História The Darkness Prince. - Capítulo 21


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Clint Barton (Gavião Arqueiro), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Peggy Carter, Pietro Maximoff (Mercúrio), Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers
Tags Bucky Barnes, Personagens Originais, Romance De Época, Steve Rogers, Triângulo Amoroso, Universo Alternativo, Vingadores
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Palavras 4.050
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooooie, gente! 💖💖💖

Então... Só existe um único motivo para eu ter vindo atualizar mais cedo: EU TÔ ANSIOSA DEMAIS PARA ESPERAR ATÉ MEIA NOITE 😂😂😂😂

Obg aos três novos favoritos e aos comentários do último capítulo... Vocês sempre me motivam muito! 💖💖💖

E bem... Vamos ler? Pq esse é um dos meus capítulos favoritos de todos! 💖

Capítulo 21 - Um ferimento quase mortal.


De novo, mais uma extensão e angustiante reunião do Conselho Real. Eu estava pensando seriamente em atirar-me da janela caso o velho com cara de cavalo não calasse a boca do imenso monólogo que fazia. 

Será que era uma regra todos do Conselho serem velhos, feios, decreptos e, até mesmo, fedidos? Tinham alguns que pareciam não tomar banho há mais de um século... 

Suspirei uma última vez, pedindo paciência. Tudo bem que eu achava que as mulheres podiam e deviam assumir  cargos de liderança junto aos seus maridos, mas uma monotonia daquela? Era massante! E era James ou Steve que deveriam estar ali. 

-E assim, expresso minha humilde opinião, Majestade. Que Vossa senhoria permita que eu observe também.... 

Então, um barulho alto e longe soou. Parecia um imenso trovão. Como era possível? O céu estava azul... 

Todos se calaram e começaram a olhar ao redor, como se as paredes fossem contar o que estava acontecendo. Levantei da minha cadeira e saí, corredor à fora. 

-Wanda? - A chamei. 

Wanda parou alguns metros à minha frente e andei até lá. Empregados e Guardas ziguezagueavam pelo corredor e uma movimentação intensa agitava o Castelo. 

-O que houve? 

-Parece que estão Voltando, Majestade! 

Wanda deu-me a mão e arrastou-me pelo Castelo. 

-Não fui informada! 

-Nem iria ser... O cavaleiro mandado para que te mantivesse informada, interceptou Sharon. Ela repassou a Rainha Beth e a Rebecca, mas duvido que repassasse a você... 

Parei, puxando o braço. Wanda encarou-me e franziu o cenho. 

-Há algo de errado, Majestade? 

-Eu... 

Não consegui responder. O barulho que antes era só um trovão, agora eram claramente vozes e cavalos com carruagens. Queria sair correndo e ver quem estava bem. Mas acho que não tinha coragem. Eu não suportaria receber nenhuma notícia de morte. Havia um mês desde a última carta, desde então, muita coisa poderia mudar. 

-É melhor que vá na frente, Wanda. Recepcione Pietro e os outros. Eu estou com dor de cabeça... 

Wanda cruzou os braços, desviando de uma criada que passava apressada com lençóis brancos e gritando ordens. Meu coração apertou ao escutar sobre feridos. 

-Any... Tens que recepcionar seu pai, seu marido... Pietro vai ficar decepcionado em não ver você. 

Suspirei. 

-Tá. Tens razão. Vamos. 

Voltamos a andar até a entrada do Castelo e logo vimos Pietro no meio de Clint e Tony. Wanda largou-me e saiu correndo, quase derrubando o irmão com o abraço. 

Olhei ao redor. Achei Visão, Bruce... Meu pai. 

Também saí correndo e me joguei no colo dele, como eu sempre fazia quando eu era menor e ele ainda tinha tempo para eu e Jack. 

-Você está bem, papai? Está tão magro! Se feriu? 

Meu pai sorriu, parecendo cansado. Mas os olhos dele brilharam e eu vi minha mãe vindo correndo ao nosso encontro. Depois de um enorme abraço. 

Meu pai não me dirigiu a palavra, embora tenha sorrido gentilmente a mim. Foi aí, que achei que havia algo estranho. 

Olhei ao redor e Visão rodava Wanda no colo. Fui abraçada por Pietro, que logo saiu correndo para procurar a tal menina que o ajudou. 

-Vistes meu irmão, Any? - Rebecva segurou meu braço. Ela já se encontrava em estado avançado de Gravidez. Olhei ao redor. - Ou Sam? 

-Não... Olhe, Sharon está indo naquela direção! - Apontei. Sharon corria entre os homens em direção a uma grande carruagem. 

Rebecca puxou-me pela mão e abrimos caminho. Sharon conseguiu, facilmente, passar entre os guardas e subir na carruagem, desaparecendo dentro dela. 

Sam e Steve saíram da Carruagem e eu estaquei onde estava. Rebecca tentou me puxar, mas eu parei. Não havia necessidade de avançar. 

Sam saiu correndo, quase tropeçando e abraçou Rebecca, para logo em seguida, se abaixar e beijar toda a extensão da barriga dela. Eu observei a cena com um discreto sorriso. Sam também me abraçou, mas logo voltou a atenção a Rebecca fazendo mil perguntas. 

-Oi! - Steve sorriu, me abraçando forte e me tirando do chão. Correspondi o abraço. 

Mas assim que fui posta no chão, Peggy tomou a dianteira e se agarrou nele, com força. Sorriu e o encarou, atrás de machucados que não estavam visíveis. 

-Ainda te devo uma dança, Peggy! 

-Graças a Deus que sim! 

Mas então, ele ficou sério e encarou-me. Eu estava parada, sentindo que ali não era meu lugar. 

-Any... Eu... Bem, tenho um recado de James para você. 

Meu coração trincou. Fiz sinal para ele dizer e evitei olhar para a carruagem. Era pra ser eu ali, não Sharon. Ou melhor, não era nem mesmo para eu estar aqui. 

-Ele agradece o lenço e diz que trouxe boa sorte. Ele retornou vivo. - Steve esticou-me o lenço e eu o peguei. - Mas pede para avisar que... Que a Guerra nada mudou. Ele ainda não... 

Obviamente, Steve estava encabulado de dizer aquilo na frente de Sam, Rebecca e Peggy. Não precisou nem continuar. 

-Eu entendi, Steve! - Tirei a aliança de James e o entreguei. - Diga a James para não preocupar-se! Não atrapalharei a vida dele de forma alguma. Com licença. 

Ao virar-me, esbarrei em Willian, que saiu correndo para o colo de Steve e Sam. Ele olhou ao redor e me chamou. 

-Any? Cadê meu pai? 

-Não faço idéia, Willian! Mas seus tios devem saber. 

Respondi e virei as costas. 

Não queria ter ficado com raiva. Ou ter me importado. Mas aconteceu. De repente, meu peito pesou de decepção enquanto eu entrava pelo Castelo. Deixei Gelo, que estava na minha cintura, junto a Rainha Beth que descia as escadas devagar. Ela estava cada dia mais debilitada. 

Tranquei-me em meu quarto e para nada saí. Wanda, Pietro, minha mãe, Natasha... Quase todos tentaram me fazer sair do quarto. Até Peter. Tranquei bem as janelas e o ignorei. 

Ninguém tinha culpa da minha paixão repentina por James. Nem do fato dele ser um grande imbecil. Mas eu acabei gostando da forma que James me olhava quando não estava sendo esse grande imbecil. E eu não consegui parar de pensar, nem um único dia sequer, das sensações que aquele beijo me trouxe. 

Eu queria tantos outros. E eu nunca conseguiria. 

Soquei o travesseiro. Se eu tivesse dado uma chance mais ampla, se eu não tivesse sido tão receosa, Steve ainda poderia estar apaixonado por mim, não Peggy, e eu estaria bem. Não estaria? 

-Any... - A voz chorosa de Willian tirou-me dos meus devaneios. Franzi a testa e encarei minha porta. - Any, estás aí? 

Levantei-me e abri a porta rapidamente. Willian entrou e sentou na minha cama, enxugando os olhos e fungando alto. Ajoelhei na frente dele e puxei o queixo de Willian para que ele olhasse para mim. 

Willian começou a chorar e não tive coragem de forçá-lo a falar. Apenas o abracei forte, até que não houvessem mais lágrimas. E então, com os dedos, penteei os cabelos dele para trás e o encarei. 

-O que aconteceu, Willian? Por que esse pranto? Nunca o vi tão triste! 

Willian negou com a cabeça e o lábio inferior dele tremeu. 

-Não pode falar? - Indaguei. Ele negou e voltou a chorar. - Diga, Willian! 

-É um segredo, Any! Prometi que... 

Levantei e sentei na cama. Ao lado dele. O puxei para meus braços e dei, novamente, colo a ele. 

O que deixaria Willian dessa forma? Não seria algo com a avó dele, porque eu já teria sido avisada. Então... 

-Willian? É algo com seu pai? 

Willian suspirou e voltou a chorar com mais afinco. Meu coração parou. 

O virei para mim e encarei ele. 

-Willian? Olhe para mim! O que houve? 

Willian cobriu o rosto. 

-Eu não sei, Any! Eu não sei! Meu pai não me disse! Eu não quero que ele morra! 

Eu não conseguia pensar. Nem respirar. Minhas mãos tremiam e meu corpo todo estava gelado. Suspirei, engolindo o nó que se formou na minha garganta. Meus olhos arderam. 

-Onde ele está? - Indaguei. 

-Ele... Quarto dele... Mas meu pai não quer te ver, Any! 

Murchei. Limpei as duas lágrimas que escaparam de mim. Então, Willian abraçou-me, com força. 

-Prometa-me, Anylis, que não vais me deixar? Por favor, prometa-me! Já perdi minha mãe, minha vovó está doente e agora meu pai... 

Willian perdeu a voz. Voltou a chorar. Prometi que não iria a lugar algum enquanto ele estivesse bem. Porque era verdade. Eu nunca abandonaria Willian, não importava o que houvesse. 

Depois de algum tempo, William dormiu de exaustão e eu o deitei noa meua travesseiros.  Troquei minhas vestes rapidamente, enquanto ele dormia, e saí do quarto.

Havia mesmo uma áurea diferente no ar do Castelo:Agitado, pesado, com uma certa ansiedade. 

Onde ele poderia estar? Claro, no quarto dele. Willian disse. 

Encaminhei-me para lá e notei, no corredor, uma grande movimentação. Vi Sam, Steve, Peggy, Nat, Wanda, Visão, Clint e até Tony estavam por ali. 

Tomei coragem e engoli o ar. Ergui a coluna e andei até eles. 

Natasha foi a primeira a me ver e saiu correndo para parar-me, seguida de Wanda e Steve. 

-Majestade! Estávamos à sua procura! Venha conosco! 

Natasha e Wanda me puxaram para trás, mas eu me desvencilhei. 

-O que está acontecendo? Que agitação é essa? 

-Nada, Any! - Steve tentou me empurrar pelos ombros-Apenas preciso que saia e vá... Fazer algo que você queira fazer. James ainda não quer te ver... 

Agachei e contornei Steve, andando a passos largos até a porta do quarto que foi fechada, rapidamente. Encarei todos ali. 

-Vocês acham mesmo que vou cair no pequeno truque de quem James ainda está irritado comigo? Saiam da minha frente! 

-Any! - Steve se meteu na minha frente e cruzou os braços. - Não é uma boa idéia! Eu sei que você está pedindo e tem o direito... 

Encarei Steve mortalmente, apesar do tamanho dele. Aumentei o tom de voz e olhei para cada um, até finalizar nele. 

-Pedindo? Steve, acho que você esqueceu que a Mão do Rei é superior a qualquer indivíduo, com excessão da Rainha. E advinha  quem é a Rainha por Consórcio de WinterFell? Eu! Então, eu não estou pedindo, eu estou ordenando! Saiam da minha frente e deixem-me falar com o meu marido. Agora! 

Steve estava em choque. E todos os outros. Um silêncio se ouvia. 

-Deixem-na entrar! - Rebecca gritou. - A James quer vê-la. 

Steve saiu da minha frente e fiz questão de não olhar para o lado quando segurei na maçaneta. Engoli o ar e abri de uma vez a porta. 

James estava deitado na cama, coberto até a cintura com os lençóis, sem suas blusas e com um pano enrolado em volta de sua barriga. Havia uma quantidade assustadora de sangue nele.   
A Rainha Beth estava parada ao meu lado e fechou a porta. Rebecca permaneceu sentada na cama de James, de mão dada com o irmão. E, para minha infelicidade, Sharon tinha uma cadeira ao lado da cabeceira de James. Bruce terminou de enxugar o rosto de James. 

-Você está bem, minha filha? - Beth indagou. 

Assenti, sem tirar os olhos de James. Ele encarou-me. Desviou o olhar para a janela, parecendo envergonhado. 

-Deixem-me a sós com Anylis. -A voz de James soou fraca. -Por favor. 

Rebecca assentiu, se levantando e passando por mim, me dando um leve sorriso de pena. 

-Venha, mamãe. Vamos tomar um ar. 

Beth deu uma leve batidinha em meu ombro e saiu do quarto com Rebecca. Bruce foi logo atrás, depois de me informar que James não podia fazer esforço ou falar demais. Também não deveria se mexer muito. E claro, eu não deveria mexer nas bandagens. 

Sharon não se mexeu, me encarando com ódio nos olhos. James a olhou. 

-Sharon, saia. 

-Não! Eu não vou sair! Eu estou aqui com você, Bucky, desde que chegaste ao Castelo. Eu sempre estive! Não é porque essa garota gritou com meia dúzia de gatos molhados que ela tem alguma autoridade sobre mim. Eu vou ficar aqui, com você... 

James sorriu. E eu desviei o olhar. Comecei a procurar a maçaneta nas minhas costas. Foi um erro vir. 

-Me dê sua mão, Sharon. Vê esta aliança em meu dedo? Sabes o que significa? Significa que estou casado com Anylis, já que ela tem uma igual. 

-Bucky... - Sharon tentou argumentar. 

Voltei a olhar para eles. James largou a mão de Sharon e ela parecia chocada. 

-Eu mandei que saísse! E Anylis mandou antes de mim! Ela é a minha esposa, você querendo ou não, e é com ela que quero passar meus últimos momentos, não você! Saia! 

Sharon se levantou, com lágrimas nos olhos e saiu correndo, esbarrando em mim, de propósito. Eu teria sentido pena, se não estivesse tão estupefata. 

A porta bateu e eu voltei a encarar ele. 

James tentou se erguer, mas por impulso, sai correndo e o empurrei, forçando a fazê-lo ficar na mesma posição. 

-James, por favor... Não! O doutor Bruce disse que... 

-Vou morrer de qualquer forma! 

Então, ele conseguiu se pôr mais para cima, com o corpo mais ereto e fez uma careta horrível. Desviei o olhar, com o estômago embrulhado. 

-Any? Olhe para mim. 

Obedeci. James respirava com um pouco de dificuldade. Sentei em sua cama, ao seu lado e busquei sua mão. Meus olhos começaram a pinicar e antes que eu controlasse, lágrimas caíram deles. 

-O que aconteceu, James? Como você se machucou? Por que não me chamou? Eu tive que saber por Willian! 

James ficou vermelho e olhou para o lado. Apertou mais a minha mão e, sem olhar para mim, apenas perguntou: 

-Como o Willian soube? Não deixei que  ele visse... 

Balancei a cabeça, em negativa, mesmo ele não olhando para mim. 

-Não sei. Mas ele sabe. E sabe que estás condenado também. Fez com que eu jurasse que não o abandonaria porque não quer perder mais ninguém. 

James ainda tinha a expressão dura no rosto. Mas começou a piscar repetidas vezes, e deixou duas únicas lagrimas caírem. De alguma forma, quando ele me olhou, achei que seus olhos ficavam muito mais bonitos quando ele chorava. 

-Não quero morrer. De verdade. Não quero que Willian passe por isso... Bruce deu-me apenas mais uns dias de vida, caso essa ferida não cicatrize. 

Notei que minha falta de ar se devia ao meu choro. Eu também não queria que James morresse. Eu podia viver com ele me odiando e brigando comigo para o resto da vida, mas eu não podia viver sem ele. E a grandeza dessa verdade assustou-me de uma forma, que as lágrimas sufocavam e o peito doía. 

-Any... Desculpe. - James lutou contra as próprias lágrimas e venceu, por ora. - Eu... Eu te devo mil desculpas e explicações... 

Neguei com a cabeça, sem conseguir dizer uma única palavra. James fechou os olhos, com o lábio tremendo. Depois, encarou-me. 

-Eu preciso que me prometa.... Vás cuidar do Willian por mim, não vás? 

-Vou... 

-Obrigado. 

James tossiu. Pôs as mãos em cima do ferimento. Indaguei, novamente, como aconteceu. James contou que, no final da batalha, quando o Barão Von Strucker havia se rendido, o Barão Zemo aproveitou segundos de distração e ia atacar Meu Pai. Então, James se jogou na frente, fazendo com que a Espada enterrasse em si. 

-Ah, James... Eu não... 

Não consegui falar novamente e chorei. James me observava. Subitamente, dei-me conta de que  fazia um longo silêncio. 

-Obrigada por salvar meu pai! Não sei nem mesmo como agradecer! 

James deu um sorriso triste. 

-Me dê um abraço. Eu sinto falta de seus braços. 

Meu coração deu um pulo. Com cuidado, fui até o lado dele, mesmo que cada célula do meu corpo gritasse que era errado. 

Oras, no fim, ele era um moribundo e não se nega nada a um moribundo. 

-Como faço? - Indaguei- Não quero machucar você... 

-Vai machucar de qualquer jeito! Mas prefiro a dor de te ter entre meus braços do que de morrer sem ter tocado em ti uma última vez. 

Encarei James, incrédula. Ele estava sério, embora não aborrecido. E não parecia ter brincado. Suspirei, pensando que talvez, fosse melhor que eu apenas deitasse ao seu lado. E assim o fiz. 

James não reclamou. Talvez, assim, fosse mesmo melhor. Deitada, com a cabeça em seu peito, notei o quão quente ele estava e o quão suada sua pele também estava. Ele ardia em febrem 

-Any? 

-James, por favor, o Doutor Bruce pediu para que você não fale muito! - Ergui minha cabeça e o encarei. - Se você tornar a ficar falando, vou sair desse quarto e somente volto a ver-te em seu funeral! 

James ergueu as duas sombrancelhas e arregalou os olhos. Ele aproveitou que ergui o corpo e esticou o braço humano para que eu me deitasse em cima dele. Assim que mimha cabeça encostou em seu ombro, James envolveu minha cintura com o braço e ficou vários minutos comigo, em silêncio. 

-Vossa Majestade? - A voz de Sam fez-se presente. - Estás na hora da ceia, quase. Sua mãe manda indagar se queres que mande servir aqui... 

James o interrompeu. 

-Não quero comer, Sam! 

Silêncio.  

-E a Rainha? Vás comer? 

James apertou minha cintura, me puxando contra si. Entendi o recado. Eu não ousaria sair dali. Mas estaba morrendo de fomo, já que não comia nada, havia um dia inteiro. 

-Se importa se eu pedir para servir aqui? Estou morta de fome... 

James suspirou. Com a  mão de metal, tirou algumas mechas da frente do meu rosto e suavizou a expressão de mau humor. 

-Claro que não. Peça. 

-Sam, se não foi muito incômodo, eu queria comer, porém, não queria ausentar-me... 

-Claro, Majestade! - Sam gritou de volta e eu escutei o sorriso em sua voz. - Vou pedir um prato para você. 

Sam saiu, então, virei-me para James. E o encarei nos olhos. Ele estava tão perto que sentia sua respiração pesada no meu rosto. Se eu esticasse um pouquinho a minha mão, apenas, tocava na sua barba e nos seus cabelos que, apesar do seu suor por conta da febre, ainda tinham cheiro de sabonete. 

-Sabes que eu não posso ficar aqui todas as horas, de todos os dias, até que se recupere, não sabes? 

-Não vou recuperar-me. Já sinto a morte rondando-me... 

Revirei meus olhos.  O jeito com que ele disse isso, embora fosse sério, soou mais como drama. 

-Anylis... 

- Pois não? - Voltei a encarar ele. 

James tinha a cabeça jogada sobre os travesseiros. A essa altura, o quarto estava quase um breu total, apenas sendo iluminado pela luz da Lua cheia que entrava pela janela. Os olhos azuis dele refletiam lindamente na luz prateada. Eram como uma poesia física e encarnada... 

-Tens coragem de negar algo a um moribundo? 

Suspirei, demonstrando minha impaciência. Notei um brilho humorado nos olhos dele, apesar da expressão de dor. 

-Já percebi que queres se aproveitar da minha boa vontade e culpa na consciência, não estou certa? Digas, o que queres, Bucky? 

Ele sorriu com o apelido e voltou a esticar o braço de metal e segurar meu queixo firmemente. Meu coração batia tão forte e rápido que achei que pularia para fora do peito. Minha mão estava apoiada no seu peito e percebi que o coração dele estava igual, mas talvez fosse o esforço para manter-se vivo. 

Olhando fundo nos meus olhos, da forma que fazia eu me sentir nua, ele deu um leve sorriso, para começar a alternar o olhar entre meus olhos e minha boca. 

-Eu fui um imbecil completo ao achar que conseguiria manter-te afastada de mim! A verdade me dói tanto, Minha Princesa... 

-Do que falas? - Indaguei. 

James deu outro sorriso, triste. E puxou-me mais para si, fazendo eu chegar mais perto. 

-Me beija? Por favor... Não posso morrer sem ter sentido sua boca... Sem ter sido alvo dos seus suspiros... 

Meu sentido de perigo atacou e eu tentei recuar. Mas não consegui. 

Fechei os olhos, sabendo que apesar da raiva que eu sentia, eu apenas queria isso também. Quando os abri, James sorriu, sabendo que conseguira o que queria. 

Usei um braço para me apoiar na cama e o outro para segurar em seu rosto. Aproximei-me lentamente, e antes que eu pudesse raciocinar, já tinha os lábios dele nos meus. 

Começou apenas como um suave roçar de lábios. Até ele subir a mão pelas minhas costas e prender, com firmeza, entre meus cabelos. Sua língua encontrou com a minha, fazendo um carinho alucinante, e deixei escapar um longo suspiro. Minha mão correu para sua nuca, também o prendendo a mim. 

Mas, abrutamente, ele interrompeu o beijo e eu vi que o motivo fui eu. Eu chorava novamente. James encostou nossas testas. 

-O que houve, Boneca? 

-Não quero perder você, James. Não vou conseguir cuidar de Willian, governar WinterFell, viver sem você. 

James mexeu com os dedos na minha nuca. 

-Eu prometo que vou tentar me recuperar. Prometo mesmo! Eu amo tanto você... 

Levei um choque e pulei de susto com a frase. O encarei, incrédula. Ele não podia ter dito isso, podia? E se disse, ele quis mesmo dizer isso, ou foi a febre? 

James continuou me encarando. Pegou minha mão e levou até seus lábios. 

-Era por isso que eu não podia, Minha Princesa, ser seu amigo. Eu não podia olhar para você sem ter vontade de tomá-la em meus braços e te fazer minha. Eu não queria que você me visse assim, deitado em uma cama, possivelmente, à beira da morte. Quando eu beijei você, foste a primeira vez que pensei que esse amor era mesmo real. Eu me senti traindo a minha falecida esposa. Eu senti... 

James calou-se quando duas lágrimas caíram. Enxuguei elas com meus dedos. 

-Eu senti que isso era tão certo, que pareceu-me errado. Entende? Mas eu quis, e quis muito, aquele beijo. Como eu quis esse. E todos os outros que eu pretendo dar a você. 

Não consegui responder. Eu estava, talvez, inerte. James tomou a dianteira, esticando o braço e enfiando a Mão no meu cabelo, novamente. Deixei ele guiar-me para sua boca e nos beijamos. 

Havia algo diferente nesse beijo. Ele era, literalmente, maia gostoso. Talvez, tivesse gosto de amor. Eu só sei que parei de chorar e de repente, eu tive certeza de que James não ia a lugar algum. Talvez, todos ao redor dele estivessem fazendo mais drama do que o ferimento fosse grave. 

James se afastou, só um pouquinho. Depois, achou melhor me dar vários beijinhos na boca e em volta dela. Eu estava rendida. 

-Queres ser minha esposa, Anylis? 

Eu recuei para o olhar nos olhos. 

-Já somos casados, James! 

-Eu sei, Boneca. Mas não somos marido e mulher. Não consumamos o casamento. E tínhamos apenas um "contrato". O que eu quero saber... Eu quero saber se está disposta a ser minha esposa? Total e completamente. Pertencer somente a mim, enquanto eu pertenço somente a você.  Eu prometo, eu vou te fazer feliz, se... Bem, se você tiver um pouco de paciência para lidar com o meu jeito rude e... Fechado. Não é fácil me abrir, expor meus sentimentos...  

Eu estava boquiaberta. 

-Não precisa responder agora, Any. Espere eu melhorar! 

Assenti. Apoiei minha cabeça no peito dele e o observei. Comecei a sorrir. James levou um tempo para ver isso e me olhou curioso. 

-O que foi? 

-Você está sorrindo. - Atestei. Porque era verdade. 

James tinha um sorriso abobalhado no rosto, mesmo que discreto. Seus olhos brilhavam e eu tive a impressão que, talvez, o machucado não tivesse muita importância para ele naquele momento. 

-Eu estou, é? - James alargou mais o sorriso. - É que... Sabes? Foi como tirar um peso enome das minhas costas contar que amo você e saber que vai aceitar ser minha esposa... 

-Eu não disse nada! - Argumentei. 

-Eu sei. Se você não quisesse, tinha dito não no mesmo segundo. 

Comecei a rir e me inclinei para beijá-lo de novo. Esse era um dos momentos em que ele não era um grande imbecil. E era tão fácil o amar quando ele estava assim. 

A porta abriu  e julgamos, talvez, ser Sam, portanto, não nos separamos correndo, só quando a bandeja pousou na mesinha de centro. O cheiro estava maravilhoso e eu tentei me separar, mas James apertou-me contra si. Comecei a rir. 

-Espera, James! Eu... - James beijou-me. Eu me afastei- Eu estou com fome, homem! 

Rindo, saí de cima dele. Apenas para dar de cara com Sharon. 


Notas Finais


FINALMENTE! ALELUIA! AMÉM! 💥💖💥💖💥💖💥💖💥💖
TEM MAIS ALGUÉM MORRENDO POR AI???? ESSE FILHA DA MÃE SE HOMEM DEU UM SUSTO EM TODO MUNDO MAS JURO QUE TÁ BEM! E TÁ MUITO MELHOR PQ TÁ COM A NOSSA RAINHA AAAAAAAAAAAA 😍😍😍😍

Gente, agora Sério! Que cena forte, mano... Ele dizendo que não queria ver ela, depois ela e o Willian, e ai a Any batendo o pé e pondo o Steve no lugar dele. Aí, vem o fora da Sharon e finalmente o beijo 😍❤💖

EU TÔ ESPERANDO OS SURTOS DE VOCÊS E OS COMENTÁRIOS HEIN! LEMBREM-SE QUE EU FUI BOAZINHA E ADIANTEI O BEIJO 😂😂😂

Até o próximo e os comentários! 💖
Bjs 💋💋


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