História The Dark Star - Capítulo 31


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Camila Cabello, Camren, Carmilla, Carmilla Karnstein, Eliza Taylor, Hollstein, Laura Hollis, Lauren Jauregui
Visualizações 19
Palavras 2.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 31 - Everybody's Watching Me


Fanfic / Fanfiction The Dark Star - Capítulo 31 - Everybody's Watching Me

8 de Fevereiro de 2016

Às vezes a incapacidade de perceber um ideal bom produz uma ideologia torta. Uma versão invertida da realidade. Ideologia, portanto, se tornaria um pensamento abstrato, falso, em um sentido diretamente relacionado com o uso conservador original, mas com a alternativa, de conhecimento das condições reais, enunciada de modo diferente.

O ideal que Hunter possuíra que todos deveriam obrigatoriamente se curvar diante dele como um ser soberano, perante seus olhos, era a única constante possível, num mar de variáveis. Carmilla, Dinah e Lauren, se organizavam para confrontá-lo sem medo, e para finalmente alcançarem a tão esperada redenção.

O vampiro havia recrutas, e os mesmos não descansariam enquanto não fossem atrás das três amigas, que uniam forças que podiam com Lucy e seus amigos. Elas tinham um plano.

Lucy estava no apartamento que dividia com Lauren. Sentada na varanda com vista para uma avenida movimentada, o dia era chuvoso, calmo e cinzento. Deixou-se inundar em memórias de quando percebeu que havia se apaixonado por Lauren, e ao mesmo tempo melancólica pelas lembranças vívidas de seu eterno melhor amigo.

Estava um dia ensolarado em Havana, quando, Lucia e Michelle resolveram sair com alguns amigos, e animados iriam assistir uma banda local no centro da cidade, que, se encontrava movimentada.

Michelle estava em Havana já há alguns meses, estava simplesmente adorando tudo, havia começado aprender melhor a culinária local, dando início a sua paixão por cozinhar, e por música.

Lucia e Miguel vinham atrás, enquanto a morena observava a mulher em sua frente totalmente à vontade, tagarelava sobre músicos cubanos. Seu amigo observava como seus olhos perseguiam a de olhos verdes.

- ¿Ella... Te gusta de ella, no? – Miguel questionou à Lucia, enquanto maneava com a cabeça, se referindo à Michelle.

- Bueno... – respondeu tímida, corando em seguida.

- ¿Estas me jodiendo? No te escapes, esta em tu ojos mi amiga. – o homem retrucou rindo, fingindo uma falta irritação. Sua amiga respirou fundo, e se rendeu de uma vez.

- Mira, cuando estas tan jodida, que no te entra más amor em el cuerpo por esa persona...  – Lucia despejou tudo, admitindo para si e para seu melhor amigo, o que sentia no momento.

- Ay Dios, Lucia... – Miguel sorria e gesticulava animado para sua amiga continuar.

- Me esta pasando ahora. Y si, me gusta mucho. – admitiu por fim – Pero, te podes enamorar de uma persona em pocos meses? ­– perguntou um pouco envergonhada para Miguel, o mesmo passou seu braço direito em seus ombros, trazendo-a para perto, respondendo com sinceridade.

- Para mi no es por el tempo en que conoces a la persona, podes enamorarte em três horas, o enamorarte em um año – respondeu com tranquilidade, acalmando sua amiga –, si te estan passando cosas en serio, seguro estas enamorada.

- Gracias Miguelito, és um ángel.

Foi tirada de seu devaneio quando ouviu a porta da frente. Lauren havia chegado com algumas sacolas, certamente as roupas que disse que lhe daria de presente. Com um sorriso seguiu para a sala, indo recepcionar a morena que estava com um bom humor.

Já havia anoitecido, e ainda chovia, mas o clima não estava ruim ali do outro lado da cidade, pois Laura agora já podia caminhar pela casa, com cuidados, com o auxílio de muletas e de uma bota ortopédica.

Por mais contrariada que Carmilla ficasse, a ordenando ter cuidado, como se fosse uma criança pequena e travessa, a loira ignorava todos os alertas e se aventurava a colocar as coisas em ordem, alegando que a mais velha não tivera cuidado do jardim como deveria, nem deixado em organizado alguns cômodos, como por exemplo, a cozinha.

- Sem conversa Carm, eu faço o jantar hoje, não que eu esteja reclamando das comidas que traz da sua prima, longe disso, são maravilhosas – disse rindo, observando e achando graciosa a expressão da morena –, é só que eu estou na cama faz muitos dias. Eu preciso me mexer um pouco, não se preocupe estou bem melhor.

- Tudo bem, mas eu fico por aqui, e posso pegar qualquer coisa que precis-

- Já disse que posso dar conta de tudo, prometo, e a Fisioterapeuta já disse que eu posso caminhar, pouco, mas já posso e além do mais estou com essa bota gigante, não consigo correr de qualquer maneira.

- E a doutora também disse para ter cuidado com o punho, não se esqueça. – a morena rebateu se aproximando da mais nova.

- Por acaso eu estava lá também na consulta Carmilla... – retrucou rindo, o que fez a mais velha desmanchar a carranca do rosto e também se juntar a aquela risada contagiante.

Depois de tantas argumentações e risadas, ambas acabaram jantando um excelente prato feito por Laura no sofá. No momento assistiam a um filme de terror, no qual Carmilla estava absorta na história, enquanto Laura um pouco desconfortável, virava o rosto cena ou outra de horror, o que fazia a mais velha achar adoravelmente engraçado.

Quando os créditos começaram a passar na tela, Carmilla virou-se e pôde ver Laura adormecida, tinha sua cabeça apoiada em seu ombro, -aquilo era mais frequente do que a loira gostaria- e a mais velha adorava.

Carmilla pegou-a em seus braços e com toda a calma, e cuidado. Seguiu para o quarto onde Laura estava a cada dia mais familiarizada. Delicadamente colocou a jovem mulher na cama, e a cobriu, se distanciou fazendo o mínimo de ruído que conseguiu, sendo em vão, pois a loira agora estava desperta.

- Aonde vai? – Laura perguntou sentando-se na cama, e coçando os olhos enquanto se esticava.

- Eu ia dormir, no meu quarto. – Carmilla respondeu dando de ombros. – Quer que eu fique?

- Claro. Mas antes por favor, queria um copo d’água se não for incômodo.

- De jeito nenhum, eu já venho.

Quando Carmilla estava enchendo o copo com água, observou algo estranho em seu quintal, através das portas de vidro da cozinha. Como estava escuro, e tarde, resolveu sair e averiguar sozinha. Antes disso, mandou uma mensagem para suas amigas, e deixou o celular na bancada.

Ao sair observou que um gato a observava no muro, junto das rosas que Laura havia regado mais cedo. O felino miava cada vez mais alto, e parecia estar olhando tão profundamente em seus olhos, fazendo com que a morena serrasse seus punhos. Carmilla cautelosamente tal qual um gato também, deu passos curtos e lentos, com suas presas amostra.

Ela sabia que na verdade não era um felino indefeso.

Logo pulou do muro, em segundos se transformou, e revelou ser um dos recrutas de Zorak, seu nome era Bruce, e era um dos mais poderosos.

Carmilla logo assumiu sua forma vampírica, com seus olhos numa coloração avermelhada, e suas presas para fora. Estava pronta para enfrenta-lo caso fosse preciso, sem pensar duas vezes. E o fez.

Bruce deu mais um salto, e agora estavam com seus rostos perto. O homem praticamente rosnava, dando um soco, que Carmilla conseguiu desviar rapidamente, e de mais outro, e mais outro, mas no quinto ele acertou em cheio seu rosto, fazendo com que a arremessasse por dois metros, afundando seu corpo na grama do jardim.

A morena levantou-se rapidamente revidando o golpe na mesma intensidade, ou até mais forte, porém ele apenas caiu sentado, parecendo que nem havia se machucado. Incrédula repetiu o soco, uma, duas, três vezes, na quarta vez, Bruce agarrou seu rosto, e o esmagou com uma mão. Com a mão livre, pegou do bolso um crucifixo de prata, colocando sobre o braço de Carmilla, que sentiu lhe queimar vividamente, fazendo com que a morena gritasse tamanha era a dor.

Ao ver Carmilla tão vulnerável em suas mãos, Bruce sorria com satisfação. A jogou no chão com força, sabendo que ela estava fraca e vulnerável pelo crucifixo que queimava adentrando sua pele. Carmilla havia perdido seus poderes e sua imortalidade momentaneamente, podendo sentir dor como se fosse humana, até mesmo sangrar, e apresentar hematomas.

Bruce covardemente, sabendo que ela não poderia defender-se, a chutava sem parar, em vários lugares do corpo.

Laura estranhou a demora de Carmilla, e se levantou. Pôde ouvir de longe alguns gritos, o que despertou sua curiosidade, seguindo para a janela, ficou horrorizada pelo que viu.

A figura de Carmilla indefesa jogada no chão, apanhando sem piedade de um homem desconhecido.

Sem pensar iria descer e chamar ajuda, mas ouviu mais vozes, que logo reconheceu serem de Dinah e Lauren, o que acalmou um pouco seu coração, mas mesmo assim deu um jeito de alcançar as muletas e descer as escadas.

Quando Bruce viu que não estava mais sozinho, guardou o crucifixo no bolso, velozmente sumindo em meio da escuridão do jardim.

Carmilla tossia sangue, estava com dores fortes onde havia apanhado. Lauren não acreditava no que via, e Dinah tinha lágrimas escorrendo por seu rosto. Dinah pegou a amiga no colo, levando-a para dentro da casa.

Quando fecharam as portas da cozinha, Laura estava adentrando o cômodo, e seu coração apertou ao ver Carmilla quase desacordada, e machucada com dificuldade para se comunicar.

Dinah a levou para o andar acima, e Lauren ficou na sala com Laura, pedindo para a jovem se acalmar.

- O que foi isso Lauren? O que aconteceu? – Laura falava rápido, misturando com seu choro e lágrimas sôfregas.

Nem mesmo Lauren sabia o que havia acontecido, mas oferecendo um olhar amigo para a loira, mentiu.

- Creio que tenha sido um assaltante – respondeu pegando a mão esquerda de Laura deixando entre as suas, lhe passando conforto –, por sorte eu estava vindo para cá com Dinah, por urgências da empresa.

- Eu fiquei tão assustada, eu- – a loira soluçava enquanto organizava as palavras em sua cabeça –, não imagino o que aconteceria se não tivessem chegado.

- Nem eu Laura, nem eu.

No andar de cima, Carmilla estava em sua cama, enquanto Dinah retirava suas roupas, e ainda chorava baixinho observando quantos hematomas a morena tinha pelo corpo. Como uma mãe preocupada, Dinah guiou a amiga até o banheiro, lhe auxiliando num breve banho e em colocar roupas limpas.

- Dinah, eu não posso ficar aqui – Carmilla disse como uma súplica em meio sua dor física e insegurança –, não é seguro.

- Sh, estou aqui, Lauren está lá embaixo, não vamos deixar que nada te aconteça, te prometo – tranquilizou a amiga, impedindo-a de levantar, como estava fazendo –, amanhã vemos melhor isso, você precisa descansar.

- Eu estou com medo por Laura, eu não posso imaginar algo acontecendo com ela-

- E não precisa imaginar, pois não vai. Por favor, Carmilla, deite um pouco, Laura vai lhe fazer companhia, pelo que posso escutar daqui, ela e Lauren estão subindo as escadas, ela está bem e precisamos que fique também.

Instantes depois, Laura adentrou o quarto, ainda com seus olhos vermelhos pelo choro, e com todo cuidado, pousou suas mãos sobre o rosto da morena, que instantaneamente aqueceu-se com o contato.

- Que susto Carm, não posso imaginar o que aconteceria se ele tivesse continuado. – disse sincera e preocupara segurando algumas lágrimas.

- Vou ficar bem logo Laura, eu prometo, fique tranquila.

A jovem se aconchegou ali com a mais velha, e a abraçou cuidadosamente, pois sabia que estava bastante machucada.

Dinah e Lauren resolveram deixa-las a sós e seguiram para a biblioteca, precisavam conversar sobre o ocorrido.

- O que foi isso? – Lauren soltou ainda incrédula pelo que presenciou. – Eu não fazia ideia que Carmilla era vulnerável à prata, nem que ela poderia perder momentaneamente sua imortalidade, podendo até sangrar e se ferir!

- Ele sabe cada fraqueza nossa, e como nos deixar vulneráveis. Isso foi um aviso que ele tem forças para nos enfrentar. – Dinah respondeu com sua voz carregada de preocupação e raiva.

- Vou ligar para Lucy, para que ela faça com que dois de nossos aliados fique por perto da casa, por segurança. – a de olhos verdes sugeriu, retirando seu aparelho celular do bolso.

- Ótima ideia. E se é guerra que Hunter quer, ele terá.



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