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História The Darkest Minds(Percy Jackson Interativa.) - Capítulo 5



Notas do Autor


Olá. Meu nome é Audece123, trazendo para vocês mais um capítulo dessa história.
Ficaram surpresos que não foi o Sherlock que trouxe? Bem, não se preocupem, eu não escrevo tão mal assim(Eu espero).
Bem, esse capítulo está meio longo, mas espero que vocês gostem de lê-lo.
As vagas ainda estão abertas para todos.
Até mais, e que os deuses estejam com vocês.

Capítulo 5 - Chapter Four.


 

Aurora.

Meu nome é Aurora Bianchini.

 Tenho 18 anos de idade, e provavelmente sou mais velho que vocês. Podia jurar que eu era alguém normal, até alguns dias atrás. 

 Eu vivia como qualquer pessoa que você possa encontrar por ai. Quero dizer, como uma pessoa com TDAH e hiperatividade. Eu não duvidaria de que eu não tenho nada de especial em minha vida, e que nada de incomum me aconteceu(O que é verdade.). Até alguns dias atrás, eu não passava de uma visitante em Manhattan, procurando alguma coisa que me tirasse do tédio nos meus mais monótonos dias. 

 Algumas pessoas acham que eu sou problemática. 

 Se eu sou?

  Eu acho que não.

  Mas se eu conheço uma coisa que é problemática, foi minha “pequena” aventura.

  Tudo começou quando eu decidi ir para uma festa colegial. Eu não conhecia ninguém de lá, mas esperava poder fazer alguma nova amizade ou coisa parecida. Ou, quem sabe, encontrar um novo amor(Eu realmente duvidava, mas tudo é possível.). As razões eram diversas, e por mais que eu não fosse uma pessoa sociável, a ideia de me encontrar alguém para poder conversar parecia ser ótima. 

 Se eu estava certa?

 É, em alguns pontos.

Mas, por enquanto, eu estava tentando entender como um robô conseguia falar e se mexer exatamente como um humano.

 Vejam, eu não trabalho bem sobre pressão. Nunca funcionei bem, principalmente quando algo está em jogo.

 Então, quando um robô assassino ameaçou de me matar, é óbvio que eu não consegui responder.

 Era feito de bronze, pelo que parecia, e seus olhos(Ou glóbulos metálicos, nem sei como chamar) eram totalmente vermelhos. O rosto dele ficava tremeluzindo, às vezes mudando para um garoto, outras vezes para uma ameaça.

 Ele estendeu o braço, que rapidamente se transformou em uma lâmina. A luz refletia nela, com o meu reflexo aparecendo nela. Eu não sabia porque estava reparando naquilo, talvez por causa do medo, talvez por causa da TDAH.

 O engraçado dele, é que, a cada momento, ele parecia estar aumentando de tamanho. Antes, tinha menos de 1 metro e pouco. Agora, parecia mais alto que um jogador de basquete. Por mais que fosse mecânico, ele tentava dar um arrogante sorriso, o suficiente para me deixar mais assustada.

-Sim, mero mortal!-Ele me disse, a voz realmente semelhante a algo robótico.-Me tema. Se ajoelhe em fronte de mim, pois eu sou Talos, o grande Autômato de Hefesto.

 Eu pisquei, confusa.

-Talos? Hefesto?

-Sim, ser inferior. Fui forjado por Hefesto, nas grandes forjas das montanhas, aquele destinado a proteger Creta, reino do grande Minos. Apenas um herói conseguiu me derrotar em séculos. Ajoelhe-se!

 Eu pisquei de novo, mais confusa que antes. “Hefesto? Não era algum deus grego?” Pensei, tentando organizar meus pensamentos. O medo agora fora substituído pela confusão e por sugestões estranhas de meu cérebro. “Eu sabia que não deveria ter bebido aquela gemada. Eu nem bebo direito!”.

-Alguma última palavra antes de morrer, criança?-Ele me indagou, a lâmina levantada acima de sua cabeça.

-Seu nome é Talo, como aquele troço que fica nas plantas?-Eu perguntei, tentando procurar uma oportunidade para poder fugir.  

 Entendam, eu posso ser considerada como a criadora de péssimas ideias. Quando a hiperatividade bate forte, podem ter certeza de que eu apenas vou tomar péssimas decisões. No momento, tentar distrair e irritar um robô gigante assassino pode ter parecido uma boa oportunidade, se é que haveria uma oportunidade.

-Não, não, não! Mas que droga, todos me confundem com isso! Eu sou TALOS! O grande! O poderoso!

 Enquanto o grandão murmurava sem parar, eu consegui ver uma abertura e sai correndo, mais rápido que eu conseguia, sem nem ao menos olhar para trás. Meu braço ainda doía, mas eu nem me importava mais.

  Para mim, o objetivo era sair o mais cedo possível.

 

Autor.

-Você ainda não disse o porquê de estarmos aqui, Sadie.-Hektor indagou, enquanto evitava esbarrar no monte de pessoas, dançando a todo momento.

 O trio havia feito o máximo para se misturar em torno dos estudantes, e esperavam que tivessem conseguido. Era provável que não, pois eram extremamente jovens, mas ninguém havia falado absolutamente nada para estes, então tudo parecia estar bem. Bóris segurava seu item mágico com força, esperando encontrar algum monstro no local; desde que fora um meio-sangue, aprendera a desconfiar de tudo a todo momento.

-Eu estive calculando e fazendo algumas coisas no bar, certo?-Ela disse, o sorriso estampado no rosto, depois de ter se desculpado por ter esbarrado em alguém.

-Claro, certo.-O líder do grupo disse, calmamente.

-Ok, enquanto eu estava fazendo isso, eu comecei a pensar em probabilidades, certo?

-Vá direto ao ponto, Sadie.-O outro meio-sangue disse, irritado, enquanto esbarrava de novo em outra pessoa.-Você não olha para onde anda?! Sai daqui, sim? Meu deus. Odeio lugares assim.

-Achei que você gostasse de barulho.-Bóris respondeu, enquanto Sadie parecia contar sobre seus infinitos cálculos de probabilidades.

-Eu gosto de caos, não de barulho.

-Ah, está super explicado. 

-E então,-A garota disse, concluindo seu pensamento.-Eu cheguei a conclusão de que poderíamos encontrar algum meio-sangue aqui.

-Espera ai. Volta tudo, e para para pensar mais um pouco.-Hektor disse, novamente descrente.-Se realmente houver meio-sangues aqui, como nós vamos encontrá-los?

-Onde tem meio sangues, querido Hektor, tem monstros.

-Então nossa esperança está em encontrar algum monstro?-Bóris indagou, as sobrancelhas arqueadas. Por mais que não fosse tão inteligente, podia muito bem saber a dificuldade de se matar um monstro em um lugar como aquele.

-Olhem, a filha de Atena aqui sou eu, certo? Podem confiar em mim, eu tenho tudo sob controle.

-Se você diz..-O jovem de jaqueta respondeu, enquanto sentia a espada na bainha.-E então? O que fazemos agora?

-Vamos nos separar.-Bóris disse.-Mantenham as armas próximas. Se realmente tiverem monstros aqui, vamos poder vê-los. 

-Ok, mas e os meio-sangues? Eu realmente não gostaria de ser devorado.-Hektor o respondeu, cético.

-Onde há caos, há um meio-sangue.-Sadie disse, com um brilho nos olhos. Ela apanhou sua espada de bronze celestial, e a deixou do lado do corpo.-Boa sorte.

-Bem, nós vamos precisar. Que os deuses protegem a gente.-Bóris disse, rapidamente se desviando do grupo.

-Urgh, porque eu me voluntariei para isso..-O último meio-sangue disse consigo mesmo, enquanto desembainhava sua espada lentamente. 

 O trio rapidamente se separou, cada um indo para uma direção diferente. Enquanto ainda andavam, separadamente, Aurora corria, desesperadamente, esperando conseguir despistar o estranho robô. “Pelo amor de Deus, alguém pode me explicar o que está acontecendo?! Desde quando isso virou O Exterminador do Futuro?!” Ela indagava, enquanto chegava cada vez mais perto da saída. As pessoas a olhavam com diversos tipos de expressões, alguns confusos, outros se divertindo, e outros irritados por terem suas bebidas jogadas no chão.

 Não que ela realmente se importasse; sua vida estava em jogo. Pelo menos, era isso que parecia, já que a mesma não tinha ideia de o que estava acontecendo.

 Pode ouvir passos atrás de si, passos pesados, mas altamente parecidos com a do robô. Ou talvez fosse de uma pessoa normal, não tinha como ela saber; mas, do mesmo jeito, o pânico tomou conta da garota, lentamente. 

-Ei, cuidado!-Um jovem disse, em sua frente, mas tarde demais. Ambos deram um esbarrão, fazendo com que Aurora caísse no chão, e a mesma coisa se acontecesse com a “vítima”.

 Enquanto se levantava, desesperada, sem querer se viu analisando o garoto. Seus cabelos eram médios, mas bagunçados, da cor preta. Seus olhos eram a mesma cor do cabelo, mas, quando trocaram olhares, ela quase sentiu como se tivesse sido julgada, mas, rapidamente, o jovem desviou olhares.

 Estava vestido de uma jaqueta marrom, e calças pretas. Com isso, ela quase pode presumir que era alguém totalmente normal, por mais que fosse um pouco novo. 

 Mas havia um porém, um grande porém.

 Ele carregava uma espada.

 Uma espada.

 Aurora demorou um tempo para poder ter certeza de que se tratava da arma mesmo. Em alguns momentos, parecia tremeluzir para ser uma bastão de beisebol cinza. Porém, depois de um tempo a olhando, pode realmente a distinguir como uma espada.

 A espada tinha, no máximo 110 centímetros de comprimento. Era bem longa, e, provavelmente, pesada. A decoração do punho era bonita, mas rústica. O metal era cinza, e parecia ser extremamente mortal.

 Ela teve de sufocar um grito quando ele se levantou. Era um dos jovens que ela ia falar antes de ser perseguida pelo monstro.

-Vo-você…-A jovem tentou dizer, mas não conseguia completar a frase, assustada.

-Eu o que?-Ele indagou, a voz meio cansada, mas irritada. Aparentemente, não havia gostado do encontrão que eles tiveram.

-V-você tem uma es… uma es…

-Eu não consigo entender com você gaguejando assim, garota.-Foi a resposta do jovem, que começara a sair, lentamente.

-Você tem uma espada!-Ela conseguiu dizer, mas em voz alta.

 A música pareceu parar por um tempo, e os olhares se voltaram imediatamente para eles. O monstro parou de andar, mas se pôs em uma posição que era possível para Aurora a ver. Ele a olhou, com um brilho de ódio nos olhos, e gesticulou que ela iria morrer. Por alguns segundos, não se podia ouvir nem mesmo uma respiração, até que as vozes voltaram, juntamente da música.

-Você consegue ver ela?-O garoto indagou, a ajudando a ficar de pé.

-Fica longe de mim!-Ela o respondeu, se arrastando para longe. Pode ouvir mais passos pesados. Estava encurralada, a seu ver.

-Calma, eu não vim para te machucar.-Ele retrucou, mas foi tarde demais. Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, foi empurrado para longe, pelo braço de bronze do robô.

 É estranho como os seres humanos são capazes de enrolar sua mente em volta das coisas e encaixá-las em sua versão da realidade. Era óbvio que eles não estavam vendo um robô lançar um garoto na parede; era provável que viam uma simples briga entre jovens.

 Hektor conseguiu se levantar, mas estava dolorido. Por sorte, não havia quebrado nada, mas ainda assim, podia sentir suas pernas e costas doendo. “Ah, ótimo.” Ele pensou, desembainhando sua espada. “Claro que tinha que ser um autômato.”.

-Ah, um outro meio-sangue! Faz muito tempo desde minha última batalha com um. Não sou derrotado a meio-milênio, garoto! Pois eu sou Talos, o grande!

-Talos?-Então, depois de dizer o nome do robô, Hektor deu uma risada rouca.-O derrotado por Jason e seus argonautas?

 O monstro emitiu um silvo, que poderia ser considerado como um rosnado mecânico.-Meio-sangues são trapaceiros. Mas não serei derrotado novamente!
A espada de Hektor reluzio no peito do robô, mas ele nem teve tempo de perceber. O autômato desferiu um poderoso soco, tentando acertar ele, mas o jovem conseguiu rapidamente esquivar. Sabia como derrotar o monstro, pois lera sobre Jason diversas vezes, mas não sabia como faria isso. Desviando novamente de mais um soco, ele tentou acertar ele com uma espada. 

 A espada fez fagulhas, mas nem ao menos afetou ele. Simplesmente raspou por ela, como se não fosse nada.

-Armas mortais não me ferem, criança!-Ele disse, rindo. As pessoas ao redor gritavam a palavra “briga” várias vezes, parecendo cegas ao fator de Hektor estar carregando uma espada. 

 Ele se esquivou de mais um ataque, mas não conseguiu desviar de outro. Pode sentir toda a força do adversário atingindo sua barriga, fazendo com que ele fosse muito para trás. Cuspiu um pouco no chão, e, naturalmente, apalpou suas costelas. Intactas. 

“Foi uma boa ideia trazer a jaqueta.”. Ele pensou, enquanto entrava em guarda com a espada novamente. Não adiantaria de nada se ele continuasse a bater ela contra a pele de bronze do Autômato, mas sabia muito bem como fazer o robô parar de funcionar.

 No conto de Jason, Talos interceptou o navio, como sempre fazia. Porém, Medeia, a bruxa dos Argonautas, foi a responsável por o distrair tempo o suficiente para retirarem a essência da vida do monstro, que ficava em seu calcanhar, tampada por um parafuso. O difícil, porém, seria o de chegar lá sem morrer no caminho.

 Dando uma cambalhota, Hektor passou por debaixo das pernas do gigante, e imediatamente tentou tirar o parafuso. Mas se surpreendeu quando o viu, tampado por uma corda muito grossa.

-Ah, nem pense nisso!-O inimigo disse, dando um chute nele. Por conta do item mágico do jovem, Prostasia, nenhum osso se quebrou, mas ele bateu de costas contra a parede, perdendo o ar de seus pulmões por tempo o suficiente para o robô ir em sua direção e o segurar com a mão esquerda.

 Seu tamanho havia aumentado muito. Agora, ele tinha quase dois metros de altura, e continuava a crescer, e as pessoas finalmente começaram a perceber que era perigoso ficar ali.

-Jason já usou seu truquezinho contra mim. Então, Hefesto me melhorou, com a corda Sfichtá, impenetrável por espadas comuns.

-O nome da corda é “Apertada”?-Ele indagou, sarcástico, mas o gigante apenas o apertou mais.

-Você brinca daquele que te matará?! Os semideuses de hoje são tão inúteis quanto os predecessores. 

 Quando tentou quebrar os ossos dele, porém, não conseguiu. Era como se uma barreira mágica o impedisse. Continuou a apertar com mais força, mas foi sem sucesso.

-O que é isso?!-Ele indagou, furioso.

-Gostou? Um item mágico, seu autômato idiota.-Hektor disse, puxando sua espada e, inutilmente, golpeando o braço do monstro.

-Ah, esse seu palito de dente não machucaria nem mesmo um pequeno coelho.

 E, pegando a espada das mãos do garoto, a jogou no chão, próximo de Aurora.

-Mas o que diabos é isso?!-Ela gritou, enquanto se arrastava mais para trás. 

 Talos foi ficando cada vez maior, até que quebrou o teto do local. Ainda segurava firmemente Hektor, que podia sentir seu item mágico se quebrando. “Ah, ótimo. Vou morrer nas mãos de um autômato gigante. Grande.” Ele pensou consigo mesmo, o desespero começando a assumir ele, lentamente. “Eu sabia que não deveria ter vindo para essa missão. Mas nãããããão, eu tinha que me voluntariar.”

-Adeus, semideus.-O robô disse, enquanto apertava ainda mais, a barreira ficando cada vez mais fraca.

-Ei, seu robô idiota!-Uma voz fraca veio, embaixo, no salão.

 Sadie e Bóris tentavam chamar a atenção do monstro o máximo que conseguiam.

-Não adianta! É impossível chamar a atenção dele.-Bóris murmurou, enquanto batia sua lança contra a perna do robô.

-Ótimo. E agora?

-Continua batendo, em algum momento ele vai ter que perceber!

 Porém, Talos nem parecia se importar com os golpes. A lança de Bóris emitia raios e fogo, mas nada afetava o monstro. Sadie também tentava o máximo, mas nada acontecia.

-Suas últimas palavras, criança?-O autômato indagou, com um sorriso vilanesco no rosto.

 Porém, Hektor não conseguiu dizer nada. Seu ar parecia estar sumindo cada vez mais, e sua proteção parecia estar falando. Não adiantava, pois, quanto mais ele puxava, mais preso ele parecia ficar.

-Saiam da frente!-Aurora disse, empurrando os dois para longe.

-O que você está fazendo?!-Bóris perguntou, se surpreendendo por uma mortal ainda não ter fugido.-Saia daqui, fuja! Temos tudo sob controle.

-Ah, eu consigo perceber.-Aurora respondeu, calmamente, mas ainda assim, ansiosa. Procurava algo por entre as gigantes pernas do monstro, mas nada encontrava.-Onde está, onde está?!
-O que ela está procurando?-Bóris indagou para Sadie, confuso.

-Eu não sei!-Ela respondeu, batendo a espada contra o calcanhar de Talos. Repetiu o gesto várias vezes, até que viu algo que chamou sua atenção.

 Algo muito bom sobre os semideuses era que as pequenas coisas conseguiam chamar a atenção deles. Por conta da TDAH, pequenas coisas conseguiam os distrair das coisas que eles estavam fazendo. 

 Nesse caso, a pequena coisa foi o que salvou a vida de Hektor.

 Bem acima do calcanhar do gigante, havia uma parafuso, descoberto, pois a corda estava um pouco mais acima.

-Bóris?-Sadie o chamou, e, quando ele não a respondeu, a jovem o puxou para perto.

-O que foi?! Por que está ai parada, me ajude a matar o gigante!-Ele disse, a empurrando enquanto pegava sua lança do chão.

-Me ouça, Bóris!-A garota retrucou, fazendo com que o companheiro se virasse para ela.-Esse é Talos. É um autômato criado por Hefesto, para defender a ilha de Creta.

-Ok, mas e daí? Se ficarmos aqui, discutindo, não vamos salvar Hektor de jeito nenhum.

-Eu não terminei! Está vendo aquele parafuso ali?-Ela apontou para o local.-Se conseguirmos tirar, ele vai morrer. Vai perder sua essência. 

-Ah, entendi. É só mandar.

 Ambos correram até a perna, e Bóris se posicionou, pronto para dar um impulso a colega. Sadie respirou fundo, e, quando foi lançada para cima, conseguiu se segurar, pois pôs sua espada contra a perna do autômato.

 Começou a escalar, lentamente, até conseguir chegar no parafuso. Era de bronze, mas não parecia ser muito difícil de o tirar. “Agora, apenas se concentre..” Ela murmurou consigo mesma, enquanto se apoiava no objeto. Se realmente conseguisse tirar o item, teria de calcular com precisão como desceria. 

 Sua mente estava a mil, pensando em cada possibilidade.

“No três.” Ela pensou consigo mesma, respirando pesadamente. “Um...dois...três!”

 Com toda força que tinha, Sadie girou o parafuso para a esquerda. Ele nem mesmo se moveu. “Isso não é bom.”A jovem pensou consigo mesma, enquanto repensava em seu plano. O que poderia estar errado.

-Eu tenho que admitir, criança.-Talos disse, depois de dar uma risada robótica.-Você aguentou mais que minhas outras vítimas. 

 Hektor nem mesmo conseguiu responder. Seu ar estava escasso, e parecia que ele nem ao menos conseguia respirar. Era provável que ele morreria em pouco tempo. Nem ao menos conseguia formular seus pensamentos, de tão cansado que se sentia. Começou a se perguntar como seria seu enterro.

 Sadie estava fazendo o máximo de força para tentar tirar o parafuso. Quando mais virava, mais apertado ele parecia ficar. “Pelos deuses, me ajudem!” Ela pensou, em desespero. Alguns trovões ecoaram a sua direita. “Por favor!”. Mais trovões. 

 Foi nesse momento que ela percebeu seu erro. Estava forçando o parafuso pelo lado errado. “Ah, que genia eu sou.” A jovem pensou, enquanto o levava para o lado direito.

-Adeus, criança ignorant…

 O robô nunca chegou a terminar sua frase. Seus olhos começaram a fraquejar, e perderam totalmente o brilho vermelho. O bronze pareceu ficar cinza, e seus membros começaram a enfraquecer. Hektor finalmente conseguiu sentir o ar novamente, mas acabou tendo uma nova preocupação:

 Como iria sobreviver aquela maldita queda?!

 



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