trás de seu ombro com uma careta de dor no rosto.

— Tinham dois, vão atrás do outro! - adverti, os dois assentiram e saíram da casa, procurando o outro cara.

Ajudei Castiel a levantar e tirar seu colete por completo, a cara de dor ainda estava presente em seu rosto.

— Eu sei como dói, mas logo passa. - ele assentiu.

— Não é a primeira bala que eu levo, novata. - o encarei com cara de tédio, um sorriso debochado tomou conta de seus lábios, mas logo ele gemeu de dor novamente. Revirei os olhos, saindo da casa à procura de algum sinal de Nathaniel ou Sophia.

Os dois apareceram, ambos ofegantes e com uma cara nada boa.

— Perdemos ele.

Levei minhas mãos até a cabeça, não podíamos ter perdido esse cara, ele era extremamente importante para que pudéssemos obter informações sobre um grande criminoso que era um dos mais procurados no país.

...

Após o fim do expediente fui até o local onde ficavam nossas coisas, encontrando Castiel de frente ao espelho sem camisa tentando ver a marca que havia ficado pelos tiros. Abri meu armário para pegar minha bolsa e o fechei, into até o ruivo.

— Ei, pensei que já tivesse ido embora. - larguei minha bolsa em cima de um banco que havia ali.

— Eu só estou tentando ver como ficou, tá doendo pra caralho.

— Deixa eu ver... - passei meus dedos delicadamente sob uma das marcas roxas em suas costas, fazendo-o se afastar por reflexo. Era como se ele tivesse levado uma pancada forte. - Me desculpa.

Castiel assentiu, apoiando-se no mármore de uma das pias com a cabeça baixa.

— O que foi? - indaguei, percebi que alguma coisa o incomodava e não eram somente as dores.

O ruivo direcionou o olhar para mim, ele parecia estar hesitando, mas logo abriu a boca para falar.

— Eu acho isso tudo muito estranho. - eu o olhei confusa. — Eles sabiam que a gente estava chegando lá, eles estavam preparados e queriam nos matar.

— Você tem certeza? - Castiel assentiu. — Acha que tem algum traidor por aqui?

— Acho.

Encarei o mármore ao redor da pia, sem saber ao certo o que dizer naquela situação. Traição acontece, mas é complicado saber quais decisões tomar e o que não se deve fazer, qualquer passo errado seria prejudicial.

— Bom, voltando à suas dores, conheço um chá que pode ajudar nisso. - o ruivo me encarou.

— Acha mesmo que sei fazer chá? - franziu a testa, me fazendo rir.

— Se quiser eu posso fazer pra você.

— Qualquer coisa que ajude a aliviar essa dor, eu aceito. - assenti. Castiel vestiu novamente sua camisa e saímos da agência, indo direto para sua casa.

...

Despejei o líquido quente em uma xícara, estendendo-a para Castiel que estava jogado no sofá tentando achar uma posição confortável para sentar sem sentir o incômodo da dor. Assim que ele pegou, sentei no outro sofá, abrindo meu notebook.

— O que está fazendo?

— Investigando. - o olhei. — Achou mesmo que eu ia ficar aqui sentada só olhando pra sua cara? - arqueei uma sobrancelha.

Castiel deu de ombros, bebendo um gole do chá e fazendo uma careta em seguida.

— Isso aqui é pra beber mesmo? - perguntou com desgosto na voz.

— O gosto é ruim, mas os resultados são bons. - disse voltando a encarar a tela, entrando no sistema do FBI. Se Castiel estiver certo, precisamos descobrir quem é o impostor o quanto antes.

Enquanto eu buscava algo que pudesse ser útil, Castiel havia se deitado no sofá, assistindo algo que estava passando na TV. Passei poucas horas procurando, não consegui encontrar nada.

— Eu desisto por hoje. - fechei a tela do notebook. — Isso não vai dar em nada, precisamos de mais... evidências. - observei o ruivo, que dormia profundamente, me fazendo abrir um sorriso fraco. Levantei em silêncio, guardando minhas coisas e me aproximando dele. Por algum motivo senti uma vontade irresistível de tocá-lo e até beijá-lo, mas eu não podia.

Passei meus dedos suavemente pelo seu rosto, sentindo algo estranho dentro de mim.

"Por que tinha que ser tão atraente?"

Me aproximei lentamente de seu rosto, depositando um beijo em sua bochecha.

— Boa noite. - sussurrei baixinho para que ele não acordasse, me afastando em seguida. Coloquei minha bolsa em meus ombros, saindo de sua casa.

Seja lá o que fosse esse sentimento, eu não podia deixá-lo florescer dentro de mim.


Notas Finais


Agora sim me despeço, boa noite ashduahdus
bjs bjs <3


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