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História The Dark Sky - Capítulo 5


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Notas do Autor


Consegui escrever mais capítulo. E ele servirá para concluir essa primeira parte.
Acho que já sei como vou terminar essa fanfic, portanto os próximos capítulos representaram o arco final.
Enfim, obrigado pelos favoritos e pelos comentários.

Capítulo 5 - Reviravolta


Fanfic / Fanfiction The Dark Sky - Capítulo 5 - Reviravolta

Naruto

 

A atmosfera no quarto era puramente sexual. E ela vem sendo expressada através de vários beijos misturados com uma ousadia que nunca pensei provar algum dia. Muito menos com alguém tão jovem como Sakura.

Talvez se eu pensasse como um homem solteiro, as coisas fossem mais fáceis para mim, mas sou casado, e amo muito a minha esposa. Entretanto aqui estou, ao lado de outra mulher. Que me leva a perdição e tambem para um prazer diferente. 

Agora percebo porque os amantes são tão apaixonados. Eles amam fazer o proibido, porque isso os mantém mais vivos, mais ligados ao mundo e, principalmente, com o parceiro almejado.

Será que Sakura se sente assim? Mais viva? Mais feliz? Ou quem sabe até mesmo pensa em experimentar o amor, mesmo ele sendo proibido para si? Eu gostaria de perguntar essas questões para ela. Mas no momento eu sei que não posso.

Pois ainda estou na cama com Sakura, e ambos não paramos de agir como amantes desafortunados. 

— Mais, Naruto, mais… — Ela implorou. 

Meus instintos masculinos foram ativados.

Despertando no meu interior a fera que é chamada de "Homem".

Portanto qualquer tentativa de recuperar o bom senso foi descartada. 

E eu mergulhei de cabeça na luxúria que Sakura proporciona para mim.

— Mais…

A minha boca beijou a sua, as minhas mãos fizeram carinho nos seus cabelos sedosos, e por conseguinte trocamos olhares cheios de lascívia, mas no fim ainda era insuficiente. Até mesmo para mim. Nessa altura do campeonato meu membro clamava por liberdade, porém simultaneamente ele queria encontrar um espaço úmido, confortável e veemente apertado. 

E por estar entre as coxas de Sakura, o fator óbvio era mais do que nítido. Eu queria sexo.

— N-Naruto, espera…

Eu não escutei as suas palavras, preferi tirar seu sutiã. revelando para os meus olhos seus lindos seios. Eles possuíam um tamanho mediano, mas eram perfeitos, macios e com os bicos extremamente intumescidos por causa do que fazemos.

Aqui eu não resisti abocanhá-los. 

Tive de saborear o gosto deles.

— Ahhnn, Naruto! — Sakura gemeu para mim de forma eloquente, enquanto acariciava os meus cabelos.

Por ouvir uma voz suspirando um prazer imoral, a minha língua começou a lamber cada parte do corpo de Sakura. Percorrendo sobre seu pescoço, que cheiroso e muito sensível, sofreu sob os meus lábios.

Beijei essa parte dela e tambem abusei o suficiente para que cada marca não sumisse tão cedo da sua pele. Enquanto isso ocorria, meus dedos foram sorrateiramente até os mamilos da jovem rosada, lá não me contive de novo e os apertei com gosto, atraindo a atenção da moça. 

Claramente ela tentou me impedir, mas não deixei. 

Assim como Sakura me calou com seus lábios, eu tambem fiz a mesma coisa.

Mas quis ir além.

Uma mão minha decidiu ir mais para baixo, para o lugar onde eu tenho certeza absoluta que Sakura está molhada.

Enfim a recompensa seria minha.

— Naruto… — Sakura olhou desejosa para mim, e eu correspondi com o mesmo olhar.

— Sakura, deixa, por favor… — Supliquei, enquanto senti meu pulso sendo segurado pela sua mão. — Não era isso que você queria?

— É claro que quero, mas sou eu que manda aqui — disse-me de modo firme.

Como dito anteriormente, minha consciência, moralidade ou sei lá o quê estava fora da minha cabeça, dando lugar para selvageria e luxúria a qual eu mesmo não reconheci. No entanto Sakura tinha algum resquício de consciência, e essa mera fagulha que ela carrega consigo serviu para nos pôr na linha.

Porque subitamente ouvimos a campainha de casa tocando.

— A campainha! — Arregalei os olhos. — Tem alguém na frente de casa.

— Shhh — Sakura pôs seu dedo sobre os meus lábios. — Não faça barulho, assim o nosso visitante, talvez, vá embora.

— Não é isso! — respondi depressa, procurando vestir a minha calça. — Boruto odeia o som da campainha, ele vai acordar logo!

— Isso é um problema — Sakura mudou rapidamente a expressão. — Naru-...

Sakura mal pôde terminar de falar, Boruto havia acordado e já estava reclamando.

— Sakura-neechan! Tem alguém tocando a campainha! — Era o Boruto procurando pela rosada. — Sakura-neechan!

Vestimos as nossas roupas como dois desesperados, era questão de tempo até Boruto nos encontrar. 

— Sakura! — Agora Boruto estava preocupado. — Eu não posso abrir a porta de casa! Onde está você? 

— Vá logo! — Pedi desesperado.

— Tô indo! — Disse Sakura, vestindo sua blusa branca e finalmente deixando o meu quarto. — Boruto?

— Sakura-neechan! — Ouvi passos ligeiros pelo corredor. — Aonde você estava? E por quê não me ouviu logo? 

— Uma coisa de cada vez, anjinho — pediu a garota. — Agora vamos ver quem é que está tocando essa campainha. Quer vir comigo?

— Quero.

Suspirei aliviado por saber que tinha escapado de um grande problema. 

Mas nessa mesma hora todo sentimento de traição correu pelo meu corpo até atingir a minha mente. Fui infiel a Hinata e, pior, desejei consumar um sexo com uma garota que tem idade para ser uma irmã mais nova para mim.

— Meu Deus — escondi meu rosto sobre as minhas mãos. — O que eu estou fazendo?

A última coisa que fiz foi pegar o meu celular e ligar para Hinata. Mas antes vi no visor inúmeras mensagens da minha esposa.

Ela estava preocupada. E tinha todos os motivos para ficar assim.

No entanto quando Hinata atendeu a minha chamada, tudo que fiz foi contar mentiras. E ela acreditou em mim. Aumentando ainda mais a culpa que carrego comigo.

Após desligar o celular, tomei uma decisão. 

Era necessário acabar com essa história de uma vez por todas. Eu não sei como faria, mas não tenho intenções de deixar Sakura tomar conta de algo que pode escapar do seu controle. 

É perigoso demais.

— Sakura! — Fui atrás dela. — Precisamos ter uma conver-...

Quando a encontrei na sala, vi que ela e Boruto estavam com os meus pais. Eles estavam aqui para ver o seu neto. Diante disso, rapidamente a Haruno entendeu o que eu queria, e seu sorriso perverso tomou forma.

— O que disse, Naruto? — Perguntou a garota. — Quer conversar comigo? Sobre o quê quer conversar?

Mantive o meu controle e tentei de todas as formas não expressar nenhuma raiva.

— Não é nada de mais — proferi arrastado.

— Ah… Então não é nada.

— Pelos céus, Naruto! Está pálido! — Disse a minha mãe, vindo até mim. — O que aconteceu?

Fechei os meus olhos.

Aconteceram muitas coisas.

— Não houve nada, mãe, só estou cansado do serviço — respondi ameno.

— Anda trabalhando demais, Naruto — proferiu meu pai. — Já falamos para você não exagerar.

— Eu sei…

— Mesmo assim você não escuta a gente, não é mesmo? — Questionou Kushina.

— Acho que tive a quem puxar — rebati. — Sabe que eu sou assim mãe, como você.

— Agora ele está certo, Kushina — concordou meu pai.

— Cale-se, Minato — minha ficou aborrecida. — Agora onde está o meu netinho?

— Aqui está ele, srta Kushina — avisou Sakura.

— Que menina adorável, Naruto! — Elogiou a ruiva. — E você que está tomando conta do Boruto?

— Sim — respondeu a rosada. — Como estou de férias, posso tomar conta dele em tempo integral.

Tempo integral? — Pensei.

— Hum? Mas por quê todo esse tempo, menina, você não precisa sair um pouco tambem? — A minha mãe adora fazer perguntas, e ela parecia pressionar Sakura. — Por acaso não tem algum namorado?

— Eh, bom, não — Sakura coçou atrás da cabeça.

— Que pena, na sua idade eu adorava namorar — proferiu a minha mãe com orgulho. — Você não gosta disso?

— É claro que eu gosto! — Respondeu a mais nova, sem se alterar.

— E por que não vai atrás de um? — Minha mãe arqueou a sobrancelha esquerda.

— Se eu estivesse com alguém, eu não estaria cuidando desse anjinho — Sakura bem que tentou, mas Kushina não larga o osso tão fácil.

— Isso é desculpa, garota. Ao menos tem alguém em mente?

Dessa vez fui que eu tremi. É claro que a Sakura tem alguém em mente.

— Oh, sim, Kushina — a rosada ficou interessada na conversa. — Tem sim.

— Hum, e por que não está com ele? 

— Ah, você sabe, ele se faz de difícil.

— É mesmo? Que petulante.

— Mas garanto para você que estou perto de pegá-lo, é questão de tempo até ele se render por completo.

Kushina sorriu.

— É assim que se fala, garota.

— Oe, oe, o papo pode estar bom entre vocês duas, mas vim aqui para ver o meu neto, não isso — graça a Deus o meu pai interviu.

— Deixa de ser velho, Minato.

Boruto acabou rindo e chamando a atenção de todos nós.

Contudo diante de um ambiente tão saudável e familiar, Sakura voltou a me observar.

Ela estava adorando tudo isso.

— Acho que agora você pode ir, Sakura — falei indo em direção a porta. — Seu pai ligou para mim dizendo que precisa falar contigo.

— Mas você já vai? — Perguntou Kushina.

— Bom, acho que não — Sakura ficou meio sem graça, é óbvio que Kizashi não havia ligado. — Se ele quisesse falar comigo, teria me ligado.

— Ele ligou, foi você que não atendeu — menti. — Seu pai deve estar preocupado.

— Oh… Então a coisa deve ser urgente lá em casa — Sakura sabia disfarçar, ela não colocaria tudo a perder agora. — Foi um prazer conhecê-los, tenham uma boa noite, especialmente você, Boruto.

— Tchau, Sakura, tenha uma boa noite tambem — disse Kushina.

— Até mais, minha jovem — falou meu pai.

— Tchau, Sakura-neechan! — Como sempre, Boruto a abraçou. — Você vai voltar amanhã?

— Com toda certeza, pimpolho — Sakura fez carinho na cabeça do menino. Essa era afirmação de que precisava para voltar a me tentar.

Mas o destino não estava a seu favor desta vez.

— Não precisa, Sakura — interviu a minha mãe. — Esse final de semana, eu e Minato vamos ficar com ele.

— Eh? — Meu filho olhou para a avó.

— E nós vamos naquele parque que você sempre quis ir, o que acha? Só nós três!

Boruto rapidamente se desfez de Sakura e foi a passos rápidos até avó. Kushina sempre soube como conquistá-lo, pois havia uma conexão entre eles que nem mesmo eu consegui atingir. Isso me fez ficar mais aliviado. Porque esses dias eu ficaria em paz e distante de Sakura.

— Pode ir, menina — Kushina não deu chances para a rosada. — A partir de agora eu cuido dele.

— Ah, mas… — Sakura me olhou. — A srta Hinata me contratou para cuidar do seu filho.

— Contratos podem ser revistos — agora a minha mãe se alterou. — E que história é essa, Naruto? Desde quando precisam de uma babá? Nada contra a menina, mas nós podemos cuidar do nosso netinho quando e onde muito bem for necessário!

Como eu amo a minha mãe.

Essa é a chance que Deus estava me dando para escapar de tanta escuridão.

— Você está certa, mãe — aproximei-me dela. — Sempre esteve certa.

— É claro que estou certa! — Respondeu Kushina, como sempre, convencida de tudo.

Agora olhei para Sakura. Ela não podia fazer nada nesse momento. Nem mesmo uma chantagem.

A respeito daquelas fotos que tirou? Eu daria um jeito nisso.

Mas não vou mais ser seu prisioneiro.

— Acho que entendi — disse ela, com as mãos para trás. — Espero que tenham uma boa noite. Ah, posso falar com você, antes de pode ir? 

Meus pais me observaram, principalmente a minha mãe.

— Tudo bem, será rápido — proferi tomando a linha de frente.

Abri a porta de casa e sai primeiro, Sakura veio logo em seguida, após isso fechei a entrada da residência.

— Devo admitir que jogou bem agora — proferiu a rosada.

— É nisso que está pensando? Que tudo é um jogo? — Olhei sério para a garota. — Sakura…

— Sabe que posso acabar com você num piscar de olhos, não sabe? — Ela me ameaçou. — Posso fazer isso agora, se quiser.

Não me intimidei como antes, optei encará-la.

— Não, Sakura, você não vai acabar comigo — cheguei perto dela e a peguei pelos braços.

— Se fizer alguma coisa comigo, eu vou gritar — avisou-me desafiando a minha coragem.

— Não, você tambem não vai gritar, porque eu não sou um homem covarde. 

— É mesmo? — Sakura sorriu. — Então…

— "Então" mais nada, garota — engrossei a voz. — Vá para casa, esqueça o que aconteceu aqui. Vou pagar todos os dias que Hinata deve para você, depois disso, nunca mais volte.

— Como é? Com quem pensa que está falando? — Sakura ficou brava.

— Estou falando com uma garota que não sabe o que é amor, não tem namorado, e que precisa chantagear outros homens para satisfazer a sua luxúria.

— V-você… — Sakura lacrimejou. 

— Por favor, apague aquelas fotos — exigi. — Se não fizer isso, vou prestar queixa na polícia.

— …

Sakura abaixou a cabeça.

— Não quero que Kizashi veja a filha sendo acusada de alguma coisa — proferi tentando acalmá-la. — Ele é um bom homem. Não faça isso com ele.

— N-Naruto…

— Vá para casa, Sakura. Está ficando tarde — abri a porta da minha residência e entrei. — Adeus.

Quando fechei a porta da minha casa e olhei para a minha família, senti como se nada fosse impossível para mim. 

Eu posso protegê-los, e tambem posso me proteger. 

E é o que farei a partir de hoje.



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