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História The Dark Side of Red - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Oiii, boa tarde seus lindos
Tenham uma boa leitura e me perdoem qualquer erro <3

Capítulo 7 - Trap


As portas do elevador se abriram, eu já estava começando a me acostumar com aquela rotina que não era nem um pouco tediosa para mim. Pela primeira vez eu me sentia completa, como se eu estivesse realmente onde eu devesse estar, não sabia dizer o que era.

— Bom dia. - cumprimentei Nathaniel e Sophia, que estavam de pé analisando algo.

— Bom dia. - ambos me responderam. A porta foi aberta atrás de nós e logo Castiel e Íris também estavam na sala.

— Como você está? - perguntei para o ruivo.

— O que tinha naquele chá? Eu nunca consegui aliviar uma dor dessas tão rápido. - Castiel disse, pegando o café que eu estava segurando de minha mão. O encarei de cara feia enquanto ele bebia um gole.

Revirei os olhos, resolvendo deixar isso pra lá.

— São algumas ervas, nada demais. - Castiel me encarou assustado. — Nada ilegal, eu juro. - ri fraco de sua reação e ele assentiu, aliviado.

Escutei alguns passos atrás de nós, me fazendo virar assim como os outros, ficando um tanto assustada ao ver o diretor do FBI acompanhado com a mãe de Castiel.

— Mãe? O que você está fazendo aqui? - Castiel a questionou, a mulher estava com um sorriso largo no rosto.

— Bom dia, pessoal. - ele começou a falar. — Quero apresentar a vocês nossa nova diretora-assistente, Valéria Coleman.

A situação era um pouco estranha, pelo o que Castiel havia me dito, ela tinha pedido afastamento permanente do trabalho. Íris estava concentrada em seu tablet, mas algo parecia estar a incomodando, não pude deixar de observá-la. Um alerta ecoou pelo laboratório, chamando a atenção de todos para a grande tela no centro.

— O homem que escapou ontem, conseguimos localizá-lo. - Íris disse, aproximando o mapa na tela. - Ele está em Nova York.

— Outra viagem longa? - Sophia resmungou.

— Bom, já que estão sabendo da notícia, melhor irem logo. - o diretor disse, nos dispensando.

— Acho melhor se apressarem se não quiserem perdê-lo. - Íris aconselhou.

Saímos às pressas do prédio, pegando um dos carros na garagem e correndo para Nova York. Graças ao Castiel, conseguimos chegar em pouco menos de uma hora.

— Melhor nos separarmos para cobrirmos uma área maior, ele pode estar em qualquer lugar. - Castiel disse e eu assenti, esperando-os se afastarem antes de seguir para um lado. Quando andei, percebi que pisei em algo, mas especificamente em um isqueiro vermelho. Eu já até imaginava de quem podia ser, então o guardei em meu bolso para devolver ao ruivo depois.

Entrei em um prédio que parecia estar abandonado há muito tempo, segurando a arma e mirando-a em todos os cantos possíveis. Escutei um barulho no andar de cima, indo até as escadas e subindo os degraus da maneira mais silenciosa que eu consegui.

Revirei todos os cantos daquele andar, não tinha achado nada. Talvez eu tivesse apenas escutado coisas.

— Limpo por aqui. - disse para que os outros pudessem ouvir através da escuta. Suspirei, passando uma das minhas mãos na minha nuca, onde ele poderia estar?

Escutei passos atrás de mim, e quando fui virar já era tarde demais. A última coisa que eu lembro é de ter levado uma pancada na cabeça, me deixando na completa escuridão.

...

Acordei sentindo a minha cabeça latejar, abrindo os olhos com dificuldade de me acostumar com a luz clara em cima de mim. Tentei me mexer, mas meus braços e minhas pernas estavam amarrados na cadeira que eu estava sentada.

Ouvi passos na minha frente, me fazendo levantar o olhar e dar de cara com um homem que eu imediatamente reconheci. O encarei com ódio, sentindo minha respiração antes controlada ficar ofegante e meus batimentos cardíacos acelerarem. Era ele que estávamos procurando ontem, seu nome era Conrad Pine, um dos mercenários mais procurados dos EUA.

— Agora que já ganhamos intimidade, o que você acha de responder algumas perguntinhas, hein? - Conrad abaixou-se, apoiando suas mãos em seus joelhos e ficando cara a cara comigo. Seu sorriso sarcástico me irritava profundamente, mas eu teria que ignorá-lo e arranjar um jeito de sair daqui. — Não acredito que se juntou ao FBI, estou me sentindo traído.

Eu já estava começando a sentir meu pulsos arderem como fogo devido o atrito com as cordas amarradas, e apesar de ter passado por treinamentos piores, aquilo estava começando a me causar um certo incômodo.

— Me diga, onde eles estão? - eu o encarei confusa, realmente sem saber do que ele estava falando. - Não me faça de idiota, Eleanor! Eu sei bem que você escondeu os arquivos naquele maldito pendrive!

E logo tudo se esclareceu na minha mente, eles não estavam atrás de mim, estavam atrás da mulher a qual eu estava me passando.

— Eu posso te entregar, mas eu preciso falar com uma pessoa antes. - Pine me encarou desconfiado. — Estou falando sério, somente esse contato sabe onde está o que você quer.

— Ok, se você não quer falar por bem, vai falar por mal. - o vi se afastar, indo até uma mesa de ferro do outro lado da sala. Não consegui enxergar bem o que ele estava fazendo por ser a parte mais escura do galpão, mas confesso que estava com um certo medo. Conrad deu meia volta, vindo em minha direção novamente, dessa vez segurando uma seringa que continha um líquido azul em seu interior, um líquido o qual reconheci de imediato.

— Conrad, vamos conversar. - tentei fazê-lo mudar de ideia, mas foi em vão. O sentimento de medo que começava a se formar dentro de mim era desesperador.

— Não sei se você sabe, mas a CIA está trabalhando em uma nova droga que promete ser capaz de fazer o indivíduo falar, falar... - ele se aproximou em passos lentos, parando ao meu lado direito. — E falar. Por sorte, consegui roubar um pouco com uns amigos meus, e parabéns! Você será a primeira pessoa em quem eu irei testar essa perfeição.

— Essa droga não funciona, Conrad, tem algo errado em seus componentes... Ela... - minha voz falhou um pouco, eu não podia deixá-lo injetar aquilo em mim. — Por favor, essa droga vai me matar, e não me fazer falar...

Ele fingiu não me escutar, engoli seco quando senti sua mão afastar meu cabelo do meu pescoço, deixando-o visualmente livre para si. Um arrepio percorreu pelo meu corpo, me fazendo fechar os olhos. Uma picada dolorosa atravessou minha pele, pude sentir o líquido sendo injetado e se espalhando pelo meu sangue.

Conrad retirou a seringa totalmente vazia do meu pescoço, um sorriso ladino tomava conta de seus lábios enquanto me observava. Ele jogou a seringa no chão, pegando seu celular que vibrava insistentemente em seu bolso e o levando até sua orelha, fazendo uma expressão irritada e dando meia volta, saindo em passos apressados, me deixando sozinha naquele galpão mal iluminado.

Eu não podia deixar as coisas como estavam, eu precisava achar uma saída. Lembrei do isqueiro que Castiel havia deixado cair, por sorte eles foram incompetentes o suficiente para não tirarem o objeto do meu bolso da frente. Não foi uma tarefa fácil, mas eu havia conseguido pegá-lo e queimar a corda que prendia meus pulsos, causando algumas leves queimaduras em minha pele, mas pelo menos eu havia conseguido me libertar.

Quando levantei, senti uma forte dor de cabeça acompanhada de uma tontura surgirem, me fazendo parar e quase cair no chão mesmo apoiada na parede fria. Minha respiração estava começando a ficar acelerada e pesada, além do suor que começava a se formar em minha testa.

— Becky? - escutei a voz de Evan na minha frente, me fazendo erguer a cabeça. Ele estava ali, eu tinha certeza.

— Evan, como me achou? - minha vista estava começando a ficar embaçada, eu estava ficando sem tempo, logo a droga iria tomar todo o meu organismo. — Vamos logo, precisamos sair daqui.

Tentei andar, mas ele permaneceu parado me encarando.

— Evan? - andei até ele, tocando seu rosto, mas algo estava diferente. Seus olhos, sua pele, tinha algo errado. Me afastei rapidamente, dando passos para trás. - Quem é você...?

De repente, o rosto mudou.

— Castiel? O que... - o ruivo se aproximou de mim, tocando meu rosto com uma das mãos. Senti sua respiração próxima ao meu rosto, chegando cada vez mais perto. Castiel me beijou, colando seu corpo ao meu enquanto eu não conseguia entender o que estava acontecendo comigo. Seus lábios começaram a ter gosto de sangue, o que fez eu me afastar. Toquei meus lábios, que por algum motivo estavam cobertos com sangue. Ou será que era apenas minha imaginação?

Olhei novamente para frente, dessa vez a pessoa que estava comigo era um homem, o qual eu havia acidentalmente matado há alguns anos enquanto o torturavam para fazê-lo falar.

— Você se diz diferente deles, "Becky", mas no final, você se tornou igual. - ele me encarava com desprezo enquanto se aproximava cada vez mais de mim. Meus olhos se encheram de lágrimas, minha itenção nunca foi matar ninguém. — Você pode não ter estado lá enquanto eles faziam o que quisessem comigo, mas você teve uma escolha quando aplicou aquela droga em mim. E agora você vai sentir na pele tudo o que eu senti.

— Para! - fechei os olhos e levei minhas mãos até minha cabeça, que latejava. — Você não tá aqui, nada disso é real! Vai embora da minha cabeça agora!

Quando abri os olhos novamente, não havia mais ninguém. Suspirei, ainda sentindo a tão conhecida adrenalina comandando meu organismo, que ainda estava lutando contra os efeitos daquela droga que Conrad havia injetado em mim. Encarei a única janela daquele galpão, que não deixava com que o lugar ficasse completamente fechado. Andei cuidadosamente até ela, subindo na mesa para que pudesse me pendurar e atravessar para o outro lado com dificuldade.

Mesmo tonta e com a visão comprometida, consegui chegar perto de um carro. Haviam dois homens do lado de fora, encostados no capô conversando. Cuidadosamente peguei uma pedra próxima, acertando a cabeça de um dos caras, que caiu no chão, já o outro demorou para raciocinar, facilitando um golpe meu diretamente em sua cabeça. Ele foi mais resistente, vindo com tudo para cima de mim, quase me desequilibrei ao sentir meu corpo ser empurrado diretamente contra o capô.

Senti um soco ser desferido contra meu rosto, me deixando ainda mais atordoada. Pisquei algumas vezes tentando tocar no homem que estava me segurando pelo pescoço, mas eu não conseguia distinguir onde ele estava devido a minha visão turva. Após alguns socos no nada consegui desarmá-lo, pegando sua arma para mim e usando-a para nocautea-lo. Logo ele também estava no chão.

Entrei no carro, e felizmente a chave estava lá dentro. A pista estava distorcida, mas tentei manter o controle, ligando o motor e acelerando o máximo que eu podia, me distanciando daquele lugar. Eu estava forçando meus olhos a se manterem abertos, eu não podia ceder, não agora. Saí rapidamente da estrada vazia, entrando em uma rua movimentada, a mesma rua em que me separei de Castiel, Nathaniel e Sophia. Encostei o carro perto da calçada, estava começando a ficar mais difícil respirar e me manter de pé.

Avistei uma padaria na esquina e andei até o estabelecimento com muita dificuldade, eu já estava começando a perder até mesmo a visão, não sei por quanto tempo mais o meu corpo iria continuar resistindo àquela droga.

— Por favor, eu preciso... - minha voz saía baixa, mas chamei a atenção de alguém. - Me ajuda, por favor...

Senti meu corpo ser segurado por alguém, impedindo que eu caísse no chão.

— Eleanor, fica comigo, não feche os olhos!

Eu não estava aguentando mais. Novamente a escuridão se fez presente, me fazendo apagar.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, vou tentar atualizar amanhã <3
Bjss


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