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História The Darkest Minds(Percy Jackson Interativa.) - Capítulo 4



Notas do Autor


Olá, olá, olá!
NoSh1t_Sherlock aqui, trazendo para vocês mais um capítulo!(yay!)
Como eu prometi, temos a aparição de um dos personagens(Infelizmente, só de um,
porque se não o capítulo ia ficar longo demais.) de vocês.
Podem ter certeza, no próximo, as coisas vão ficar loucas!
Bem, lembrando que as vagas ainda estão abertas.
Fiquem com os deuses!

Capítulo 4 - Chapter Three.


O conselho de guerra teve de ser rapidamente reunido depois do jogo de captura a bandeira. Com todos os 12 conselheiros de chalé reunidos em um lugar só, era óbvio que Bóris tinha de sair em sua missão rapidamente. 

 O chalé de Hermes era o único que não estava presente, tanto porque Jack ainda estava na enfermaria, sendo curado pelos filhos de Apolo, tanto porque os Irmãos Stoll eram totalmente contra a ideia de trazerem mais meio-sangues que não tinham nenhuma idéia sobre essa guerra, e que, quando fossem encontrados, seriam quase que forçados a participar desse abate confuso. Fora isso, porém, todos estavam presentes, incluindo Clarisse, mesmo que não fosse necessitada sua presença.

-Está mais do que aparente.-Daisy comentou, com o arco apoiado em cima da mesa.-Que ele tem de ir para realizar a missão o mais rápido possível. A profecia fala sobre doze novos semideuses, não é? Pois bem, o garoto vai encontrar os doze, e nossas forças vão aumentar.

-Claro, faz até sentido, mas  apenas doze? Do que isso vai nos adiantar?- Shady disse, os olhos ainda semicerrados. Parecia que ele analisava lentamente as pessoas, e até mesmo suas próprias palavras.-Precisaríamos de um verdadeiro exército para vencer Luke.

-Profecias não são feitas a toa, Shady.- Um jovem disse, lentamente. Sua voz era rouca, por mais que ele parecesse bastante jovem. Sua pele era morena, por conta da frequente exposição ao sol. Vestia uma armadura grega cinza, não por causa de seu material, mas por causa de sua pintura feita. Surpreendentemente, era o único que não estava sentado no conselho. Isso acontecera porque seu lugar havia sido tomado por Daisy, mas ainda assim, ele tinha permissão de permanecer nas reuniões do conselho.-Se ela falou mesmo sobre doze jovens, então esses doze podem trazer a vitória para nós.

-Os doze, ao chegar.-Annabeth disse, citando a profecia.-Significa que eles devem ser encontrados e trazidos para cá.

-Sim, faz sentido.-Clarisse disse, por mais que não gostasse de concordar com ela.-Mas ainda tem o resto da profecia, seja lá o que signifique.

-Tenho certeza de que Bóris vai conseguir compreender durante a missão, não?-Beckendorf disse, confiante.

 “Claro. Se eu não morrer antes.” Ele pensou consigo mesmo, depois de ter concordou com a cabeça.

-Muito bem. Você deve ir hoje, criança.-Quíron disse para ele, pondo a grande mão no ombro do jovem.-Pegue suas coisas, e Argos o levará para fora do acampamento.

-Espere! Eu nem sei onde devo procurar!-O mesmo argumentou, preocupado.

-Não fique assim. Se você der sorte, os deuses podem te ajudar.-Dionísio disse, enquanto lia sua revista, ainda sem demonstrar interesse. Havia voltado do Olimpo para poder dar algum tipo de ajuda ao acampamento, mas teria de voltar rapidamente de sua curta estadia.

 O conselho então passou a abordar outras questões, algo que o jovem meio-sangue levou como sua deixa para poder se aprontar. Não sabia se alguém o acompanharia, e essa era uma de suas principais esperanças: realmente queria que alguém fosse com ele(Mais especificamente, queria que Jack o acompanhasse.), para que sua busca fosse mais fácil, mas se o conselho decidisse que ele deveria ir sozinho, que assim fosse. 

 Bóris passou pela maioria dos Chalés, até chegar ao seu. Deu uma olhada meio que melancólica, porque sabia que não o veria por bastante tempo. Foi no acampamento meio-sangue, no chalé 5, que ele fora acolhido; foi ali que ele havia encontrado seus verdadeiros irmãos.

 E agora, tinha de se despedir.

 Entrou vagarosamente no local, indo para sua cama. Estava vazio, pois a maioria de seus colegas ou estavam na patrulha ou treinavam esgrima. Apanhou sua mochila, que ele já houvera arrumado anteriormente, e revisou seus itens. Comida? Algumas caixas de biscoito dariam até ele ir para a cafeteria mais próxima. Dracmas? Cinco poderiam ser o suficiente para o ajudar. Roupas extras? Uma blusa branca do acampamento, e uma calça camuflada. 

 Parecia ser o suficiente, e deveria ser o suficiente. Ele a jogou por cima de seu ombro esquerdo, e começou a procurar por sua espada. Não era um item mágico, então não sabia como poderia a esconder durante sua viagem. Mas não importava, pelo menos no momento.

 Saiu do chalé rapidamente, e foi para a fronteira do acampamento, onde haviam enterrado Helena. Bóris não tinha uma relação com ela, mas ainda assim, se sentia triste por mais um campista ter morrido. A maioria dos meio-sangue estavam lá, prontos para darem as que poderia ser as últimas saudações dele, para sempre. 

 “Avance com determinação.” Ele pensou, tentando se animar. “Sua missão pode salvar a vida de todos aqui. Cumpra-a, e talvez.. E talvez você possa se tornar alguém melhor.”.

-Bem vindo, filho de Ares.-Quíron disse, o saudando. Vestia um peitoral grego, e seu arco ainda pendia em seu ombro. Por mais que tentasse transmitir confiança, era possível ver que seu olhar era semelhante a algo melancólico, como se ele já sentisse saudade do jovem.-A missão que lhe foi destinada é grande, e a responsabilidade de a carregar sozinho é enorme. 

-Eu, Bóris Dukenberg, filho de Ares, aceito essa missão.-Ele disse, após se ajoelhar. Não tinha conseguido pensar em mais nada, e isto fora a única saudação que ele conseguira imaginar no momento.

-Nós sabemos, Duke.-Percy disse, lentamente.-Mas decidimos, no conselho, que alguém deve o acompanhar. Dois de nossos meio-sangues, se formos mais exatos.

-Eu não preciso de acompanhantes.-Ele retrucou, tentando parecer destemido.

-Muitos dizem isso, Dukenberg, mas muitos poucos acabam voltando vivos. Não é nenhuma vergonha pedir ajuda de vez em quando.- Silena o disse, de braços cruzados.

-Ainda assim, eu insisto. Não preciso de ajuda.

-Não estamos pedindo para que você dite como sua missão vai ser, criança. Essa é uma tradição das missões; três devem ir, e três devem voltar.-Quíron o disse, apontando para duas pessoas. 

 A primeira era a jovem de cabelos rosas que ele e Jack haviam visto a alguns dias atrás. Ela ainda estava com a roupa do acampamento, mas em suas mãos, havia alguns protetores de dedos, com o dedo do meio sendo enfaixado por bandagens. A jovem vestia uma blusa cinza de mangas compridas, com calças pretas. Seus tênis eram mais semelhantes a botas de cano alto, de cor marrom.

-Olá.-Ela disse simplesmente, depois de o olhar por um tempo.-Meu nome é Sadie.

-Bóris. Muito prazer.

 Ela deu uma risada, e se virou, indo para onde Argos, o líder de segurança, estava.

-E quem seria minha segunda companhia?-O jovem perguntou, com uma pitada de sarcasmo na voz.

-Estou bem aqui.-Um jovem de cabelos pretos disse. Ele tinha uma pele morena, e seus olhos partilhavam da mesma cor que seu cabelo. Vestia uma blusa do acampamento, com uma calça preta, de cinto. Seus tênis eram um par de all-star azuis, e uma espada de cor cinza estava embainhada a seu lado. Seu olhar era cansado, mas penetrante.-Hektor. Hektor Newhouse.

-Acho que você já sabe quem sou, não?

-Ah, pode acreditar. Todo mundo daqui sabe quem você é, Bóris. Não em um bom sentido sabe?

 Antes que o Filho de Ares pudesse responder, seu mais novo colega saiu de seu campo de visão, indo para a vã de Argos. Os dois, Sadie e Hektor pareciam não gostar de desperdiçar tempo, nem de Bóris. 

-Sua jornada, criança, começa aqui.-Quíron disse, pondo a mão dele no ombro de Bóris.-Acreditamos em você. Todos nós acreditamos. Que os deuses estejam a seu favor.

-E com vocês também.-Ele retrucou. Agora, segurava a alça de sua mochila com mais força, ansioso.

 Assim que ele começou a descer a montanha, pode ouvir alguém gritando seu nome. O jovem se virou, apenas para se deparar com Jack, que se apoiava com uma muleta. Parecia exatamente como antes, mas seu rosto estava um tanto pálido, e ele tinha uma cicatriz em sua bochecha esquerda.

-Que bom que te parei a tempo.-O jovem disse, depois de ficar arfando por um tempo. Ele realmente parecia cansado, quase exausto, e seu companheiro presumiu que fosse por causa de seu tempo apenas na cama.

-É bom te ver em boas condições, meu amigo.

-Eu sei, também me sinto bem. Mas não é por isso que vim aqui. Vim para te entregar isto.

 O filho de Hermes puxou uma lança partida, com uma lâmina bem afiada. A base tinha, no máximo, uns 30 centímetros, e a lâmina, uns 10. Tinha duas pontas em cada extremidade da arma, e, no final, uma afiada ponta. A lança estava partida na parte da base, mostrando o que era antes.

-Eu sei que ela pode parecer inútil,-Jack disse, a dando para Bóris.-Mas é uma de minhas armas favoritas. Era antes uma lança inteira, chamada de Bonfire, mas um monstro a quebrou. Eu a chamo de Misí.

-Metade.-Bóris traduziu, apanhando a arma e a analisando. Era bem equilibrada, por mais que estivesse quebrada.-É uma ótima arma.

-Você pode a transformar em um cartão de visitas.-O jovem de muleta disse, apertando a lança na extremidade da lâmina.

  Como se fosse num passe de mágica, a lança partida se transformou em um cartão retangular de visitas, de cor preta, que carregava a frase a seguir: 

Κάνουμε τα καλύτερα burgers στην περιοχή!

 

-Os melhores hambúrgueres da região?-Bóris indagou, curioso.

-É uma boa história. Para uma outra hora.-Jack o respondeu, com um sorriso.

 Os dois deram uma risada, mas depois, se abraçaram.

-Por mais que eu não concorde com essa missão,-Ele disse, lentamente, com um glimpse de raiva passando por seu rosto, mas rapidamente sumindo.-Mate alguns monstros por mim, pode ser? E vê se não morre, o acampamento ficaria muito sem graça sem você.

-Pode deixar, Muleto.

 E, se despedindo, Dukenberg foi andando, lentamente, em direção da vã de Argos. Quando entrou, foi recebido por seus dois colegas, e fizeram a viagem inteira até Manhattan em silêncio.

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 Manhattan, 20:00 PM.

Ah, Manhattan. Por onde começar? Um belo lugar, talvez o mais belo de todos que existe. A influência grega do lugar também pode ser uma das razões pelas quais os deuses decidiram ir para lá. Desde o símbolo dos Estados Unidos, a águia, até as esculturas e museus, com grandes áreas destinadas somente a essa bela civilização. 

 É claro, a raridade de se sair em uma missão era quase gigantesca. Muitos diziam que os campistas não iam a mais de uma missão, com muitos, muitos poucos sendo escolhidos para mais de uma. Percy, por exemplo, já fora em três missões ao todo, sendo indicado ou não. Há muito tempo, era mais comum que se saísse em missões ou pequenas odisseias. Por exemplo, Arthur Morgan, filho de Apolo, já vivera muito no acampamento, e, ao total, fora á 14 missões. Uma vez, teve de ir até o Atlântico e voltar. 

 Porém, quando o acidente da missão de Hélios ocorreu, a quantidade de missões diminuiu drasticamente. 

 E lá estavam eles, em Manhattan, o local onde mais se ocorria missões de Meio-Sangues.

 É quase impossível descrever, para mim, como Manhattan é bela. De  dia, turistas preenchem as ruas, tirando fotos de quase tudo que veem(Não sem razão, é claro.). Mas quando chega de noite, é quando a melhor parte de Manhattan vem para as ruas: festas, restaurantes belos e bares ficam cheios de pessoas interessantes.

 Porém, o trio não estava lá de turismo. 

 Bóris foi o primeiro que se surpreendeu com a aparência do local. Não lembrava quando fora a última vez que ele realmente saira do acampamento. Claro, a poucos anos atrás, teve de ir atrás de Hélios, com Jack, mas isso fora a muito tempo. Além do mais, na época, não passava de um campista de Ares irritado. Entretanto, seus dois colegas, Hektor e Sadie, olhavam com desinteresse para tudo. O jovem meio-sangue se pegou novamente analisando seus dois novos companheiros; os olhares penetrantes, quase gêmeos. 

-Vamos começar?-A jovem indagou, despertando o “líder” de seu transe.

-Claro, claro. Obrigado, Argo..-Enquanto se virava para terminar seus agradecimentos, percebera que o chefe de segurança já havia se retirado, num passe de mágica.-Hum. Bem, vamos nessa.

-Espera aí, nem sabemos para onde temos que ir.-Hektor disse, levantando um ponto muito importante da missão deles.-Para falar a verdade, não sabemos nem o que temos de fazer!

-Ah, não está óbvio?-Bóris perguntou, um tanto sarcástico.-Vamos encontrar 12 meio-sangues. Simples assim.

-Como se fosse fácil! Até mesmo Sátiros passam semanas, meses observando pessoas específicas para terem certeza de que elas são meio-sangues.

-Não temos tanto tempo, não é?-A garota disse, ambas as mãos no bolso.

-Ela tem razão, irritadinho. Temos de os encontrar, de uma maneira ou de outra.-Bóris o respondeu, mas Hektor estava longe de terminar suas queixas.

-O que quero dizer é que precisaríamos de um sátiro para encontrarmos um, e ainda temos de encontrar doze!-O garoto exclamou, falando um pouco mais alto que o normal.

 As pessoas o olharam por um tempo, como se ele fosse louco. Na verdade, ele até parecia, vestindo uma jaqueta de couro quando se estava na primavera. Além disso, três adolescentes, sem a supervisão de um adulto já se tornava algo suspeito, quem quer diga estranho. 

-Quer gritar para os soldados de Luke também, cabeçudo?-Sadie ralhou, depois que as pessoas perderam o interesse no grupo.

-Sinto muito.-Na verdade, ele não sentia.

 Ficaram quietos por um tempo, provavelmente porque estavam pensando em alguma opção que fosse menos arriscada.

-Melhor sairmos daqui, tão no aberto.-Bóris concluiu, depois de um tempo.-Se ficarmos aqui, talvez algum monstro possa sentir nosso cheiro, ou alguma coisa parecida. 

 Assentindo, o trio andou lentamente pelas infestadas ruas de Manhattan. 

 Chegaram a um pequeno bar, ao lado de um colégio. Ao que parecia, um evento estava ocorrendo no local, já que muitos jovens(Alguns que nem pareciam ser da escola em si) entravam e saíam, rindo e se divertindo. Porém, os meio-sangues nem ao menos perceberam, e foram direto para o bar. Poderiam muito bem mentir sobre as idades deles, mas não pediriam cervejas ou algo desse tipo. Sentaram em um lugar mais afastado das pessoas, com dois mini-sofás postos contra a parede, e uma mesa retangular no centro. Sophie e Bóris sentaram juntos, enquanto Hektor ocupou o outro local. Pôs ambos os braços por cima do mini-sofá, e deu um murmúrio de aprovação quando pode finalmente se sentir relaxado.

 A verdade era que ele gostava de ambientes assim: escuros, sombrios. O caos parecia o rodear, mas nada que realmente chamasse sua atenção. Havia se acostumado com o caos. Além do mais, vivia no chalé 11, o mesmo de Jack. Por isso, o barulho e as brigas não eram algo incomum em seus ouvidos e visão. 

-Então, vamos ver o que podemos fazer..-A jovem disse, quase como se falasse consigo mesma. Parecia contar algo nos dedos, e, uma vez ou outra, lançava um olhar rápido para as pessoas do bar.

-Então, "líder",-O jovem de jaqueta indagou, um sorriso irônico no rosto.-O que vamos fazer?

-Não me chame de líder, Newhouse.-Retrucou o jovem, mas pode deixar transparecer que gostara da designação.-Mas eu não sei ao certo. O que você falou, lá trás, até que faz sentido.

-Sobre? 

-O que você acha?-Bóris o respondeu, não percebendo a ironia na voz do colega, que deu uma risada alta.-Argh, você entendeu. O que eu quero dizer é que seria melhor se nós encontrássemos um sátiro.

-E você conhecesse algum que viva em Manhattan?

-Não. Eu mal falo com Sátiros. Acho que nunca me importei com eles.

-Como? São eles os responsáveis por nos trazer.

-Acontece que eles não me trouxeram. Eu vivo no acampamento desde que eu tinha 1 ano de idade.

-Sério?

-Sério. Ares me trouxe. Não sei porque. Nunca perguntei.

-Nossa. E essa é sua primeira missão?

 O garoto deu uma risada baixa.-Não, claro que não. Na minha vida toda, eu já fui a três missões.

-Nossa, parabéns. Com quem?

-Ah, com o Jack e com a…

 O nome pareceu prender em sua garganta. Por alguma razão, não conseguia dizer o nome da falecida amiga, Helena. Por mais que não tivesse demonstrar algum tipo de tristeza gigantesca quando ela morreu, a verdade era que seu espírito por dentro estava destruído. Desde quando ele conheceu a filha de Héstia-A única em todo o acampamento.-, Bóris sentiu uma leve quedinha por ela. Ele desconfiava que Jack também tinha, por alguma razão. A amizade dos três era algo… bom. O trio ficava junto, não importando a situação, e, por mais que não quisesse admitir, a verdade era que Bóris nunca teria conseguido viver se não fosse por seus amigos. 

-Com quem?-Hektor indagou, as sobrancelhas arqueadas.

-Ninguém. Só eu e o Jack.-Ele retrucou.

-Ah, legal. Qual foi a última missão de vocês?

-Você não acreditaria se eu te contasse.

-Bóris, eu sou um meio-sangue, que descobriu que os deuses gregos de lendas são de verdade. Agora, estamos aqui, em Manhattan, procurando outras pessoas como a gente para podermos aumentar nossas forças para lutar contra um cara com um exército gigante de monstros e o titã do tempo. Eu acho que eu acreditaria em você sim.

 O compatriota dele deu um sorriso, algo que não fazia a muito tempo.

-Bem, foi a bastante tempo. Eu e o Jack fomos chamados pelo Quíron, certo? E aí nós..

-Bom dia, bem vindos ao Grizzly!-Uma garçonete disse, interrompendo a história do jovem. Vestia o uniforme comum do local, que parecia ser composto de um avental branco, com um colete vermelho e gravata borboleta preta.-Posso pegar o pedido de vocês?

-Hum, claro.-Hektor disse, pegando o cardápio.-Acho que vou querer…

-Não queremos nada, muito obrigado!-Sophie disse, a voz animada.-Para falar a verdade, já estávamos de saída. Obrigada! 

-Mas a gente nem comeu nada.-Bóris disse, o estômago parecendo implorar por algo.

-Não precisa! Vamos, vamos!-A garota disse, empurrando o colega e puxando o braço do outro.-Ah, antes que eu esqueça. Qual o nome do colégio aqui do lado?

-Todo mundo sabe!-A garçonete retrucou, um tanto confusa.-É o colégio St.Mark. Acho que eles estão fazendo algum tipo de festa, mas não parece ser nada de incomu… Ei, para onde vocês estão indo?

 Deixando a trabalhadora e as pessoas do bar com olhares confusos, Sadie liderou ambos para fora do local, ainda animada. A festa do colégio ao lado parecia ainda estar indo com tudo, com cada vez mais jovens entrando.

-Ei, o que foi?-Hektor indagou, rapidamente se desvencilhando do braço da meio-sangue. Não gostava muito de contato corporal, principalmente vindo de alguém que ele mal conhecia.

 Quando ela se virou para os responder, era possível ver um estranho brilho em seus olhos, como se tivesse acabado de descobrir algo importantíssimo para a missão. Sua mão, esquerda e direita, estavam rabiscadas, repletas de cálculos e porcentagens.

-Eu acabei de ter uma ótima ideia.-Ela murmurou, e, sem explicar mais, arrastou os dois para dentro da festa.

  Aurora sabia que odiava festas, acima de tudo. 

 É claro, havia razões, mas o simples momento em que ela adentrava em um lugar repleto de pessoas, seu coração parecia disparar. O barulho já era um fator que ela odiava.

 A jovem tinha um cabelo cacheado, e pele morena. Estava vestida com uma blusa preta de mangas compridas, e uma calça camuflada. A jovem tinha uma altura média, mas, comparada aos outros, parecia que nem mesmo chegava a ser “alta”. Pela primeira vez, a garota não estava conversando com ninguém, e preferia ficar quieta em seu canto, em silêncio. “Nem sei porque vim. Eu nem sou desse colégio!”. Às vezes, por conta de sua TDAH, fazer as coisas impulsivamente poderia muito bem piorar sua vida.

 Como nessa festa, que viu enquanto andava pela rua e simplesmente decidiu entrar, ver se conseguia fazer algum amigo ou coisa parecida.

 Enquanto via as pessoas dançando e conversando, pode perceber um estranho trio de garotos, que não tinham menos de 14 ou 16 anos. Eram muito jovens, mas pareciam cansados. Não, cansados não era a palavra certa.

 Pareciam preocupados. 

“Porque eu estou olhando para eles?” Ela se indagou, confusa. Nunca fora alguém que observava as pessoas por razão nenhuma. Claro, uma  vez ou outra, seu passatempo poderia ser de ver como elas se comportavam, mas fazia isso com um objetivo.

 Agora? Parecia os estar os olhando por razão nenhuma, como se eles fossem imãs de sua atenção. 

 Algo a tentou de ir lá e conversar com eles. Talvez pudesse descobrir sua estranha fixação por eles. Ou, se fosse simplesmente uma pegadinha de seu subconsciente, poderia estar conversando com alguém, ou chegar mais perto da saída. 

 “É uma boa ideia.” Aurora pensou consigo mesma, elogiando o próprio pensamento, e indo na direção dos garotos.

 Porém, antes que pudesse perceber, um jovem, mais ou menos de sua idade, a interceptou.-Oi, belezura.-Ele disse, obviamente forçando sua voz para poder ficar mais profunda. O garoto não seria o primeiro a flertar com ela.-Você vem sempre aqui?

-Essa festa literalmente acontece de 1 em 1 ano. Então não, eu não venho aqui sempre.-A jovem o respondeu, rudemente, tentando se livrar dele o mais rápido possível. Porém, ele parecia estar ali para realmente tentar ficar com a garota.

-Hum, sarcástica. Eu gosto de pessoas sarcásticas.-E então, deu uma piscadela, tentando parecer romântico.

-Não me interessa sobre o que você gosta ou não. Agora, se você me der licença e sair da frente, eu agradeceria.

-Ah, eu acho que não. Se você não percebeu, eu estou a fim de você, e, quer você queira ou não.-E, tendo dito isso, o garoto agarrou o braço dela, com uma força que ela nem imaginava ser possível para ele.

-Ei, me solte!!-Aurora esmurrava o ar, e o batia com toda a força, mas não parecia adiantar.

 Os jovens não devem ter percebido o que estava acontecendo, ou, se perceberam, devem ter julgado como normal. A música preenchia os ouvidos dos garotos, cada vez mais alta que o normal. 

-Me solta, seu idiota!-Aurora disse, conseguindo ficar de pé, mas ainda sendo arrastada pelo garoto.

 Quando chutou a perna dele, pode ouvir um barulho alto de metal.

  Clang.

“Mas que diabos?!” A mesma pensou consigo mesma, enquanto tentava se soltar pelo que seria a vigésima vez . Ainda assim, por mais que usasse toda a sua força, a mão dele continuava apertando seu braço, que parecia estar ficando roxo.

-E ai, mudou de ideia?-Ele perguntou, quando chegaram na parte dos fundos da festa. A atirou na parede com força, fazendo com que ela batesse de costas e perdesse quase que todo o ar de seus pulmões.

-V-vai pro inferno!-Ela respondeu, com a voz alta, mas ainda sendo abafada pela alta música. Cuspiu nele, pois fora a única coisa que ela conseguiu pensar para mostrar desrespeito.

 O garoto deu uma risada, e limpou o cuspe do rosto. Por um momento, Aurora achou ter visto o braço dele como se fosse de bronze, mas rapidamente voltou ao normal. “Mas que diabos?!” A jovem pensou consigo mesma, com o braço roxo. Ele havia a apertado com bastante força mesmo, e se sentia como se tivesse quebrado o membro.

-Alguém precisa de ensinar boas maneiras, guria.

 Chegando mais perto, o rosto dele parecia ir mudando. Seus olhos, antes marrons, agora alternavam entre vermelho e vinho. Seus braços pareciam vinte vezes mais musculosos que o comum, além de parecerem metal. Ela até mesmo teve a impressão de que ele havia ficado mais alto.

-E, pode ter certeza, esse alguém vai ser eu.

 



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